Mundo Corporativo: Ana Bavon fala sobre liderança e direitos humanos empresariais

Ana Bavon no estúdio do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“A sociedade mudou e a mentalidade das pessoas não pode ficar estagnada no modelo de negócios de 1990.”

Ana Bavon, B4People

Com a crescente pressão por transparência e responsabilidade social, as empresas enfrentam desafios novos e complexos. Ana Bavon, fundadora e CEO da B4People, acredita que os líderes empresariais precisam de uma transformação profunda, abandonando práticas antigas e adotando uma gestão baseada em valores éticos e novos critérios. “Não é mais sobre o CNPJ, estamos falando do CPF, das pessoas que estão por trás das empresas”, afirma Ana, defendendo que a liderança de hoje, se não estiver atenta a esses princípios, corre o risco de se tornar obsoleta.

Esses temas foram discutidos em sua entrevista ao programa Mundo Corporativo, no qual Ana abordou como o futuro exige decisões pautadas por novos valores éticos e um compromisso sólido com os direitos humanos.

Liderança e direitos humanos

Durante a entrevista, Ana Bavon reforçou a importância de uma liderança que compreenda e incorpore os princípios de direitos humanos no ambiente corporativo. Segundo ela, “quanto mais transparente e detalhados forem os relatórios de informações das empresas, e quanto maior for a tranquilidade da liderança em falar sobre suas ações, maior será a sua reputação”. A líder da B4People explica que, sem esse compromisso com a transparência, a confiança do público e a credibilidade da empresa podem ser facilmente abaladas.

Ana destaca que a construção de um ambiente de trabalho que respeite os direitos humanos e a ética é fundamental para evitar o que ela chama de “lavagem social” — quando as empresas fingem ter políticas de responsabilidade social sem, de fato, implementá-las. “As empresas precisam projetar e executar metas claras, caso contrário, correm o risco de cair nessa armadilha de reputação”, adverte.

Pequenas empresas também podem atuar no ESG

Outro ponto levantado por Ana foi a percepção equivocada de que apenas grandes empresas podem implementar ações ligadas ao ESG (governança ambiental, social e corporativa). Ela enfatiza que pequenas empresas, ao olhar de forma estratégica para seus colaboradores e insumos, também podem contribuir para um impacto social positivo. “Muitas vezes, o empresário pequeno não sabe por onde começar. Mas isso não significa que ele não pode fazer escolhas voltadas para o bem-estar socioambiental”, afirmou.

Ana também ressalta que, no contexto global, as exigências de ESG estão cada vez mais rigorosas e, para os fornecedores de grandes empresas, o cumprimento dessas normas pode ser decisivo. “O critério de exclusão será cada vez mais comum para quem não atender a esses princípios”, alerta. 

Os passivos trabalhistas que inspiraram a B4People

Ana Bavon criou a B4People em 2018 após anos atuando no cenário corporativo, onde percebeu a necessidade urgente de ajudar empresas a se alinharem com compromissos éticos e sociais. Sua experiência com gestão estratégica de passivo trabalhista, lidando com empresas que enfrentavam grandes problemas jurídicos e reputacionais, a levou a refletir sobre a importância de prevenir essas situações. Ana decidiu que, em vez de mitigar crises após elas ocorrerem, queria atuar na construção de ambientes corporativos que evitassem esses problemas, promovendo uma cultura empresarial voltada para os direitos humanos e o desenvolvimento social. Foi essa visão transformadora que a motivou a fundar a B4People, com o objetivo de unir propósito e lucro em estratégias que gerem impacto positivo na sociedade

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Conte Sua História de São Paulo: meu primeiro Salão da Criança foi no Ibirapuera

Luiz Eduardo Pesce de Arruda

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Em oito de outubro de 1966 seria aberta a sexta edição do Salão da Criança, no Pavilhão Internacional do Parque do Ibirapuera. O evento, criado em 1961 por Caio de Alcântara Machado, mexia com a imaginação da criançada. Todos nós prometíamos ser os melhores filhos do mundo — quase anjos, de aureola e tudo — nos meses que antecediam a festa. Era essa condição de nossos pais para nos trazerem a São Paulo. 

