Mundo Corporativo: Paula Esteves, da Worklover, desvenda o universo do empreendedorismo

Paula Esteves em entrevista ao Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti

“O empreendedor começa sonhando.Então, se eu não entendo o que eu posso sonhar e não identifico qual é esse sonho,  eu nem começo a empreender”

Paula Esteves, Worklovers

O empreendedorismo muitas vezes é visto como um desafio intimidador. No entanto, para Paula Esteves essa jornada representa uma tremenda oportunidade de autodescoberta e realização. Ela compartilha a visão de que, ao alinhar seu empreendimento com seu propósito de vida, os desafios se transformam em pequenas batalhas que impulsionam o crescimento. Paula,  criadora e CEO da Worklover, uma iniciativa voltada para a educação do empreendedor, foi entrevistada pelo programa Mundo Corporativo, da CBN, e destacou a mudança de mentalidade necessária, especialmente em uma cultura que muitas vezes valoriza a segurança do emprego tradicional. 

Para ela, também uma empreendedora, ao abraçar a liberdade e responsabilidade que vem com o empreendedorismo, podemos nos conectar verdadeiramente com nosso propósito.

“Empreender tem suas dificuldades, tem seus desafios, mas quando você faz aquilo que é para você, que está conectado com o seu propósito, justifica a razão pela qual você veio para cá, para essa vida. í a coisa fica diferente, aí os desafios, as dificuldades passam a ser pequenos desafios, apenas” 

O Mundo em Transformação

A sociedade está passando por transformações significativas, especialmente no mundo do trabalho. Paula observa que muitos indivíduos estão optando pelo empreendedorismo não apenas por escolha, mas também por necessidade. Isso ocorre à medida que as estruturas tradicionais de emprego se tornam menos previsíveis, levando um número crescente de pessoas a explorar suas paixões e transformá-las em negócios. Pesquisas indicam que mais da metade das pessoas que são demitidas decidem empreender por necessidade. Essa mudança de paradigma exige uma nova abordagem e planejamento, para que os empreendedores possam trilhar um caminho seguro e estruturado.

“O empreendedor não tem espaço para pouca paciência, o empreendedor não tem espaço para quem não tem foco e quer fazer mil coisas ao mesmo tempo, ele não tem espaço para quem não tem coragem e se vitimiza da sua própria vida”.

Educação Empreendedora Estruturada

Paula Esteves aborda essa lacuna educacional por meio da Worklover, oferecendo uma metodologia clara e direta para potenciais empreendedores. Seu “Método P”, baseado nos princípios de marketing de Philip Kotler, oferece uma abordagem abrangente para construir um plano de negócios sólido. Desde a definição do propósito até a construção de metas SMART (específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais), o método auxilia os empreendedores a navegar pelos desafios com confiança. Além disso, Paula enfatiza a importância de se livrar de equívocos comuns, como a antecipação de cartão de crédito, que pode prejudicar a saúde financeira dos empreendimentos.

Empreendedorismo com Propósito

Uma das lições mais profundas que podemos extrair da jornada empreendedora de Paula é a importância de alinhar nossas ações com nosso propósito pessoal. Ao refletir sobre sua própria experiência, ela percebeu que a busca por um propósito significativo é a força motriz por trás de uma jornada empreendedora bem-sucedida. Compartilhando sua paixão e conhecimento, Paula busca não apenas educar, mas também inspirar outros empreendedores a seguir seus sonhos com determinação e foco 

Paula destaca o envolvimento da Worklover em projetos sociais, como uma parceria com o G10 Favelas para capacitar e ajudar mulheres em situação de risco a empreender.

Na conversa com Paula Esteves, de desafios transformados em oportunidades a métodos educacionais estruturados, fica evidente que a jornada empreendedora exige coragem, paixão e uma abordagem cuidadosamente planejada. No entanto, ao abraçar nosso propósito e tomar as rédeas de nossas vidas, podemos trilhar um caminho de sucesso e realização.

