A transformação da comunicação pela inteligência artificial

Por Mia Codegeist

Imagem criada no Dall-E

A ascensão da inteligência artificial (IA) está moldando profundamente a maneira como nos comunicamos. Especialistas em comunicação têm observado essa evolução com atenção, compreendendo os impactos e desafios que essa revolução tecnológica traz para as interações humanas. Neste artigo, exploramos as perspectivas dos especialistas sobre como a IA está influenciando a comunicação e o que isso significa para o futuro.

Personalização da Comunicação: Um Novo Paradigma

Um ponto crucial destacado pelos especialistas é a personalização da comunicação. Através da IA, plataformas agora têm a capacidade de analisar grandes volumes de dados sobre os usuários, permitindo a criação de conteúdo altamente relevante e direcionado. Isso resulta em experiências comunicativas mais significativas e engajadoras. Por exemplo, sistemas de recomendação impulsionados pela IA podem apresentar artigos, notícias e produtos alinhados aos interesses individuais de cada pessoa, criando um envolvimento mais profundo.

Diversidade de Perspectivas em Meio à Personalização

Contudo, essa personalização levanta preocupações sobre a formação de bolhas de informação e seletividade de perspectivas. Os especialistas advertem que a IA, ao compreender nossas preferências, pode limitar nossa exposição a opiniões divergentes, potencialmente reforçando nossas próprias crenças e dificultando a compreensão de diferentes pontos de vista. Encontrar um equilíbrio entre personalização e diversidade informativa é um desafio essencial para manter um ambiente comunicativo saudável e inclusivo.

Automatização: Agilidade e Toque Humano

A automação é outra área em que a IA desempenha um papel importante. Chatbots e assistentes virtuais estão se tornando mais sofisticados na compreensão e resposta às perguntas dos usuários. Isso tem o potencial de agilizar a comunicação em setores diversos, do atendimento ao cliente ao suporte técnico. Contudo, os especialistas também enfatizam a necessidade de preservar o toque humano e empático nas interações, mesmo com a automação em vigor.

A Linguagem como Ponte Facilitadora

A capacidade da IA em compreender e gerar linguagem natural é uma inovação central. Isso permitiu avanços em sistemas de tradução e a criação autônoma de conteúdo escrito, como notícias e relatórios. Embora isso possa democratizar o acesso à informação, questões éticas sobre a autenticidade do conteúdo gerado por máquinas e o papel dos profissionais de comunicação vêm à tona.

Educação em Mídia no Mundo da IA

Os especialistas destacam a importância crescente da educação em mídia e da literacia digital na era da IA. Em um cenário de informações abundantes, distinguir entre informações precisas e desinformação é uma habilidade vital. Compreender como a IA molda a apresentação e o consumo de informações é essencial para uma comunicação consciente e informada.

Encontrando Equilíbrio na Era da IA

Em resumo, os especialistas em comunicação reconhecem que a influência da inteligência artificial na maneira como nos comunicamos é abrangente e em constante evolução. Embora a IA ofereça oportunidades emocionantes para personalização, automação e compreensão da linguagem, desafios complexos demandam atenção. A interseção entre tecnologia e comunicação requer uma abordagem equilibrada para maximizar os benefícios da IA, enquanto se preserva a qualidade e a ética das interações humanas.

Faz sentido essa reflexão para você?

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Mia Codegeist é autor que abusa da inteligência artificial para compartilhar conhecimento sobre temas relevantes à sociedade.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: provérbios e branding, uma conexão inesperada 

“Essa é uma das inspiradoras heranças do meu pai, o João Batista Troiano e, também, da família mineira que eu pertenço: os provérbios entraram na minha vida desde muito pequenininho quase como uma conexão sanguínea”

Jaime Troiano

Já se perguntou como os antigos provérbios podem iluminar nossas estratégias modernas de negócios? Frases que ouvimos de nossos avós transformam-se em ensinamentos eternos que aplicados nas mais diversas áreas nos permitem refletir sobre comportamentos e ações a serem adotados ou evitados. No caso de Jaime Troiano e Cecília Russo, nossos comentaristas do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, o hábito de usar provérbios para ensinamentos em gestão de marcas vieram de seus pais, um do interior de São Paulo e outro da Itália.

Cecília lembra de ouvir seu pai repetir com frequência e forte sotaque calabrês: “cu vaci cu zoppu”. Hoje, a tradução pode causar constrangimento diante dos cuidados que a linguagem inclusiva nos exige, mas em bom português, significa “quem vai com o coxo, aprender a mancar”: 

“Em branding, acontece muito, infelizmente. É o caso de empresas e marcas que preferem seguir fazendo algo parecido com o que outras fazem. E nem sempre com os mesmos resultados.”