A TV, na época em preto e branco, dias antes da abertura, reproduzia anúncio e jingle do palhaço Carequinha convocando a molecada a ir ao Ibirapuera, onde haveria “competição, muita criançada e muita diversão”.

Uma semana depois da abertura oficial, no dia 16, um domingo saímos cedo de Araras, interior de São Paulo. Toda a família em um fusca, ainda de madrugada, seguindo pela Rodovia Anhanguera, que ainda era em pista única, ao menos até Campinas. Logo que chegamos ao Parque do Ibirapuera, na esquina da rua Abílio Soares com Pedro Alvares Cabral, ao lado da atual Assembleia Legislativa, meu pai estacionou o fusca. Minha mãe estendeu uma toalha xadrez, branca e vermelha, sobre o gramado. Eram umas nove horas da manhã quando fizemos um piquenique. Minha mãe havia preparado lanche de bife à milanesa, ovo cozido, Coca-Cola e café. 

Depois  de comermos à sombra do que me pareceu um espesso bosque  — hoje percebo que não era tanto assim — fomos, eu, meus pais e irmãos, todos ao Salão da Criança para nos divertir.

Como a vida da gente é engraçada: visitei muitos lugares, fui a tantos eventos, mas aquela manhã de outubro de 1966 nunca se perdeu ma memória.

Talvez, seja a evidência de que um passeio em família, tão simples,  temperado pela comida da mãe e pela presença das pessoas que amamos, escreva realmente a história dos momentos inesquecíveis de nossas vidas.

Veja aqui um dos anúncios de TV do Salão da Criança

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Luiz Eduardo Pesce de Arruda é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também personagem da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br Para ouvir outros capítulos, visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Avalanche Tricolor: um sofrimento por vez

Grêmio 1×2 Criciúma

Brasileiro – Arena Grêmio, Porto Alegre/RS

Cristaldo aparece no ataque em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

O Grêmio reforçou o grupo no meio da temporada. Trouxe jogadores de talento ascendente ao perceber suas carências. Apostou em um centroavante gringo experiente, diante da falta de gols. Encheu seu elenco de estrangeiros, considerando o risco de rebaixamento que se desenhava na primeira parte da competição. Mais recentemente, até para a Arena retornou, o que parece não ter sido suficiente para conquistar o torcedor, incapaz de lotar os poucos lugares disponíveis.

Mesmo que tenha enfrentado todos os elementos para percorrer aquilo que os mais românticos — e confesso que assim fui até há algum tempo — exaltariam como sendo parte da  jornada do herói, em que viajamos do mundo dos comuns, aceitamos o chamado e encaramos a provação suprema, o Grêmio segue sendo um time propenso a oferecer sofrimento ao seu torcedor, uma partida após a outra.  

Às vezes, esboça boas jogadas no ataque, sem, porém, transformá-las em risco de gol. Ao mesmo tempo, não resiste à mínima pressão do adversário na defesa. Nos últimos quatro jogos, levou nove gols. Nas 26 partidas disputadas no campeonato, foram 34 gols sofridos. Essa equação é insustentável. 

Rodada após rodada a batalha que nos aflige é a proximidade com aquela-zona-que-você-sabe-qual-é.  Não há um dia de sossego. Quando pensamos que o olhar se voltará para o alto, que poderemos sonhar com alguma conquista, por mais medíocre que seja, a realidade se impõe. Pode ser com os melhores do elenco em campo, pode ser na sua casa ou pode ser contra adversários de menor expressão. O Grêmio só tem a oferecer sofrimento. E assim será para todo e sempre, nesta temporada.

