No Conte Sua História de São Paulo, a poesia do ouvinte da CBN Renilson Durães:
Sampa
Atrás do morro tem rampa,
Quando o mundo gira
Só para em Sampa;
Na incerteza do tempo
Na instabilidade do clima;
Zona norte, zona sul
A grana corre para baixo e para cima;
Em Sampa tem muito mais
Além de saúde e saudade;
Um sarau na paulista
Um axé na liberdade;
Em Sampa tem altos picos
Tem farol do Santander;
Vales profundos no Anhangabaú
Aventuras e folia logo ali na praça da sé.
Em Sampa há muitas surpresas
Encontros não marcados;
Cachaça, pastel e linguiça
Na miscelânea do mercado;
Sampa é de todo mundo
Acolhe, aceita, abraça
No choro ou na alegria;
Tem samba e poesia
Rock rola na galeria;
Em Sampa se aprende o riscado
Não se arrisca na contramão;
É só seguir o Eduardo, o Beto e o Zelão.
Ouça o Conte Sua História de São Paulo
Renilson Durães é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade você visita agora o meu blog miltonjung.com.br ou vai lá no Spotify e coloca entre os seus favoritos o podcast do Conte Sua História de São Paulo.
“Nada resiste ao trabalho. As oportunidades vão passar na sua frente diversas vezes, então você tem que estar preparado para elas.”
Marcelo Xavier, GreenYellow
Reduzir o consumo antes de investir em novas fontes de energia. Esse é o princípio básico que deveria guiar empresas em busca de eficiência energética, mas nem sempre é o caminho seguido. “Muitas vezes, as empresas pensam em colocar um telhado fotovoltaico sem olhar para as máquinas. Você acaba superdimensionando sua necessidade de energia, sendo que poderia reduzir o consumo antes”, afirma Marcelo Xavier, diretor-presidente da GreenYellow no Brasil. A gestão eficiente da energia e a transição para fontes renováveis foram tema da entrevista ao Mundo Corporativo.
Eficiência energética: por onde começar
O conceito de eficiência energética, segundo Xavier, se divide em duas frentes principais: redução de consumo e geração de energia renovável. “O primeiro passo é fazer um diagnóstico, entender onde estão os grandes gastos e otimizar os sistemas”, explica. A empresa atua identificando pontos de desperdício em processos como iluminação, refrigeração e climatização, realizando substituições e modernizações para minimizar custos e aumentar a eficiência.
Além disso, a transição para fontes renováveis deve ser feita de forma estratégica. “Reduzimos o consumo, depois dimensionamos a necessidade de geração com fontes renováveis, como energia solar”, destaca. Modelos de geração distribuída, em que usinas solares atendem unidades consumidoras remotamente, cresceram no Brasil nos últimos anos, mas agora enfrentam desafios com a redução de incentivos. A tendência, segundo o executivo, é investir em geração próxima ao consumo e em soluções híbridas, com armazenamento de energia.
O papel da comunicação na transição energética
Além dos desafios técnicos, Xavier ressalta a importância da comunicação no processo de eficiência energética. “A maneira como o comercial transmite a informação para um cliente pode definir se uma venda será feita ou não. Clareza e objetividade são fundamentais”, afirma. Dentro da empresa, ele vê a comunicação como uma peça-chave para alinhar as equipes e garantir que as estratégias sejam implementadas de forma eficaz.
A mudança para um modelo de energia mais descentralizado e digitalizado também exige uma evolução na mentalidade do empresariado e do setor público. “O Brasil tem todo o potencial para ser líder global em transição energética, mas ainda engatinha. Falta educação corporativa sobre o tema e mais incentivos governamentais”, aponta Xavier. Ele cita o exemplo de países europeus, onde os galpões logísticos já são projetados para receber painéis solares, enquanto no Brasil ainda há resistência e barreiras estruturais.
Para os profissionais que ingressam no mercado, Xavier deixa um conselho direto: “A gente estuda algo e imagina que vai trabalhar com isso para sempre. Mas isso não vai acontecer. Oportunidades surgem o tempo todo, e você precisa estar preparado para elas”.
Ouça o Mundo Corporativo
O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast.
Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.
