Avalanche Tricolor: paciência!

Grêmio 0x1 Corinthians

Brasileiro – Arena do Grêmio, Porto Alegre/RS

Foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

O melhor mandante contra um dos piores visitantes. A possibilidade de ser líder contra quem só quer fugir do rebaixamento. A formação tática ofensiva enfrentando um sistema puramente defensivo. A oportunidade de ter um jogador a mais a partir dos 10 minutos de partida. E a superioridade na posse de bola. Tudo isso empurrado por mais de 51 mil torcedores que não desistem jamais de sonhar. 

Qual a chance dessa conjugação de fatores favoráveis conspirar contra você? Todas! Sim, todas! Porque o jogo jogado é o futebol e este esporte, talvez mais do que qualquer outro que conheço razoavelmente bem, permite que o pior vença. Desde que esse tenha disciplina, um pitaco de sorte, um tanto de acaso e alguns descuidos do adversário. 

Pior pode soar como um adjetivo exagerado para o time que enfrentamos hoje, apesar de estar na metade de baixo da tabela toda a competição. Porque afinal se considerarmos que o sucesso em uma partida são os três pontos conquistados, quem os leva alcançou o objetivo e tem ainda mais méritos se o alcançou cumprindo a risca a estratégia traçada no vestiário. Isso o faz um vencedor, mesmo que circunstancialmente.

Ao Grêmio: paciência! Depois de uma sequência de vitórias, algumas conquistadas com raça e talento, nas quais alcançou resultados que mesmo o seu torcedor tinha alguma dúvida, não surpreende o revés. Aconteceu hoje e aconteceu em rodadas anteriores, em situações até mais favoráveis e contra equipes bem menos cascudas. 

Ainda nos faltam quatro jogos a serem disputados, dois em casa e dois fora. O título segue logo ali em cima, apesar de haver um congestionamento maior pelo caminho. É difícil, muito difícil! Não é impossível!

Agora, caro e cada vez mais raro leitor desta Avalanche, você haverá de convir: havia torcedores preparados para uma temporada medíocre; os otimistas acreditávamos na disputa por vaga na Libertadores e esse objetivo segue nas nossas mãos. Bastam duas coisas: não deixar que a frustração de um título quase inalcançável influencie o grupo de jogadores e paciência, muita paciência (especialmente para este escrevinhador que amanhã desde cedo terá de suportar os corintianos que me cercam aqui em São Paulo). 

Mundo Corporativo: André Duek desvenda a potência empreendedora

Bastidor da gravação com André Duek, foto de Priscila Gubiotti

Que é possível, sim, começar de uma maneira simples, com pouco dinheiro, com risco calculado, com bom planejamento. E, logicamente, ter a paciência para entender que o processo é longo..

André Duek, empresário

Empreendedorismo vai além de simplesmente iniciar um negócio; é uma jornada de transformação pessoal e profissional. Este é o cerne da “potência empreendedora”, um conceito trazido à tona pelo empresário André Duek. Segundo Duek, essa potência é uma força inata presente em cada um, que pode ser despertada e cultivada para alcançar o sucesso, independentemente das origens ou recursos disponíveis.

“Você não precisa ter estudado numa escola de primeira linha ou ter nascido num berço esplêndido para vencer na vida”.

Essas percepções foram compartilhadas por Duek durante entrevista ao programa Mundo Corporativo da rádio CBN. A conversa se desenrolou em torno de sua vasta experiência em empreendedorismo, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e de sua jornada desde os primeiros passos nas empresas de moda da família até se tornar um influente empresário e autor.

O sucesso anterior pode atrapalhar o empreendedor

Em sua fala, Duek realça a importância da resiliência e da adaptação às circunstâncias, reforçando que o caminho para o sucesso empresarial não é linear e está repleto de aprendizados. 

“O processo é longo e se você tiver paciência, estudar mais do que todo mundo, trabalhar mais do que todo mundo, as oportunidades surgem”.

