Até fiquei com pena dos meus colegas da CBN que precisaram passar o dia inteiro ao vivo falando de uma eleição de poucas notícias, e por isso elas foram repetidas muitas vezes. Fiquei feliz com a solidariedade de Ricardo Kotscho em seu Balaio, publicado no Portal IG. Seja por me chamar de colega – e tenho orgulho de exercer a mesma profissão dele, apesar de não com o mesmo talento -, seja por tê-lo como ouvinte-internauta.
A cobertura durante boa parte do dia foi mesmo um marasmo, apesar do esforço de produtores na busca de entrevistados variados e dos repórteres na procura de fatos novos nas ruas, entre um santinho e outro jogado no meio-fio. O noticiário em dia de eleição muda pouco: o voto dos candidatos, a tímida boca-de-urna, a apreensão de alguns cabos eleitorais atrevidos, e as urnas eletrônicas quebradas (tem até ranking como ouvi de um repórter: a cidade que está em primeiro lugar no número de urnas quebradas).
Nem o voto do presidente da República dá Ibope. Roseann Kennedy, nossa repórter-comentarista extraditada de Brasília para acompanhar os fatos em São Bernardo, contou que os eleitores, as eleitoras em especial, queriam mesmo era tocar no candidato a vice Franck Aguiar, músico popular que faz às vezes de político.
Bom dia Milton,
Realmente as rádios em geral estavam complicadas, mesmo que não se gostasse, era só eleições.
O fato das pessoas querem ver um artista em São Bernardo, comprova a falta de politização do nosso povo. Os eleitores deveriam estar preocupadas em quem sria seu prefeito ou os seus vereadores.
Mas sou não perco a esperança, pois sou educadora e acredito que a forma de mudarmos essa forma de pensar das pessoas, só pode ser pela Educação.
Um grande abraço e beijo.
Nizi