Assista à entrevista completa com Paula Esteves, CEO da Worklover. Colaboram com o Mundo Corporativo: Renato Barcellos, Letícia Valente, Rafael Furugen e Priscilla Gubiotti:

Sucesso de audiência e impacto digital: Copa do Mundo Feminina 2023

Por mIA Codegeist  

A Copa do Mundo Feminina da FIFA Austrália e Nova Zelândia 2023™ está no auge da emoção esportiva, deixando espectadores em suspense quanto ao campeão que emergirá dessa competição intensamente disputada. Os dados, divulgados em artigo de Amir Sommogi, da Sports Value, revelam que a fase de grupos desta edição fez história em termos de recordes e números impressionantes, reforçando ainda mais o status crescente do futebol feminino.

Estádios Vibrantes: Público Superando Expectativas

O poder do futebol feminino se manifesta nas arquibancadas, onde um total notável de 1,2 milhão de torcedores se reuniu para testemunhar a grandiosidade dos jogos. E esse número é apenas um prelúdio, pois se projeta que a competição ultrapassará a marca de 1,7 milhão de espectadores até seu desfecho, especialmente com a abertura, nesta quinta-feira, da fase de quartas de final. Comparado à edição de 2019 na França, esse público representa um aumento de 29%, evidenciando o crescimento significativo da base de fãs.

Recordes de Comparecimento: A Paixão Inabalável

Dentre as partidas memoráveis, a que opôs Austrália e República da Irlanda merece destaque, uma vez que estabeleceu um novo marco na história do futebol australiano com uma multidão impressionante de 75.784 torcedores, um testemunho tangível do amor pelo esporte.

Audiência Global: China, Brasil e Colômbia na Vanguarda

A Copa do Mundo Feminina 2023 capturou a atenção global, com nações como China, Brasil e Colômbia liderando a corrida pela audiência. A China impressionou, alcançando incríveis 150 milhões de espectadores, enquanto no Brasil, 14 milhões de telespectadores sintonizaram os jogos. No entanto, o impacto se estende além das telas, com a Cazé TV do Brasil fazendo história ao atingir mais de 8,5 milhões de espectadores digitalmente, marcando um novo patamar para a visibilidade do futebol feminino.

Colômbia: Desempenho Crucial e Audiência em Ascensão

A Colômbia emergiu como um pilar fundamental do sucesso do torneio, com a partida de abertura de sua equipe atraindo 9 milhões de telespectadores, representando 20% da audiência televisiva do país. O aumento de audiência em relação à edição de 2019 é impressionante, e espera-se que mais recordes sejam quebrados à medida que a equipe avança na competição.

Impacto Digital Revolucionário: O Novo Cenário

O cenário digital também desempenha um papel crucial na narrativa da Copa do Mundo Feminina 2023. A plataforma de streaming da FIFA cativou 22 milhões de usuários únicos durante a fase de grupos, ultrapassando a edição de 2019. A popularidade também se estendeu às redes sociais, onde as contas do TikTok da competição dobraram de seguidores, indo de 1,1 milhão para 2 milhões durante essa fase.

Engajamento Incansável: Fãs Marcando Presença

A interação dos fãs continua a elevar a energia da competição, com 2 milhões de entusiastas engajando diariamente através de diversos canais. Países co-anfitriões, Austrália e Nova Zelândia, também contribuíram significativamente, representando uma audiência combinada de 1,9 milhão de espectadores na Nova Zelândia, mostrando o apoio fervoroso da população.

Uma Nova Era para o Futebol Feminino

Os números extraordinários da fase de grupos da Copa do Mundo Feminina da FIFA Austrália e Nova Zelândia 2023™ são um testemunho do avanço indomável do futebol feminino no cenário esportivo global. Com estádios lotados, números de audiência televisiva impressionantes e impactos digitais revolucionários, essa edição da competição está redefinindo padrões e pavimentando um futuro brilhante para o futebol feminino em todo o mundo. 

mIA Codegeist abusa da inteligência artificial (e dos adjetivos) para compartilhar conhecimento e escrever seus artigos sobre temas relevantes à sociedade.

