Porque é preciso sair do arroz com feijão

E para quem vai deixar de lado o prato preferido dos brasileiros, a Ailin Aleixo traz duas boas dicas nesta quinta-feira:

Wolfsgarten

O austríaco Markus Wolf, simpático e brincalhão, acabou de mudar seu cardápio. Se você quer conhecer as receitas tradicionais do país do chef, seu ponto forte, não vá no almoço: o menu executivo tem opções bem brasileiras (bem feitas, sejamos justos) como arroz, feijão, bife e ovo. É para o jantar que estão reservados a salada agridoce de rúcula ao molho de mirtilos e grandes pedaços de brie empanados, o tenro stinco de cordeiro com knoedel (espécie de massa de batata) de manteiga e espinafre fresco e o caudaloso goulash de vitela com spaetzle (”nhoque” alemão). A sobremesa imbatível é o apfstrudel de massa bem fininha: servido morninho, no estilo rocambole, com tem como recheio um delicioso creme de maçã com canela e uvas passas.A casa fecha no dia 25 de dezembro para os festejos do final do ano e reabre no dia 5 de janeiro.

R. Lisboa, 284 – Pinheiros – 3088-4376

Le Manjue Bistrô

Simpático e decorado bem ao estilo Vila Madalena– moderninho e cheio de objetos que remetem ao artesanato brasileiro– o Le Manjue marca terreno na chamada gastronomia orgânica e funcional. Traduzindo: todos os ingredientes são livres de agrotóxicos e preparados de modo a preservarem o máximo de seus nutrientes. Se isso se transforma em comida”xoxa”? Nem um pouco. O chef Renato Caleffi (ex- Empório Siriuba), especialista neste ramo gastronômico, desenvolveu um menu contemporâneo grandinho, bem curioso e com grandes acertos como o caju potiguar da entrada (lascas de caju com molho cremoso preparado como próprio suco, requeijão, tomate, leite de coco e castanhas). Pena que ainda derrapa na execução de pratos como o crepe de chá verde e hibisco com molho de tomate (excessivamente salgado), crespo de queijo, acompanhado de cuscuz de quinua e pesto de manjericão. As sobremesas,bem interessantes, fazem bonito. O sorvete de rosas egípcias com redução de aceto balsâmico, acompanhado de crocante de quinua, agradou muito pela sua combinação equilibrada de doce e azedinho. Aos sábados e domingos serve brunch com pães caseiros, sucos deliciosos (experimente o de tangerina, manjericão e cardamomo ), geléias e queijos (R$ 23).

R. Inácio Pereira da Rocha, 273 – Vila Madalena – 3034-0631

Um comentário sobre “Porque é preciso sair do arroz com feijão

  1. protesto, os estivadores de santos so comem arroz e feijao e farinha, e as mulheres deles nao precisam ter ricardao em casa dessas madames que so comem lagostim ,,,

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