Cuidados para quem pretende ajudar Santa Catarina



Reproduzi aqui texto enviado pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. Leia antes ajudar:

A Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), vinculada ao Ministério da Integração Nacional, divulgou, recomendações para doadores de ajuda humanitária. O fato que motivou foi o volume de interessados em ajudar a população catarinense atingida pelas inundações, deslizamentos e desmoronamentos nos últimos dias. Segundo o secretário Nacional de Defesa Civil, Roberto Guimarães, toda ajuda é bem-vinda, mas desde que seja da forma correta e no momento certo. “A ajuda é importante, mas haverá sempre um momento adequado para recebê-la”.

Segundo procedimento internacionalmente aceito, a tarefa de levantamento de necessidades para materiais de doação é executada por pessoal com experiência adequada em desastres.

As doações de gêneros alimentícios e materiais deverão complementar o esforço estadual e federal para satisfazer as necessidades locais, onde ocorreu um desastre. Os doadores devem sempre consultar as autoridades que estão gerenciando a situação para averiguar a real necessidade de doação de gêneros e da quantidade, antes de iniciar qualquer campanha de arrecadação.

De acordo com a Defesa Civil nacional, o grande problema gerado por uma doação desorganizada é a não correspondência com as necessidades locais. Além disto, pode desviar a atenção de pessoal que atende as mais variadas necessidades para classificar, agrupar e rotular o material doado. “É extremamente necessária a classificação, preferentemente, por idade, sexo e outras variáveis como tamanho e utilidade”, informa a nota da Sedec.

É fundamental seguir alguns princípios básicos para doação:

– Antes de efetuar doações procure informações de necessidades levantadas pela Defesa Civil de seu Estado ou Município, ou em quartéis de Bombeiros ou Polícia Militar, por exemplo;

– Todas as doações devem beneficiar a quem recebe e não a um sentimento pessoal de solidariedade e ajuda humanitária;

– Atentar para a qualidade do material doado;

– Respeitar os anseios da Defesa Civil que está gerenciando o desastre e que busca responder as necessidades imediatas da população afetada; e

– Estabelecer uma comunicação eficaz entre o doador e autoridade de Defesa Civil local onde ocorreu o desastre.

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