Câmeras de vídeo com direito a escuta ambiental foram instaladas na ala reservada à imprensa da Câmara Municipal de São Paulo e causam constragimento a jornalistas que fazem a cobertura do legislativo municipal. De acordo com o que apurou a repórter Cristina Coghi, da CBN, “funcionários afirmam que as câmeras captam também o som das conversas informais e entrevistas feitas pelos jornalistas no local”.
Há um controle, também, na identificação das equipes de reportagem que chegam a sede da Câmara.
Os repórteres entendem que a medida é retaliação do presidente da Casa, vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), que tem reclamado
de injustiças cometidas pelos jornalistas “que prejudicam pessoas de bem”. A bronca dele é acompanhada pelo vereador Wadih Mutran (PP) que se diz “perseguido pela imprensa”. Não por acaso, ambos respondem a denúncias na Justiça por irregularidades cometidas durante campanha eleitoral ou no exercício do mandato.
Ouça a reportagem de Cristina Coghi e a bronca dos vereadores
O sistema de câmeras com captação de aúdio está instalado, também, em salas onde ocorrem audiências públicas. Existe a possibilidade destas imagens serem levadas para a internet permitindo que o cidadão acompanhe as sessões. No entanto, seria necessário ainda resolver o problema da captação de som que é de baixa qualidade.
A utilização deste sistema para acompanhar o trabalho dos vereadores é bem-vinda. Para fazer escuta e constranger jornalistas , é lamentável.
(atualizado em 05.12, 16:30)
No fim da tarde de sexta-feira, o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antônio Carlos Rodrigues (PR), mandou a assessora de imprensa da presidência enviar nota à CBN (leia a nota na íntegra a seguir) negando a existência de câmera de vídeo na sala de imprensa, que o sistema de circuito interno capte áudio e que haja controle no acesso dos jornalistas do Legislativo Municipal.
Vereador influente na casa me confirmou que as câmeras captam o áudio, apesar da má qualidade, conforme já havia registrado na primeira versão deste post; a câmera em questão não está dentro da sala de imprensa – como cheguei a dizer durante leitura do post no CBN SP – está em ala reservada aos jornalistas ao lado do plenário, conforme informado na reportagem de Cristina Coghi (recomendo que acessem o link acima) -, espaço conhecido informalmente como “cercadinho”, onde repórteres conversam com os vereadores e trocam informações entre si, algumas sigilosas; todo e qualquer jornalista, seja de TV, rádio, jornal ou internet, que entrar na Câmara, precisa se identificar à Guarda Civil Metropolitana e aguardar autorização da assessora de imprensa da presidência para acessar o prédio, enquanto os demais cidadãos necessitam apenas apresentar RG na portaria aos funcionários administrativos.
Agora o outro lado:
A nota assinada pela assessoria de imprensa do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, verador Antônio Carlos Rodrigues (PR):
A respeito da notícia divulgada pela CBN e pelo blog do jornalista Milton Jung, intitulada Sala de Imprensa tem escuta na Câmara Municipal de São Paulo fazendo referência à matéria da jornalista Cristina Coghi, esclareço:
As câmeras de circuito interno de televisão instaladas no Plenário, Salão Nobre e Auditórios não captam som. O som é captado apenas quando se faz uso dos microfones existentes nestes locais. A finalidade do circuito é permitir que os Gabinetes e Departamentos da Câmara Municipal de São Paulo possam acompanhar os trabalhos realizados nestes locais da Casa.
Dentro da Sala de Imprensa Amadeu Amaral, instalada no primeiro andar junto ao Plenário, efetivamente não há nem nunca houve câmeras. Se houver alguma dúvida convidamos a CBN a vir fazer a verificação.
Quanto à foto publicada no blog na qual aparece a placa informativa sobre filmagem de ambiente o que se procurou foi atender ao disposto na Lei nº13.541, de 24 de março de 2003. Esta Lei estabelece que “nos locais internos ou externos controlados por câmeras de vídeo deverão ser afixadas placas com os seguintes dizeres: o ambiente está sendo filmado. As imagens gravadas são confidenciais e protegidas nos termos da Lei.”
A placa citada foi colocada em razão de uma das câmeras de vídeo instalada no Plenário ser rotativa. Ela por segundos mostra imagens de todo o ambiente inclusive da área onde ficam os jornalistas que acompanham os trabalhos realizados no local.
O Presidente da Câmara, Vereador Antonio Carlos Rodrigues, não tem nem nunca teve interesse em dificultar ou impedir o trabalho da imprensa, especialmente na Sala Amadeu Amaral. Prova disso é que ao assumir o cargo de Presidente uma de suas primeiras providências foi a de reformar suas instalações com a colocação de computadores com internet, nas salas privativas, para que os jornalistas possam enviar suas matérias com maior rapidez. Foi colocada também internet sem fio e um dos três televisores existentes na Sala de Imprensa é ligado ao circuito interno de televisão citado na matéria e amplamente utilizado pelos jornalistas enquanto preparam suas matérias.
Quanto ao ingresso de jornalistas ou equipes de reportagem na Casa só se procura saber o veículo porque, no caso de televisão, há necessidade de link. Assim, a própria recepção é orientada a convocar os funcionários que cuidam deste trabalho para agilizar o atendimento.
É lamentável que os jornalistas Milton Jung e Cristina Coghi não tenham adotado um princípio básico do jornalismo: ouvir todas as partes. A Câmara nunca se recusou a prestar informações à imprensa.
Atenciosamente
Márcia Coelho
Assessora de Imprensa da Presidência da Câmara Municipal de São Paulo

nem precisa ser jornalista. Câmera com escuta pra constranger qualquer pessoa é lamentável!!
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Coitadinhos dos vereadores & cia ltda
São todos inocentes, discriminados, perseguidos pela populaçao inteira de São Paulo, ou seja quase doze milhões de haitantes, todos injustos.
E os culpados, os maus carater agora acabaram sendo os jornalistas.
Essa foi boa!
huahuahauhauhuahauhua
Só rindo mesmo!