Duek também reflete sobre os erros e desafios enfrentados em sua trajetória. Ele menciona que os obstáculos e falhas não devem ser vistos como barreiras intransponíveis, mas como etapas fundamentais para o crescimento.  

Um sucesso anterior acaba atrapalhando você a começar um novo negócio Por quê? Porque você já tem a predisposição de achar que porque você fez alguma coisa certa que qualquer coisa que você vai fazer vai dar certo, também. Isso não é uma verdade. Então, eu paguei para aprender e foi uma lição muito dura, mas me ajudou bastante a depois a consertar e não deixar acontecer novamente.

Uma abordagem mista para empreender com sucesso

Entre os conselhos dados a aspirantes a empreendedores, Duek enfatiza a importância de uma pesquisa e planejamento sólidos, bem como a necessidade de equilibrar emoção e razão nas decisões de negócios. Ele sugere uma abordagem mista, combinando as qualidades criativas e emocionais brasileiras com a praticidade e foco dos métodos americanos.

A entrevista com André Duek no Mundo Corporativo desdobra uma visão profunda sobre o empreendedorismo, destacando a “potência empreendedora” como um motor para a realização pessoal e sucesso profissional. Suas palavras não apenas iluminam o caminho para os aspirantes a empreendedores, mas também ressoam com qualquer um que busque transformar desafios em degraus para o sucesso.

Assista ao vídeo completo do Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, toda quarta-feira, às 11 horas da manhã, no canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, domingos, às dez da noite, em horário alternativo, e está disponível em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Renato Barcellos, Letícia Valente, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen.

Conte Sua História de São Paulo: a marmita do senhor Bonifácio

Flávio Cruz

Ouvinte da CBN

(memórias de minha infância em Perus, São Paulo)

A marmita que a dona Eleta preparava para o senhor Bonifácio era uma obra de arte. Tinha cinco andares. Cinco vasilhames redondos de alumínio com alças dos dois lados. Eu era muito criança e a marmita parecia desproporcional para o meu tamanho. Tenho certeza de que uma delas continha feijão e a outra, arroz. Isso era sagrado. As outras três levavam as misturas. Exalava um cheirinho muito gostoso. Ah, havia também, amarrada pelo gargalo, uma garrafinha verde com uma rolha de cortiça que continha o café. Esse café, após minha longa jornada, ainda chegava quente na fábrica de cimento. Garfo e colher eram segurados por um elástico num dos lados. Não me recordo da data exata, mas com certeza era a década de 1950.

O roteiro era perigoso para um garoto com menos de dez anos. Penso que havia mais anjos da guarda naquela época ou, ao menos, menos demônios. Saía de casa sempre no mesmo horário e começava a minha jornada. Descidas, curvas para a direita e para a esquerda, um casarão, o correio e lá no final uma esquina, seguida de uma reta.

Naquela época, acredito que nenhuma rua era asfaltada. Algumas eram cobertas com paralelepípedos e outras ainda eram de terra ou cascalho. Quando chovia, as ruas no alto tornavam-se perigosas, transformando-se em lamaçais, enquanto as mais baixas se enchiam de água. Entre essas pequenas tragédias, continuávamos com nossas vidas.

E também prosseguia meu caminho, até atravessar uma pequena ponte. Logo após, chegava a parte mais arriscada da jornada: um túnel que passava por baixo da estrada de ferro, usado para conduzir as águas do rio de nosso bairro, Perus. No canto, havia uma pequena passarela por onde caminhava cuidadosamente, vendo as correntes de água quase roçarem meus pés. Logo depois, já era possível ver as grandes chaminés da Fábrica de Cimento Portland Perus. Andava então pelo solo coberto por um pó cinza, quase verde, enquanto ouvia o apito anunciando o horário do almoço. Do meu lado esquerdo estendia-se uma grande cerca de arame. Os fios, muito grossos, estavam cobertos com o mesmo pó.

Após algum tempo, via meu pai me esperando. Ele sorria amplamente. Também, quem não sorriria, faminto, vendo chegar tal almoço?

