“São Paulo tem só um ponto de alagamento, a cidade”. Foi do Liberdade de Expressão e de sua nova participante, a filósofa Viviane Mosé, que saiu a frase para definir a situação enfrentada pela capital paulista após uma noite inteira de chuva. A repórter Pétria Chaves sobrevoou áreas críticas como a Ceagesp, na zona oeste, e as marginais Pinheiro e Tietê e registrou imagens que mostram a dimensão do problema. Mas foi na zona leste que ela encontrou a foto mais ilustrativa da encrenca que a cidade enfrenta por ocupar as várzeas de córregos e rios: “Avenida do Estado ou Rio Aricanduva ?”, peguntou Pétria.
(Para ver mais imagens da enchente desta quarta-feira visite nosso álbum no Flickr)

Milton, na minha opnião hoje em São Paulo bem que caberia um alerta definitivo sobre o caos.
Assim como Al Gore soou a campainha com o problema do aquecimento global, esta quinta feira tinha todos os ingredientes para que alguém com credibilidade levantasse uma advertencia séria.
A informação correta seria aconselhar para que ninguém saisse de casa. Uma armadilha essa linha de indicar lugares que não estavam e estão congestionados.
Senti agora há pouco o caos. A chuva foi de madrugada, as escolas ainda não abriram o ano letivo, já imaginou se fosse de dia e em periodo escolar?
Até quando vamos permitir a evolução da favelização ? Casas em áreas de risco?
Lixo na rua? Processo crescente de impermeabilização do solo ?
Campanhas eleitorais em que os objetivos são atacar os adversários?
Será que ninguém vai levantar esta bandeira?
Levanto ela agora , e fico em São Paulo, que amo e admiro, embora segundo a ultima pesquisa estou em minoria.
Abraço
Carlos Magno
Milton,
Imagino o quão difícil tem sido a vida de jornalistas e repórteres nos últimos 40 dias ao informar sobre as catástrofes provocadas pelas chuvas. Só no estado de São Paulo são 60 mortos e milhares de disabrigados com as chuvas, enchentes e deslizamentos provocados pela falta de políticas públicas. Pessoas perdem suas casas, carros, dias de trabalho e, pior que tudo, E os nossos administradores públicos (prefeitos e governadores) parecem não fazer parte deste mundo. Eles não veem as fotos disponíveis em todos os sites jornalísticos, inclusive o da CBN, que retratam o caos que se instaurou nesta terra.
Sei que há lixo nas ruas e que há pessoas que despejam o lixo nas ruas. Mas como se explica as tão repentinas enchentes nas Marginais? O ex-governador Geraldo Alckmin alardeou que não haveria mais enchente nas marginais. Será que o seu sucessor Serra ‘estragou’ o trabalho feito? E O prefeito Kassab tem a coragem de dizer que a população deve “ficar tranquila”, porque “não houve falhas”, os investimentos feitos para evitar alagamentos na cidade “estão surtindo efeito” e não é preciso investir no desassoreamento dos rios Pinheiros e Tietê. E que “sempre que as marginais alagam, a Ceagesp acaba sendo alagada, mas a limpeza está sendo providenciada”.
SP 456 anos. O que vamos comemorar? O passado nostálgico , pois o presente é caótico e o futuro imprevisível.
Abraços
Não sou migrante ou imigrante. Paulistanos que dizem que querem ir embora é evidente a frustração com as más condições da cidade. Com mais recursos, as pessoas querem melhores condições de vida que não acham mais aqui, em Sampa.
Milton, bom dia.
Hoje, no seu programa, você fez comentários sobre a necessidade da população praticar uma disponibilização consciente do lixo e também cobrar o correto serviço de coleta desses dejetos pelas empresas e órgãos envolvidos no processo. Pensando sobre isso, acredito que seria muito útil para todos, que fosse desenvolvido um programa junto às camadas menos favorecidas, e que habitam regiões com menos infraestrutura, da necessidade de se coletar o lixo corretamente, de não se jogar nos rios ou em qualquer ponto da região este lixo. Não quero parecer discriminatória com relação a população mais carente mas, normalmente, essa população é migrante de regiões onde a prática de se jogar materiais em depósitos a céu aberto para posterior queima é muito comum. Acho que um programa que envolva os líderes comunitários, orientando-os a difundir a prática de separação de materiais e ao não depósito em lugares inapropriados, e uma cobrança dos órgãos para a coleta desses materiais, propiciaria um início de vida comunitária correta, participativa e que respeitaria a cidade para ser respeitado também por ela. O assunto lixo reciclado e respeito ao meio-ambiente é amplamente difundido mas tenho dúvidas se essa divulgação e orientação atinge à toda a população, sem discriminação.
Milton Jung.Eu nasci,me criei e continuo vivendo nas imediações da A. D.Pedro I no Ipiranga.Conheço enchente desde a grande enchente de 1967 quando são Paulo ficou inundada por 3 dias,sem água luz ou gás.e assim sucessivamente todo verão uma grande enchente nas imediações da av.Tereza Cristina.Meu objetivo não é comentar a degradação da região ,,a perda da poesia das ruas arborizadas etc.Mas o simples fato de comentar que a subprefeitura do Ipiranga está recobrindo com camadas de asfalto o calçamento de paralelepípedos existemtes nas travessas entre a Av.D.pedro e a Tereza Cristina.Quando se comenta a permeabilidade do solo nas regiões de enchente está se falando exatamente sobre o que?Nas cidades Litorâneas e em cidades do interior encontramos um calçamento feito com blocos de concreto que facilitam a drenagem das águas fluviais.Eu sei perfeitamente que o calçamento com paralelepípedos é praticamente inviavel( a ultima equipe especializada foi extinta pelo prefeito Janio Quadros) mas existem soluções que estão aí nas nossas vistas e que ajudariam muito o problema das enchentes pelo menos nesta região
O pref. Kassab diz que o problema é de São Paulo é o excesso de impermeabilização do solo que vem de anos. Pois bem, que raios estão fazendo agora na marginal do Tietê? Mais impermeabilização! Mas como “compensação” dizem que vamos plantar muitas mais em outros lugares. Eu sugiro o seguinte, cortemos uma mão do José Serra e uma do Kassab, mas para “compensarmos” os membros amputados implantamos outras três, novinhas em folha, nas costas. Será que eles aceitariam? A marginal é mais uma obra eleitoreira da dupla Serra-Kassab, é mesma solução BURRA que está na origem do caos desta cidade: impermeabilização do solo em áreas alagáveis para transporte individual. É mais do mesmo.
Impermeabilização do solo? Falem disso para os moradores do Jardim Pantanal… As áreas cimentadas/asfaltadas enchem, mas parou de chover, logo acaba a enchente. Áreas de vegetação quando alagam demora dias a fio para a água baixar. Mas, tudo bem! É uma boa desculpa para plantarmos árvores o que sou totalmente a favor e pratico ativamente.