Conte Sua História de São Paulo: só quem te conhece te enfrenta e te aguenta. 

Por Eduardo Engracio da Silva

Ouvinte da CBN

São Paulo, minha querida cidade. 

São Paulo terra da garoa, da chuva, do frio e do calor 

Terra de gente de boa e honesta que trabalha com muito ardor

 

Aqui tem bastante trabalho, de tarde, de noite e de dia 

A cidade que não para, onde tudo acontece sem monotonia. 

Aqui tem metrô, trem, taxi e busão 

Pra cima e pra baixo, nunca para não 

Helicóptero, carrinho de rolimã e avião 

Patinete, bicicleta e skate pra andar no chão. 

Aqui tem rap, tem samba, tem rock e funk 

Tem mina, tem mano, tem brother e punk 

Vários ritmos, várias culturas em uma mistura peculiar 

Muita música, agitação, gastronomia de arrasar.

Na 25 de março, você encontra de tudo e mais um pouco 

Gritaria, empurra-empurra, se brincar você fica louco 

No centro, a história da cidade você pode contemplar 

Igrejas, prédios antigos é muito bom observar. 

Como pode ter crescido tão rapidamente? 

Como tanta gente pode aqui viver tão triste e também sorridente? 

Tanta desigualdade nas ruas podemos ver 

Muitos ricos, muitos pobres você pode crer. 

Oh, minha São Paulo querida de tantas dificuldades e tormentas 

Só quem te conhece te enfrenta e te aguenta. 

Tem enchente, tem tragédia, tem trânsito insuportável 

Tem muita gente, tem comédia, tem que ter animo maleável. 

A vida aqui é dura, corrida e cansativa 

Despertador logo cedo te acorda e te ativa 

Lá fora ainda está escuro…friaca, garoa… 

Mas é preciso ganhar o pão, com garra, de boa. 

Mesmo com tantos defeitos e problemas 

Com todos os seus feitos e dilemas 

Esta cidade continua contagiante e fantástica 

Viva, São Paulo, irradiante e bombástica. 

Viva, minha bela cidade que tanto quero bem 

Igual a ti, certeza que lugar do mundo não tem 

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Eduardo Engracio é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, viste o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo. 

Avalanche Tricolor: agora só faltam três partidas

Cruzeiro 1×1 Grêmio
Brasileiro – Mineirão, Belo Horizonte/MG

Um ponto a mais na conta e três de distância daquela “zona-que-você-sabe-qual-é”. Com o empate em Belo Horizonte, o Grêmio se mantém na Série A, ocupando uma posição desconfortável, à frente de apenas dois outros clubes que também enfrentarão, nas próximas rodadas, o mesmo martírio que nos acompanha desde o início desta temporada no Campeonato Brasileiro.

Mais uma vez, saímos na frente no placar. O gol veio logo cedo, marcado por Braithwaite, que, novamente, brilhou em uma jogada iniciada e concluída por ele. Após a bola passar pelos pés de Aravena e João Pedro em um contra-ataque bem arquitetado, Braithwaite finalizou com um toque de calcanhar, sutil e cheio de classe, o suficiente para mandar a bola para as redes. Foi o tipo de lance raro que trouxe um momento de felicidade em uma temporada onde a felicidade tem sido um artigo de luxo.

No entanto, como tem sido a regra, não conseguimos sustentar a vitória que poderia nos dar um alívio. A fragilidade defensiva do time nos condena. Cedemos tanta pressão ao adversário que o gol de empate parecia inevitável – e ele veio ainda no primeiro tempo.

Na segunda etapa, mostramos um pouco mais de organização na marcação, conseguindo resistir à presença constante do adversário em nosso campo. Ao menos, seguramos o empate até o apito final, mantendo viva a luta pela permanência na elite.

É pouco, muito pouco, para um clube da grandeza do Grêmio. Mas, por ora, é o que temos. A melhor notícia da noite é saber que só faltam três partidas para o fim do campeonato. Apenas três. E, de alguma forma, eu vou aguentar até lá.