Cecília Russo

A Pressa e o Branding

Uma das antigas sabedorias lembradas no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: “A pressa é inimiga da perfeição”. Jaime argumenta que o branding exige um entendimento profundo do público consumidor tornando-se impossível fazer isso da noite para o dia, sem amadurecer o que aprendemos convivendo com as pessoas.

Ouvindo o Consumidor

“A voz do povo é a voz de Deus”, um provérbio que reforça a importância de escutar o consumidor. Jaime comenta sobre o perigo da “vaidade corporativa”, em que as empresas pensam saber tudo e não dão espaço para feedback externo.

Diferenciação no Mercado

Em um mercado saturado, o provérbio “à noite todos os gatos são pardos” ressoa. O desafio é fazer com que sua marca não seja apenas mais um entre tantos gatos. É preciso oferecer algo único e diferenciado. 

“Não posso ser só uma tinturaria, alguma coisa que ofereço aos meus clientes tem que ser mais do que só roupa limpa. Minha padaria não pode só dizer que faz um pão francês fresquinho e crocante. Talvez um trigo diferente”.

Jaime Troiano

Aparência x Realidade

Há provérbios que se complementam nas lições que oferecem aos profissionais de branding, destaca Cecília. Considerando que a marca deve refletir genuinamente o que a empresa representa, evoca-se o popular “nem tudo que reluz é ouro” — um alerta importante para quem ainda acredita na ideia que a marca se sustenta mesmo sem que tenha um bom produto ou serviço a oferecer:

“Afinal, marca não é um belo tapume que esconde a empresa do lado de dentro. Aliás, isso me lembra de outro provérbio  muito conhecido: ‘por fora bela viola, por dentro pão bolorento’”.

Cecília Russo

Extensão de Marca e DNA

Ao mencionar o provérbio “filho de peixe, peixinho é”, a discussão gira em torno da extensão da marca. Se o fabricante que levar a sua marca para atuar em outra área de mercado é como se fosse um peixinho, filho do peixe. Ela tem de preservar o mesmo DNA paterno. Não pode deixar de ser vista como uma membro desgarrado da família. 

“Um produto Bauducco tem cara de Bauducco, tem amarelo e vermelho de Bauducco, tem algo a ver com trigo de Bauducco”

Cecília Russo

Cultivar a Marca Desde o Início

Pra fechar a sequência de provérbios pedagógicos para o branding, Jaime encerra a conversa com “é de pequenininho que se torce o pepino”, ressaltando a importância de cuidar da marca desde o seu início, pois uma estratégia mal planejada por ser fatal para a longevidade da marca.

Você conhece um provérbio que pode ajudar no seu negócio?

Como dissemos, o uso dos provérbios pode ser aplicado nas mais diversas áreas. Caso lembre-se de algum que ajude no seu negócio, compartilhe com a gente aqui no blog e se inspire ouvindo o aqui o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar, aos sábados, às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN:

Quem cuidará de nós?

Por Diego Felix Miguel

Foto de Georgy Druzhinin

Quantas vezes tivemos a oportunidade de refletir sobre como estamos envelhecendo? Ou ainda, sobre as condições que teremos na velhice? E aqui tomo a liberdade de problematizar um pouco mais, em não limitar essa reflexão a uma visão estritamente biológica.

Com quem chegaremos na velhice e será que essa ou essas pessoas estarão dispostas ou terão condições de cuidar de nós em caso de necessidade?

O aumento da expectativa de vida é uma conquista e talvez a maior evidência do quanto crescemos cientificamente e em estruturas socioculturais que foram fundamentais para a longevidade.

Relações e cuidados na velhice

Muitas mudanças aconteceram nos últimos anos e não necessariamente foram ruins, muito pelo contrário, comprovam que evoluímos e questionamos condicionamentos que reforçam a desigualdade nas relações de poder, o preconceito e a discriminação. 

As novas composições familiares que não atendem um padrão tradicional e heterossexual, o ingresso da mulher no mercado de trabalho, a migração dos filhos motivados por novas oportunidades de trabalho e estudo, são apenas alguns exemplos desse novo contexto social, que torna diferente o olhar e a vivência sobre o cuidado na velhice. 

Desigualdade social na velhice

Infelizmente, no Brasil, não conseguimos resolver um problema que nos submete a um cenário de insegurança e vulnerabilidade: a desigualdade social; aspecto que nos últimos anos têm preocupado a Organização Pan-americana de Saúde, por considerar que na velhice podem surgir demandas complexas que necessitem de cuidados de longa duração, seja em âmbito domiciliar, em serviços de saúde ou de assistência social.

Os cuidados de longa duração, de modo geral, são os cuidados que demandam uma atenção especializada ou de auxílio de outras pessoas – em caráter de cuidadores, atuando no controle de doenças crônicas, reabilitação, residência e demais assistências que garantam a independência, a autonomia e uma maior qualidade de vida na velhice.

