Jornalismo independente ganha Nobel alternativo


Amy Goodman, jornalista americana, apresenta Democracy Now !

Uma jornalista americana está entre as cinco personalidades escolhidas para receber o Right Livelihood Awards, conhecido como o prêmio Nobel alternativo, oferecido pelo parlamento da Suécia. Amy Goodman lidera o programa Democracy Now!, transmitido por uma rede global de 700 emissoras de rádio e televisão e se dedica a “desenvolver um modelo inovador de verdadeiro jornalismo político independente que leva para milhões de pessoas vozes alternativas que são frequentemente excluídas pela grande mídia” – segundo os organizadores do prêmio.

Há 12 anos à frente do Democracy Now !, Goodman se disse honrada pela escolha e destacou que a escolha dela é a vitória da crença na liberdade de expressão e no jornalismo independente como ferramenta para paz, e o entendimento. Na equipe dela estão sete produtores, além de 35 jornalistas e muitos voluntários que conseguem realizar um programa de televisão que pode ser transmitido pelo rádio sem prejuízo no entendimento dos temas discutidos. O trabalho de Goodman e sua turma pode ser acompanhado pela internet no site do Democracy Now !

A ginecologista alemã Monika Hauser que desenvolve ações em favor das mulheres agredidas sexualmente em alguns dos países mais perigosos do mundo; a somali Asha Hagi que tem importante papel na luta pela paz e reconciliação em seu país devastado pela guerra; e o casal indiano Krishnammal e Sankaralingam Jagannathan que dedicaram suas vidas na redistribuição de terras às famílias mais pobres, completam a lista de nomes escolhidos para receber o Nobel alternativo, no dia 8 de dezembro, em Estocolmo.

Há dois anos, o prêmio foi entregue ao brasileiro Francisco Whitaker pela criação do Fórum Social Mundial.

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