A semana começa com o debate municipal motivado pela escolha do prefeito Gilberto Kassab por pouco mais de 60% dos paulistanos. A reeleição já era prevista não apenas pela vitória no primeiro turno ou pelas pesquisas de intenção de voto no segundo. O sistema que permite que o prefeito concorra mais um mandato tem beneficiado os ocupantes do cargo em boa parte do Brasil como vimos nesta eleição quando 60% dos prefeitos se candidataram e 67% liquidaram a fatura no dia 5 de novembro. A vitória de José Fogaça lá na minha terra, nesse domingo, apenas serve para comprovar a tese.
Além disso, aqui em São Paulo, a candidata do PT, Marta, não foi capaz de superar a alta taxa de rejeição enfrentada por ela – medida pelos institutos desde quando liderava a disputa – como cometeu dos mais constrangedores erros no momento em que tentava recuperar terreno. As perguntas que foram entendidas como insinuações de que Kassab era gay pegaram muito mal e desconsideraram o perfil do eleitor paulistano que mistura gestos conservadores com atos renovadores. Haja vista, que a capital paulista já teve duas mulheres no comando – a própria Marta, inclusive – e um negro, gênero e raça sempre discriminados no País.
No discurso da derrota, a petista pede que o paulistano fiscalize o prefeito. E faz bem, apesar de entender que a solicitação dela não terá efeito – tanto por quem pede como pelo que pede. O cidadão precisa, a partir de agora, cobrar dos 55 vereadores eleitos na Câmara Municipal que façam este que é o papel constitucional deles: fiscalizar o Executivo.
Infelizmente, nas últimas legislaturas temos visto vereadores muito mais preocupados em fazer acordos com os prefeitos de plantão para garantir verbas às obras paroquiais do que cobrar ações que beneficiem a cidade como um todo ou alertar para medidas que não estejam de acordo com a demanda da cidade.
No dia 29, quarta-feira, haverá a primeira audiência pública para discutir o Orçamento que o prefeito Gilberto Kassab terá para tocar a cidade em 2009, na Câmara Municipal, às 10 horas. A proposta prevê receitas e despesas que superam os R$ 29 bilhões. Conforme Regimento Interno da Câmara, a comissão que discute o tema tem que realizar, no mínimo, duas audiências públicas. E você pode apresentar sugestões de mudanças no texto dos vereadores.
Será uma ótima oportunidade para testarmos a disposição da Câmara – que também conseguiu reeleger boa parcela dos seus vereadores – de ouvir o cidadão. Neste processo eleitoral perguntei aos candidatos a prefeito e aos vereadores eleitos como pretendem permitir a participação do paulistano nas discussões do destino da cidade. Todos se mostraram abertos, mas poucos (e o prefeito Gilberto Kassab não está entre estes, infelizmente) agem neste sentido.
Um desafio que teremos em São Paulo é a implantação dos conselhos de representantes, instância fundamental para controlar os investimentos das 31 subprefeituras. A lei que rege o funcionamento do conselho está em discussão na Justiça e enquanto ninguém pressionar e a prefeitura não se mostrar interessada em implantá-los a participação popular continuará no discurso.
Nem o PT, nem a Marta. Quem perdeu a eleição foi, mais uma vez, a Cidade de São Paulo. Que, depois de já ter passado pelas mãos do “estupra-mas-não-mata”, não merecia agora um paraquedista aventureiro que a odeia… Sim, porque criar vinte mil desempregados com uma canetada e depois vir chamá-los de “vagabundos”, só mesmo odiando muito… Vai ser difícil esquecer isso, como vai ser difícil esquecer a piadinha totalmente inoportuna que ele fez no programa Planeta Cidade, da TV Cultura, quando do trágico desabamento do túnel do metrô em Pinheiros…
É… É como dizia a propaganda… Quatro anos é muito tempo… Como um Juscelino às avessas, serão quatro anos que parecerão quarenta… Quarenta anos no deserto…
O alento é que São Paulo é maior que o PFL, e certamente sobreviverá a mais esta provação!
Força, São Paulo! Um dia você será uma “Cidade Limpa” de verdade!!
milton,
teu relato faz tudo claro. Impressionante tua capacidade de síntese. Que tal nos presentear com uma coluna em que você vai informando a gente do que está rolando pelas bandas da prefeitura?
boa semana,
ml
Nossa!!
Isto serve apenas para tentar usar o máximo da boa vontade com relação a você caro gremista inveterado.
Primeiro os meus votos de que as entrevistas que te são pautadas sejam apenas isso, pautadas.
Ou seja, que alguém lá de fora, provàvelmente da guanab****a, seja responsável pela ´linha editorial da emissora´.
Lá, sim, odeiam esta cidade. E fazem de tudo para enaltecer a dissoluta bi-perdedora para a Prefeitura da ´Cidadona´(leia: ´de Sampa´). Não estou falando de cidadãs grandonas…
Agora uma pergunta: se jogam grêmio contra aquele outro time cor-rosa-forte, lá da tua cidade de origem e um ganha o outro perde, a quem é que a imprensa, no dia seguinte, deveria estar dedicando tempo e comentários? Ao perdedor, como a sua emissora fêz nesta manhã toda com o caso da eleição ou ao vencedor?
Outra pergunta é: por que a insistência, em ´exigir´ do Prefeito que faça coisas prometidas pela perdedora-contumaz? Corredor de ônibus sem vias largas é asnice.O Tumbas, digo Covas ´destruiu´ a 9 de julho…
hahahah
só li, direitinho, agora.
Pouco mais do que sessenta por cento?? heheheheheheheh
Quer dizer que a bi-perdedora conseguiu, brilhantemente, chegar em segundo lugar…
Enquanto isso, o candidato do deplorável, maldito, arrasador, DEM, chegou apenas em penúltimo???
heheheheheh
Nem na Rússia usam mais esse tipo de argumento… ou, dito de outra forma, “XÔ, FORA MORTAXA”…
Não dê mais trabalho para o povo, que só tem como arma o voto para tentar vê-la longe da maior Capital deste Lugar.
E se for para ficar cobrando promessas, que tal chamar um guru econômico, instalado em Brasília, que prometeu um “ESPETÁCULO DE CRESCIMENTO”.
É esse mesmo que disse que o que vem por aí é apenas uma marolinha… e eu juro que espero que, deste vez, ele esteja certo.
Mas, não esqueça de cobrar o “ESPETÁCULO”…
Scobbs,
Recomendo que você leia “direitinho” todo o texto novamente e ouça “direitinho” a programação da CBN.
Obrigado pela participação.