Políticas públicas e família

Por outro lado, políticas públicas com foco nos cuidados de longa duração caminham lentamente, e muitas vezes, com discursos que reforçam uma ideia pejorativa sobre os serviços, atribuindo à família a responsabilidade do cuidado, desconsiderando sua composição, a intensidade das relações e os vínculos afetivos constituídos ao longo da vida entre seus membros. Como mencionado na Constituição Cidadã de 1988:

“Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores,

e os filhos maiores têm o dever de ajudar

e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.

Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de

amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação

na comunidade, defendendo sua dignidade e

bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.

§ 1o Os programas de amparo aos idosos

serão executados preferencialmente em seus lares.”

Cuidados de longa duração

Um exemplo disso são as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) – que antes eram conhecidas por “asilos”, e que trazem em sua história um estigma associado ao abandono, pobreza, solidão e incapacidade.

Além dos aspectos culturais que nos distanciam desses serviços, ainda nos deparamos com fatores econômicos, pois são serviços caros por demandarem um cuidado especializado.

No Mapa das ILPI do Ministério Público de São Paulo, consta que existem cerca de 2257 instituições no estado de São Paulo que acolhem aproximadamente 42 mil pessoas idosas, porém somente 498 dessas instituições são filantrópicas – a maioria de caráter religioso e 48 instituições são públicas.

Desafios do cuidado domiciliar

Ao pensarmos no cuidado da pessoa idosa em casa, também enfrentamos outros desafios, e neste sentido, darei ênfase a dois deles: como estamos vivendo mais, já é uma realidade conhecermos pessoas idosas que cuidam de outras pessoas idosas. Sejam cônjuge ou filhos que cuidam de pais – e vice e versa. Sabemos que há poucas estruturas de apoio para essas pessoas, que muitas vezes sofrem por sobrecarga de atividades e estresse.

Por outro lado, aumentaram significativamente empresas e profissionais que se dedicam ao cuidado de pessoas idosas, porém além de envolver um custo que muitas famílias não possuem condições de arcar, ainda não há a regulamentação dessa profissão, assim como, uma estrutura formal mínima pedagógica que padronizem a formação profissional.

Nos últimos anos, as questões relacionadas ao cuidado a pessoas dependentes, principalmente de pessoas idosas, estão tomando uma maior notoriedade pública, muitas dessas, que emergiram em decorrência da pandemia de covid-19 onde revelou o Brasil como um país idadista, que não valoriza as pessoas mais velhas, em especial, as que demandam de cuidados de longa duração e que vivem em ILPI, que, ainda estão invisíveis paras as políticas públicas brasileiras, conforme aponta a Carta-manifesto “Quem vai cuidar de nós quando envelhecermos?”, lançada em maio de 2023, em menção ao Decreto nº 11.460 de 30 de março de 2023, que instituiu o Grupo de Trabalho Interministerial com o objetivo de elaborar a Política Nacional de Cuidados e o Plano Nacional de Cuidados, onde, de acordo com governo, serão consideradas as desigualdades sociais, com recortes relacionados a raça e classe social.

Engajamento e futuro da velhice

Pensar sobre quem cuidará de nós, caso tenhamos essa necessidade em algum momento da vida, é fundamental, assim como, nos engajarmos politicamente, enquanto sociedade civil, para garantir que num futuro próximo, possamos vivenciar a velhice de uma forma digna, com acesso garantido aos cuidados especializados.

Diego Miguel é especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e membro da Diretoria da SBGG-SP, mestre em Filosofia e doutorando em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo

Avalanche Tricolor: um jogo para matar a saudade!

Grêmio 3×0 Cruzeiro

Brasileiro – Arena do Grêmio, Porto Alegre/RS

Jogadores comemoram gol em foto de Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Teve Geromel de volta. E com a braçadeira de capitão. Mais do que isso, com Kannemann também recuperado, tivemos o retorno da melhor dupla de zaga que já vestiu a camisa do Grêmio, neste século. Que enquanto esteve em campo não perdeu uma só disputa de bola. Adiantou-se ao marcador para impedir a sequência da jogada. Despachou o perigo quando o lançamento chegou a nossa área. E nos fez relembrar a imagem clássica deles levantando todos os troféus que conquistamos na última década. 

Teve Luan no meio de campo vestindo a camisa 7, mesmo que apenas nos 15 minutos finais. Ouvir a torcida gritando seu nome, pedindo para que entrasse, já valia o ingresso. Diferentemente da primeira vez em que retornou ao time, foi mais acionado. Tocou a bola com leveza. Tabelou com seus colegas. Cadenciou o jogo. Esforçou-se na marcação. E acionou na mente de cada um de nós — caros e raros gremistas que leem esta Avalanche — uma série de cenas inesquecíveis de quando fomos campeões da Libertadores e  Luan, o Rei da América.

