Doutores de bactéria também não gostam da turma do jaleco

O maior perigo não é para quem está dentro, mas para os que estão fora do hospital. É o que disseram os dois médicos consultados pelo CBN São Paulo sobre o uso indevido de jalecos por profissionais da saúde, tema levantado no blog e sobre o qual você pode ler no post “Dr House odeia a turma do jaleco na Vila Mariana”, um pouco mais embaixo.

O pesquisador do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marco Antônio Lemos Miguel, que desenvolveu estudo sobre a possibilidade de transmissão de doenças através do uniforme, lembra que há risco até mesmo de as pessoas serem contagiadas com a bactéria que provoca a tuberculose.

O infectologista do Hospital Emílio Ribas Caio Rosenthal teme muito mais a contaminação provocada por médicos e enfermeiros que não lavam devidamente as mãos. No entanto, ressalta que vestir o jaleco do trabalho em atividades externas não é mesmo recomendável.

Ouça a entrevista do dr Marco Antônio Lemos Miguel:

Ouça a entrevista com o doutor Caio Rosenthal:

Estudantes de ciências biológicas da USP mantém campanha sobre o uso consciente do avental que você pode acessar clicando AQUI. Os cartazes para chamar atenção dos estudantes trazem mensagens bem humoradas com esta que publico abaixo:

Novos restaurantes para almoçar

E comer muito bem, garante Ailin Aleixo, no Epoca SP na CBN:

Hora da gula

Já são muitos os restaurantes paulistanos que abrem só para almoço, oferecendo comida bacana a preços razoáveis e nunca é demais abrir mais um. O Hora da Gula fica escondidinho naquele pedaço sem saída da R. Lisboa, bem perto da Praça Benedito Calixto. O imóvel é uma graça: um prédio antiguinho, que também abriga o Espaço Lisboa, salão de festas dos mesmos proprietários, que ainda são donos do bufê Gula Gourmet. O restaurante foi instalado no hall de entrada, um espaço amplo, de pé-direito alto, que não sofreu grandes adaptações para o novo uso e, por isso mesmo, ficou tão interessante. As saladas são servidas no bufê. Há sempre 14 opções, algumas deliciosas caponata de berinjela com passas e pimentão, ervilha-torta com pêssegos frescos, cream cheese com pepino e geléia de amora… mais pães caseiros, patês, frios e queijos. O prato quente é escolhido no cardápio e o preço dá direito ao bufê de saladas. O forte da casa são as massas de produção própria, inclusive secas, feitas com grano duro e ovos caipiras. Há ainda uma boa oferta de grelhados e risotos. A carta de vinhos é curtinha, mas a casa não cobra rolha.
R. Lisboa, 890, Pinheiros, 3062-7343

Domitila

O salão amplo e charmoso no Itaim é mais uma opção de qualidade para quem almoça pela área. O bufê do Domitila pode não ser um mar de opções, mas são todas bem preparadas e saborosas. No dia da visita, entre os melhores pratos, estava o cassoulet (rico em sabor, com caldo encorpado), a pescada amarela (gostosos filés altos, assados) e o penne com azeitonas e tomates. A mesa de salada também é concisa, com todos os ingredientes fresquinhos. Para acompanhar, peça o cremoso e refrescante suco natural de maracujá, manga e gengibre. No preço do bufê está incluída a sobremesa– essas ainda precisam de uma boa melhora. Aos domingos, das 10h às 15h, por R$ 28,90, serve brunch com sucos, frutas, uma opção de massa, panquecas, ovos, saladas, pães, bolos, frios, geléias.
R. Clodomiro Amazonas, 99, Itaim, 3078-7434 e 3078-7407

Foto-ouvinte: Alagados de São Paulo

O temporal do fim da tarde de quarta-feira, dia 10 de dezembro, causou alagamento e prejudicou o paulistano, conforme mostra esta foto feita pelo ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias. A região que aparece é da avenida Nove de Julho. Vale clicar na foto acima e ver outras cenas do transtorno provocado aos alagados de São Paulo.

Dr. House odeia a turma do jaleco da Vila Mariana

Dos seriados de TV que assisto, o protagonizado pelo Doutor Gregory House é o meu preferido. O médico sarcástico e ranzinza interpretado por Hugh Laurie é genial. Tem olhar astuto, língua ferina, beira o insensível e, ao mesmo tempo, é adorável. Não sou capaz, porém, de suportar os horários impostos pelas emissoras de televisão que o transmite para o Brasil, a Universal e a Record. Por isso, saco da prateleira das lojas sempre que surge um novo DVD da série ou recorro aos serviços que permitem baixar os episódios na internet.