Conte Sua História de São Paulo: minhas frutas da cidade

Por Paulo Valadares

Ouvinte da CBN

Foto de Engin Akyurt

Frequentei São Paulo desde os anos 1970. Bati pernas pelo Centrão. Corri a São Silvestres quando ainda era noturna. Os espectadores nos davam champanhe durante a virada do ano. Mesmo correndo. 

A minha São Paulo verde não tem bosques frescos; mas campos de futebol com grama natural e algumas frutas.

Explico: eu saía enfadado do escritório no fim do expediente. Descia do Paraíso e seguia até o Largo do Paissandu para comer frutas. 

Passava por jovens esperançosos que iam para o curso noturno. Pais que retornavam angustiosos para as periferias. Era o momento que a grande jiboia trocava de casca. Saia a população oficial, entravam mercadores de amores remunerados e outros marginais. 

Ao chegar ao carrinho de frutas postado, pedia uma fatia de melancia e outra de abacaxi. Despesa que cabia no bolso. Nunca perguntei de onde elas vinham, assim, como não perguntavam minha procedência. 

Para mim elas serão sempre frutas de São Paulo.

Paulo Valadares é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Daniel Mesquita. Seja você também personagem da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para conhecer outros capítulos da nossa cidade visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Comunicação eficaz para combater a polarização

A convite da jornalista Joyce Carvalho falei sobre o livro “Escute, expresse e fale”(Rocco), no programa que apresenta na CBN Curitiba. Provocado por ela, expliquei que a comunicação desempenha um papel crucial na construção de relações sustentáveis e na superação da polarização e da agressividade presentes nas interações diárias e online.

O livro que escrevi com Antônio Sacavém, Thomas Brie e Leny Kyrillos explora como a comunicação pode ser um antídoto à polarização e à violência nas sociedades. Destaquei que ouvir e compreender o outro é fundamental para aproximar pessoas com perspectivas diferentes e reduzir conflitos.

Na conversa, Joyce e eu chamamos atenção do ouvinte para o fato de  a comunicação ser um instrumento poderoso para superar desafios sociais e criar um ambiente mais colaborativo e harmonioso. Além disso, destaquei a importância de influências positivas na formação de profissionais de comunicação e ressaltai a necessidade de abordar questões complexas de forma sensível e responsável.

A surpresa ficou por conta da reprodução de momentos em que atuei no rádio do Rio Grande do Sul como jornalista esportivo ao lado do meu pai, que também foi tema da conversa que você ouve aqui:

Marina diz que ninguém vai passar por cima de decisão técnica para explorar petróleo na foz do Rio Amazonas

No calor dos debates e discussões que caracterizam a Cúpula da Amazônia,  em Belém do Pará, Marina Silva, a ministra do Meio Ambiente, foi enfática sobre a importância das decisões técnicas do Ibama serem respeitadas no caso da exploração de petróleo na região do Foz do Rio Amazonas. Em entrevista ao Jornal da CBN, ela foi perguntada sobre o parecer da AGU — Advocacia Geral da União que pode abrir espaço para que o presidente Lula autorize as operações da Petrobras no local. Marina destacou que tais decisões levam em conta critérios ambientais e Lula jamais passaria por cima dessas avaliações:

“Às vezes as pessoas usam um termo equivocado: flexibilizar o licenciamento ambiental. Ninguém flexibiliza uma cirurgia do coração, uma cirurgia do rim, uma cirurgia do olho. Por que que o olho e o coração da natureza a gente quer flexibilizar?”


O desmatamento na Amazônia também foi abordado na entrevista, e Marina compartilhou dados promissores sobre a reversão da curva de crescimento do desmatamento no primeiro semestre. Ela ressaltou a importância do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia (PPCDAm), destacando seu papel na redução do desmatamento ao longo dos anos. No entanto, a Ministra também apontou para a necessidade de mudanças no modelo de desenvolvimento, promovendo setores como turismo, bioeconomia e agricultura de baixo carbono.