Do rádio à liderança corporativa: conheça Mílton Jung, jornalista, escritor e especialista em comunicação

Texto produzido por Rovella & Schultz Boutique Press

Na CBN, Mílton Jung apresenta o Jornal da CBN e o Mundo Corporativo (foto)

Natural de Porto Alegre, Mílton Jung começou sua trajetória na área da comunicação desde cedo, seguindo os passos de sua família de radialistas e jornalistas. Ainda criança, já frequentava redações e estúdios em sua cidade, onde desenvolveu sua paixão pelo jornalismo. Esse interesse o levou a se formar em Jornalismo pela PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e, posteriormente, a complementar sua formação com uma especialização em Marketing Digital pela Digital House Brasil.

Jung iniciou sua profissão nas rádios Guaíba e Gaúcha passando pelo jornal Correio do Povo. Na televisão, foi repórter da Rede Globo em 1992, logo depois apresentou o Jornal da Cultura e o programa 60 Minutos pela TV Cultura até 1999 e, em seguida, comandou o Leitura Dinâmica na Rede TV. Com uma carreira sólida, Milton é um dos nomes mais respeitados do jornalismo brasileiro. Habilidades como ouvir, aprender e ter empatia, além, claro, da sua competência, o levaram a ser atualmente âncora nos programas Jornal da CBN e Mundo Corporativo, da rádio CBN e também a atuar como Associate Professor da WCES.

Mesmo com todo o seu sucesso na rádio, Mílton Jung também tem muito êxito como autor de cinco livros. Seu primeiro lançamento foi “Jornalismo de Rádio” (2004), pela editora Contexto, seguido de “Conte Sua História de São Paulo” (2008), pela editora Globo, e “Comunicar para liderar” (2015), em coautoria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos, também pela Contexto. Logo depois vieram “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com os nossos filhos” (2018), pela Best Seller do Grupo Editoral Record, e sua mais recente coautoria “Escute, expresse e fale!” (2023), pela editora Rocco, onde explora a comunicação eficaz e a expressão pessoal.

Os atributos do Milton não param por aqui, como especialista em comunicação e liderança, ele também é palestrante, frequentemente convidado por empresas e instituições para compartilhar seus conhecimentos sobre como melhorar habilidades de influência e comunicação no ambiente corporativo. Sua expertise foi construída por meio da governança de equipes e da moderação de discussões sobre temas relevantes no rádio.

Ao longo de sua carreira recebeu prêmios importantes como o Comunique-se 2014, que o reconheceu como o melhor âncora de rádio do Brasil e o prêmio especial do júri da APCA, também em 2014, na categoria rádio.

Para saber mais sobre Mílton Jung visite seu site  https://miltonjung.com.br/ e acompanhe suas reflexões e entrevistas no programa Mundo Corporativo, que vai ao ar todos os sábados às 8h15 na rádio CBN. Fique também por dentro de suas atualizações e conteúdos nas redes sociais pelo perfil @miltonjung.

Informações para a imprensa:

Rovella & Schultz Boutique Press

Marta Rovella Schultz – Roberta Rovella Radichi

Fones: (11) 3039.0777 e (11) 96459.1070

www.rovellaschultz.com.br / @rovellaschultz

Mílton Jung lança curso de comunicação on-line em parceria com a startup WCES, em São Paulo

(Texto produzido por Rovella & Schultz Boutique Press)

Photo by Pixabay on Pexels.com

Evento contará com a participação de Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn para a América Latina e África

 O jornalista Mílton Jung em parceria com a WCES, startup americana especializada em educação e consultoria para empresas, realiza o workshop Comunicação Profissional – Técnicas e práticas para o sucesso no trabalho no dia 26 de setembro, quinta-feira, das 19h às 21h30, no Espaço Olos, em São Paulo. O evento, comandado pelo âncora do Jornal da CBN, ao lado do fundador da WCES, Thiago Quintino, será gratuito, aberto ao público e contará com a participação especial de Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn para a América Latina e África.

Com o tema Comunicação Profissional, Milton abordará técnicas e práticas para o sucesso no trabalho com foco na carreira, na produtividade e na boa relação. “A comunicação é estratégica na vida! Torna nossas relações mais saudáveis e sustentáveis”, afirma Jung. “No cenário corporativo é uma competência que precisa ser desenvolvida para o crescimento profissional, facilitando a relação com colaboradores, parceiros de negócios e clientes”, complementa.