Athletic-MG 3 (7) x (8) 3 Grêmio Copa do Brasil – São João del-Rei (MG)
Gandro defende a última cobrança. FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
Torcer para o Grêmio é não viver um dia de sossego. Nem nas férias. A semana de descanso, aqui pelo litoral de Alagoas, tem sido uma sofrência só — considerando que nossa conversa nesta Avalanche é sobre futebol, claro. Depois do sábado em que vimos o caminho para o octacampeonato ficar mais distante, fomos a São João del-Rei, a 1.600 quilômetros de Porto Alegre, e por pouco não nos despedimos precocemente de nossas viagens na Copa do Brasil.
O jogo desta noite, que assisti na tela do computador, aproveitando a luz de uma lua cheia que brilhava no céu alagoano, foi completamente maluco. Tomamos um gol muito cedo, em um lance que tem se tornado rotineiro na vida do gremista. O empate veio no cabeceio de Braithwaite, que já havia sinalizado problemas físicos e aguardava a substituição. A virada surgiu de um improvável lance de gol, no qual a falha do goleiro adversário foi de dar dó. Quando imaginávamos coisa melhor, tivemos mais um jogador expulso ainda no primeiro tempo. Desta vez, o autor da atabalhoada foi Luan Cândido.
A volta do intervalo nos reservaria mais uma dose de sofrimento. Sob forte pressão, cedemos o empate muito cedo, quase sofremos a virada e passamos o restante da partida tentando manter a bola o mais distante possível do nosso gol. Foi numa dessas tentativas que Arezo soube aproveitar a escapada entre os zagueiros, encobriu o goleiro e concluiu para as redes, nos dando uma improvável (e parcial) vitória. Quando os locutores (e nós, torcedores) já se empolgavam com narrativas e hipérboles sobre a imortalidade tricolor, fomos surpreendidos com um gol contra de João Lucas, que levou a decisão da vaga para os pênaltis.
É verdade que, nesta temporada, já havíamos conquistado duas classificações — no Gauchão e na Copa do Brasil — vencendo nos pênaltis. O drama é que Thiago Volpi, o goleiro que nos proporcionou essas vitórias, defendendo cobranças adversárias e marcando seus gols, estava assistindo a tudo do banco. Caberia a Gabriel Gandro repetir o feito. Foram necessárias oito cobranças de cada lado até que, finalmente, ele se destacasse com a defesa final que nos levou à terceira fase da Copa do Brasil.
A melhor notícia da noite — além da classificação, lógico — foi que o Grêmio finalmente voltou a ter bons cobradores de pênaltis. Quem sabe não nos serão úteis no sábado, quando precisaremos, mais uma vez, que o mito da Imortalidade se expresse. Sim, porque antes de minhas férias se encerrarem vem mais sofrência por aí.
Uma orquestra sem maestro pode se tornar um caos sonoro. No mundo das marcas, o risco é o mesmo quando a comunicação não tem direção. Esse foi o tema do comentário desta semana no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo no Jornal da CBN.
A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) serviu de metáfora para a construção e gestão de marcas. Segundo Jaime Troiano, assim como os músicos precisam seguir a regência para alcançar a harmonia, as empresas precisam de um maestro para integrar os diversos canais de comunicação. “Cada instrumento tem um papel, uma partitura que precisa obedecer à regência do maestro”, afirmou. Sem essa coordenação, o resultado pode ser o mesmo dos momentos iniciais de uma apresentação, quando os instrumentos ainda estão sendo afinados.
Cecília Russo destacou o equilíbrio necessário entre virtuosidade e humildade, tanto na música quanto na gestão de marcas. “A contribuição de cada instrumento está a serviço do protagonismo de uma coisa maior, da obra que está sendo executada como um todo”, explicou. No universo das marcas, isso significa que cada ponto de contato com o público – da fachada de uma loja ao post no Instagram – precisa estar alinhado a uma comunicação integrada e coesa.
A marca do Sua Marca
A lição desta edição foi clara: no branding, não basta se encantar com um único instrumento de comunicação, mas sim com a sinergia do conjunto. Marcas bem-sucedidas funcionam como uma orquestra: cada peça tem seu momento, mas é a harmonia que constrói a identidade forte e duradoura.
Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso
O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após as 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.
