Fotógrafa conta sua vida em Heliópolis

Heliópolis, o livro
Imagem de Renata Castello Branco publicada em “Heliópolis”

Foram oito meses “morando” em Heliópolis, das maiores favelas deste país. E Renata Castello Branco saiu de lá com imagens impressionantes, mas, principalmente, muitas histórias e novos relacionamentos. Sobre o livro de fotografias que leva o nome desta comunidade paulistana já falamos com você em post publicado sábado passado. Agora você ouve a entrevista com Renata que foi ao ar hoje no CBN SP:

O veneno que mata é o que cura


Por Carlos Magno Gibrail

A mordida de uma cobra venenosa se cura com o próprio veneno. É a natureza bem interpretada pela sabedoria do homem dando uma lição de inteligência. Um “benchmarking” deste “case” pode resolver infinitos problemas atuais, cujas soluções requerem apenas a mesma lógica e inteligência usada por Vital Brasil.

O automóvel, cujo veneno polui e congestiona, é um dos mais óbvios candidatos à taxação através do pedágio urbano. Entretanto, é solução ao mesmo tempo rejeitada pela própria população contaminada e temida pelos governantes.

O aumento da arrecadação de impostos passa pelo caminho mais fácil da redução dos mesmos, entretanto, está para nascer um Governo que aposte no óbvio, e faça o certo, isto é, diminua a carga tributária.

Para aumentar os empregos é preciso diminuir as garantias do mesmo, pois empresas e empreendedores teriam menos restrições a admissões de novos trabalhadores. Aí, vem o Sr. Chinaglia e levanta o que nem o Governador da Califórnia conseguiu fazer em Holywood, o homem grávido.

Diante deste tipo de propostas é que se questiona a profissionalização dos políticos. Um cidadão normal, não-político e, inserido no mundo real, dificilmente apresentaria um projeto destes.

Para baratear os alimentos, não podemos permitir a utilização de processos predadores da natureza. Muito menos anistiar agricultores que desmataram rios, encostas e morros. Reinhold Stephanes e a famosa bancada ruralista pretendem abaixar os preços aumentando as chances das distorções climáticas. Para reduzir os preços, que se aumentem as exigências ecológicas e as punições aos predadores.

Para decrescer ou eliminar o desmatamento, os créditos de carbono devem ser eliminados. 20% da emissão anual de gases-estufa vêm do desmatamento tropical.

O governo do Brasil é contra usar florestas para gerar créditos de carbono e propõe que o UN-Redd (Programa da ONU para redução de emissões por desmatamento e degradação) seja alimentado por doações voluntárias. Entretanto, Eduardo Braga do Amazonas acordou com Schwarzenegger investimentos no Brasil, e o seu Estado assinou com a rede Marriott.

Redução do desmatamento não pode gerar licença para poluir, muito menos acelerar o próprio desmatamento para possibilitar maior volume de recursos a negociar. “Existe uma preocupação com o saldo de desmatamento, em que a derrubada de uma parte da floresta é compensada com a conservação ou expansão de uma outra.” Joseph Zacune.

Para abater o desmatamento abatemos o crédito para poluir.

Para reduzir o risco advindo de economistas que fazem previsões erradas é necessário usar outros economistas e não, restringi-los ou ignorá-los, como pretende Clovis Rossi.

Nelson Barrizzelli, economista, não tem dúvidas que economistas notáveis e economistas militantes em organizações financeiras, consultados permanente e exclusivamente pela mídia, têm gerado as distorções ora evidenciadas.

“As previsões se equivalem a dos jogadores de búzios” segundo Rossi.

De acordo com Barrizzelli, dos notáveis, surgem previsões que os demais não as confrontam. Dos militantes, idem, e como a Economia vive de expectativas, os agentes econômicos passam a tomar decisões baseadas nestes cenários, muitas vezes distorcidos. E, exemplifica, que um empresário do mercado de luxo vai reduzir em 20% os números para 2009, em função das informações gerais, embora este ano continuasse crescendo 30%. Perguntado por que, respondeu que está seguindo a expectativa geral.

