De Imaginação

Por Maria Lucia Solla

Click to play this Smilebox slideshow: 164 De imaginação
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Olá,

Um dia, assim de repente, descobri um você diferente.
Vi chispar do teu olhar  um brilho perigoso;
envolvente.

Teu olhar se fazia espelho que refletia meu desejo com definição digital.
Mas, assim como veio, um dia se foi. Deixou tudo opaco;
no escuro total.

Teus ouvidos eram caixas que amplificavam meus pensamentos.
Um dia, assim como gritavam, se calaram. Pobre de mim;
dos meus sentimentos!

Através do teu olhar, que me traduzia tão bem,
eu compreendia um pouco do que morava em mim.
Aquilo que me dava orgulho, e aquilo que me envergonhava,
também.

Teu olhar era a esperança do beijo que eu acreditava possível,
através do meu louco desejo.
Mas ele se fez ausência na presença, tornando o beijo
impossível.

Ele acendia a luz, quando a dor me impedia de ver.
Mas hoje permite à dor
me envolver.

Teu olhar me perguntava coisas que eu não sabia, então, responder.
Será que foi por isso que resolveu de mim
se esconder?

O olhar pode ser cúmplice, traidor, juiz e defensor.
É ladrão de pensamentos, sem dúvida. É santo;
é pecador.

Na sua passagem, fez nascer em mim um amor tão grande, que jamais conheci.
Será que fui eu que de algum modo o espantei? Não sei;
não percebi.

Só sei que hoje procuro e filosofo de lanterna na mão;
não para encontrar o homem, mas
o seu coração.

Será que de tão romântica, isso tudo eu sonhei?
Vai ver que não vi esse olhar com meus olhos;
apenas imaginei.

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos, aqui no Blog do Milton Jung, nos faz imaginar que a vida é uma poesia

Conte Sua História: Carteirinhas da Ordem (Para o Zé)

O trio na charge de Erico San Juan, enviada por Guarabyra

Ouça “Carteirinha da Ordem”

Zé Rodrix está na lista dos amigões de Guarabyra, assim como Sá. Eles tem uma amizade daquelas que todos nós gostaríamos de ter. Lá no Sul, o pessoal diria que são amigos de “escovar o dente” de porta aberta. O dizer gauchesco não se refere a escovação, a bem da verdade. O que interessa é que esses caras ao serem lembrados por nós, parece que são todos uma só pessoa: “Muito Prazer, Eu sou Sá Rodrix Guarabyra”.

Construíram suas história lado a lado. E foi para contar uma dessas peripécias que comprovam o que eu disse acima que Guttemberg Guarabyra, assim mesmo com todos o Ts e Gs, enviou um texto para o quadro Conte Sua História de São Paulo apresentando aos sábados no CBN SP, em fevereiro deste ano. Não se contentou em apenas escrever, anexou a charge do Erico San Juan na qual os três aparecem como se em um porta-retrato estivessem.

Para lembrar o trio, para homenagear Zé Rodrix e em nome da amizade, reproduzo neste sábado, o texto de Guarabyra:

Em 1973, morava no Rio e fazia parte do trio Sá, Rodrix & Guarabyra, que antes era uma dupla apenas, Sá & Rodrix. Minha adesão se deu quando, após encontrar Sá perambulando por Ipanema, soube que acabara de se separar da mulher e que ficara sem ter para onde ir, visto que a ex-esposa continuaria a ocupar o apartamento do casal.

Convidei-o, então, para morar comigo num quarto na rua Alberto de Campos, ali mesmo em Ipanema, num apartamento que eu dividia com alguns jornalistas, aparelhagem de som, instrumentos e caixas de bebidas — além das duas Marlys, serviçais da casa, de quem desconfiávamos seriamente de que completavam o ordenado com suspeitos programas noturnos.

Convite aceito, Luís Carlos Pereira de Sá, a quem também denominamos Dr. Pereira – já que possuía carteirinha da OAB, ainda na edição antiga, vermelha e vistosa — veio morar conosco. A tal carteirinha, inclusive, tirou-nos de variados apertos estrada da vida afora.

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Quem lê enxerga melhor

Por Sérgio Vaz
Criador e criatura da Cooperifa

Povo lindo, povo inteligente, ontem participei de um debate na Fundação Perseu Abramo sobre circulação de livros, bibliotecas e de incentivo à literatura. Entre vários outros assuntos um em especial me chamou a atenção: o preço do livro.
Já ouvi várias autoridades conhecedoras do assunto falarem que as pessoas não leem porque o livro é muito caro, ou, que é caro porque as pessoas não leem.

Concordo que o livro é caro, mas não concordo que as pessoas não leem por conta disso, as pessoas não leem porque não gostam de ler. É caro só para quem gosta de ler. Tente vender um livro para quem não gosta de ler por R$ 5,00. Ele não vai comprar, e não importa o que você diga, e a não ser que ele compre só para te “ajudar” ele não vai nem querer saber dos seus argumentos. E isso independe da classe social.