Foi um jogo para, também, matar a saudade recente de Suárez que estava há oito partidas sem marcar o seu, coisa rara na jornada esportiva do terceiro maior goleador em atividade no mundo. Registre-se: não ter feito gols diz muito mais de como atuamos nas últimas partidas do que propriamente do desempenho do atacante; assim como não diminuiu sua importância no elenco a medida que nos faz muito maior sempre que está em campo. Agora, em 36 partidas, Suárez marcou 14 gols e deu 11 assistências. Um prazer que poucos torcedores no mundo terão para contar.

O jogo deste fim de domingo, que nos elevou a terceira posição do Campeonato Brasileiro, mexeu com essa emoção nem sempre fácil de definir: a saudade. Até o toque de bola no meio de campo que se sobrepôs ao do adversário nos remeteu às glórias mais recentes. A começar pelo talento de Pepê que comparam com o de Michael, outro genial que vestiu nossa camisa e nos levou aos últimos grandes títulos. Foi dele, Pepê, o terceiro gol em uma jogada que nos fez lembrar os bons tempos de triangulação, aproximação e forte movimentação no ataque.

A categoria de Pepê fez fluir melhor o futebol de Villasanti, Carballo e Cristaldo — os dois últimos com participações decisivas nos gols da vitória. Cristaldo foi quem, no primeiro gol, roubou a bola no ataque e serviu Suárez; e quem, no segundo, bateu a falta com rapidez, encontrou Suárez que de calcanhar entregou para Carballo colocar com categoria nas redes.

O Grêmio, hoje, foi um time que matou a minha saudade! 

Mundo Corporativo: Patrícia Chacon, CEO da Liberty Seguros, destaca o papel do empreendedorismo na transformação da indústria do seguro

Foto de Pricila Gubiotti

“Somos uma companhia de mais de 100 anos e mais de 3 milhões de clientes, mas o DNA é empreendedor porque a gente entende que  tem que reinventar nosso negócio a cada ciclo para atender aquele cliente que está mudando”.

Patrícia Chacon, Liberty Seguros

Construir uma visão empreendedora nas suas equipes de trabalho é uma das soluções que grandes empresas têm encontrado no sentido de dar maior autonomia aos colaboradores. Aplicado esse mesmo conceito na relação com os parceiros de negócio, cria-se um ambiente de colaboração e compartilhamento de conhecimento. É no que acredita Patrícia Chacon, CEO da Liberty Seguros, entrevistada do terceiro episódio da série sobre empreendedorismo, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

Na nossa conversa, Patrícia detalhou a importância da parceria com os corretores, o papel do empreendedorismo na transformação da indústria de seguros e como a visão empreendedora está sendo incorporada dentro da própria empresa. Esse olhar tem forte ligação com a história da própria executiva que saiu de Quito, no Equador, aos sete anos e foi estudar nos Estados Unidos, onde se formou em Economia. Ainda durante o curso superior, Patrícia foi para Gana, na África, atuar em projetos de empreendedorismo feminino ajudando as microempreendoras a se desenvolverem. Ao se formar, retornou ao Equador e trabalhou em projetos de apoio a pequenos agricultores para capacitá-los nas negociações com grandes empresas, o que se transformou em inspiração para ela quando assumiu cargo executivo na Liberty.

Parceria com corretores

Patrícia destacou que os corretores desempenham um papel crucial na distribuição dos seguros da Liberty Seguros, e a relação vai além de apenas parceria comercial. A empresa não apenas compartilha produtos, mas também colabora na criação de soluções personalizadas, baseadas em tendências e necessidades identificadas pelos corretores. Essa co-criação resultou em produtos como a marca de seguro “Aliro”, com valores mais baixos, a medida que os corretores percebiam que havia dificuldades financeiras que impediam os clientes de renovar ou fazer um novo seguro. A marca foi lançada em conjunto com os corretores e alcançou grande sucesso:

“A Aliro já vendeu na Liberty mais de 1 milhão de apólices e 50% dos clientes não tinham seguro antes”

Empreendedorismo como transformação

Para a CEO da Liberty Seguros o empreendedorismo, que hoje faz parte da essência da empresa com mais de 100 anos, envolve constantemente resolver as necessidades dos clientes e a capacidade de reinventar o negócio para atender às mudanças do mercado. Ela compartilhou exemplos de como a empresa se adaptou rapidamente a desafios, como a inflação, usando a metodologia ágil para capturar tendências e reagir de maneira eficaz.

