De repente o marido chegou



Capa do livro Memórias de Brasileiros que reúne histórias contadas pelo País

Certa vez, em 1953, quando fui subprefeito e subdelegado do 5o. Subdistrito, passava pela porteira de uma pequena propriedade e, de repente, vi um guri correndo e gritando. Parei, ele chegou à beira da cerca e deu o seguinte recado: “Meu pai pede para o senhor ir lá que a minha mãe está doente”. Respondi: “Eu não sou doutor, menino, mas vou lá”. Cheguei na propriedade, o cidadão me recebeu e disse: “Eu estava há oito dias conduzindo uma tropa e quando cheguei aqui encontro minha mulher nesse desespero, só chora, não fala, não responde nada. Não sei o que ela tem. Lembrei de pedir socorro, para ver o que se pode fazer”. “Eu não sou médico, mas valos lá no quarto ver…” Ele me levou. Procurei conversar com a mulher, mas nada, ela só chorava. Passei a imaginar situações, pois já tinha ouvido alguém falar sobre o procedimento dela. Resolvi pedir um banquinho baixo. Me trouxeram e sentei. Comecei observando por baixo da cama. E enxerguei o pé de um cidadão, vi que ele estava embaixo da cama da mulher. Naturalmente, ele estava fazendo uma “visita” quando chegou o dono da casa e ele resolveu se esconder. Raciocinei que eu devia fazer alguma coisa.

O que seu Waldemar Brandão Calovi, de Alegrete, interior do Rio Grande do Sul, fez você fica sabendo no livro “Memórias de Brasileiros – Uma história em todo o canto”, produzido pelo Museu da Pessoa e lançado pela editora Petrópolis.

Na semana passada conversei com o diretor do Museu da Pessoa, José Santos, sobre o livro:

Um comentário sobre “De repente o marido chegou

  1. Valeu pela matéria, Milton.
    Não conhecia o conteúdo do Museu da Pessoa, só o nome.
    Já comprei o livro, anotei o site na internet e o endereço na V. Madá.

    Já virei fã!

    bjs

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