Palestras: acreditar que tudo está sob controle é a receita para o desastre

Acabo de revisar a palestra que farei nesta quinta-feira em um evento na cidade de Itu, interior de São Paulo. Um grupo de líderes e gestores de uma empresa estará reunido para discutirmos o tema da comunicação, uma competência essencial para quem ocupa postos de comando.

Usei o verbo revisar porque esta palestra, com ajustes e adaptações, foi apresentada recentemente a outro grupo de profissionais. Apesar de dominar o tema e de já ter levado aos palcos um roteiro muito semelhante, nunca me atrevo a seguir para um novo compromisso sem revisar os slides, repensar as mensagens, refazer as conexões que dão dinâmica à apresentação e refletir sobre as histórias e casos que serão compartilhados. Sempre há a possibilidade de perceber que algo precisa ser alterado para tornar o assunto mais próximo do público. Mesmo que isso pareça exagerado, sobretudo para quem realiza palestras há 25 anos, acreditar que tudo está sob controle é a receita perfeita para o desastre.

Precisamos aprender com os mestres dessa arte, e um dos nomes mais ilustres é Steve Jobs, que transformava os lançamentos dos principais produtos da Apple em espetáculos, graças a apresentações memoráveis. Ele ensaiava exaustivamente cada detalhe: ajustava slides, transições e até mesmo a entonação da voz.

Na mais bem escrita biografia sobre o criador da Apple, o autor Walter Isaacson relata o preciosismo quase irritante de Jobs ao descrever os preparativos para o lançamento do icônico Macintosh, no auditório Flint do De Anza Community College, em Cupertino, em 1984. Entre tantas exigências, Jobs estava descontente com a iluminação e fez John Sculley, então presidente executivo da Apple, sentar em diversas cadeiras no auditório para dar sua opinião enquanto ajustes eram feitos. Jobs queria que as linhas do computador revolucionário se destacassem no palco. Foram cinco horas de ensaios e modificações, às vésperas da apresentação, para, no dia seguinte, Sculley ouvir de Jobs: “Estou supernervoso. Você é provavelmente a única pessoa que sabe como estou me sentindo.”

Se Steve Jobs ficava tenso, mesmo depois de tantos preparativos para sua palestra, por que eu, você ou qualquer um de nós levaríamos ao palco a prepotência de acreditar que está tudo sob controle?

Vamos falar de palestras no curso de comunicação

Como nos prepararmos para palestras é um dos muitos temas que discutiremos na Certificação Internacional de Comunicação Estratégica para Ambientes Profissionais, que se inicia neste sábado, dia 30 de novembro, com a WCES.

Junte-se a nós: https://lnkd.in/epZKNwY7

Certificação internacional de comunicação: vai começar nossa jornada de educação!

Ao lado de Thiago Quintino (WCES) no dia do lançamento do curso de comunicação

Esta é uma semana importante para mim. Peço licença, caro e raro leitor deste espaço, para compartilhar esse momento especial com você. Os mais atentos devem lembrar que, em setembro, anunciei o lançamento de uma certificação internacional em comunicação, em parceria com a WCES, uma startup de consultoria e educação que atua em 15 países. Desde então, foi gratificante ver a adesão de tantas pessoas que confiaram no meu trabalho e desejaram se desenvolver em uma das competências mais valorizadas no mercado, segundo pesquisa do LinkedIn.

Até agora, quem se uniu a essa proposta já teve acesso a duas aulas especiais, enriquecidas pela presença de convidados que trouxeram reflexões apuradas sobre comportamento humano e transformação digital — temas que moldam a maneira como nos comunicamos.

Em outubro, recebi, ao lado de Thiago Quintino, fundador da WCES e meu parceiro na certificação, o antropólogo Michel Alcoforado. Ele nos ajudou a refletir sobre como o ser humano moderno se comporta em sociedade, em uma aula destinada aos alunos pré-inscritos. Em novembro, foi a vez de Arthur Igreja, especialista em inovação e inteligência artificial, nos inspirar em uma aula aberta ao público, demonstrando a essência do que pretendemos oferecer com esta certificação.

Agora, chegou o momento de entregar o que prometemos.

