Por Julio Tannus
As depredações nas escolas públicas em nossa cidade não são de hoje, e também não é nosso privilégio.
No início da década de 80, no Governo Franco Montoro, e a pedido do então Governador de São Paulo, através de sua Secretaria de Educação, foi-se a campo para levantar o máximo de informações sobre essa questão. Falou-se com diretores de escola, educadores, alunos e todo o elenco participante desse espaço vital para a sociedade como um todo.
Desde então, vários problemas vem sendo levantados, e entre outros, relacionados à:
Vagas
A instabilidade e a incerteza quanto às vagas geram mal-estar no seio da população, que termina por imprimir sua revolta contra o prédio escolar. Qualquer tentativa de negociação para resolver a questão passa, necessariamente, pela ampliação do número de vagas oferecidas.
Local
As favelas e os bairros desfavorecidos fazem com que a escola seja um lugar privilegiado, pelo seu tamanho em relação aos barracos, pelo seu prédio mais bem equipado que as moradias populares e, principalmente, por representar o Estado e ser patrimônio público. Por precárias que sejam as instalações escolares contam com salas de aula e cadeiras para acolher um número importante de pessoas. Apesar da precariedade das instalações elétricas, elas existem e, mesmo não sendo um modelo apropriado, podem ser utilizadas. Enfim, a escola tem sanitários, água encanada e outros pequenos benefícios que os barracos dos moradores nem sempre possuem.
Diferenças Sociais
Escolas localizadas em áreas onde subsistem sociedades diferentes, umas mais pobres que outras, um mais desfavorecido que o outro – miseráveis e pobres. E aí se formam grupos ou “panelas”, gerando-se conflitos permanentes. E os conflitos entre grupos são fatores que contribuem para o surgimento da depredação escolar.
Manutenção
Qualquer dano no prédio escolar é estímulo para a promoção reprodutiva de depredações. Desta forma, os banheiros, as descargas, os azulejos, as torneiras, os vidros, e outros objetos danificados devem ser reparados o mais breve possível.
É dessa época a ideia de ocupar os prédios escolares nos fins de semana com várias atividades – esportes, cultura, lazer – a fim de se coibir tais depredações, que nesse período são mais agudas.
Várias outras iniciativas têm sido tomadas, entretanto, todas elas incapazes de solucionar o problema.
Dois textos cobrem de forma ampla o assunto:
Formas contemporâneas de negociação com a depredação
Hélio Iveson Passos Medrado
Iniciativas públicas de redução da violência escolar no brasil
Luiz Alberto Oliveira Gonçalves
Marilia Pontes Sposito
Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Esta é a hora adequada para discutir temas como estes. É tempo de colocarmos na pauta das campanhas. É tarefa para a mídia.
Portanto o artigo é bem oportuno.
Uma boa comparação era identificar o nível de depredação nas escolas públicas normais e nos Ceus que, ao serem construídos, levaram um novo padrão de qualidade para as bairros e comunidades. Já a ocupação desses ambientes aos fins de semana, infelizmente foi abandonada nas últimas gestões.
Carlos e Milton, é incrível como certas iniciativas (positivas é claro!) caem no esquecimento nas mudanças de governo. Esperemos dias melhores.
Bom Dia Milton e aos colegas blogueiros,
Bom senhores, em outras postagens, já falei que sou professor desse estado a 25 anos. Novamente afirmo para os senhores que o ensino nesse estado já chegou no fim, não tem mais jeito. Mesmo que seus responsaveis falem que fazem isso, fazem aquilo. Na verdade, não fazem e o que falão é tudo mentira.
Com relação a deprdação das escolas, não preciso nem falar, pois é um fato corriqueiro e não tem mais jeito.
Outro situação que tal vez vcs não sabem, é que dentro dessas mesmas escolas, temos que tomar cuidado quando vamos entrar nos banheiros por causa das bombas que os alindo estão soltando.
Em uma das escola que leciono, ísso á virou rotina. Tem dia, que as explosões são tão forte que balança todo predio. Sem falar nas pessoas que saem feridas. Mas isso, não é noticiado.
Outro ponto, é a corrupção nas diretorias.
Não tenho prova cabal mas, com toda certeza, existe um esquema de desvio de verbas entre diretores das UES e prestadores de serviços.
Se quiserem provas, é só investigar.
Abr,
SS.