Para garantir lugar na Câmara Municipal de São Paulo, os 55 vereadores eleitos gastaram R$ 29,3 milhões, de acordo com dados declarados à Justiça Eleitoral. A eleição deles custou 225% a mais do que em 2004, R$ 9 milhões – segundo reportagem publicada na edição de hoje do Jornal da Tarde. O aumento dos gastos chama atenção porque neste ano o TSE impôs uma série de restrições à publicidade.
Veja a lista das campanhas mais caras da capital paulista:
Antônio Carlos Rodrigues (PR) R$ 1,762 mi
Milton Leite (DEM) R$ 1,696 mi
Eliseu Gabriel (PSDB) R$ 1,035 mi
José Police Neto (PSDB) R$ 993 mil
Antônio Goulart (PMDB) R$ 987 mil
Arselino Tatto (PT) R$ 949 mil
Jamil Murad (PC do B) R$ 944 mil
Mara Gabrilli (PSDB) R$ 881 mil
Alfredo Alves (PT) R$ 803 mil
José Américo (PT) R$ 786 mil
Se os salários dos vereadores da capital paulista, não aumentaram na mesma proporcionalidade dos custos de suas campanhas eleitorais, então o que se justifica esse aumento de gastos nas eleições deste ano?
Se recursos financeiros não nascem de arvores, seria interessante saber quem são os doadores das campanhas milhonárias dos representantes do legislativo paulistano e quais os interessses que rolam por traz dessas doações.
Aqui no Brasil, com um salario minímo mensal de R$ 415,00, esses gastos de campanha eleitoral, são escandolosos e imorais.
O especialista diz que, devido a restrições de meios de comunicação, tiveram que migrar e reforçar outros. O que são mesmo esses outros meios de comunicação, por que os que tem mais votos em regiões carentes, tem que gastar tanto? Será que, a população mais carente é mais exigente na sofisticação do marketing político?