Ouça a entrevista completa da ministra do Meio Ambiente Marina Silva ao Jornal da CBN

Quando a “circunferência abdominal 57” pesa na vida dos outros

Por Abigail Costa

@abigailcosta

A gente não nasce sabendo. Fato! Mas com o passar do tempo tem a obrigação de aprender e tentar colocar em prática. Pois bem, partindo do pensamento lógico, ao longo desse aprendizado tomamos consciência de que nem tudo são flores e cabe a nós dividirmos os espinhos com quem vai nos ajudar a manejá-los para que não nos machuque tanto. 

Outro dia, vi um comentário no Instagram de alguém enfurecida porque uma outra dita cuja — alguém com milhões de seguidores; sim, ninguém chuta cachorro morto — postou algo assim:

Legenda: “Amanheci feliz!”

Texto: “Fazendo o que mais gosto”

Foto: algumas míseras torradas e a moça trabalhando.

A “comentarista” enfurecida gritava em letras garrafais: 

COMO PODE? JÁ ESTOU CANSADA DESSE POVO COM ESSE POSITIVISMO TÓXICO! COM ESSA COISA DE ACORDAR ÀS 5 DA MANHÃ, TREINO PAGO (FEITO), FELICIDADE (CHECK) E BLÁ-BLÁ-BLÁ”

Pensando cá com os meus quilos a mais, o que deve ter incomodado no “reality virtual” da influenciadora foi a circunferência abdominal marcando 57 centímetros que aparecia na imagem.

Coloquei-me a pensar. Primeiro, por que não acreditar que a foto e o texto da influenciadora  podem ser verdadeiros. Segundo, e se não for? Por que esse destempero diante de algo que se imagina falso?

Será que para outras pessoas esse post não pode ser as doses de otimismo  e inspiração que estão faltando, do auto-positivismo? Se ela consegue por que eu não? 

Será que a dona da “circunferência abdominal 57” não é uma colecionadora de momentos? E esses momentos servem para realimentá-la quando lhe faltam sorrisos, desejos, brindes e afins?

Será que ela não está sendo ela mesma ao querer levar o melhor para quem  visita a página de olho na vida dos outros? 

Sempre me questiono: se a vida do outro me incomoda, sendo esta vida falsa ou real, é porque já nasci, cresci, estou envelhecendo e não aprendi nada. Para esses casos, que sirva de consolo: enquanto há vida, há esperança (Eclesiastes 9;04)! 

Abigail Costa é jornalista, apresenta o programa Dez Por Cento Mais no YouTube, tem MBA em Gestão de Luxo, é estudante de Psicologia na FMU, faz pós-graduação em Gerontologia, no Hospital Albert Einstein, e escreve como colaboradora a convite do Blog do Mílton Jung.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: minimalismo e essencialismo são estratégias poderosas para as marcas

Móveis da Ikea, Photo by ATBO on Pexels.com

“O essencialismo se por um lado indica menos por outro lado é a oportunidade de criar conexões ainda mais relevantes com seus consumidores”. 

Cecília Russo

Duas tendências que têm se destacado no mundo do branding, o minimalismo e o essencialismo, são conceitos que parecem estar na contramão do consumo. Porém, têm um impacto positivo nas marcas e no comportamento dos consumidores, de acordo com Jaime Troiano e Cecília Russo, comentaristas do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.

O essencialismo vai além de fazer menos, trata-se de fazer as coisas certas, investindo tempo e recursos de forma sábia. É o que se aprende no livro “Minimalismo: a disciplinada busca por menos” (Editora Sextante), de Greg McKeown. Essa filosofia tem conquistado a preferência dos consumidores modernos, que buscam otimizar recursos e fazer escolhas mais conscientes.

“As marcas que souberem aproveitar e acompanhar essa tendência do essencialismo certamente se destacarão no mercado”

Cecília Russo

Um exemplo é a Cobasi, uma marca de varejo presente em várias cidades do Brasil, que atua no segmento de produtos para pets e casa. Ao adotar a assinatura “Essencial para a vida”, a marca direcionou seu foco para atender às necessidades essenciais de seus clientes, mostrando-se mais relevante e alinhada com o que eles buscam.

