Avalanche Tricolor: Há 30 pontos e uma loucura

 

Coritiba 2 x 0 Grêmio
Brasileiro – Couto Pereira Curitiba (PR)


Há quem considere normal perder fora de casa. Marquinhos, a quem coube organizar o meio de campo gremista no início da noite de sábado, é um deles, principalmente se o jogo for no Couto Pereira, disse na entrevista ao fim do jogo. Compreendo a afirmação de um jogador que tenta justificar e não se abater com o mau resultado, assim como sei que ele chegou não faz muito ao Olímpico e talvez ainda não tenha compreendido bem a nossa saga.

Para o Grêmio, Marquinhos, nada é normal. A anormalidade é a marca que nos consagrou Imortal, nos fez não aceitar passivamente a derrota definitiva e fazer história quando todos – ou quase todos – acreditam que seremos apenas figurantes. Era isso que fazia cada um daqueles torcedores que foram ao Couto Pereira cantar e vibrar mesmo com a dupla desvantagem no placar, a ponto de chamarem atenção do narrador da partida na Sport TV. Nós sempre estamos a espera de um gol heróico, uma virada histórica ou um lance capaz de impressionar o adversário, mesmo quando olhamos para o time e vemos tantos desfalques e pouca inspiração para estes feitos.

Você ainda vai se acostumar com o poder desta camisa. E enquanto se concentra na normalidade do futebol, Marquinhos, nós seguiremos a crer que algo incrível está para acontecer na disputa dos 30 pontos que nos restam no campeonato. Quando esta loucura tomar conta de você, verá que não é normal perder fora de casa. Nada é normal para quem é gremista. Seja mais um.

4 comentários sobre “Avalanche Tricolor: Há 30 pontos e uma loucura

  1. É necessário,às vezes,escolher um tema que vai além de um jogo,seja esse dentro ou fora de casa. Gostei da sua escolh,Mílton. Marquinhos,com o tempo,aprenderá a conviver com o Grêmio e sua imortalidade que,aliás,deixa os colorados irritadíssimos quando dela falamos.

    • Que Marquinhos aprenda logo esta lição. E para isto, os “professores” terão de ser seus companheiros em campo que enfrentaram situação semelhante no ano passado.

  2. Não dá prá entender Milton, como é que um time muda tanto entre um jogo em casa e outro fora. Será que é o psicológico do jogador por estar longe da torcida? Não concordo muito que sejam os desfalques. Depois de um jogo em casa, vem aquela ducha fria da derrota. Isso tem que mudar.

Deixe um comentário