Grêmio 0x2 Inter Campeonato Gaúcho – Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
Foto: Lucas Uebel/GrêmioFBPA
Escrevo esta Avalanche a mais de 3.700 quilômetros de Porto Alegre. Aqui, o porto é das Pedras, no litoral de Alagoas. Vim para cá para aproveitar alguns dias de folga do trabalho na rádio. O mar é manso e morno. A maré baixa ao longo do dia, revelando piscinas naturais de águas claras. O sol a pino se põe no Rio Manguaba, berçário de um estranho e bonachão peixe-boi.
Nem fauna nem flora, nem mar nem rio foram suficientes para me desconectar do que aconteceria na capital gaúcha, no fim da tarde deste sábado. Impossível não ser tocado pelo que ainda representa a disputa de uma final de Campeonato Gaúcho. É verdade que, no início da temporada, maldizemos a competição, que nos obriga a enfrentar adversários bem mais frágeis, muitas vezes em campos incipientes. Mas, quando chega a decisão, todos queremos o título.
Sempre queremos o título!
A possibilidade do octacampeonato — mais remota do que quando a partida começou — e a necessidade do adversário de conquistar uma competição que não vence há oito anos (sim, o co-irmão é octa-derrotado no estadual) fazem desta final um momento especial para o futebol gaúcho.
Mesmo longe, era possível sentir a tensão que cercava o clássico — lá em Porto Alegre e aqui, em Porto de Pedras. Um nervosismo que não me impedia de enxergar que estavam frente a frente duas equipes em estágios distantes de preparação. Uma pronta desde o ano passado; a minha, ainda em processo de construção. Minha esperança estava depositada na pressão que a torcida poderia exercer na Arena e no esforço redobrado dos jogadores tricolores para superar a falta de entrosamento de um time que ainda tenta falar a mesma língua.
Esperança frustrada ainda no primeiro tempo, quando a distância entre as duas equipes ficou evidente. De um lado, a bola tinha origem e destino certos; do outro, a falta de sincronia impedia avanços coordenados. O Grêmio esteve longe daquele que, em algumas partidas deste início de temporada, nos fez acreditar que tínhamos um time. Não perdi a crença nessa ideia. Temos um elenco melhor do que nos últimos dois anos, e há lógica na formação da equipe. Mas as oscilações são preocupantes — já tinham aparecido na estreia da Copa do Brasil e na segunda partida da semifinal do Gauchão. E se repetiram no Gre-Nal.
Alcançar o título gaúcho neste ano não será tarefa fácil, embora não seja impossível. Antes, porém, será preciso viajar mais de 1.600 quilômetros até São João del-Rei, no interior de Minas Gerais — bem longe de Porto Alegre —, vencer nosso adversário na segunda rodada da Copa do Brasil e retomar o ânimo para a final no próximo sábado.
Avenida e Rio Aricanduva, na zona leste de São Paulo: Foto Marcos Santos/Jornal da USP
No Conte Sua História de São Paulo, o ouvinte da CBN Expedito Peixoto da Paz faz poesia que tem como título ‘O Grito’ e inspiração o Aricanduva
Aricanduva
Lento silencioso calmo sinuoso
Entre morros morrinhos igarapés
Nasci lá na Leste. Éh!, sou majestoso
Natureza rodeia beija meus pés
Meu percurso é longo e grandioso
Sereno límpido arborizado por ipês.
Quanta vida!, que vida eu vivia
Animais peixes índios pássaros
Se e me alimentavam noite e dia
E quando vinham temporais, não raros,
Ahh! como eu brincava ah! como eu sorria;
Papagaios sabiás piabas algas ágaros
Assim vivi infância e juventude
Tempo correu e junto a maturidade
Enquanto sonhava ser plenitude
Dos humanos me faltou humanidade,
Ao encontrá-los me tornei cruel, rude
Roubaram-me o brio a serenidade.
