A existência de shoppings sem área apropriada para descarregar o material nas lojas é de causar estranheza, principalmente em cidades da dimensão de São Paulo, onde o cuidado com estas questões deveria ser prioridade. Provocados pela pesquisa do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga, divulgada no CBN SP e reproduzida no Blog do Milton Jung, fomos saber da prefeitura como estes empreendimentos são autorizados, mesmo podendo provocar impactos negativos na qualidade de vida do cidadão.
A Secretaria de Habitação informou por sua assessoria que a discussão teria de ser feita com a CET, responsável pelo tráfego de veículos e caminhões na cidade. A CET, também através dos assessores de imprensa, disse que faz o estudo de impacto mas não tem autoridade para impedir a construção e mandou falar com a Secretaria de Transportes. Esta secretaria, por sua vez, jogou o caso de volta para a Secretaria da Habitação.
Como quatro dias não foram suficientes para a prefeitura de São Paulo se pronunciar, buscamos a opinião de quem estuda e pesquisa o tema.
Ouça a entrevista do arquiteto Kazuo Nakano, do Instituto Polis, que destacou dois pontos importantes que devem ser levados em consideração antes de liberar a construção de shoppings e outros empreendimentos comerciais e residenciais:
O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas não divulgou o nome dos shoppings centes de São Paulo que não têm lugar apropriado para receber as mercadorias dos lojistas.
O estudo de impacto ambiental é que eu gostaria de saber quando e para que obra foi realizado.