A Certificação Internacional de Comunicação Estratégica em Ambiente Profissional começa no dia 30 de novembro, oportunidade em que exercitarei o papel de educador, com o respaldo do Thiago Quintino e da WCES – o que multiplica o tamanho da minha responsabilidade e ansiedade. Diante desse novo começo, sinto-me como quando cheguei na redação pela primeira vez, há 40 anos; ou no dia em que subi ao palco para a palestra que inaugurou esse outra jornada na minha carreira de comunicador, em 1999. O frio na barriga se assemelha ao que senti quando enviei a prova do meu primeiro livro para a editora, em 2004. São as mesmas sensações, apenas percebidas, agora, por alguém mais velho que já aprendeu que a perfeição é uma busca nunca o destino final.

Certificação tem metodologia própria e recursos de apoio

O curso é estruturado em cinco capítulos, cada um composto por cinco a oito aulas on-line e gravadas em vídeo. As aulas seguem um formato dinâmico com cerca de 10 minutos cada uma —- em algumas, entusiasmados, passamos do tempo previsto: apresentamos casos reais, conceitos e conhecimentos relevantes, sempre buscando criar um ambiente de conversa. Nosso objetivo é que você, aluno, sinta-se parte do projeto, como se estivesse ao nosso lado enquanto compartilhamos experiências e o conteúdo especialmente desenvolvido para esta certificação.

Para evitar que a “ansiedade informacional” — resultado da avalanche de mensagens que recebemos diariamente — prejudique o aprofundamento nos temas, cada capítulo será seguido de um quiz. Assim, você terá a oportunidade de testar o que aprendeu antes de avançar para o próximo conteúdo. Além disso, será necessário aguardar uma semana entre capítulos, uma metodologia já aplicada com sucesso pela WCES em outros cursos.

Para aproveitar melhor esse intervalo, preparei uma extensa lista de referências. São livros e artigos científicos escritos por especialistas em comunicação, que sustentam os conteúdos do curso e podem se tornar fontes valiosas para sua pesquisa e aprendizado contínuo.

Participação de profissionais altamente qualificados

Durante a certificação, além das duas aulas de pré-estreia, com Michel Alcoforado e Arthur Igreja, você também terá acesso às masterclasses, que são conversas com profissionais de destaque em suas áreas. Nossos professores-convidados trouxeram ideias e experiências que certamente irão inspirar sua jornada:

  • Mário Sérgio Cortella nos lembrou da importância de liderar e comunicar com ética, criando ambientes de confiança e relações saudáveis.
  • Martha Gabriel mostrou que a transformação digital vai além das ferramentas; trata-se de potencializar o ser humano em um mundo em constante mudança.
  • Thomas Brieu destacou a escuta ativa como uma prática fundamental para construir comunicações mais efetivas e humanas, ouvindo com corpo, mente e coração.
  • Leny Kyrillos explorou como líderes que priorizam clareza, empatia e respeito constroem ambientes de colaboração e confiança, utilizando o método SCARF para promover relações mais harmoniosas.

Ao longo do curso, novos nomes e conteúdos vão compor nossa equipe. Queremos mantê-lo sempre atualizado por meio de aulas, masterclasses e trocas de informações em um grupo exclusivo no LinkedIn.

Gravamos as aulas em espaços pensados para criar conexão. Algumas ocorreram em um ambiente acolhedor, semelhante a uma sala de estar. Outras foram gravadas no estúdio onde iniciei minha carreira, em Porto Alegre, resgatando a importância de honrarmos nossas origens. Quando o Thiago Quintino estava no escritório da WCES em Utah, usei o cenário da biblioteca  que me acompanha há anos, em São Paulo, um símbolo do conhecimento e do hábito essencial de ler para crescer pessoal e profissionalmente. Afinal, a imagem comunica, como aprenderemos na certificação.

Ao concluir o curso, você receberá uma certificação internacional da WCES, startup que conta com os apoios dos governos americano e britânico.

Junte-se a nós! Inscreva-se agora e embarque em uma nova jornada, porque comunicação é coisa séria. E eu estou ansioso para saber se atendemos a sua expectativa:  

Inscreva-se aqui

Mundo Corporativo: José Renato Gonçalves e o desafio de liderar localmente uma empresa global

José Renato da NEC no estúdio do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti

“A comunicação e a relação com as pessoas são o que realmente importam no final do dia.”