Esse encontro marcará o lançamento do curso online de Comunicação Estratégica para o Desenvolvimento Profissional, criado por Jung e Quintino, que tem a participação de renomados professores convidados como o filósofo Mário Sérgio Cortella, a futurista Martha Gabriel, a fonoaudióloga Leny Kyrillos e o especialista em escutatória Thomas Brieu.

Presente em 15 países e com escritórios em Utah e São Paulo, a WCES se destaca como uma das principais startups do segmento educacional. A parceria com Jung visa aprimorar a comunicação estratégica em ambientes corporativos, abrangendo mercados no Brasil, Europa e Ásia.

Workshop estratégico:

Comunicação Profissional – técnicas e práticas para o sucesso no trabalho

Convidado especial: Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn 

Vagas Esgotadas

Dia: 26 de setembro, quinta-feira 

Horário: das 19h às 21h30 

Local: Edifício Milano | Espaço Olos 

Avenida Mário de Andrade, 1.400, 14º andar, Água Branca/SP 

Informações para a imprensa:

Rovella & Schultz Boutique Press

Marta Rovella Schultz – Roberta Rovella Radichi

Fones: (11) 3039.0777 e (11) 96459.1070

www.rovellaschultz.com.br / @rovellaschultz

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: a força do pequeno comércio de bairro

“A força das marcas não se alimenta apenas do seu poder de mercado, de sua capacidade de ser conhecida por todos. Ela se alimenta também de ser conhecida por alguns, mas para esses alguns se dedica de forma muito pessoal”. Cecília Russo

Apesar da expansão dos grandes centros de compras e redes varejistas, o pequeno comércio de bairro continua a ter um papel significativo nas nossas vidas, especialmente em áreas distantes dos centros metropolitanos. Esse foi o tema do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo.

Jaime destacou que, mesmo nas grandes cidades, o pequeno comércio ainda prospera, principalmente por dois motivos: economia de tempo e personalização. “Como o tempo é uma das moedas mais valiosas em nossa vida, não preciso dizer mais nada”, afirmou ele, ressaltando a conveniência de ter uma loja ou serviço próximo de casa. Além disso, o senso de personalização também é um diferencial importante. Ele ilustrou o ponto mencionando o Ezequiel, funcionário de um restaurante no bairro de Pinheiros, vizinho do escritório onde trabalha, que sabe exatamente como ele gosta do hambúrguer e da salada.

Cecília trouxe uma perspectiva humana e relacional, afirmando que, no mundo atual, onde as relações são cada vez mais fragmentadas e impessoais, esses pequenos estabelecimentos oferecem algo precioso: o acolhimento e o reconhecimento. “Parece que a gente precisa desses momentos de colo, sabe?”, refletiu Cecília, relacionando a proximidade com a sensação de ser valorizado como indivíduo e não apenas como consumidor.

A marca do Sua Marca

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso aponta que a verdadeira força das marcas de bairro não está apenas na conveniência, mas na conexão humana que elas criam. A capacidade de conhecer o cliente pelo nome e entender suas preferências transforma a relação comercial em algo mais pessoal e afetuoso. Como lembra Cecília, “as marcas se alimentam de relações pessoais de confiança e reciprocidade”.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo. A sonorização é de Paschoal Júnior.

Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje

Diego Felix Miguel

Foto de Jorge Acre

Prezada leitora e prezado leitor,

O título deste texto é um ditado Iorubá que escolhi para iniciar uma reflexão sobre envelhecimento, velhice e política. Utilizá-lo valoriza a sabedoria ancestral, fundamental para os temas que proponho discutir neste momento.

Confesso que, de início, tive dificuldade em entender completamente o significado desse ditado. Conversei com pessoas amigas para esclarecer melhor sua profundidade. Não pretendo ser didático em relação à Exu, já que não tenho o conhecimento necessário. Contudo, o pouco que li sobre essa entidade, despertou em mim grande curiosidade e fascínio.

