Foto-ouvinte: Recado dado

O morador da casa acima devia estar cansado de assistir à destruição do jardim. Pichou o próprio muro com a esperança de constranger os vândalos. A imagem é do ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias, nosso colaborador, e foi feita na rua José Lacerdam na Vila Rosádio, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo.

Como votaram os senadores de São Paulo ?

Aloísio Mercadante (PT) e Eduardo Suplicy (PT) votaram em favor da emenda constitucional que prevê o aumento no número de vereadores das câmaras municipais. Os dois alegam, no entanto, que o voto se deu sob a garantia de que, em fevereiro, será votada emenda que limita o gasto dos legislativos municipais.

O senador Romeu Tuma (DEM) não votou porque estava em viagem para encontro do Mercosul, no Uruguai.

Infelizmente, não temos a lista completa do voto dos senadores porque a informação não é publicada no site do Senado.

Novos vereadores: encrenca à vista

A previsão é do advogado especializado em direito eleitoral Silvio Salata após a aprovação no senado da emenda constitucional que aumentará em mais de 7.500 vagas o número de vereadores nas câmaras municipais.

O professor da Escola Superior de Advocacia lembra que para tomarem posse no dia 1º de janeiro, os vereadores deveriam ter sido diplomados até hoje, pois os tribunais eleitorais estão às vésperas do período de recesso. Caso não assumam juntamente com aqueles que foram diplomados, Silvio Salatas disse que a justiça eleitoral terá de decidir qual o procedimento que será adotado.

Ouça a entrevista do integrante da comissão de política eleitoral da OAB-SP, Silvio Salata, sobre a mudança aprovada pelo Senado:

Dersa jura que desmatamento será compensado, em São Paulo

Um quarto dos 437 hectares de área verde devastada na região metropolitana de São Paulo está no entorno do Rodoanel. A constatação é da Fundação SOS Mata Atlântica em levantamento que foi antecipado pelo CBN São Paulo, nessa quarta-feira (veja entrevista nos post de ontem). A Dersa, responsável pela obra, se defende afirmando que a compensação ambiental beneficiará a região, com a entrega de mais de mil hectares recuperados e conservados.

Ouça a entrevista do gerente ambiental da Dersa, Marcelo Barbosa:


Agora o outro lado: tolerância zero

O ambientalista João Capobianco disse que a solução para conter o desmatamento que atinge a região metropolitana de São Paulo é a implantação de política de tolerância zero. Na entrevista à CBN, ele lembrou que assim como a construção do Rodoanel, o crescimento desordenado está diretamente ligado ao aumento do desaparecimento da área verde:

Para conhecer o trabalho completo da SOS Mata Atlântica clique AQUI.

Promotoria comunitária reduz conflitos na zona sul

Desde que aplicaram o conceito da promotoria comunitária, os resultados no combate aos conflitos em bairros pobres da zona sul de São Paulo têm sido significativos. O promotor de justiça Arual Martins, um dos incentivadores da iniciativa, destaca que neste ano o Fórum de Santo Amaro terminará o ano com o registro de cerca de 2.150 casos, enquanto em anos anteriores esta marca chegava a 3 mil casos envolvendo atos de violência, na maioria das vezes.

Conheça como funciona a ação da promotoria comunitária na entrevista de Arual Martins, ao CBN São Paulo:

Para conhecer mais sobre este trabalho acesse a página do Ministério Público de São Paulo ou ligue para 011 3392 5161

Para os formigões (Ailin Aleixo, inclusive)

Para os formigões (Ailin Aleixo, inclusive)

Para quem ama guloseimas, aí vai um roteiro da Ailin Aleixo, no Epoca SP na CBN, de novos endereços imperdíveis em São Paulo:

A Esses Chocolates, de Renata Arassiro, é uma butique elegante que vende jóias de matéria-prima belga. R. Pascal, 1.195, Campo Belo, tel.: 5092-4977.

O chef Laurent Suaudeau abriu a primeira filial de sua sorveteria Vipiteno. Fica no shopping Market Place, 3º piso, tel.: 4111-5689

A unidade de Moema da pizzaria Speranza agora tem um empório anexo, o Speranza Gastronomia. Estão à venda conservas, geléias, azeites, doces e massas – o cliente leva para casa ou abre e consome lá mesmo, com vinhos em taça. Av. Sabiá, 788, Moema, tel.: 5051-7615.