José Renato Gonçalves, NEC

No mundo corporativo globalizado, encontrar o equilíbrio entre autonomia local e diretrizes globais é um desafio que exige habilidade e estratégia. Essa realidade é vivida diariamente por José Renato Gonçalves, presidente da NEC no Brasil, que lidera uma empresa com mais de 125 anos de história e presença em diferentes continentes. Ele conversou sobre o tema no programa Mundo Corporativo.

“A globalização está muito ligada à competitividade”, afirmou José Renato. Ele explicou que operar globalmente permite maior escala e alcance, mas a integração de processos e decisões entre os países requer um “jogo de cintura”. Essa necessidade de adaptação é parte do cotidiano da NEC, que busca alinhar eficiência global com a capacidade de atender às demandas locais.

Tecnologia, inteligência artificial e cidades inteligentes

Sob a liderança de José Renato, a NEC tem avançado em dois grandes blocos de atuação: infraestrutura de tecnologia e soluções para cidades inteligentes. No Brasil, a empresa é responsável por projetos como redes 5G e sistemas automatizados de manutenção. “Hoje, usamos inteligência artificial para automatizar processos e prever falhas, o que traz eficiência para as redes e garante estabilidade.”

Nas cidades inteligentes, as soluções desenvolvidas incluem monitoramento de segurança pública, iluminação pública eficiente e sistemas integrados para gestão urbana. Ele destacou um exemplo relevante: “Nosso software orquestrador conecta diferentes sistemas municipais, como defesa civil, segurança pública e serviços de saúde, permitindo respostas rápidas e integradas.”

Vacinas em 100 dias: a meta da NEC com inteligência artificial

Além das inovações em infraestrutura e cidades inteligentes, a NEC tem apostado na inteligência artificial para transformar a área da saúde. Um dos projetos mais ambiciosos da empresa é o desenvolvimento de vacinas em parceria com grandes laboratórios japoneses. “Nosso objetivo é criar novas vacinas em apenas 100 dias, reduzindo drasticamente o tempo de resposta a uma nova pandemia”, revelou José Renato. Ele explicou que a tecnologia permite não apenas acelerar os processos, mas também personalizar tratamentos com base em características individuais. “Estamos avançando para um futuro em que será possível criar medicamentos sob medida, como remédios que atendam a dosagens específicas para cada paciente.”

Gestão humanizada em um ambiente global

Além da tecnologia, José Renato reforçou a importância de uma liderança focada em pessoas. Para ele, o relacionamento com equipes, clientes e parceiros é essencial. “Romper barreiras hierárquicas, escutar as pessoas e entender suas necessidades é o que permite uma gestão mais eficiente.”

Ele também abordou o impacto de operar em uma estrutura globalizada, onde decisões locais são submetidas a diretrizes internacionais. “Precisamos mostrar a importância de adaptar o que é necessário para atender nossos objetivos locais, mesmo em uma estrutura centralizada.”

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast.

Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Conte Sua História de São Paulo: a coruja enorme no muro de casa

Walter José Soares de Lima

Ouvinte da CBN

Moro na Serra da Cantareira, em Vila Rosa, e tenho várias histórias deste lugar maravilhoso que é a cidade de São Paulo.

Aqui, tive a oportunidade de conviver com diversas espécies de pássaros, macacos e até gambás. Sou adestrador certificado pela Federação Brasileira de Animais (FBAA) e tenho dois cães e duas gatas. Certa vez, encontrei uma coruja grande, assustada pela implantação do Rodoanel, pousada no muro de casa. Levei-a para o centro de reabilitação, mas essa experiência me marcou profundamente. Sou grato por viver nesse paraíso.

Me entristece ver grandes chácaras se transformando em condomínios. As pessoas vivem com tanta pressa que nem sempre percebem as belezas naturais ao seu redor – cachoeiras, uma mata robusta, pássaros, insetos e outros animais fascinantes.

Em minhas caminhadas diárias com os cães, descubro algo novo a cada dia. Se fosse psicólogo, receitaria uma boa caminhada pelo bairro para aliviar o estresse, seja pelas ruas das Palmas do Tremembé, Vila Maria, Vila Marieta, Vila Arnoni ou Vila Rosa. Esse é apenas um pedaço do imenso território – um verdadeiro “bolo maravilhoso” – que é São Paulo.