Voltando ao título, este ditado nos convida a pensar sobre o tempo de maneira diferente, sugerindo que o presente pode afetar não apenas o futuro, mas também o passado. Não se trata de ficção científica, mas de honrar a história daquelas pessoas que vieram antes de nós. O compromisso com o passado e o futuro deve sempre buscar o desenvolvimento social, científico e humano.

Todas as pessoas que vieram antes de nós, seja pelos bons ou maus exemplos, moldaram o presente em que vivemos. Como reagimos a este momento é o que faz a diferença. É a pedra que podemos ou não atirar.

Envelhecimento, velhice e política: pedra ou cadeira?

As decisões que tomamos hoje influenciam diretamente como viveremos no futuro e revelam o quanto aprendemos com o passado. Que histórias honramos e qual futuro queremos construir?  Nossas escolhas afetam questões como violência, desigualdade social e a privação de direitos básicos, que agravam a vulnerabilidade de muitos.

Quando falo de decisões, não me refiro apenas ao voto ou à política eleitoral, mas ao nosso compromisso político-social diário, nas relações pessoais, profissionais e até nas redes sociais. O envelhecimento, assim como gênero, raça, classe social e tantos outros aspectos que nos diferenciam, formam nossa identidade, e, em uma sociedade machista, racista e idadista, essas condições nos tornam mais vulneráveis.

Estamos na “Década do Envelhecimento Saudável nas Américas – 2021-2030”, e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) nos alerta sobre os desafios do envelhecimento populacional para uma sociedade que não se preparou para vivenciar essa transição. A proposta não desmerece a velhice, mas valoriza a longevidade, afinal, viver mais é uma grande conquista.

A OPAS apresenta que é possível acolher as velhices em sua diversidade, com a participação social de todas as pessoas, em suas diferentes identidades, realidades e contextos, de forma representativa, para a construção de políticas públicas voltadas às demandas sociais reais. Mas, para isso, é preciso empenho, solidariedade e empatia.

Devemos refletir: estamos prontos para atirar a pedra certeira, que trará mudanças, ou preferimos repousar na cadeira da hipocrisia, ignorando as lições que o passado nos ofereceu?

Diego Felix Miguel é especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e presidente do Depto. de Gerontologia da SBGG-SP, mestre em Filosofia e doutorando em Saúde Pública pela USP. Escreve este artigo a convite do Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: uma vitória na nossa Arena

Grêmio 3×2 Flamengo

Brasileiro – Arena Grêmio, Porto Alegre/RS

Cristaldo comemora o primeiro gol. Foto: Lucas Uebel/GrêmioFBPA

O Campeonato Brasileiro já está em sua vigésima-sétima rodada e esta foi apenas a quarta partida do Grêmio na Arena. Desde as enchentes que nos afastaram de casa, foi o segundo jogo no próprio estádio e a primeira vitória. Isso diz muito sobre o que se passa com o time nesta temporada, mesmo que não justifique não justifique as dificuldades em apresentar um desempenho mais seguro e qualificado em campo..

Foi um ano penoso em diversos aspectos e o futebol que apresentamos até aqui tornou tudo ainda mais complicado. O sistema defensivo é vulnerável — sofreu 32 gols em 25 jogos, sete apenas nos três últimos —, enquanto o meio de campo e o ataque nem sempre entregam a qualidade que aparentam ter. 

Hoje, mesmo com um adversário muito desfalcado e atuando a maior parte do segundo tempo com um a menos, corremos riscos até o minuto final. Um sofrimento a cada lance. Mesmo assim e, talvez, até por ter sido assim, temos que comemorar muito essa vitória. 

Cristaldo segue decisivo e preciso em seus chutes. Braithwaite cumpriu seu papel ao escorar às redes uma das poucas bolas que surgiram no seu caminho. Monsalve, apesar do desempenho aquém do esperado, fez uma jogada linda que nos levou ao terceiro gol. E Diego Costa voltou a marcar. Há ainda Soteldo que é sempre um escape diante da falta de solução.