Logo na 2′ curva me jogaram a ‘Choff, Ragueb’
Na 6′ curva um porre me cortaram na ‘Itaquera’
‘Jd.do Carmo, Sesc’! minh’água já não bebes
Caí no choro, roubaram-me o melhor amigo, ‘Rio das pedras’
Implantaram Aps, Igrejas e suas sedes
Quebraram meus mimos alegrias e regras
Deleitaram-se lançando asfalto no meu leito
Me cuspiram seus restos, sobras
Me injetaram prédios e seus efeitos
Jogaram-me no lodo à sombrias sombras
Hoje só transita esgoto no meu peito
De dor choro a invasão de suas obras
Por nascer numa metrópole
Meu destino é súbito, induzido
Enquanto pensava ser prole
Nas Trilhas, Avenidas, Marginais; fui traído
Me encharco me encachaço quando chove
Sonhos e esperanças foram-me subtraído
Me assolaram desatolaram sem dó
Ao avesso e travesso fui revirado
Sem amor, perdi a cor, vivo na dor
Quando chove piro, deságuo ira irado
Engulo animal, gente até automotor
De agonia golfo vômito catarrado.
Violência!!?, Não nunca quis ser bravo
Mas o desencanto surrou min’alma
Ao ver minha foz ‘Alberto Badra’
Meu único desejo, amigo, é correr feliz e calmo
Não! não me entrego a lutas que me trava
Meu grito é de alerta,
Quero vida, me socorre me acalma.
Ouça o Conte Sua História de São Paulo
Expedito Peixoto é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade você visita agora o meu blog miltonjung.com.br ou vai lá no Spotify e coloca entre os seus favoritos o podcast do Conte Sua História de São Paulo.
Reprodução do vídeo do Mundo Corporativo com Dri Barbosa
“A coisa mais importante acho que é a clareza da onde você quer chegar. Como que você enxerga a construção do futuro.”
Dri Barbosa, N5X
O setor de energia no Brasil está em transformação e, com ele, surgem novas oportunidades de negócios, empregos e inovação. O mercado livre de energia, que permite que consumidores escolham de quem comprar eletricidade, vem ganhando espaço, alterando dinâmicas tradicionais e atraindo profissionais de diferentes perfis. Nesse cenário, empresas buscam se adaptar a um setor mais digitalizado e eficiente. Este foi o tema da entrevista com Dri Barbosa, CEO da N5X, no programa Mundo Corporativo.
A revolução do mercado livre de energia
A abertura do mercado livre de energia ampliou as possibilidades para empresas e consumidores. Segundo Dri Barbosa, “ele é um setor que tá em transformação, novas empresas estão chegando, estão chegando também profissionais de outros setores com um perfil mais digital”. Esse movimento tem gerado um aumento na liquidez do setor e acelerado a digitalização das negociações.
A N5X surgiu justamente para atender essa nova dinâmica. A empresa, uma joint venture entre a B3 e o Grupo EX, propõe uma solução para tornar as transações energéticas mais seguras e eficientes. “Hoje, as negociações nesse mercado são 100% bilaterais e os participantes ficam muito limitados ao risco de crédito”, explica Barbosa. A ideia é que a plataforma centralize gestão de riscos, aumentando a confiabilidade das operações.
Inovação e adaptação: pilares para o futuro
Para Dri Barbosa, a agilidade é essencial nesse novo mercado. “As coisas mudam muito rápido, a gente precisa se adaptar de maneira muito rápida, então facilidade de aprendizado e curiosidade são aspectos cruciais para essa primeira formação de time dentro das empresas.”
A liderança nesse cenário exige uma combinação de conhecimento técnico e visão estratégica. A CEO da N5X reforça que é essencial montar equipes complementares e diversificadas para criar soluções inovadoras. “A gente precisa trazer um time que seja muito complementar e único para construir esse futuro.”
O mercado livre de energia no Brasil ainda tem desafios pela frente, incluindo a necessidade de maior regulação e de infraestrutura para absorver a expansão do setor. No entanto, Barbosa acredita que a direção está clara: “Construir mercados junto com o mercado”, destacando a importância da colaboração entre os diferentes agentes do setor.
Ouça o Mundo Corporativo
O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast.
Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.
Muitas vezes, somos os nossos maiores juízes, impondo padrões rígidos e cobrando de nós mesmos uma perfeição inatingível. Mas será que essa postura nos leva a uma vida mais equilibrada? Esse foi o tema central da conversa entre a jornalista e psicóloga Abigail Costa e a psicanalista e pesquisadora de relacionamentos Carol Tilkian no canal “Dez Por Cento Mais”. Durante a entrevista, Carol discutiu como a autocompaixão pode transformar nossa relação com as dificuldades e contribuir para uma vida mais leve e equilibrada.