Há um sentimento profundo que mistura amor e carinho: Alimenta corações e constrói relações de grande valor. Cuida de todos como se fossem filhos. Perdoa facilmente os maus-tratos e retribui com delicadeza. Dorme e desperta num ritmo frenético que molda as pessoas. Une povos, acolhe etnias e tribos, sempre de braços abertos. Torna-se um grande palco de sonhos e conquistas profissionais.

Obrigado por existir, São Paulo! É o mínimo que podemos dizer a essa grande metrópole.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Walter José Soares de Lima é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva seu texto agora e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Avalanche Tricolor: faltam quatro jogos, contando e sofrendo

Grêmio 2×2 Juventude

Brasileiro – Arena Grêmio, Porto Alegre/RS

Diego Costa prepara assistência para Braithwaite. Foto: Lucas Uebel/GrêmioFBPA

“E esse ano que não acaba…?”, escreveu meu amigo de sofrimento Sílvio no WhatsApp, logo após o apito final da partida em Porto Alegre. A ideia era encerrar hoje, com a conquista dos três pontos que colocariam o Grêmio em uma situação privilegiada diante dos demais candidatos ao rebaixamento do campeonato.

Mobilização não faltou: Braithwaite mandou recado pelo celular, ex-jogadores convocaram o torcedor nas redes sociais e a diretoria enviou e-mails aos sócios pedindo apoio total ao time. Mais de 40 mil pessoas foram à Arena, incentivaram enquanto tiveram paciência, soltaram fumaça e assistiram ao espetáculo de luzes de LED — recurso estreado neste início de noite.

As circunstâncias no início da partida pareciam promissoras. Depois de Rodrigo Ely cortar um cruzamento de cabeça na nossa área, Edenilson fez um lançamento primoroso para Diego Costa, que, com precisão, deixou Braithwaite na cara do gol. Com pouco mais de dois minutos, já vencíamos, e a sensação era de que uma festa de reveillon antecipada nos aguardava. Mas foi pura ilusão.

O Grêmio não soube aproveitar a vantagem no placar, tomou o gol de empate antes do fim do primeiro tempo, sofreu a virada no início do segundo e escapou de uma tragédia em plena Arena graças a uma rara defesa de pênalti do goleiro Marchesín. No fim, já nos acréscimos e no desespero, conseguimos empurrar a bola para dentro do gol adversário e arrancar o empate.

É isso, Sílvio, o ano insiste em não acabar. Temos pela frente mais quatro batalhas que prometem testar os nossos nervos e o nosso amor pelo Grêmio. Haja sofrimento!

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: como as origens moldam a percepção das marcas

BYD traz a tecnologia chinesa na marca Foto: Divulgação

As origens de um produto são mais do que um detalhe; elas influenciam diretamente como consumidores enxergam valor, qualidade e até mesmo emoções ligadas a uma marca. Este foi o tema do comentário de Jaime Troiano e Cecília Russo em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, do Jornal da CBN. A dupla analisou como países podem funcionar como marcas, atribuindo características que podem alavancar ou dificultar o sucesso de produtos em diferentes categorias.

“Os países também são marcas,” afirmou Jaime Troiano. “Eles trazem valores e características que nos dirigem a favor ou contra aquela marca.” Ele citou exemplos de origens que permaneceram estáveis ao longo do tempo, como os queijos e perfumes franceses, os relógios suíços, o café colombiano e os motores alemães. Essas associações têm uma longa história de consolidação e continuam a inspirar confiança nos consumidores.

Cecília Russo destacou a França como um caso curioso: “Uma marca de queijos franceses já nos faz pensar em qualidade e exclusividade, mas o mesmo país em outra categoria, como panetones, talvez não seja tão atrativo. A origem precisa de outros atributos para vencer essa resistência.”