Quem mais compra livros no país é o MEC (Ministério da Educação e Cultura), algo em torno de 50 por cento. As pessoas não leem porque faltam ações específicas do estado nas comunidades. Não leem porque não há bibliotecas nos bairros, e as poucas que existem tem um aspecto triste são frias é como se fossem cemitérios, onde livros são enterrados sem direito a velório.

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2009 – Uma odisseia no espaço aéreo

Este filme foi realizado em 1968 pelo cineasta Stanley Kubrick. Com 139 minutos de filme e apenas 40 de diálogo, analisa a evolução do Homem, desde os primeiros hominídeos capazes de usar instrumentos até a era espacial e para além disso. Um dos personagens principais do filme é o computador inteligente HAL 9000, uma das máquinas mais famosas da história do cinema.

Desde a “Aurora do Homem” (a pré-história), um misterioso monólito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século 21, uma equipe de astronautas liderada pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada a Júpiter para investigar o enigmático monólito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes.

A aviação, aeronaves, naves espaciais, sistemas de gerenciamento de voo, avançados e sofisticadíssimos computadores de bordo que “chegam até falar com a tripulação”, o GPSW, sistemas de auxílio a navegação o GPS, Global Position System, ao longo dos tempos, vem se desenvolvendo de forma assustadora desde o 14 Bis.

As previsões feitas por Júlio Verne e Leonardo da Vinci parecem que estão sendo cumpridas e realizadas! Ou não?

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Alda será responsável por mortes no inverno, diz PT

Sem-teto na Ipiranga

Ao discutir a política de assistência social da prefeitura de São Paulo, o vereador José Américo (PT) disse que a vice-prefeita e secretária de Assistência Social Alda Marco Antonio  será responsabilizada pelas mortes de moradores de rua que ocorrerem durante o inverno na capital paulista.

No debate promovido pelo CBN SP, o vereador Gabriel Chalita (PSDB) chamou atenção para o fato de que muitas das pessoas abordadas durante a noite no centro de São Paulo se negam a seguir para os albergues da prefeitura. Além disso, há necessidade de se desenvolver ações para os indigentes que apresentam problemas mentais.

Nesta semana, Alda Marco Antônio afirmou que metade das 8 mil vagas nos 40 albergues de São Paulo será desocupada, durante entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. Ela explicou que “tem muita gente que ganha R$ 1 mil e continua morando nos albergues por comodismo. Ficam três, quatro anos?”. Em cinco meses como secretária, Alda contou também ter desclassificado 40 das cerca de 400 entidades que mantinham contratos com o governo.

Ouça a primeira parte do debate sobre o atendimento aos moradores em situação de rua

Ouça a segunda parte do debate sobre os moradores em situação de rua

Obs: Até terça, 26.05, este post havia registrado errado o nome do vereador do PT que participara do debate. Em vez de João Antônio, líder do partido na Câmara, quem falou ao CBN SP foi José Américo, a quem pedimos desculpa
.

Morre Zé Rodrix de muitas letras e criatividade

Zé Rodrix em imagem do álbum de Silvio Tanaka, no FlickrDesde cedo, as rádios e a TV reproduzem “Casa no Campo” para homenagear Zé Rodrix, morto esta madrugada, em São Paulo. É pouco para lembrar a trajetória musical deste carioca que tinha São Paulo como casa. Vamos ouvir, também,  Mestre Jonas ou Soy Latino Americano, música que, aliás, abriu o CBN SP, desta sexta-feira. Talvez você ainda lembre do célebre jingle da Pepsi, que transtornou a Ditadura Militar.

Zé era criativo, sim. E por isso não pode ter sua obra restrita a esta ou aquela letra. E, por isso, desde o início da manhã, ouvintes-internautas do CBN SP tem enviado suas lembranças e suas preferidas. Sérgio Lopes da Rocha, por exemplo, destacou o que considera ter sido uma das mais lindas canções da MPB, Muito Triste (do LP de 1974 “Quem Sabe Sabe Quem Não Sabe Não Precisa Saber”, de Zé Rodrix & A Agência de Mágicos). E para comprovar, nos envia a letra:

Tá todo mundo muito triste
Cantando músicas tristes
E cada dia fica mais
Ninguém consegue mais se espantar
Com esse jeito tão comum de cantar
E eu posso falar, eu tiro os outros por mim

Tá todo mundo muito triste
Tentando ver os claros da vida
E cada dia fica mais mais difícil
Não se ver a escuridão

Ninguém consegue olhar mais ninguém de frente
Ninguém consegue mais se entregar contente
Ninguém consegue mais abrir as portas do coração

Tá todo mundo muito triste
Como se fosse quarta-feira de cinzas
De um carnaval antigo

Tá todo mundo muito triste
Cantando músicas tristes
E cada dia fica mais fácil cantar assim

Eu tiro os outros por mim
Eu tiro os outros por mim

Avalanche Tricolor: Seleção ? Que droga !