Foi assistindo a uma cena em que House conversava com seu amigo (ou ex) James Wilson, o ator Robert Sean Leonard, no restaurante do Princeton-Plainsboro Teaching Hospital que me dei conta de uma diferença incrível entre os médicos, enfermeiros e estudantes que trabalham no seriado e os que encontro todas as semanas, na hora do almoço, seja no bairro de Santa Cecília, próximo da Santa Casa, seja na Vila Mariana, bairro que tem forte concentração de clinicas, escola de medicina e hospitais, em São Paulo.

Ao contrário dos meus “colegas” de mesa, no fictício hospital de Princeton, o pessoal da área médica não costuma usar jaleco na hora da refeição. Aqui em São Paulo, não é preciso muito esforço para cruzarmos com meninas – algumas bem bonitinhas – e rapazotes felizes desfilando com o uniforme que não é branco por acaso. A cor está lá para mostrar a pureza, a limpeza tão necessária para reduzir o nível de infecções hospitalares.

Os agentes de saúde daqui parecem mais preocupados em revelar sua condição profissional. Alguns chegam ao exagero de usar o estetoscópio despretensiosamente pendurado no pescoço. Lembram-me o personagem humorístico de Chico Anysio, o Bozó, que andava com o crachá da TV Globo à mostra.

Faço aqui a comparação porque pretendo discutir no CBN São Paulo desta quinta-feira se este comportamento é permitido nas escolas de medicina e hospitais que abrigam residentes. Se o uso do uniforme branco fora das instalações não pode se transformar em foco de infecção colocando em risco a saúde dos pacientes.

Fico a imaginar o que diria o meu médico preferido, Dr House, diante de um comportamento como esse.

Garis querem roupa nova e confortável, em SP

Funcionários da limpeza pública que trabalham no centro da capital paulista estiveram reunidos, na terça-feira, e decidiram reivindicar mudança no uniforme oferecido pelas empresas. Eles consideram insuportável trabalhar com a roupa batizada por eles de “laranjão” ou “lonão”, principalmente no verão paulistano que eleva a temperatura para além dos 30 graus.

A maioria dos trabalhadores anda dez quilômetros por dia para limpar a cidade e o uniforme pesa cerca de três quilos. Conforme decisão tomada durante encontro na ONG Educa São Paulo, os garis realizarão um abaixo-assinado que será encaminhado ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) pedindo a troca da roupa, no verão. Eles sugerem o uso de bermuda e camiseta regata.

Brasileiro não respeita a faixa de segurança

A campanha que a prefeitura de São Paulo anuncia para combater a violência no trânsito quer ensinar o cidadão a respeitar a faixa de segurança. As regras previstas no Código Brasileiro de Trânsito até são bem simples, neste caso, mas a falta de consciência de motoristas e pedestres, além da inexistência de fiscalização séria, mantém alto o número de mortos por atropelamento.

Para entender o que leva ao desrespeito à faixa de segurança, conversamos com o engenheiro civil Paulo Resende, doutor em Planejamento de Transportes e Logísitica pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos:

IPVA atrasado pode ser pago em 12 vezes, em São Paulo

Os proprietários de veículos, em São Paulo, que têm pagamentos atrasados do IPVA receberão comunicado da Secretaria Estadual da Fazenda oferecendo a quitação da dívida com desconto à vista ou parcelamento em até um ano. O programa atenderá cerca de um milhão e meio de motoristas que deixaram de pagar o imposto até 2006.

Ouça a entrevista com o representante da Secretaria Estadual da Fazenda Marcos Ivan Marchetti, ao CBN São Paulo:

Técnica proposta no blog pode ser avaliada pela SVMA

Usar bactérias para matar bactérias. A idéia de uma empresa brasileira, descrita no artigo de Carlos Magno Gibrail, publicado no blog, hoje, pode ser usada para despoluir o Lago do Ibirapuera. A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente diz que analisa uma série de sugestões que têm como objetivo melhorar a qualidade de vida no local.

O empresário Omar Grecco que explora a tecnologia está disposto a oferecer o serviço gratuitamente para o município. É preciso, contudo, avaliar antes a eficiência do tratamento e a viabilidade de aplicá-lo no local.

O chefe de gabinete da SMVA Hélio Neves afirmou que ações da prefeitura já conseguiram tratar até 95% dos poluentes que são despejados pelo Córrego do Sapateiro.