Marcas também podem se reposicionar, criando novas associações de valor. Jaime trouxe o exemplo da Coreia do Sul, que nas últimas décadas consolidou-se como referência global em áreas como tecnologia, cosméticos e cultura pop. “Marcas como Samsung não competem mais apenas pelo preço; entregam produtos de alta qualidade e conquistam mercados antes dominados por gigantes como a Apple.” Ele ainda destacou o mercado de skincare coreano, com marcas como Laneige e Sulwhasoo, que representam inovação e alcançam bilhões de dólares em receita anual.

Outro exemplo de reposicionamento é o da marca chinesa BYD, referência em carros elétricos. Jaime reforçou a transformação: “Quem imaginaria, anos atrás, que uma marca chinesa seria destaque global em carros elétricos de alta performance?”

Cecília complementou observando que estratégias como a da marca americana Outback, que emula o espírito australiano, mostram como origens podem ser intencionalmente manipuladas para conquistar o imaginário dos consumidores.

A marca do Sua Marca

O comentário desta semana deixou claro que a origem de uma marca não é estática. Assim como as próprias marcas, origens podem ser reposicionadas e ajustadas ao contexto de mercado. A reflexão final de Cecília Russo resume bem o ponto: “Se você é gestor de uma marca que carrega em seu DNA a origem de forma marcada, considere o que essa origem traz como vantagem ou desvantagem competitiva e, se necessário, faça o rebranding.”

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo, com sonorização de Paschoal Júnior.

CBN Sustentabilidade: uma conversa sobre a urgência climática e o protagonismo brasileiro na sustentabilidade

No estúdio do CBN Sustentabilidade em Belém Foto: Caroline Papazian/CBN

O voo atrasou como têm atrasado os voos no Brasil, assim como o calor me acolheu como acolhe a todos os que chegam em Belém. Na minha ida a capital do Pará, há cerca de uma semana, a novidade  eram as máquinas e homens em placas publicitárias e em canteiros de obras, esboço do que a cidade pretende apresentar na COP 30, no ano que vem. Fui a convite da CBN que me propôs apresentar uma edição especial do CBN Sustentabilidade, programa que tem minha colega e amiga Rosana Jatobá como titular.

O caro e cada vez mais raro leitor deste blog sabe que me sinto mais confortável diante do noticiário factual do Jornal a CBN e das discussões estratégicas do Mundo Corporativo. Embora o foco em sustentabilidade tenha me levado a um território diferente dos meus programas habituais, posso dizer agora que a transição foi natural.  A pauta ambiental faz parte tanto do noticiário do dia — especialmente em meio a tragédias e emergências climáticas — quanto das conversas estratégicas com líderes de empresas, onde a sustentabilidade assume um papel cada vez mais determinante.

O programa teve como pano de fundo a Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias, uma das muitas prévias dos debates que a COP 30 — que será realizada em Belém — levará ao cenário global. Isabela Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente, e Raul Jungmann, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), foram os meus entrevistados, recebidos em um estúdio de podcast, cercado de vidros, que chamava atenção dos conferencistas que se deslocavam de um painel e outro de discussão.  

Experientes, Isabela e Jungmann trouxeram perspectivas que resumem o momento delicado e ao mesmo tempo promissor que vivemos. Segundo a ex-ministra, a vitória de líderes com visões opostas à pauta ambiental, como Donald Trump, é um desafio, mas também uma oportunidade para realinhamentos geopolíticos. O Brasil, sendo um dos poucos países capazes de oferecer alternativas econômicas que não dependem de combustíveis fósseis, assume um papel estratégico em fóruns internacionais como o G20, que começa semana que vem no Rio. Esse cenário coloca o país na vanguarda de um movimento global que olha a natureza como uma aliada essencial no desenvolvimento econômico e na preservação ambiental.

Raul Jungmann, por sua vez, reforçou que a sustentabilidade não é apenas uma pauta dos ambientalistas, mas uma questão de sobrevivência econômica e social. Ele destacou a importância de definir um preço para o carbono como forma de inibir as energias fósseis e de financiar uma transição para uma economia limpa. A Amazônia, neste contexto, é central não apenas por sua biodiversidade, mas por representar um modelo de desenvolvimento sustentável que o Brasil ainda precisa consolidar. Segundo Jungmann, essa transição exige um projeto robusto para a região, que inclua emprego e renda para os 29 milhões de brasileiros que vivem ali, muitos em condições de extrema vulnerabilidade.