Everaldo, lateral do Grêmio na seleção de 70 (Imagem: Gremio.Net)Está no estatuto. A bandeira do Grêmio tem uma estrela dourada. E passou a brilhar ao lado do distintivo muito antes de os clubes brasileiros vulgarizarem este símbolo colando na camisa uma estrela para qualquer título que tenham conquistado. A do Grêmio é homenagem a Everaldo, titular da lateral esquerda da seleção brasileira de futebol tri-campeã em 1970, que viria a morrer em acidente de automóvel alguns anos depois.

Lembro pouco dele jogando, mas tenho na memória o dia em que chegou a Porto Alegre e foi recebido com as honras de um campeão mundial. Havia até um apartamento que foi pintado de verde e amarelo para comemorar a conquista. Um orgulho para os gremistas. Não o apartamento. O Everaldo, lógico.

Lembrei dele e da estrela que o representa na tarde dessa quinta, assim que a repórter reproduzia na TV a lista dos jogadores convocados para a seleção brasileira que disputará duas partidas pelas Eliminatórias e participará da Copa das Confederações. Muitos anos depois de Everaldo, e muito tempo após o último jogador gremista ter sido chamado para representar o Brasil, Victor “o melhor goleiro do País” está convocado.

Meu filho, o de 12 anos, não pensou duas vezes: “O Victor vai para a seleção ? Que droga !”. No primeiro raciocínio dele, o Grêmio ficaria sem um dos seus principais jogadores na Libertadores. Para concluir: “Ele vai ser vendido lá pra fora e não volta mais”.

Do orgulho que senti ao ver Everaldo na seleção à “droga !” gritada por meu filho contra a convocação de Victor há uma enorme distância que não se justifica pela diferença de gerações, mas pelo que fizeram com o futebol brasileiro.

Hoje, ninguém mais se entusiasma com o escrete canarinho, apenas para usar expressão dos tempos em que era um orgulho ver os ídolos do seu time serem convocados.  Principalmente, se o seu time está em meio a competição importante como a Libertadores da América. Mais ainda quando se sabe que você perde alguém considerado fundamental para a segurança da sua equipe em troca deste ser apenas mais um no grupo da seleção.

No futebol brasileiro, o torcedor tem mais satisfação de ostentar a estrela de um título nacional ou sul-americano na sua camisa do que aumentar a constelação da CBF.

Sala de estar e para sonhar

Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

Sala de estar na Praça da Sé

Homem, que se apresenta como ‘Doutor’, e seu cachorro, Felipe, sentados em um sofá em plena Praça da Sé. O local foi ornamentado com um tapete vermelho. Recém-chegado de Brasília/DF, pretende abrir um escritório de consultoria.

Vereador promoverá chat com cidadãos

 

Adote um VereadorAs ferramentas da internet aos poucos são exploradas pelos vereadores de São Paulo. Floriano Pesaro (PSDB-SP) promove, hoje, um chat pelo qual pretende conversar com os cidadãos sobre temas relacionados ao mandato dele. A partir das quatro e meia da tarde, durante uma hora, o cidadão poderá acessar o site de Pesaro, fazer perguntas, dar opinião, oferecer ideias e criticar o desempenho dele no parlamento.

Pesaro foi Secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social no primeiro mandato do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e após deixar a função concorreu a uma vaga na Câmara Municipal elegendo-se pela primeira vez com 31.733 votos.

Tem se esforçado para marcar posição na internet. Pelo site dele você tem algumas informações do gabinete como gastos com a verba indenizatória e a lista de funcionários. Mantém um blog e envia informações pelo Twitter – por enquanto apenas duas, desde 18 de maio quando a primeira foi ao ar. No mini-blogging há uma situação curiosa: o perfil falso dele tem quase tantos seguidores  (34) quanto o oficial (43), que pode ser seguido no endereço @floriano45.

Floriano Pesaro afirma, em seu blog, que os chats serão mensais. Boa oportunidade para cobrar posições sobre temas que você considerar importante neste momento na cidade.

Adote um Vereador ganha versão na Assembleia

Adote um VereadorAcompanhar o trabalho do vereador Aurélio Miguel (PR-SP) motivou Mário Cesar Nogales a estender esta ação de cidadania para a Assembleia Legislativa de São Paulo. Nesta quinta-feira, ele lançou o Blog Adotei Milton Leite Filho, que fiscalizará o deputado estadual pelo DEM-SP, que está em sua primeira legislatura.

Nos primeiros posts, Nogales lista os projetos de lei apresentados pelo parlamentar desde 2007 e traz o perfil do deputado, filho do vereador Milton Leite. Curiosamente, a família Leite está na mira do cidadão, pois se o filho tem seu trabalho acompanhado por Nogales, o pai é acompanhado por Alessandro Temperini.

Aliás, foi no Blog do Adotei Milton Leite – DEM SP que tive a oportunidade de assistir ao vereador travestido de âncora de programa de televisão. Há a reprodução de vídeos do programa Sala de Visita apresentado por Milton Leite forjando entrevista com os “queridos”* representantes da cidade de Cotia e da Subprefeitura de Capela do Socorro, não por acaso região em que está centrada a base eleitoral do vereador.

* O “queridos” acima é apenas para usar adjetivo repetido todas as vezes em que o vereador se referia aos seus entrevistados.