Portanto, para curar previsões comprometedoras o remédio é consultar economistas que estejam com a “barriga no balcão”, para usar uma expressão do varejo, que significa estar atento ao mercado no próprio mercado.

Para eliminar as bactérias poluentes do lago do Ibirapuera em SP é preciso inserir quantidade planejada das mesmas bactérias. É a biotecnologia criando um “blend” específico de microorganismos para melhorar a eficiência do sistema natural e despoluir o meio confinado.

Omar Grecco, diretor da Superbac, empresa nacional expertise de ponta, é quem nos concedeu estas informações. Grecco disponibiliza ainda esta tecnologia a São Paulo, gratuitamente, no ensejo de aproveitar a visibilidade deste lago e expor a sustentabilidade.

Valores em reais baixos e valores reais altos, este é um projeto esperto. Que tal executivo e legislativo de SP Capital ?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta-feira está aqui no blog oferecendo mais veneno para curar nossa falta de criatividade.

Direitos Humanos não são direitos dos bandidos, diz brasileiro



Meu ponto de vista da entrevista de Vanucchi no Roda Viva

Uma mudança de comportamento do brasileiro em relação aos direitos humanos teria sido detectada por pesquisa encomendada pelo Governo Federal. É o que destacou o secretário especial Paulo Vanucchi durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite de segunda-feira.

“Os direitos humanos defendem os direitos dos bandidos ?”. De cada 10 brasileiros que responderam a esta pergunta, oito disseram que não. Oscar Vilhena, da ONG Conectas e doutor em ciências políticas, lembrou que no passado o apoio a esta ladainha dos reacionários era bem maior.

Isto não significa que o tema esteja bem resolvido no Brasil. Haja vista, notícias da violência policial, do trabalho escravo no campo, do desrespeito aos portadores de deficiência, às mulheres, aos idosos e às crianças. Soma-se a falta de resposta do Governo aos crimes de tortura durante o Regime Militar. Aliás, Vanucchio driblou o que pode as perguntas de Lilian Witti Fibe e demais convidados do Roda Viva sobre o assunto.

Não é por acaso que a mesma pesquisa mostrará que mais da metade dos brasileiros apóia a pena de morte, como lembrou o secretário Vanucchi que também atende pelo título informal de Ministro dos Direitos Humanos. Poderemos compreender melhor o que pensa o brasileiro sobre o tema assim que o resultado deste trabalho for divulgado por completo, o que deve ocorrer nesta quarta-feira, quando são comemorados os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Asssiti, ao vivo, a entrevista do secretário Vanucchi como convidado do Roda Viva para twittar, ao lado de Rodrigo Savazoni e Hernani Dimantas, ambos embrenhados há algum tempo na causa em favor dos direitos humanos. Enquanto nós três registrávamos em textos curtos as impressões sobre a entrevista e o bastidor, Ana Carmen Foschini fotografava a todos e publicava em sua página no Flickr. Antes do programa e durante o intervalo, havia mais Roda Viva na internet. E muita imagem sendo gravada nas câmeras digitais.

A TV Cultura tem investido muito na interação das mídias. Uma experiência que devemos acompanhar bem de perto, pois poderá sinalizar caminhos a serem percorridos por aqueles ligados a área de comunicação.

Foto-ouvinte: Perigo entre dedos

O cigarro chegou ao posto de combustível entre os dedos do motorista e por lá permaneceu enquanto o carro era abastecido. O frentista não deu bola, fez seu serviço, cobrou a conta e se despediu do cliente.

O ouvinte-internauta Luciano Oliveira assistiu a tudo enquanto esperava a vez dele abastecer o carro no posto que fica no cruzamento das avenidas Carlos Caldeira com a estrada do Campo Limpo. Sem a quem reclamar, registrou a imagem e mandou para o blog chamando atenção para o risco de explosão gerado por aquele comportamento.