Metodologia ágil e cultura empreendedora

A implementação da metodologia ágil na Liberty Seguros começou com treinamento intensivo da liderança. Patrícia explicou que o processo envolveu a criação de equipes multifuncionais, chamadas de “squads”, que têm autonomia para definir metas e soluções, com a liderança dando suporte e removendo barreiras. Essa abordagem, embora desafiadora, permitiu uma maior agilidade na adaptação às mudanças do mercado.

Visão empreendedora interna

A visão empreendedora não se limita aos corretores, mas também é aplicada internamente, de acordo com Patrícia. Ela ressaltou que os colaboradores são incentivados a ter essa mentalidade empreendedora, identificando desafios e oportunidades de negócios, e contribuindo para a inovação da empresa. A liderança fornece direção clara e metas, enquanto os times empoderados trabalham juntos para encontrar soluções e impulsionar o crescimento.

“A gente tem assim a grande satisfação de, em 2022, termos sido nomeadas como uma das dez melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Isso é motivo de muito orgulho para nós porque veio com o resultado financeiro, também. Então, acho que uma combinação que faz sentido”.

Em dez anos, a seguradora triplicou o seu tamanho passando de um faturamento de R$ 1 bilhão para R$ 3,3 bilhões — resultado registrado no primeiro semestre deste ano. O lucro líquido cresceu 15 vezes e está em R$ 320 milhões, o que, segundo Patrícia, permite que a empresa invista até R$ 100 milhões em tecnologia, o que tende a trazer mais benefícios aos corretores e clientes.

Iniciativas para empoderamento

A Liberty Seguros também implementou iniciativas para apoiar o crescimento dos corretores e seus negócios. Patrícia mencionou a importância de fornecer conhecimento e ferramentas, como treinamentos sobre tendências digitais e tecnologias de marketing. A empresa desenvolveu ferramentas que permitem aos corretores venderem nas mídias sociais e até mesmo oferecer cotações de seguros de vida através de links no WhatsApp.

Diversidade e empoderamento feminino

A presença de uma mulher no comando da empresa inspirou ações afirmativas como o programa “Mulheres Seguras”, iniciado em 2015. A intenção é apoiar as mulheres no mercado de seguros, incentivando o empreendedorismo e a liderança. A CEO ressaltou a importância de ter mais mulheres em posições de destaque, servindo como inspiração para outras e contribuindo para a evolução do mercado.

Uma dos desafios do “Mulheres Seguras” foi mudar uma realidade identificada em diversos estudos de que mulheres gostam menos de entrar em negociações o que impacta nos resultados que buscam. 

“Estudos mostram que (a mulher) quando começa numa negociação começa pedindo 30% a menos. A gente começou a apresentar fatos para as corretoras de como elas podiam quebrar um pouco dessas barreiras. O “Mulheres Seguras” foi crescendo e a gente impactou já mais de 5 milhões de pessoas com eventos e conteúdo”.

Outro aspecto destacado por Patrícia é que 45% do corpo executivo da Liberty é formado por mulheres que ocupam cargos de liderança em áreas como tecnologia, talento e assistência. Além disso, ela diz ter orgulho em saber que existem grupos de homens que são aliados neste projeto de fortalecimento feminino.

Você assiste a seguir à entrevista completa com Patrícia Chacon, CEO da Liberty Seguros. Toda quarta-feira, o Mundo Corporativo apresenta, ao vivo, no canal da CBN no YouTube, um entrevista inédita. Colaboram com o programa Renato Barcellos, Letícia Veloso, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen. 

Dez Por Cento Mais: abandonar o que não tem sentido na vida

Foto de Pixabay

Buscar sentido na vida é um dilema comum a todos nós. Para ajudar nessa reflexão necessária, a psicóloga Vanessa Maichin mergulhou no conceito de intencionalidade da fenomenologia existencial e discutiu como encontramos significado em nossas vidas. Ela foi entrevistada pelo programa Dez Por Cento Mais, apresentado pela jornalista Abigail Costa e a psicóloga Simone Domingues, no YouTube, e que passará a fazer parte do conteúdo deste blog.

Segundo a fenomenologia existencial, toda consciência é direcionada a algo. Vanessa aponta que a chave para descobrir o sentido é estarmos conectados conosco. Isso se contrapõe à ideia popular de “deixar a vida nos levar”, como sugere a canção de Zeca Pagodinho.

A vida no piloto automático e a busca por sentido

O grande perigo que Vanessa destaca é a facilidade com que caímos no modo “piloto automático”. Nesse estado, negligenciamos nossos verdadeiros desejos e sonhos, movendo-nos sem uma direção clara. 

“Muitos de nós vivem sem pausar para entender o que realmente ressoa em nosso íntimo”.

