Dos 22 candidatos a prefeito nas 11 capitais que terão disputa no segundo turno no próximo dia 26, apenas oito não respondem a processo na Justiça, o que corresponde a 36,36% dos concorrentes.
Belo Horizonte (MG) e Macapá (AP) são as únicas capitais onde não foi encontrado registro contra nenhum dos candidatos. Na capital mineira, disputam Márcio Lacerda (PSB) e Leonardo Quintão (PMDB). Já em Macapá, dois deputados estaduais estão na briga pela prefeitura: Camilo Capiberibe (PSB) e Roberto Góes (PDT).
À exceção de Márcio Lacerda, que por força da lei teve de deixar o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais às vésperas do início da campanha, todos os demais candidatos ocupam atualmente cargos públicos.
Há um prefeito candidato à reeleição, quatro deputados federais e dois estaduais. Dentre os candidatos com a ficha limpa, dois são do PMDB, dois do PSB, um do PT, um do PDT, um do PCdoB, e um do PV.
Os outros candidatos sem pendências judiciais são: Fernando Gabeira (PV), deputado federal e candidato no Rio de Janeiro; Flávio Dino (PCdoB), deputado federal e candidato em São Luís (MA); João Henrique Carneiro (PMDB), prefeito de Salvador (BA) e candidato à reeleição; e Maria do Rosário (PT), deputada federal e candidata em Porto Alegre (RS).
Conforme revelou o Congresso em Foco na semana passada, das nove capitais brasileiras que terão segundo turno, em cinco os dois concorrentes devem explicações à Justiça. Ao todo, 14 postulantes na corrida eleitoral municipal enfrentam 100 ações no Judiciário.
Para o presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), José Carlos Cosenzo, o percentual de candidatos às prefeituras das capitais com processos na Justiça é extremamente elevado. Segundo ele, o índice de aproximadamente 64% dos candidatos com processos coloca em risco a segurança da democracia.
Já o juiz Paulo Henrique Machado, secretário-geral da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), avalia que a sociedade está mais atenta à vida pregressa dos candidatos. Machado coordenou a campanha Eleições Limpas Pelo Voto Livre e Consciente, que divulgou listas de políticos que respondem a processos na Justiça e que se candidataram a cargos públicos neste ano.
Não fizemos juízo de valor sobre os candidatos. O que posso dizer é que o eleitor deve votar em quem quiser, mas que faça a escolha sabendo de informações relevantes. Alertamos para um dado que é público, destaca.
Texto publicado em Congresso em Foco. Clique aqui e conheça a lista completa dos candidatos a prefeito que têm a Ficha Suja.
É um importante saber a vida dos candidatos e se estão sofrendo processos, mas considero pouco jornalistica a expressão “ficha suja”. Vamos supor que eu processo o Milton Jung por um motivo qualquer, sobre algo que ele realmente ele seja inocente, seria justo com profissional jornalista Milton Jung que tivesse sua credibilidade atingida durante o decorrer do processo por seus colegas lhe atribuirem o termo pejorativo SUJO a sua “ficha juridica”. Ainda que esteja usando a prerrogativa de se defender na justiça de algo que pode mais a frente se considerado inocento. Sou a favor da divulgação dos processos, são público e todos devem ter conhecimento. Mas acho grave que o jornalismo induza um a um pré-julgamento ou linxamento publico, pois o termo SUJO não é parcial, e deve ser muito traumatico para pessoas honestas que respondem a processos ser associado a sujeira ainda que temporariamente quando se acredita na própria inocência.