O início de um novo ano costuma ser marcado por listas de resoluções e metas, muitas vezes carregadas de cobranças e pressão social. Carol destacou que antes de se perguntar “o que eu quero fazer?”, muitas pessoas se questionam “o que eu devo fazer?”. Esse senso de obrigação está diretamente ligado ao superego, uma instância da mente que age como um juiz interno, baseando-se nas expectativas externas e na moral social.
O resultado desse processo pode ser um acúmulo de cobranças que tornam as metas mais angustiante do que motivadoras. “Ao nos perguntarmos ‘por que eu quero isso?’, conseguimos perceber o quanto nossas escolhas podem estar sendo influenciadas por padrões externos e não por nossos reais desejos”, explicou a psicanalista.
Durante a conversa, foi abordado o conceito do “Quitter’s Day” (Dia dos Desistentes), observado nos Estados Unidos na segunda sexta-feira de janeiro. Essa data marca o momento em que um grande número de pessoas abandona as metas traçadas para o ano. Para Carol, essa desistência não deve ser vista como um fracasso, mas como uma oportunidade de reavaliação. “Desistir também pode ser um convite à reflexão: por que ainda quero isso? Essa meta ainda faz sentido para mim?”, questionou.
Um dos pontos centrais da discussão foi a tendência humana de tentar controlar todas as variáveis da vida. Carol explicou que muitas vezes nos culpamos por situações além do nosso controle como uma forma de evitar a angústia da imprevisibilidade. “Nosso desejo de controle é uma ilusão que nos aprisiona em um ciclo de ansiedade e frustração”, afirmou.
Autocompaixão e a relação com a autoestima
Para exercitar a autocompaixão, a psicanalista sugeriu um exercício simples: anotar as autocríticas que fazemos ao longo do dia e imaginar como falaríamos com um amigo que estivesse passando pela mesma situação. “Muitas vezes somos duros conosco de uma forma que jamais seríamos com alguém que amamos”, destacou.
Uma das diferenças fundamentais entre autocompaixão e autoestima está na forma como enxergamos nossas emoções. Enquanto a autoestima se baseia na ideia de “se valorizar”, muitas vezes comparando-se a padrões externos, a autocompaixão convida à “validação” do que sentimos, sem juízo de valor.
“Quando validamos nossas emoções, paramos de pedir permissão para sentir”, afirmou Carol. Isso significa que, em vez de se questionar “eu deveria sentir isso?”, a abordagem mais saudável é reconhecer e investigar a origem desse sentimento.
Ao tratar da influência das redes sociais na forma como nos percebemos, Carol disse que “seguimos pessoas que projetam vidas perfeitas e, sem perceber, nos comparamos e nos sentimos insuficientes”. Uma estratégia sugerida para reduzir essa influência negativa é revisar os perfis seguidos, priorizando conteúdos mais realistas e condizentes com a própria realidade.
Além disso, a psicanalista reforçou a importância de cercar-se de pessoas que compartilhem um olhar mais humano e acolhedor. “A autocompaixão não se desenvolve no isolamento. Precisamos de relações que nos validem e nos ajudem a enxergar nossa própria humanidade”, concluiu.
Pratique a autocompaixão no dia a dia
Para quem deseja exercitar a autocompaixão, Carol Tilkian sugeriu três práticas simples:
Revisar o diálogo interno: Observar como falamos conosco mesmos e substituir autocríticas severas por frases mais acolhedoras.
Aceitar a imperfeição: Compreender que errar e falhar fazem parte da experiência humana e não definem nosso valor.
Buscar apoio: Conversar com amigos e profissionais de saúde mental para compartilhar emoções e reduzir a autocrítica.
Assista ao Dez Por Cento Mais
Esse episódio do “Dez Por Cento Mais” trouxe reflexões valiosas sobre a necessidade de tratarmos a nós mesmos com a mesma gentileza que oferecemos aos outros. Em uma sociedade que frequentemente exige produtividade e perfeição, a autocompaixão se mostra uma ferramenta essencial para lidar com desafios, acolher medos e viver de maneira mais leve e autêntica.
O “Dez Por Cento Mais” é apresentado, ao vivo, quinzenalmente, às quartas-feiras, a partir das 12h, no YouTube.