Uma distinção intrigante feita durante a conversa foi entre ‘significado’ e ‘sentido’. O significado é a interpretação que damos às experiências, enquanto o sentido é a direção que tomamos com base nessa interpretação. Vanessa reforça que, para encontrar o sentido, é vital se conectar com sentimentos e intuições.

Ressignificar: a arte de redirecionar nossa vida

Parte essencial da discussão centrou-se na capacidade de ressignificar. Muitas vezes, somos aprisionados por crenças antiquadas, passadas de geração em geração. Contudo, Vanessa afirma que temos o poder de redefinir e encontrar significados autênticos, que ressoam com nossa verdade interior.

Apesar de admitir que abandonar velhas crenças pode gerar desconforto e angústia, Vanessa acredita que o resultado é uma vida mais genuína e recompensadora.

O chamado à autenticidade

O diálogo com Vanessa Maichin nos lembra da necessidade de viver com propósito e autenticidade. Em um mundo onde muitas vezes nos sentimos perdidos, é reconfortante saber que temos a capacidade de encontrar – e talvez até criar – o sentido em nossas vidas. A mensagem final? Todos nós, no fundo, sabemos o que realmente faz sentido. Precisamos apenas ter a coragem de buscar e seguir esse chamado.

Participe da conversa e descubra mais sobre a busca de sentido. E não esqueça de acompanhar as entrevistas no programa “Dez Por Cento Mais” que você assiste, ao vivo, às quartas-feiras, oito da noite, no YouTube:

Conte Sua História de São Paulo: um beijo na elegância do aeroporto de Congonhas

Por Elizabeth Figueiredo

Ouvinte da CBN

Arquivo: Werner Haberkorn/Wikipedia

São Paulo é conhecida como capital da moda e da diversidade, prova do quanto esta cidade é acolhedora e favorável a todo tipo de liberdade com responsabilidade, respeito e criatividade, a começar pela indumentária que tanto mudou ao longo dos tempos.

Meu primeiro beijo aconteceu no Aeroporto de Congonhas. Sou mineira e apaixonada pela capital paulista e, à época conhecendo o que esta megametrópole já oferecia, meu primeiro namorado me levou ao Aeroporto de Congonhas e, acreditem, as pessoas frequentadoras daquele ambiente se vestiam como se estivessem indo para uma festa.

Outro lugar que também chamou minha atenção à época foi o  Jockey Club pela elegância com o que os frequentadores se vestiam.

E, na sequência visitei o Museu do Ipiranga, que agora preciso revisitar para certificar se está tão magnífico quanto era antes da reforma.

Parabéns Senhora São Paulo npor acumular tanta ousadia e riquezas culturais, imagino que inspiradas à partir da Semana de Arte Moderna de 1922.

Elizabeth Figueiredo é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Daniel Mesquita. Seja você também personagem da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para conhecer outros capítulos da nossa cidade visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Hoje o tempo voa, amore!

Por Abigal Costa

@abigailcosta

Foto de Isabella Mendes

Quantos papeis você já interpretou na vida desde o seu nascimento? Quem foi você nesses anos todos? 

Um ou vários personagens?

Se às vezes você pensa “quando eu era criança agia de tal modo”, ou “na adolescência gostava de certas músicas”, ou, ainda, “agora como adulta tenho mais obrigações”, de certa maneira está reproduzindo a ideia de  William Shakespeare que em ‘As you like it’ refere-se as sete idades do homem. Na peça que foi publicada em português com o título “Como gostais”, ele se refere ao mundo como um grande palco e a todos nós como atores que têm hora certa para entrar e sair de cena em sua trajetória de vida, começando pela criança. 

Shakespeare me faz pensar em quantos de nós paramos em um determinado personagem e dele resistimos em sair. Quantos não repetimos a mesma cena, a mesma fala e de forma mecânica? É como se os anos passassem apenas no calendário e não para o sujeito.

Se é certo que nós nos transformamos a cada acontecimento, como caber nas mesmas roupas, nas mesmas ideias, nos mesmos hábitos de criança quando a gente já tem CPF, carteira de habilitação e, muitas vezes, já trocamos a certidão de nascimento pela de casamento. Já funcionamos no modo “Pais” e esquecemos de trocar o figurino.

Dia desses conversando com uma amiga falei da morte como sequência natural para que o palco da vida seja ocupado por novos talentos. Até agora não sei qual a interpretação dela a respeito. Depois da minha fala  tão eloquente fiquei até sem graça em perguntar: e aí o que você pensa a respeito disso? 

De volta a troca natural de papeis e a relação com Shakespeare. O que fica para gente é a necessidade de viver cada personagem como ele é, único e efêmero, embora alguns pensem ao contrário. É saber saborear as transições como rito de passagem para o novo, não como perdas. 

Em “As you like it”, Shakespeare dá luz a reflexão da passagem do tempo e da urgência em aproveitarmos esse tempo vivendo em seus personagens adequados, justos. 