CBN ganha mais dois prêmios da crítica

João Carlos Santana que comanda, há quatro anos, o Sala de Música na CBN ganhou o prêmio de melhor programa musical do rádio da Associação Paulista dos Críticos de Arte. E as meninas do recém-nascido Caminhos Alternativos, Fabíola Cidral e Pétria Chaves, conquistaram o prêmio APCA na categoria variedades.

Os dois programas vão ao ar aos sábados. O Caminhos, às 9 da manhã, e o Sala de Música, às 9 da noite.

A polícia militar de São Paulo é muito violenta ?

A pergunta surge a partir de dados publicados, nesta terça-feira, pelo jornal Estadão que mostra, a partir de estatísticas oficiais, que a PM já responde por 8% dos assassinatos registrados no Estado. De janeiro a setembro deste ano, um de cada 12 assassinados morreu com tiros disparados por policiais.

O CBN São Paulo fez esta pergunta a dois especialistas no assunto.

Nancy Cardia: É violenta, sim

Ouça o que pensa a coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP, Nancy Cardia.


Tulio Khan: A violência é relativa

Ouça agora o que diz o coordenador de anãlise e planejamento da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Túlio Khan.

Leia AQUI a reportagem publicada no Estadão.

Prefeitura lança plano para diminuir morte de pedestres

Com fiscalização em dez dos mais perigosos cruzamentos da cidade e nos principais corredores de tráfego e uma campanha de conscientização, a prefeitura de São Paulo pretende reduzir o número de pedestres mortos no trânsito. De acordo com dados oficiais da prefeitura, atualmente, há 1,1 morte por atropelamento para cada 1.000 carros que circulam na cidade. Já foi bem maior, segundo o secretário municipal de Transportes Alexandre de Morais. Ele lembra, contudo, que nos Estados Unidos temos índices que chegam a apenas 0,2 para cada 1.000 carros.

Ouça a entrevista do secretário para a repórter Cátia Tofolletto, durante o lançamento do plano que pretende tornar o trânsito da capital menos violento:

Tá com preguiça de fazer ceia?

Então compre pronta. Mas as melhores, claro… recomenda Ailin Aleixo, no Epoca SP na CBN

Fred Frank
Av. Juriti, 429, Moema, tel.: 3791-4198.
Destaques do menu de Natal: cuscuz de camarão; peru assado com molho real; tender com caramelo de laranja e abacaxi. Encomendas até: 15/12. Preço: pratos avulsos, de R$ 6,60 a R$ 28,30 por pessoa (mínimo de 12 pessoas).

Carlota

R. Sergipe, 753, Higienópolis, tel.: 3661-8670.
Destaques do menu de Natal: tender caramelado com mel, lichias e kinkan ao molho de cerejas; pernil de cordeiro ao molho de shiitake flambado no licor de tannat; panna cotta de doce de leite com lascas de coco douradas.
encomendas até: 15/12. Preço médio por pessoa:
R$ 250 (mínimo de dez)
ou R$ 300 (mínimo de seis).

Osteria del Pettirosso
Al. Lorena, 2155, Jardim Paulista, tel.: 3062-5338.
Destaques do menu de Natal: lasanha de alcachofra e salmão; leitão recheado acompanhado de alcachofras, torta de batatas e presunto cru; pernil de cabrito com purê de lentilhas; panna cotta com frutas do bosque.
Encomendas até: 19/12. Preço: pratos avulsos, de R$ 25 a R$ 50 por pessoa (mínimo de seis).

Viandier Casa de Gastronomia
Al. Lorena, 558,
Jardim Paulista, tel.: 3057-2987.
Destaques do menu de natal: chester recheado com farofa de castanhas; pernil assado ao molho de jabuticabas; rabanadas portuguesas.
encomendas até: 20/12.
Preço médio por pessoa: R$ 105 (mínimo de dez pessoas; para grupos menores, a encomenda é feita por quilo).