Mais importante do que tudo isso é que ganhamos. E depois de cinco meses e todas as intempéries que cruzaram nosso caminho, ganhamos na Arena.

A Arena vive! Viva a Arena!

Mundo Corporativo: Roberto Lee, da Avenue, fala o que existe no mercado financeiro além dos números

Entrevista de Roberto Lee no estúdio do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Confiança não é automatizada, pelo menos ainda não.”

Roberto Lee, Avenue

O mercado financeiro, frequentemente associado a números e algoritmos, está cada vez mais digital. Porém, a verdadeira base de uma relação de longo prazo com os clientes ainda reside no fator humano. Roberto Lee, fundador da Avenue, plataforma de investimentos que conecta brasileiros ao mercado internacional, trouxe uma reflexão provocadora em sua entrevista ao programa Mundo Corporativo: “Automação melhora nossos preços, dá escala, mas é na ponta final que ganhamos confiança”. Para ele, a chave para conquistar e manter clientes vai além da tecnologia e está no entendimento profundo de suas necessidades.

Automação versus relacionamento humano

A automação desempenha um papel central nas operações da Avenue, proporcionando eficiência e escala. No entanto, Lee destaca que, apesar de suas vantagens, “trust” — confiança — não pode ser obtida apenas por meio de máquinas e algoritmos. “A automação coloca o ‘price point’ do serviço no lugar correto, mas é o ser humano que faz a diferença”, afirmou ele. A Avenue, que já reduziu o tempo de abertura de contas para cinco minutos, notou que, em certos momentos, essa facilidade gerou desconfiança em alguns clientes, levando a empresa a rever suas estratégias de comunicação e transparência.

Segundo Lee, empresas que pretendem se destacar no mercado precisam entender que “o comportamento da marca é o que realmente cria relações duradouras”. Ele enfatiza que não se trata apenas de oferecer um serviço, mas de guiar o cliente em sua jornada, ajustando o atendimento às expectativas e medos que ele carrega.

Alianças estratégicas e o valor da colaboração

Outro ponto destacado por Roberto Lee foi a importância das alianças no mercado financeiro. Para ele, o cenário atual exige parcerias até mesmo entre concorrentes. “Aprendi muito a trabalhar em conjunto, inclusive com meus concorrentes”, disse ele. Lee acredita que os maiores problemas só são resolvidos quando diferentes visões se unem para enfrentá-los. Essa abordagem colaborativa é, segundo ele, uma das razões que fazem empresas crescerem e se fortalecerem ao longo do tempo.

Lee também ressaltou a necessidade de adaptação rápida às mudanças no comportamento dos clientes. “Nós precisamos entender não apenas o produto, mas o cliente, colocando-nos no lugar dele e entendendo suas angústias”, afirmou.

Assista  ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Após 40 anos de jornalismo, começa uma nova jornada que une educação e comunicação

Quarenta anos se passaram desde o meu primeiro dia em uma redação. Eram 10 de agosto quando sentei em frente a máquina de datilografia  e os cheiros da lauda, do carbono e da tinta que imprimia as letras no papel me faziam sentir pronto para desbravar o mundo com palavras —  uma ilusão, pois, não estava tão pronto assim; de verdade, ainda era um estagiário, um jovem aprendiz.  

Essa trajetória que se iniciou há quatro décadas me levou às mais diversas redações e forjou minha experiência no campo da comunicação. Aprendi na lide e com os leads, entrevistando, com os entrevistados e com os colegas. Da profissão que escolhi, surgiram as oportunidades para desenvolver novos conhecimentos. E de tanto aprender peguei o gosto por ensinar. Comecei pelo microfone, depois passei aos palcos, nas palestras, e, mais tarde, às páginas dos livros. Já escrevi cinco até agora.

