Avalanche Tricolor: confesso, eu insisti!

 

Aimoré 2 x 1 Grêmio
Campeonato Gaúcho – São Leopoldo/RS

 

 

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Confesso que insisti. Era tarde demais para quem, como eu, acorda cedo demais. E, convenhamos, não era nada muito instigante a programação na TV. Partida na simpática cidade de São Leopoldo e no acanhado estádio do Cristo Rei, onde lembro ter visitado algumas vezes como torcedor e repórter. O morro atrás de um dos gols no qual os torcedores assistem à partida em pé, lembrando a velha (nem sempre tão boa) várzea, segue por lá. O alambrado frágil separando os torcedores, também. Mais simples ainda são os espaços destinados aos jogadores reservas feitos de cimento, pouco confortáveis, que devem deixá-los ainda mais deprimidos pela posição que ocupam no time. Vi várias vezes, ontem à noite, Felipão sentado na mureta à frente do banco com um olhar um pouco desolado – nem tanto pela infraestrutua oferecida a dois times profissionais, muito mais pelo desempenho do seu time em campo.

 

 

Mesmo diante de tudo isso, confesso, eu insisti. Fiquei diante da TV a espera de motivação para me manter acordado e justificar o sacrifício na manhã seguinte. Não precisei de muito tempo para enfrentar o choque de realidade. Assim como o estádio e a importância do espetáculo (se é que você me entende), a perfomance era medíocre. Passes errados, iniciativas individuais, cobranças de falta que iam parar lá no barranco atrás do gol e uma certa dose de azar, que geralmente acompanha os mais frágeis – o primeiro gol deles foi um exemplo, pois a bola bater nas pernas do zagueiro para encobrir o goleiro, é azar; dar um passe errado permitindo o contra-ataque, não é.

 

 

Mesmo assim, confesso, eu insisti. Imaginei que com dois atacantes em campo, as chances de gol aumentariam com uma disputa particular entre os dois para saber quem é mais capacitado para ocupar o cargo. O problema é que a bola precisava chegar até eles. E isto aconteceu pouco. E quando aconteceu … Bem! Uma bela jogada do adversário antes de se encerrar o primeiro tempo e um chute de causar inveja, ampliou nossa desvantagem. E invejoso, confesso, desisti. Fui dormir, pois lembrei do que me ensinou Enio Andrade: tem dia do sim e tem dia do não. Ontem à noite, era o dia do não. Que sejam raros!

5 comentários sobre “Avalanche Tricolor: confesso, eu insisti!

  1. Milton e colegas Santistas, aconteceu o mesmo comigo.
    Pensei a mesma coisa quando o jogo entre Santos e Mogi Mirim estava nos seus 15 minutos do segundo tempo.
    Desiste e fui cuidar da rotina.
    Ao menos meu time não perdeu. Sei lá se mudava alguma coisa ter perdido.
    Triste destino do futebol brasileiro.

    • Sem dúvida, Rafael, não ter perdido é um consolo, mas não teria resolvido a sensação de frustração pelo tempo perdido. Às vezes, fico em dúvida se nossa presença não seria suficiente para empurrar aquela bola para dentro do gol. Às vezes, tenho certeza de que sequer com a aquela força resolveríamos o problema.

  2. Foi um legítimo jogo de várzea; duro de acompanhar (e eu zapeava entre este jogo e o Chicago Bulls x Houston Rockets; uma concorrência bastante desleal).
    E vamos combinar que o uniforme utilizado pelo meu tricolor também está coerente com o espetáculo apresentado. Aquelas meias pretas deram um aspecto mais varzeano à equipe, tão horrível quanto o entrosamento do time.

    • Nelson, pontual seu olhar. Foi a primeira coisa que me chamou atenção quando vi nosso time entrando em campo. Aquela distorção do uniforme oficial para influenciar nosso espírito. Quanto a possibilidade de ver Bulls e Rockets, fez bela escolha.

  3. Minha confissão é outra:nem me dei conta do fardamento do nosso time. Prestei,porém,muita atenção no futebol. E vi muito pouco dele. Vá lá que seja apenas por estarmos começando. Vou rezar para que já no próximo jogo as coisas comecem a mudar e a gente consiga vez um Grêmio mais acertado.Afinal,desta vez nem Marcelo Grohe escapou ileso.

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