Vinheria Percussi
R. Cônego Eugênio Leite, 523,
Jardim América, tel.: 3088-4920.
Destaques do menu de natal e réveillon: fagottini de camembert e mascarpone na manteiga de ervas; brandade de bacalhau com alho-poró e purê de batata-doce; tiramisu. Encomendas até: 22/12
(Natal) e 29/12 (Réveillon). Preço médio por pessoa: R$ 90 (mínimo de seis).

A irmã da boa

Por Adamo Bazani

Como diz a juventude, cada tribo tem seu dialeto. Há gírias específicas de simpatizantes de estilos musicais diversos, de ideologias, de religiões, de regiões e de torcidas de futebol.

Pesquisando a história dos transportes, sob a visão dos motoristas e cobradores, mecânicos e funcionários do setor em geral, foi possível descobrir que as garagens possuem seus “próprios dialetos”: Chapéu de bico, cerão, boa, pé de cabra, queixo duro são alguns exemplos.

Muitas vezes essas gírias não são bem compreendidas por quem não atua no ramo e isso pode dar uma enorme confusão. É o que conta o motorista de ônibus, da Viação Guaianazes de Santo André, Levi Mendonça.

Ele começou a trabalhar como manobrista na Garagem da Expresso Santa Rita, em 1988. Três meses depois foi promovido a motorista da Viação Humaitá e depois à Guaianazes. Levi conta que os horários dos motoristas nem sempre são estáveis. Às vezes o trânsito complica e a hora prevista pra chegar em casa é excedida, muitas vezes é necessário pegar a viagem extra de um funcionário que faltou ou ficou preso em congestionamento, entre outros fatores. E nessas e outras, muitos casamentos são desfeitos.

Foi o que aconteceu com um motorista bem antigo de profissão, cujo nome Levi não se lembra.

O motorista começou a se atrasar para chegar em casa dia após dia. Se tinha de estar com a mulher às dez da noite, aparecia meia-noite, uma da manhã. No início, a mulher até se conformava, mas os atrasos estavam sendo constantes e as brigas começaram a surgir.

Todo o dia a mulher reclamava e o marido explicava : “Eu precisei ficar até mais tarde, tive de fazer mais um horário, o colega faltou, o ônibus quebrou”. A mulher não acreditava.
Um dia, irritado, o motorista pediu permissão à gerência da empresa e levou a mulher para o serviço, para provar que ele não estava traindo a esposa.

Pé de cabra é o nome dado às mulheres que se exibem para os motoristas, as damas da lotação. “E tá cheio de mulher assim”, confirma Levi

Já era a penúltima viagem da linha Santo André – Vila Industrial – São Paulo, quase oito horas de serviço e nada que desabonasse o motorista. A mulher ficou o tempo todo no banco atrás, controlando tudo que acontecia.

Até que sobe uma loira fenomenal, linda mesmo. Ela senta no “banquinho das pé de cabra”, aquele logo após a porta dianteira. Começa a mexer no cabelo, se olhar no espelho, e o motorista nem dá bola. Em meio a viagem, sobe um colega do motorista e já chega falando alto: “Essa é a Boa!”.

O motorista responde: “Não, essa é a irmã da boa”.

A esposa, que tudo ouvia no banco de trás, deu um soco no marido, que teve de parar o ônibus abruptamente. A confusão foi generalizada. E só terminou quando conseguiram explicar para ela que “boa”, na linguagem das garagens, é a última viagem, e “irmã da boa”, é a penúltima

O motorista Levi diz que o fato virou lenda nas garagens.

Glossário de garagem

Chapéu de Bico: motorista
Pé de Cabra: mulher que se exibe para o motorista
Cerão: quando o motorista faz hora extra
Boa: última Viagem
Irmã da boa: penúltima viagem
Queixo duro: muito usada antigamente, referindo-se aos ônibus de direção dura
Pau velho: ônibus antigos e mal conservados
Prego: Motorista (de qualquer tipo de veículo) que está na frente e anda muito devagar

Adamo Alonso Bazani é repórter da rádio CBN e busólogo. Toda terça-feira conta para nós, aqui no blog, mais um capítulo da história do ônibus.