Começar uma nova etapa profissional, em paralelo a todas as demais que seguirei exercendo, é como folhear um livro cujas páginas ainda não revelam o que está por vir. Mas sabemos que a história será rica. Talvez seja a oportunidade de retomar alguns fatos já contados, com um novo olhar e de um novo jeito. Talvez, a chance de acessar outros conhecimentos e se espantar com o mundo de sabedoria que temos para explorar. A comunicação é uma criatura viva, inquieta. Sempre em busca de novas maneiras de se expressar, de se conectar. Não há um fim; há sempre um novo começo. 

A decisão de ensinar me pareceu natural. É como compartilhar um segredo, só que sem mistério.  Agora, sinto que estou entrando em uma nova fase com a produção de um curso de comunicação, que se inicia on-line e pode se expandir nos mais diversos formatos, ampliando essa conversa. Um livro em branco, pronto para ser preenchido com histórias e descobertas, mas com a vantagem de que, dessa vez, a jornada não será solitária — será acompanhada de parceiros, mestres e de cada aluno que decidir fazer parte desse percurso.

A nova aventura, que se soma a maior delas que realizo diariamente na rádio CBN, surge a partir da parceria proposta pela WCES — empresa americana de educação e consultoria. Desde os primeiros contatos, Thiago Quintino, o fundador da startup e especialista em experiência do cliente, me dizia: “Comunicação é coisa séria.” E isso me fez lembrar de uma lição que aprendi ainda criança.

Lá no início, quando eu era pequeno e andava de mãos dadas com meu pai, ele me levava ao estúdio da rádio onde apresentava o principal noticiário do Rio Grande do Sul. Enquanto ele transmitia as notícias, eu ficava quieto, sentado num canto, quase sem me mexer, consciente da seriedade daquela missão. Foi ali, naquele estúdio silencioso, que aprendi a respeitar o microfone — aquele equipamento mágico que amplificava a voz do meu pai e fazia suas palavras chegarem longe. O microfone me ensinou que comunicação é coisa séria.

A decisão de participar de um curso, nos moldes do proposto pela WCES, não é apenas um passo a mais; é um salto. É reconhecer que o mundo mudou, que a comunicação não conhece mais barreiras físicas, e o ensino também precisa se adaptar a essa nova realidade. Assim como na rádio, onde a voz precisa alcançar o ouvinte onde quer que ele esteja, o nosso curso tem essa mesma missão: chegar ao público, onde quer que ele esteja, com a mesma paixão e compromisso de quem acredita no poder da comunicação para transformar.

Nessa caminhada, tive o privilégio de contar com mestres generosos que aceitaram o convite de ampliar o conhecimento. O filósofo Mário Sérgio Cortella vai falar de ética na comunicação; a futurista Martha Gabriel compartilhará sua visão sobre a importância do pensamento crítico em tempos de transformação digital; Leny Kyrillos, fonoaudióloga e colega de diversos projetos, trará sua expertise sobre a comunicação efetiva e afetiva; e meu companheiro de livro, Thomas Brieu, vai nos mostrar como o exercício da escuta pode ser transformador para as relações humanas. Novas vozes se juntarão a nós em breve, pessoas que têm muito a ensinar e que, assim como eu, acreditam que, por meio da educação, podemos nos tornar melhores.

Este é o momento de pegar a experiência acumulada, os aprendizados ao longo da carreira, as lições de nossos parceiros e transformá-los em algo acessível, prático e, principalmente, transformador. Afinal, a comunicação é isso: uma jornada constante de troca, de aprendizado e de evolução. E agora, esse caminho se faz na tela, na conexão entre professor e aluno, num espaço virtual que promete ser tão envolvente quanto uma boa crônica.

Participe do lançamento de “Comunicação Profissional – técnicas e práticas para o sucesso no trabalho”

Convidado especial: Milton Beck, Diretor-geral do LinkedIn 

Vagas limitadas 

Inscrição gratuita 

Dia: 26 de setembro, quinta-feira 

Hora: das 19h às 21h30 

Local: Edifício Milano | Espaço Olos 

Avenida Mário de Andrade, 1.400, 14º andar, Água Branca/SP 

Inscreva-se aqui:

https://abrir.link/JLqvh