Volpi comemora classificação à final. Foto: Lucas Uebel/GremioFBPA
A ausência de um futebol mais envolvente obrigou o Grêmio a ser mais guerreiro do que nunca nesta temporada. Sem espaço para o talento brilhar, a classificação veio na base da insistência e da resiliência. O time recém-formado, ainda sem pleno entrosamento, superou suas falhas com valentia e manteve viva a esperança do Octacampeonato Gaúcho.
Saímos de Caxias do Sul cientes de que será preciso mais equilíbrio para sustentar um futebol de alto nível nos 180 minutos decisivos. Alguns jogadores, especialmente na defesa, precisam se posicionar com mais segurança. No ataque, será essencial diversificar as jogadas, explorando melhor os dois lados do campo e movimentando-se com mais sintonia entre os marcadores para criar oportunidades de gol.
Não há ilusão. Há orgulho, porém, pela postura do time diante da adversidade. Com um jogador a menos na maior parte do jogo e sofrendo dois gols que nos desclassificariam, conseguir voltar à disputa com um gol de bicicleta nos acréscimos é feito para poucos.
O zagueiro Gustavo Martins, mesmo sob a desconfiança de parte da torcida, já havia arriscado um cabeceio, sem muito perigo. Usar o recurso do malabarismo para alcançar uma bola que escapava e colocá-la na rede, naquelas circunstâncias, foi coisa de quem nunca se entregará enquanto vestir a camisa gremista.
Impossível não lembrar que, no instante do gol salvador, quem estava na área adversária, porque também não aceita a rendição, era o nosso novo goleiro, Tiago Volpi. Foi ele, aliás, quem mais uma vez revelou coragem e talento quando mais precisamos. No tempo normal, já havia feito ótimas intervenções. Na decisão por pênaltis, voltou a brilhar com duas defesas e ainda marcou seu gol com uma cobrança precisa.
Estamos em mais uma final do Campeonato Gaúcho — pelo oitavo ano seguido. Mesmo com um futebol inconstante, de altos e baixos, levamos para esta decisão uma certeza: o Grêmio jamais desistirá!
Neste fim de semana de Carnaval, o Brasil pode fazer história no Oscar. O filme Ainda Estou Aqui concorre nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres. A relevância cultural da obra é inegável, mas o que sua trajetória pode ensinar sobre marcas? Esse foi o tema do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com Jaime Troiano e Cecília Russo, no Jornal da CBN.
Cecília Russo destacou que o sucesso do filme seguiu uma lógica comum ao mundo das marcas: “O filme começou a fazer barulho lá fora, e a partir daí conquistou o público daqui”. Segundo ela, muitos produtos ganham reconhecimento internacional antes de se consolidarem no Brasil – um fenômeno que já aconteceu com marcas como Havaianas.
Além disso, Cecília apontou a força feminina como um pilar da narrativa. “Eunice Paiva e sua intérprete Fernanda Torres são mulheres fortes, mães, ícones de uma grandeza inspiradora”. Essa representatividade reforça o impacto de histórias que trazem personagens femininas marcantes, um fator decisivo no sucesso de diversos produtos culturais.
Outro ponto relevante é a liderança por trás do projeto. Para Cecília, Walter Salles, diretor do filme, exemplifica a importância de um líder sensível na construção de uma marca forte: “O diretor de um filme é esse maestro que afina tudo, aquele que traz a genialidade para o time”.
Jaime Troiano complementou a análise destacando a escolha do nome do filme, um elemento fundamental para qualquer marca. “O nome Ainda Estou Aqui é perfeito. Ele consegue fazer o que bons nomes fazem: sintetizar uma história e passar uma mensagem forte e emocionante”. No mundo corporativo, a criação de nomes é uma das tarefas mais desafiadoras do branding.
Por fim, Jaime ressaltou que marcas de sucesso precisam provocar emoções. “Marcas que são relevantes precisam emocionar e nos fazer transpirar. É impossível se sentir frio e não ser tocado pelo filme”. Para ele, a dramaticidade da obra contribui para sua força, assim como acontece com marcas que conseguem estabelecer conexões profundas com seu público.
A marca do Sua Marca
A principal lição do comentário de hoje é que nenhuma marca forte sobrevive a um produto fraco. Como destacou Cecília Russo, Ainda Estou Aqui não apenas se destacou pela qualidade da produção, mas também pela capacidade de emocionar e gerar identificação com o público.
Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso
O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.