A Nestlé também utilizou o minimalismo de forma inteligente ao lançar um iogurte com apenas dois ingredientes, estampando o número “2” na embalagem. Essa simplicidade e clareza na comunicação destacam a qualidade do produto e atraem os consumidores que buscam uma alimentação mais simples e natural.

Outro exemplo é a marca sueca de móveis, Ikea, que é um verdadeiro ícone do minimalismo e essencialismo. Suas criações são pensadas para serem acessíveis, com poucas peças e um design otimizado para ocupar menos espaço possível. O resultado é um sucesso absoluto que conquista consumidores em muitos países.

No Brasil, a marca de joias de Antônio Bernardo também adota o minimalismo em suas criações, optando por um design limpo e sofisticado. Essa abordagem elegante e simples ganhou admiradores e reforça o valor das peças. 

“Antônio Bernardo opta por um design limpo, de linhas sofisticadamente simples. Engraçado falar isso: sofisticadamente simples, mas é isso mesmo. Apesar de ser uma joia, pode se dizer que ela traz o minimalismo na forma como os seus produtos são concebidos, expostos e embalados”.

Jaime Troiano

Além disso, as Havaianas são um exemplo clássico do sucesso do essencialismo. Mesmo com várias versões, são as básicas que continuam a ser as mais queridas, pois traduzem a essência da brasilidade e conquistaram o mundo com sua simplicidade cativante.

A busca pelo essencialismo não apenas indica “fazer menos”, mas também oferece uma oportunidade para as marcas criarem conexões ainda mais significativas com seus consumidores. A simplicidade não é necessariamente fácil de alcançar, mas as marcas que conseguirem transmitir sua essência de forma autêntica e clara certamente conquistarão um lugar especial no coração de seus clientes.

Ouça o comentário completo de Jaime Troiano e Cecília Russo em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso:

Reforma tributária: Senado será contraponto a “Rito Arthur Lira”

Neste segundo semestre, a reforma tributária é um dos temas de maior relevância no debate político e econômico. Após a aprovação na Câmara dos Deputados, o projeto enfrenta agora o desafio do Senado, onde o debate promete ser mais prolongado do que o esperado pelo Governo. O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, senador Vanderlan Cardoso (PSD GO), falou em entrevista ao Jornal da CBN sobre as diferenças de tratamento em relação à tramitação na Câmara.

Diferentes Tratamentos na Câmara e no Senado

As discussões no Senado seguirão um calendário estabelecido, com várias reuniões e audiências públicas planejadas. O objetivo é ouvir diversas autoridades e segmentos da sociedade, permitindo um debate amplo e inclusivo que contemple as perspectivas das diferentes regiões do Brasil, como Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul, explicou o senador goiano. Ficou claro que o Senado será um contraponto ao “Rito Arthur Lira” que prevaleceu no debate na Câmara — quando o presidente da Câmara tem interesse no assunto, usa de todo tipo de atalho para acelerar a aprovação do projeto.

“Nós temos um calendário a ser obedecido. E esse calendário nos foi passado pelo relator que quer aprovar, quer colocar em votação (a Reforma Tributária) durante o mês de outubro”.

Vanderlan chamou atenção para a necessidade de fazer um “pente fino” no que passou pela Câmara, principalmente em relação as mudança feitas “depois da meia-noite” — uma referência ao fato de o projeto ter sofrido mudan;cas nas últimas horas que antecederam a votação, com oferta de novos benefícios a determinados setores da economia.

Desafios para os Senadores

Uma das questões mais desafiadoras para os senadores é como lidar com as compensações para os estados em desenvolvimento que se beneficiaram de incentivos fiscais. As regras serão alteradas e é fundamental um debate aprofundado para garantir uma transição justa e eficiente.

