Vereadores do Rio dão exemplo … mau exemplo

Em nome de sua candidatura para a presidência da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o vereador Jorge Felippe, do PMDB, apresentou proposta prontamente aprovada pelos colegas que cria 20 novos cargos em comissão para a casa. Com esta medida, o povo do Rio vai desembolsar mais ou menos R$ 1,5 milhão por ano para sustentar os funcionários de confiança. Confiança dos vereadores, não do cidadão.

Na mesma reunião, os vereadores cariocas aprovaram o projeto de Orçamento para o primeiro ano de mandato do prefeito eleito Eduardo Paes. Na discussão, os novos governistas conseguiram, também, garantir que Paes tenha a liberdade de remanejar 30% do orçamento de acordo com a sua boa vontade.

A vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB-RJ) tentou diminuir a margem de remanejamento de 30% para 15%, mas a proposta dela foi rejeitada pela maioria. Apenas Andrea, Stepan Nercessian (PPS), Aspásia Camargo (PV), Lucinha (PSDB), Eliomar Coelho (Psol) e Pedro Porfírio (PDT) votaram por uma margem menor e contra o cheque em branco ao prefeito Eduardo Paes.

Interessante é que aqui em São Paulo o mesmo PSDB fez esforço contrário. E venceu. Serra no Governo e Kassab na cidade têm percentual bastante largo para o ano que vem.

A margem de remanejamento é uma luta constante no parlamento. Quem está no poder tenta aumentar o máximo possível do percentual. Quem está na oposição se esforça para reduzir a margem. O problema da margem de remanejamento é que quanto maior o percentual menor importância tem a participação do parlamento na definição das prioridades de investimento no município.

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