A confeitaria O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo abriu uma filial, bem mais espaçosa do que a matriz da Oscar Freire, com direito a mesinhas na varanda. Fica na R. Alagoas, 852, Higienópolis, tel.: 2893-0050. Outra, também nova, fica na R. girassol, 185, na Vila Madalena.

São Paulo terá mais 1.246 vereadores com voto do Senado

O Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira a Proposta de Emenda à Constituição que aumenta dos atuais 51.924 para 59.267 –acréscimo de 7.343– o número de cadeiras nas Câmaras Municipais de todo o país.

Cálculo da Transparência Brasil mostra que o Estado de São Paulo e suas 645 cidades serão os que reeberão o maior número dos novos vereadores. Serão abertos mais 1.246 vagas nos municípios da Região Metropolitana e interior. A capital já tem o número máximo previsto em lei: 55 vereadores. Depois de São Paulo, o estado de Minas será o maior ” beneficiado” com a emenda: mais 884 vagas.

A emenda será promulgada pelo Congresso ainda hoje e entra em vigor imediatamente. A proposta altera a proporcionalidade de vereadores em relação ao número de habitantes do município. São criadas 24 faixas de número de vereadores: os municípios com até 15 mil habitantes terão nove vereadores, enquanto os municípios com mais de 8 milhões de moradores terão 55 vereadores.

Quem diria, a CBN ganha prêmio da periferia!

Foram mais de três de horas de celebração em um bar popular de Piraporinha, bairro da zona sul de São Paulo. Os cerca de 300 convivas não couberam nos dois andares em que a estrutura da festa foi montada e a praça na rua Bartolomeu dos Santos transformou-se no “puxadinho” para abrigar a todos. A concentração apenas se desfazia para deixar passar o ônibus que sai dali e roda 23 quilômetros para chegar a Praça da Sé.

Neste cenário, sob o comando de Sérgio Vaz, criador e criatura da Cooperifa, foi entregue o troféu Sancho Pança, o defensor dos sonhos, àqueles que estiveram ao lado do movimento que promove, religiosamente, às quartas-feiras, o Sarau Literário, e durante o ano todo ações culturais que destacam o trabalho desenvolvido pela periferia paulistana.

Sonho foi das palavras mais repetidas entre os homenageados que faziam questão de destacar a importância do espaço cultural que se transformou o Bar do Zé Batidão, apelido do dono, um mineiro que serve uma ótima feijoada, um prato batizado de “escondidinho” , cerveja, refrigerante e muita poesia. O Sarau, criado há sete anos pela Cooperifa, oferece microfone a todos que arriscam se expor diante do público, nunca menos de 150 pessoas.

Dentre os premiados, gente conhecida como Ferré que aproveitou o momento para convocar voluntários para o trabalho que realiza com jovens desassistidos na zona sul da cidade. Gente que eu não conhecia, como um garoto que não deve ter mais de 12 anos muito aplaudido e que ao receber Sancho Pança agradeceu: “Obrigado, Sérgio, por me ensinar a ser poeta”.

Eu estava lá, também, porque a CBN foi escolhida para receber um dos “Sanchos” devido ao trabalho realizado no CBN São Paulo que trata da cultura da cidade. E que tem como cidade tudo aquilo que acontece no centro, nos bairros, e na periferia, também.

Reproduzo em seguida o texto de Sérgio Vaz que apresenta a idéia do troféu Sancho Pança:

Povo lindo, povo inteligente,

o prêmio Cooperifa não parece, mas é um prêmio literário, criado em 2005 para estimular à leitura e à criação poética, principalmente aos frequentadores do sarau da Cooperifa, um incentivo aos poetas que não paravam de chegar ao nosso quilombo, e as pessoas da comunidade de Piraporinha e entorno (Zona sul de SP) que viam na poesia um meio de comungar a palavra, e um caminho mais curto para o livro, e para a cidadania.
Mas o sarau da Cooperifa não é feito só de poetas, apesar de toda poesia que envolve o lugar, e com o tempo, outras pessoas de outras áreas culturais que fortalecem o movimento, também foram chamadas para serem premiadas, assim como alguns líderes de bairro, pessoas que frequentam assiduamente o sarau, professores, entidades, gente que faz e acontece, jornais revistas, fotografias, eventos, o rap, o samba, espetáculos, etc.
Mas que principalmente tenham ou tiveram algum tipo de vínculo com a Cooperifa, que ajudam a promover, engrandecer e divulgar, através dos seus atos, tudo aquilo que o nosso movimento acredita: que uma outra periferia é possível!
Por isso, o prêmio, não é um presente aos melhores da periferia, até porque, são tantas as pessoas maravilhosas -e na sua maioria anônimas que ajudam a construir este país-, que não haveria prêmio para tantos guerreiros e guerreiras. Axé para todos eles!
E se a gente pensar bem, para o que é que servem os prêmios?
Para os que lutam uma vida inteira, o suor, a lágrima e muitas vezes o próprio sangue, é quem determina quem são os heróis e as heroínas deste Brasil afora. E se o país ainda resiste a todos os tipos de injustiças e desigualdades, é porque eles existem, não os prêmios.
Quem dera os nossos braços fossem maiores para alcançá-los.
O Prêmio Cooperifa é um pequeno reconhecimento a estes heróis e heroínas que estão à nossa volta, ao nosso alcance, e que apesar de tudo e de todos, ainda acham tempo para sonhar, por si, e pelos outros. E que nem mesmo a dureza de um dia de trabalho ou a falta de, é capaz de afastá-los da busca pela poesia, o néctar tão necessário para suportar o doce e o amargo do dia-a-dia.
E eles, nossos amigos e parceiros, por estarem tão perto , é mais fácil tocá-las(los) , acariciá-los (las) premiá-las(los), e é o que a gente queria que também acontecesse em todas as quebradas onde os nossos olhos não vêem, e que que infelizmente, muitas vezes, nossos ouvidos não escutam.
O Prêmio Cooperifa não dá retorno financeiro, muitas vezes, nem sequer prestígio, porque a eleição (sim, há uma eleição!), e feita por uma comissão de poetas e pessoas que coordenam o projeto, e de forma simples, os nomes são aprovados ou não, e mesmo depois de tantas discussões e contagem de votos, a gente sempre esquece de alguém. É a única hora que a gente sabe que o prêmio tem o seu valor.
Mas ainda assim vale o risco, um discurso não é nada sem a prática.
Há os que fazem. Há os que julgam. Gostamos de fazer. Já há juízes demais.
O Prêmio era para ser uma abraço, na verdade é, só que nós o materializamo em bronze, na figura do aprendiz de sonhador “Sancho Pança” fiel escudeiro de Dom Quixote, para que os nossos amigos possam pendurá-lo nas prateleiras de suas casas, para que seus amigos possam ver que foram abraçados pela Cooperifa, assim, como nós fomos por eles.

É isso. Nada mais.

Sérgio Vaz

Sérgio na entrega do prêmio Sancho Pança

Foto-ouvinte: Acabou o crédito

Os sem-teto esperam o tempo passar diante de loja que oferece crédito imobiliário, no bairro das Perdizes, em São Paulo. O contraste da cena foi percebido pela estudante Fernanda Hardt. O comentário é do pai dela, Paulo: “Ironicamente a empresa se chama Plano A. Qual seria o Plano B ? Brasil, país de contrastes ? Ou país com trastes ?”

Técnico explica cobrança de água individual em condomínio

Consultar empresas e técnicos antes de tomar a decisão de adaptar o condomínio para a medição individual do consumo de água, sistema anunciado pela Sabesp. Esta é uma das recomendações dos especialistas no assunto.

Ouça a entrevista com o engenheiro Marcos André Santos, da ISTA Brasil, uma das empresas credenciadas pela Sabesp, na qual explica como o sistema pode ser implantado em condomínios novos e velhos:

Para mais informações, ouça a entrevista do presidente da Sabesp Gesner de Oliveira, mais abaixo no blog, ou acessando AQUI.