“Agora são dez horas e você pode ver como o mundo oscila; há uma hora em nove, dentro de uma hora serão onze; a cada hora que passa nós amadurecemos; a cada hora apodrecemos; nisso há toda uma história.”

Vamos lá! Pra que você não saia dessa conversa pensando que “nossa, a Big pegou pesado na relação tempo-vida”, vamos trazer o poeta Lulu Santos pra deixar o final mais leve:

“… Hoje o tempo voa, amor 

Escorre pelas mãos

Mesmo sem se sentir

Não há tempo que volte, amor

Vamos viver tudo que há pra viver

Vamos nos permitir”. 

Em outras palavras, Lulu e Bardo dizem a mesma coisa: tua vida está passando! 

Quantos personagens mesmo você ja interpretou até aqui?

Abigail Costa é jornalista, apresenta o programa Dez Por Cento Mais no YouTube, tem MBA em Gestão de Luxo, é estudante de Psicologia na FMU, faz pós-graduação em Gerontologia, no Hospital Albert Einstein e especialização na Escola Paulista de Psicodrama, e escreve como colaboradora a convite do Blog do Mílton Jung.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o fator X das marcas

“Nome se constrói evitando erros de origem, o que pode impedir esse nome de um bom desenvolvimento, mas principalmente se constrói na gestão do dia a dia, nas múltiplas camadas de significado que vão sendo construídas, pouco a pouco”

Cecília Russo

No cenário digital em constante evolução, as marcas enfrentam desafios para se reinventar e acompanhar as demandas de um público em constante mutação. Duas recentes mudanças de nome ganharam destaque tanto no cenário nacional quanto internacional, levantando questões sobre o poder das marcas e o impacto de decisões tão audaciosas. Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, analisaram as estratégias de Elon Musk que trocou o consagrado Twitter pelo nome “X”e do Banco Central ao lançar a moeda digital “Drex”.

A ousadia de Elon Musk

O Twitter, uma das redes sociais mais reconhecíveis e utilizadas globalmente, surpreendeu ao anunciar sua mudança de nome para “x”. Essa mudança, comandada por Elon Musk, chamou atenção tanto pela ousadia quanto pelos questionamentos que levanta sobre a importância da identidade e do significado na construção de uma marca.

Cecília, destaca que a alteração do nome do Twitter parece mais um resultado da vontade pessoal de Musk do que uma estratégia de posicionamento de marca madura. A mudança, que substituiu um nome icônico e reconhecível por uma designação genérica, gerou críticas por perder parte da identidade da marca. O “passarinho azul” associado ao Twitter, por exemplo, tornou-se uma memória, substituído por um nome mais impessoal e menos relacionável:

“Em sua lógica, manter Twitter seria permanecer algo sem sua marca pessoal, sem o seu DNA. Mas a meu ver isso é um grande equívoco porque jogou fora o bebê junto com a água do banho. Matou algo que tinha identidade, cor, cara, o passarinho, uma marca que estava no dicionário, o tuitar, por algo genérico, batido, com significados ruins que é a marca X”

Cecília Russo

O Banco Central criou a marca Drex

No contexto brasileiro, outra mudança de nome também chamou a atenção: o Banco Central lançou sua moeda digital com o nome “Drex”. Para Jaime Troiano, essa mudança é uma estratégia mais sólida. Antes, o projeto era chamado de “moeda digital brasileira”, uma nomenclatura genérica que não carregava uma identidade própria. Com a criação do nome “Drex”, o Banco Central alinhou a moeda digital à família de marcas relacionadas ao “Pix”, uma iniciativa já bem estabelecida.

“A meu ver, a lógica da criação do nome traz bons aprendizados que a marca PIX conseguiu construir. Por ser da mesma família, ela segue dois direcionamentos que começaram com o PIX. Um nome curto, agora com 4 letras e com o X em sua última letra. O X, tanto em PIX como em DREX traz uma força e personalidade ao nome que são interessantes”.

Jaime Troiano

Além disso, Jaime enfatiza que o processo de construção da marca não se limita apenas ao nome, mas envolve uma narrativa que se desdobra com o tempo, incorporando símbolos, cores e comunicação.