Sentávamos no refeitório e, enquanto ele escolhia as marmitas e pegava os talheres, eu observava os outros trabalhadores, conversando e rindo, apesar do cansaço. Tinha certeza de que meu pai era o mais importante de todos, o mais forte, o mais… tudo.

Era um momento agradável do dia. Afinal, eu estava lá, cumprindo minha importante missão. Após algum tempo, ele terminava sua refeição, arrumava tudo, dava um tapinha em minhas costas e me mandava voltar para casa. Novamente, aquele sorriso de felicidade. Não é que ele sempre sorrisse. Mas quando o fazia, era valorizado. Ele também não era de ficar fazendo carinho ou dando abraços o tempo todo. Ainda assim, sentia que ele era o paizão mais afetuoso de todos, o senhor Bonifácio.

O tempo passou.

Já com dois filhos, visitava frequentemente meus pais em Perus, próximo de onde morava. Não havia mais fábrica de cimento, nem marmita, nem caminhada. A infância já tinha ficado para trás há muito tempo e agora pertencia aos meus filhos. Ao abrir o portão, deixava os dois correrem à frente. Meu pai, já aposentado, que estava abaixado cuidando de sua horta, levantava-se, olhava firme e sorria. Era exatamente o mesmo sorriso de quando eu levava suas marmitas. E esse sorriso era diferente dos outros. 

Foi somente então que entendi. O sorriso não era pelo almoço que eu levava. O sorriso era por mim. Era a alegria de me ver. Agora, já adulto, ele transferira esse presente para os netos. Era um sorriso reservado, mas vasto, do tamanho do mundo.

Agora, enquanto escrevo, após todo esse tempo, sinto que ele está olhando para mim novamente, com o mesmo sorriso, como se eu ainda fosse uma criança.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Flávio Cruz é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também personagem da nossa cidade. Escreva seu texto agora e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros episódios, visite o blog de miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Avalanche Tricolor: Meu Deus Suárez!

Botafogo 3×4 Grêmio
Brasileiro — São Januário, Rio de Janeiro/RJ

Suárez comemora o terceiro gol em foto de Alexandre Durão / Grêmio FBPA

Foi pura magia. Do desencanto ao encantamento. Do revés à reação. Do time que sabe onde pode chegar a um craque que joga uma bola descomunal. Cada nuance da partida desta noite, em São Januário, foi parte de um roteiro forjado pelo sofrimento e êxtase, na típica narrativa da jornada do herói, desde a passagem pelo tempo comum até a ressurreição, da travessia do primeiro limiar ao elixir da conquista.

E se havia um personagem a ser o herói, claro, só poderia ter sido Luis Suárez, o atacante que aceitou a missão de recuperar a história do Grêmio nos gramados brasileiros e nos devolver a Libertadores. Mais do que isso: resgatou o orgulho de um torcedor ferido nos percalços das duas últimas temporadas. Um torcedor que tem levado seu grito a todos os estádios onde o Grêmio joga. Que canta satisfeito por seu próprio valor.

Luis Suárez foi gigante no gramado de São Januário. E no instante em que o Grêmio mais precisava dele, quando estávamos perdendo por 3 a 1. Em que parecíamos vencidos pelas circunstâncias, resignados por aquilo que o destino havia nos reservado, sermos coadjuvantes nesta competição. O maior atacante que já vestiu nossa camisa nos devolveu o direito de sonhar. De acreditar que não é impossível. Ele foi o responsável pela virada de um placar que parecia definitivo, dadas as condições do jogo e a pressão da torcida adversária.

Heróis como Luizito não se entregam jamais. Acreditou e lutou enquanto pôde. Foi auxiliado por um endiabrado Ferreirinha, que entrou no segundo tempo e infernizou quem se atreveu a marcá-lo. Em um dos primeiros lances, cruzou e, com o desvio do zagueiro, fez a bola chegar aos pés de Suárez, que diminuiu o placar. Na segunda, o cruzamento foi na medida certa e nosso atacante não perdoou, fazendo o gol de empate. A virada foi obra dele novamente, que buscou a bola na intermediária, tabelou e recebeu em condições de passar no meio dos zagueiros e estufar a rede.

