Grêmio 1×0 Santos
Brasileiro – Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)

Uma vitória. É o que temos a comemorar. Independentemente do futebol apresentado, das dificuldades na articulação, da sofrência no ataque e da desconfiança na defesa — vencemos. Foi com um único gol, contra um adversário também em crise, mas foi uma vitória. E era disso que mais precisávamos nesta retomada do trabalho de Mano Menezes e Felipão.
Posso estar sendo comedido (ou ranzinza?) ao dizer que a vitória é o único grande motivo para comemoração neste domingo na Arena. Mas há, sim, outro: a qualidade técnica de Cristian Olivera. O atacante uruguaio, que fez o caminho inverso ao de Luis Suárez — trocou o futebol norte-americano pelo Grêmio — tem sido, desde sua estreia, a melhor contratação da temporada. Incisivo no ataque, dono de bom drible e velocidade, ele ainda recompõe a marcação, algo essencial diante da fragilidade defensiva que ainda carregamos.
Foi dele o gol da vitória, ao aproveitar a sobra de uma jogada iniciada pela direita e construída por outra boa notícia deste elenco: Alyson – ops, não é que encontrei mais uma razão para comemorar?!? Com apenas 19 anos, o atacante tem sido aproveitado nos segundos tempos e, na maioria das vezes, deixa sua marca com algum bom lance ou finalização. Hoje, roubou a bola do adversário, escapou pela linha de fundo e cruzou para a área, originando o lance decisivo.
Pode parecer pouco para quem ainda nutre pretensões de título em uma das três competições que disputamos (Brasileiro, Copa do Brasil e Sul-Americana). E é mesmo. Mas você, caro — e cada vez mais raro — leitor desta Avalanche, há de concordar comigo: diante da escassez de boas novas, vencer uma partida e sair daquela zona-que-você-sabe-qual-é já são razões mais do que suficientes para comemorar.
O resultado deste domingo dá um respiro ao elenco e à dupla Mano-Felipão, que poderão pensar nos próximos adversários com um pouco mais de tranquilidade — a começar pelo desafio da Sul-Americana no meio da semana. Há muito a ser ajustado: o posicionamento dos defensores na marcação por zona, a movimentação e a troca de passes no meio-campo, a chegada mais precisa no ataque.
Mas, só por hoje, vamos comemorar!