Belém, ao se tornar sede da COP 30, representa simbolicamente a “COP da Floresta”, ou, como os próprios convidados enfatizaram, a “COP da Esperança”. É o momento em que o Brasil pode liderar um movimento global, mostrando que é possível alinhar desenvolvimento econômico e proteção ambiental. Isabela Teixeira ressaltou que, enquanto avançamos lentamente em políticas incrementais, a crise climática já está em um “elevador”, movendo-se rápido e exigindo respostas mais eficazes e globais.

Com isso, saí deste programa especial com uma visão ainda mais clara de que a sustentabilidade precisa deixar de ser uma agenda à parte para se tornar parte integrante de todas as esferas do debate público e privado, com impacto profundo no futuro do Brasil e do planeta.

Assista ao CBN Sustentabilidade

Na entrevista com Isabela Teixeira e Raul Jungmann falamos da importância do setor privado na garantia de que as pautas ambientais sejam permanentes e fortalecidas; dos cuidados a serem adotados para que se realize uma transição energética sustentável no Brasil; e das expectativas de avanços na COP 30. O CBN Sustentabilidade teve as participações de Carlos Grecco, Priscila Gubiotti e Renato Barcellos.

Mundo Corporativo: Márcia Lourenço revela como a Allianz Seguros transforma sua cultura organizacional

Márcia Lourenço foi entrevista no Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti CBN

“A cultura é a alma do negócio. Se você não entende a cultura, você não entende o negócio.”

Márcia Lourenço, Allianz Seguros

A transformação cultural em uma empresa vai muito além do escopo do RH. Ela se infiltra em todos os setores e precisa estar alinhada aos valores e à missão organizacional. Para Márcia Lourenço, diretora executiva de Recursos Humanos, Comunicação e Sustentabilidade da Allianz Seguros, o processo é como “colocar o RH dentro do negócio e o negócio dentro do RH.” Segundo ela, essa transformação exige “escutar mais, estar com as pessoas para ouvir e entender as necessidades reais.” O tema foi discutido em sua participação no programa Mundo Corporativo, onde Lourenço compartilhou as iniciativas da Allianz para reformular sua cultura organizacional.

Uma liderança ativa e comprometida

Na visão de Márcia Lourenço, a transformação cultural só acontece quando a liderança acredita e promove a mudança diariamente. “Transformação cultural não é um programa de RH. É da empresa. RH é um instrumento, mas o ‘start’ vem da liderança. Não tem jeito.” A executiva acredita que a cultura empresarial precisa ser um reflexo genuíno dos valores da companhia, algo que inspire os colaboradores e promova um senso de pertencimento. Esse envolvimento da liderança é crucial para que o processo não se resuma a palavras “bonitas na parede,” mas se torne uma prática cotidiana e vivenciada por todos.

Esse compromisso tem norteado a Allianz a adotar uma estratégia de proximidade com seus colaboradores e clientes. Lourenço descreve como, no esforço de descentralizar e democratizar a comunicação, a empresa promoveu encontros regulares e coletou feedbacks diretos das equipes. “Eu viajo muito e faço mini comitês, onde os colaboradores podem trazer suas dúvidas, crenças e até críticas, porque a cultura também é feita desse diálogo franco.”

O papel da escuta ativa e da proximidade

Para Lourenço, um dos pilares dessa transição é a prática da escuta ativa e a presença junto aos colaboradores. “RH tem que estar com ouvido no trilho, estar lá no negócio para ouvir de verdade.” Segundo ela, esse movimento cria uma conexão mais profunda com as necessidades e expectativas dos colaboradores, impactando diretamente o compromisso deles com a transformação proposta.

Outro ponto importante é a adaptação da cultura da Allianz ao contexto global e ao mesmo tempo local. Apesar de ser parte de um grupo internacional, a Allianz no Brasil tem liberdade para moldar sua cultura de acordo com as particularidades do mercado e dos colaboradores brasileiros. “Nós asseguramos o futuro de nossos clientes e colaboradores. Esse propósito permeia todas as operações, mas com uma identidade que respeita as realidades locais.”

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.