Cada qual com seu X

As duas mudanças de nome – a do Twitter para “x” e a criação da moeda digital “Drex” pelo Banco Central – ilustram diferentes abordagens no mundo das marcas digitais. Enquanto uma mudança parece basear-se em uma visão mais personalista e arrojada, a outra busca alinhar-se a uma estratégia já consolidada. O significado e a identidade de uma marca são ativos valiosos que devem ser cuidadosamente considerados em qualquer movimento de mudança. O tempo dirá qual abordagem se provará mais bem-sucedida, à medida que essas marcas enfrentam o desafio de manter uma conexão sólida com seus públicos em um mundo em constante transformação.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso:

Avalanche Tricolor: um recado ao grupo de WhatsApp

Santos 2×1 Grêmio

Brasileiro – Vila Belmiro, Santos/SP

Foto de Lucas Uebal GrêmioFBPA

Quem me conhece bem sabe que quase não abro espaço a grupos de WhastApp em meu celular. É estratégia para preservar a sanidade. Uma forma de silenciar o barulho das redes sociais e ser menos impactado pelo contágio emocional que a vida em bando provoca. Quando uma pessoa expressa uma emoção forte como medo, empolgação ou raiva tende a insuflar esse mesmo estado psicológico em seus pares. Pessoas aparentemente tranquilas podem ter reações extemporâneas e radicais se envolvidas por um coletivo que reforça suas convicções e pensamentos. É em parte o que acontece em um estádio de futebol no instante em que cidadãos pacíficos fazem coro aos torcedores que ofendem o árbitro, o adversário ou o jogador que pisa na bola (ou esquece que ela está em jogo).

Mesmo que não acredite em grupos de WhastApp que eles existem, existem. Poucos, mas estão lá no meu celular e se movimentam ativamente conforme a situação. Hoje, minha tela não parava de piscar com as notificações de um desses grupos — claro, aquele formado por gremistas –, especialmente após os 17 minutos do segundo tempo quando se iniciou a “contra virada” (será que posso chamar assim quando meu time sai na frente e entrega o jogo depois?). Aos 44 do segundo tempo, após a pataquada dos nossos jogadores, o que era pisca-pisca virou luz estroboscópica. A prudência me fez virar o celular com a tela para baixo e me calar diante do que haveria de acontecer ao fim desta primeira rodada do returno do campeonato.

Preferi deixar que a turma do WhatsApp expressasse no silêncio do meu celular sua indignação perante a iminência da derrota que nos afastaria do líder e nos deixaria momentaneamente fora do G4 — grupo que almejamos ocupar para garantir vaga direta na Libertadores e ganhar um respiro no início da próxima temporada com uma preparação mais longa para a competição sul-americana. Não queria ser influenciado pelas opiniões catastróficas e as teorias de conspiração que costumam florescer nesses momentos de forte emoção. A bronca, a opinião exarcebada e a frase sangrada pela raiva se justificam por humanos que somos. Tanto quanto mais apaixonado, mais sensível se torna o nosso coração. Não pense que sou santo — ops, melhor não usar hoje esse adjetivo. Não pense que sou calmo mediante os acontecimentos do futebol. Assim como qualquer torcedor, alterno o vibrar e o esbravejar conforme o lance. Reclamo do árbitro nas marcações contra o meu time — mesmo que tenha de me redimir ao conferir o acerto dele no replay. 

Minha estratégia, porém, é clara. Jamais permitir que o movimento de bando me impulsione a dizer o que a razão não concorda. Da mesma forma que não faço cálculos antecipados que “provam” que seremos campeões após uma vitória incrível sobre um adversário de peso, me nego a ter previsões trágicas por causa de uma derrota impossível de admitir como a deste domingo. Mesmo porque, nesta altura do campeonato, o destino de cada time ainda não está traçado. Alguns até flertam desde o início com o rebaixamento e outros estão se aproximando cada vez mais desta faixa — sem nenhuma provocação, tá!?! Assim como há os que miram o topo da tabela e têm feito por merecer o lugar lá no alto. 

O Grêmio, que voltou a ter revés contra times da parte de baixo da competição, ainda tem muito a fazer para que possamos dizer com certeza qual será nosso lugar neste campeonato. Aquele elenco que nos colocou na vice-liderança foi reforçado para o returno com as novas contratações e a recuperação de lesionados. Acertá-lo e fazê-lo jogar de maneira coordenada mesmo quando há necessidade de substituições ao longo da partida é responsabilidade do comando técnico. Teremos mais tempo para fazer esse arranjo a medida que estamos agora dedicados ao Brasileiro, por força da desclassificação da Copa do Brasil, no meio da semana passada.

Quanto a você que por ventura esteja  gritando “Fora Renato” ou “desse jeito nem Libertadores” ou “o campeonato acabou para nós” ou “tem que botar todos estes que aí estão no banco” —- juro que não li meu grupo depois que a bola parou —, tenho certeza que vestirá a camisa tricolor no próximo domingo, vai correr para frente da televisão, ligar o rádio ou ocupar uma cadeira na Arena, e ressuscitará sua esperança logo que a bola começar a rolar, devolvendo ao nosso grupo de WhatsApp aquele clima saudável e de confiança que nos entusiasma a entrar logo cedo e desejar: “Bom dia, gremistada!”