União em prol da Reforma

O governador Romeu Zema, de Minas Gerais, defendeu uma frente Sul-Sudeste para contrapor a pressão dos estados do Norte e Nordeste, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. No entanto, o senador Vanderlan ressalta que a reforma não deve ser vista como uma disputa regional, mas sim como um esforço para atender às necessidades e peculiaridades de cada estado, em benefício de todo o Brasil.

Aprovação no Senado

A aprovação da reforma tributária no Senado ainda este ano dependerá do relator, o senador Eduardo Braga (MDB AM), que já está trabalhando no processo. Simulações e estudos serão realizados para entender o percentual do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), mas a definição da alíquota ficará a cargo do Governo.

A reforma tributária é um tema complexo e crucial para o país, e sua discussão no Senado requer atenção e engajamento de todos os envolvidos. Ouvindo diferentes perspectivas e buscando o consenso, o Senado tem o desafio de aprovar uma reforma que atenda às demandas de todas as regiões brasileiras.

Para ouvir a entrevista completa com o senador Vanderlan Cardoso, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, clique aqui.

Avalanche Tricolor: Lumumba tinha razão!

Vasco 1×0 Grêmio

Brasileiro – São Januário, RJ/RJ

Paulo Lumumba foi dessas figuras que marcaram sua vida com a camisa do Grêmio, mesmo que tenha passado por outros dois grandes tricolores brasileiros, São Paulo e Fluminense. Nascido no Sergipe, onde começou a jogar pelo Confiança, foi no Rio Grande do Sul que se estabeleceu e fez história. Batizado Paulo Otacílio de Souza ganhou apelido do líder político Patrice Lumumba que libertou o Congo da dominação belga, nos anos de 1960. Morreu em Porto Alegre, em 2010, quando estava com 74 anos.

Leia também a Avalanche Tricolor: se inspirem em Lumumba

Foi atacante de um dos maiores times que o Grêmio já formou, quase campeão da Taça Brasil de 1963 — só o Santos de Pelé foi capaz de nos parar na final — e heptacampeão estadual. Nas lembranças que tenho, conheci Lumumba já como auxiliar técnico de um dos muitos treinadores que passaram pelo Olímpico. Eu era apenas um guri levado pelo pai quase que diariamente ao estádio. 

Um das coisas que me chamavam atenção em Lumumba era a elegância com que ele caminhava pelas calçadas gremistas. Aquele negro retinto quase sempre com roupa esportiva, fazia do passeio pelos arredores do  Monumental um desfile. No gramado, entrava com pompa de majestade, como se revivesse a cada passada suas glórias. Tinha orgulho do que fez e das lutas que venceu em vida — não lhe faltavam motivos para tal. 

Com base na sua trajetória, foi conselheiro e ajudou muitos jovens jogadores e recém-chegados ao clube. Era minucioso ao orientar qual a melhor forma de bater na bola, o movimento para o passe preciso e, principalmente, de como se comportar. O que eu mais admirava era a maneira como Lumumba contava suas histórias e expressava seu conhecimento sobre as mais diversas coisas da vida.

Um dos ensinamentos que guardei — e certamente Lumumba ensinou fatos bem mais relevantes àqueles que puderam conviver com ele dentro do clube —- foi sobre um comportamento dos clubes do interior do Rio Grande do Sul. Dizia que esses times passavam uma temporada inteira se preparando para ganhar da dupla Gre-Nal e se esqueciam que havia outros adversário no meio do caminho. Para ele, geralmente esses times perdiam as competição estaduais não para o Grêmio ou para o Inter, mas naquelas partidas contra os clubes mais frágeis — onde os dois pontos (naquele tempo era apenas dois) deveriam ser garantidos.

O nome de Paulo Lumumba fez parte da conversa que tive com João Antônio, campeão brasileiro e da Copa do Brasil, nos anos de 1990, pelo Grêmio, há duas semanas, ao visitar Porto Alegre. No fim da tarde deste domingo, após ver o Grêmio em São Januário, voltei a relembrar daquele gremista histórico e seu ensinamento sobre o momento em que se costuma perder os campeonatos. Lumumba tinha razão!

