Rebouças Vivas destaca mudanças em corredor de ônibus

Texto publicado no blog do Movimento Rebouças Vivas

“Neste último dia de 2008 cabe uma reflexão sobre o que esperar em 2009:

– O trânsito em São Paulo está à beira de um colapso, se é que já não colapsou;
– Os corredores de ônibus em geral estão aliviando o fluxo do transporte coletivo, mas ainda andam muito lentamente; e,
– O corredor de ônibus que passa na Av. Rebouças é muito lento e a CET e SPTrans estudam formas de torná-lo igual aos demais.

Nós que acompanhamos desde o início a concepção deste corredor sabemos que ele é inviável, pois já foi instalado numa via saturada, sem condição de ultrapassagem e sem racionalização dos destinos, além de ter a mesma origem e destino da Linha 4 do Metrô. Por tudo isso, sabemos que este deve ser um corredor transitório e não definitivo, pois com a inauguração de Linha 4 a necessidade de ônibus nestes trajeto reduzirá naturalmente e poderá transitar de forma compartilhada nesta via.

É possível que liminares advoguem que é necessária uma intervenção já, principalmente nas duas paradas críticas ” Faria Lima e Consolação. Nestes pontos a CET e a SPTrans identificaram a necessidade de ultrapassagens, mas como sabemos só há duas possibilidades:

1) reduz-se uma via de trânsito de veículos; ou,

2) reduz-se as calçadas. Porém, nestes 2 pontos já não há calçada a ser reduzida, pois ao arrepio de sua competência o Condephaat, na implantação do corredor, já autorizou a redução efetuada não restando mais passeio digna deste no nome.

É possível que uma terceira solução seja aventada, a saber, o prolongamento das paradas, causando um impacto visual que dificilmente surtirá o efeito desejado, pois quando as filas de ônibus se formam nestes pontos ultrapassam 500m ou 1 km.

Quem analisa a interminável fila de ônibus vê que ela se deve à lentidão da entrada das pessoas no coletivo (devido à altura dos degraus e ao pagamento da passagem no interior do ônibus); ao fato de que as linhas não foram racionalizadas como se previu na origem (mesmo com a possibilidade de ultrapassagem, há que se considerar que sua utilização depende do embarque dos passageiros a cada destino); ao semáforo logo na partida do ônibus; à impossibilidade de ultrapassagem, entre outros motivos.

A CET e a SPTrans certamente não desistiram de seus projetos, só estiveram paralisados talvez pela lentidão do processo ou pelo período eleitoral. Não sabemos ainda qual o resultado da pesquisa origem/destino finalizada, nem no que seus dados poderão ajudar ao problema de deslocamento de quem vive e trabalha na Av. Rebouças, mas esperamos poder discutir as distâncias que temos que percorrer hoje.

Da Subprefeitura penso que podemos esperar apoio no sentido de preservar a já combalida qualidade de vida na Av. Rebouças, e adjacências, já que neste ano calçadas foram recuperadas e houve o replantio de árvores e folhagens no canteiro central e nas calçadas.

Muitos dos itens que o Movimento Rebouças Viva discutiu com a Subprefeitura foram tocados e os que não aconteceram em 2008 vamos voltar à carga em 2009.”

2 comentários sobre “Rebouças Vivas destaca mudanças em corredor de ônibus

  1. o “rebouças viva” nada mais é que um grupo de riquinhos que não gostou de ver a velocidade de seus carrinhos diminuir após a implantação do corredor (que passou por degradação e abandono durante a gestão elitista de serra e kassab).

    qualquer um sabe que transporte público deve vir antes do particular, portanto, é ÓBVIO que, em uma democracia, devemos retirar uma faixa de carros para melhorar o corredor

    óbvio também que apenas isto não resolve: é preciso alterar o uso do solo na cidade, promover habitação no centro, levar emprego para a periferia e melhorar o metrô.

    mas enquanto isto não acontece, não podemos nos sujeitar aos desejos infantis dos riquinhos que moram ou “trabalham” vendendo móveis na rebouças.

  2. Será que um dos membros dessa associação usa os corredores de ônibus da Rebouças? O problema da Rebouças não são os ônibus e sim os carros que por lá trafegam, falar que ele é inviável, só se for para quem esta de carro. Milhares de pessoas que usam o sistema, moradores do Campo Limpo e região, dão graças aos deuses quando o ônibus chega no corredor Rebouças, pois lá conseguem andar um pouco.

    Para resolver o problema desse corredor é simples, primeiro associações de motoristas tem que parar de dar pitaco, depois transformar esse corredor numa linha expressa, com apenas grandes ônibus, como se fosse um Metrô de superfície ou bonde, com pequenos ônibus abastecendo a linha. A Linha do Metrô só será util para uma pequena parcela, além de ficar sobrecarregada logo na inauguração, pois será fortemente abastecida pela linha da CPTM que corre as marginais. Precisaremos tanto do corredor de ônibos como a linha do Metrô e se para isso for necessário tirar o espaço dos carros, que assim seja.

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