Nesta entrevista ele explica o que está sendo feito para despoluir o lago e chama atenção para o comportamento do cidadão que agride o meio ambiente:

Prazeres do freezer

A Ailin Aleixo entra numa fria para nos oferecer o que a de mais saboroso em São Paulo. Ouça as sugestões de sorvetes do “Epoca SP na CBN”:

Stuppendo

Sorveteiro e apresentador de TV, Eduardo Guedes produz sorvetes italianos e os vende em uma simpática lojinha de esquina de Moema, com mesinhas ao ar livre. Ele adora frutas – neste verão, entram em cartaz os sabores melancia com capim-santo, goiaba com limão e menta, uva com clorofila, e abacaxi com maçã e canela. Para o Natal, a casa vai lançar sorvetes de panetone, chocotone, marrom-glacê (à base de castanhas de verdade) e panforte (nozes, avelãs e mel). Preço: R$ 8 (porção de 110 gramas).
R. Canário, 1321, Moema, tel.: 5093-2967.

Só doces

A vitrine tem apenas dez sabores, só dois litros de cada – é a estratégia do pâtissier Flavio Federico para ter produtos sempre frescos. Entre as novidades, sex on the beach (à base de pêssego, groselha, laranja e vodca). Mas não deixe de provar os de coco com calda de goiaba e farofa de castanha-do-pará, canela em pau, e tangerina com pimenta-rosa. Preço: R$ 6 (porção de um sabor).
Al. dos Arapanés, 540, Moema, tel.: 5051-5277.

Taperebá

Produz uma gama incrível de sorvetes italianos à base de frutas brasileiras, sobretudo das regiões Norte e Nordeste. Tem de taperebá (o mesmo que cajá), de bacuri, de murici… Os últimos lançamentos são os sorbets de goiaba com água de coco, de maçã verde com água de rosas e de erva-cidreira, entre outros. Preço: R$ 5 (porção de um sabor). Av. Macuco, 703, Moema,
tel.: 5052-0330.

Pâtisserie Douce France

O francês Fabrice Le Nud produz poucos sabores (todos ótimos, especialmente o de goiaba), mas adora inventar moda na apresentação. O berimbau R$ 10 é uma esfera de chocolate recheada de sorbet de manga ou de goiaba. Já os de limão-siciliano, de laranja e de maracujá R$ 10 são servidos dentro da própria fruta gelada. Preço: R$ 6 (a porção de uma bola comum).
Al. Jaú, 554, Cerqueira César, tel.: 3262-3542.

Ronaldo pode ser o novo Garrincha “corinthiano”

Na fim da década de 60 assim como no fim da carreira do craque, Garrincha foi contratado pelo Corinthians. A história volta à lembrança após o anúncio de que Ronaldo é o novo e maior reforço do clube paulista para o ano que vem. E a comparação também é permitida. Para isso, por sugestão do colega de redação Bene Correa, reproduzo texto escrito pelo conselheiro e ex-dirigente corinthiano Roque Citadini no site dele:

“Foi um encontro tardio para ambos, infelizmente. Mas o torcedor o acolheu com entusiasmo. Parecia que o veterano de 33 anos, corpo dilacerado pelas chuteiras de implacáveis marcadores, tal como a Fênix poderia renascer e voltar a jogar como nos áureos tempos de craque do Botafogo e da Seleção. Era o sonho dos 45 mil torcedores que no dia 2 de março de 1966 lotaram o Pacaembu para ver o novo astro do Corinthians, em jogo válido pelo Rio – São Paulo, enfrentar o Vasco da Gama. O Corinthians estava em maré baixa. Seu último título de campeão fora conquistado em 1954.

Daí em diante nada. Reforços eram contratados entre os jogadores que se destacavam em todo o país, o time tornava-se mais competitivo, ameaçava chegar ao pódio mas derrapava no caminho. Quem sabe Garrincha mudaria a trajetória corintiana e traria o almejado título para o alvinegro?

Mané Garrincha assinou com o Corinthians o melhor contrato de sua carreira, embora já não fosse o mesmo atacante que deslumbrara o mundo inteiro com seus dribles incríveis.

O vencedor de duas Copas e principal responsável pelo bicampeonato no Chile, quando o Brasil ficou sem Pelé no segundo jogo. Seu problema não era tanto a idade mas as seqüelas de contusões mal tratadas que acarretaram uma atrofia do joelho. Em sua estréia no Corinthians, mesmo fora de forma, foi considerado pela imprensa “uma estrela solitária” na derrota por 3×0. E proporcionaria a conquista do título do Rio–São Paulo, embora dividido com Botafogo, Santos e Vasco porque a proximidade com a disputa da Copa do Mundo, na Inglaterra, impediu o desempate.

Garrincha marcou dois gols em 13 jogos. Enfim, um título, mesmo dividido com outros três clubes. Valeu a pena o encontro do Corinthians com Garrincha. Só Corinthians, Botafogo do Rio de Janeiro e Seleção Brasileira tiveram o fabuloso Mané em seus times”