Mundo Corporativo: Marcello Schneider, da BYD, fala de geração de emprego e preparo para o futuro sustentável

“A fabricação de um carro elétrico é mais limpa e tecnológica em comparação com os carros a combustão, o que contribui para a redução da poluição e permite produzir veículos não poluentes em maior escala.”

Marcelo Schneider, BYD

O Brasil é um país estratégico para as operações da BYD, especialmente devido à sua rica biodiversidade e ao papel fundamental na luta contra as mudanças climáticas. É o que diz Marcello Schneider, diretor empresa chinesa líder mundial em veículos elétricos e soluções sustentáveis, em entrevista ao Mundo Corporativo, especial ESG, da CBN. A BYD construirá três fábricas para a produção de automóveis eletrificados, caminhões e ônibus elétricos e baterias no município de Camaçari (BA). O investimento de R$ 3 bilhões deverá gerar 5 mil empregos diretos e indiretos, conforme anúncio feito em julho. A empresa acredita que o Brasil pode se tornar um líder global em sustentabilidade.

Veículos Elétricos e a Redução das Emissões

A BYD é pioneira em veículos elétricos e investe fortemente em soluções de mobilidade sustentável. Schneider ressalta que a frota de ônibus elétricos da BYD no Brasil já superou a marca de mil unidades, contribuindo significativamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a empresa fornece veículos elétricos para uso urbano e de carga, impulsionando a eletrificação do transporte no país. Na entrevista, ele identifica os benefícios e os desafios na fabricação dos novos modelos de veículos:

“Vou dar o exemplo do ônibus. Uma bateria pode durar 15 anos junto com os ônibus.  Após essa aplicação para rodar com os ônibus, nós retiramos essa bateria, ela é rebalanceada e ela pode ser usada por mais 10, 15 anos em outra aplicação que são sistemas estacionários de energia. Vamos imaginar grandes containers ou até pequenos containers onnde nós vamos gerar energia através da energia do sol e armazenar”

Energia Solar e Armazenamento de Energia

A empresa também é uma das principais fornecedoras de sistemas de energia solar e armazenamento de energia no Brasil. Schneider destaca que a energia solar tem experimentado um crescimento acelerado no país, impulsionado pela busca por fontes limpas e renováveis. De acordo com o diretor da fabricante chinesa, a BYD oferece soluções completas para geração, armazenamento e gestão de energia, permitindo aos consumidores a independência energética e a redução das contas de luz.

A Transformação do Mercado de Trabalho

Marcello Schneider aborda o impacto da BYD no mercado de trabalho brasileiro. Com a expansão das operações da empresa no país, a demanda por profissionais qualificados em tecnologias sustentáveis tem aumentado. A BYD acredita na importância de capacitar a mão de obra local, criando oportunidades de emprego e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

“Nós temos já aprovados aqui pelo nosso chairman global eum investimento da ordem aí de 10 bilhões de reais até 2025, tanto para abertura de uma nova fábrica quanto também para outros projetos de expansão e desenvolvimento. Sem dúvida, a gente vai ter uma uma necessidade muito boa de contratação de mão de obra especializada e não especializada”.

Desafios e Perspectivas Futuras

O diretor da BYD compartilha os desafios enfrentados no processo de eletrificação do transporte e da adoção de energias renováveis no Brasil. Ele enfatiza a importância da parceria entre governo, empresas e sociedade civil para promover políticas públicas que incentivem a sustentabilidade e tornem viável a expansão das soluções limpas.

Marcello Schneider destaca que a BYD está comprometida em continuar inovando e oferecendo soluções sustentáveis para o Brasil e o mundo. A empresa acredita que a transição para um futuro sustentável é urgente e que cada passo dado em direção a essa transformação é fundamental para garantir um planeta mais limpo e saudável para as futuras gerações.

O Mundo Corporativo tem as participações de Renato Barcellos, Letícia Valente, Débora Gonçalves e Rafael Furugen