Diante da obra construída por Suárez, só restava agradecer àquele que me deu a oportunidade de vivenciar esse momento. Levantei as mãos aos céus e agradeci: obrigado, Meu Deus Suárez!

Erros humanos: a pressão da perfeição e o caso de Ludmilla no GP de São Paulo

Por Christian Müller Jung

Reprodução de imagem da transmissão oficial do GP Brasil da F1

A psicanalista clínica Jassanan Amoroso Dias Pastore, em seu artigo “Quem é o Culpado,” escreveu:

“O ideal de perfeição, característica do contemporâneo, contribui para o desenvolvimento da culpa, na medida em que o aparecimento de qualquer erro, inerente a todo processo de aprendizagem, é sentido como um fracasso.”

Na nossa sociedade, o erro é visto como falha, incapacidade e até mesmo incompetência! Somos tão cobrados pela eficiência que cometemos julgamentos, jogamos a empatia para debaixo do tapete e prontamente apontamos o dedo!

Refiro-me ao “erro” neste artigo — e já falei sobre os meus como MC em solenidades em outra oportunidade — pelo ocorrido nos últimos dias com a cantora Ludmilla, no GP de São Paulo de Fórmula 1. Ela teria esquecido a letra do Hino Nacional. Negou o esquecimento e alegou que houve uma falha no som do microfone. Independentemente do que tenha acontecido, de imediato, o tribunal das redes sociais já lhe atribuiu o julgamento de gafe, desrespeito ao símbolo nacional, falta de preparo, enfim, uma série de adjetivos negativos que colocam em dúvida a capacidade do ser humano.

Não me canso de falar, ao vivo tudo é muito diferente. Tudo pode acontecer, até mesmo quando nos sentimos extremamente preparados e capacitados para tal. O que nos permite ser melhores que a inteligência artificial em matéria de sentimentos e humanidade, por outro lado, nos torna cruéis em não admitir que nem tudo que se faz é por querer e que os erros podem sim acontecer.

Pode ter sido excesso de confiança? Pode! Pode ela ter ensaiado várias vezes e não ter errado nenhuma? Pode! Poderia ela ter utilizado o recurso da leitura para acompanhar e não dar chance ao erro? Sim, tudo isso pode! Mas aconteceu! Ou, aparentemente, aconteceu! E, mais do que o nosso constrangimento, para Ludmilla, talentosa na arte de cantar, o julgamento interno deve estar cobrando a cada instante que se lembra do ocorrido, ainda que tenha se tornado uma estrela nesse caldeirão cultural que consome artistas de uma hora pra outra.

De origem humilde, filha de dançarina que teve o pai preso quando tinha apenas um mês e treze dias, não pode errar. Sim, ela deve se cobrar muito mais do que dizem as redes sociais, entre um copo e outro de cerveja na mesa do bar. Somos perfeitos e imbatíveis, mas, na maioria das vezes, não colocamos a cara para bater.

E amanhã, quem será o próximo? O nosso Hino Nacional não tem uma letra fácil, e certamente você já ficou só mexendo os lábios durante uma execução ou já trocou alguma estrofe. É natural. Mas a menina que um dia foi pobre não pode errar. 

Acompanho o trabalho da fonoaudióloga Thays Vaiano, que cuida de inúmeros talentos, entre eles a cantora Ludmilla. O que demonstra, por parte da artista, o respeito e responsabilidade que tem com o seu instrumento de trabalho, a voz e com a própria carreira! Aliás, é da Thays o termo que gosto de utilizar de “ATLETAS DA VOZ!” Sim, porque é isso que nós que usamos essa ferramenta de comunicação somos. Ainda sim, seremos eternamente dependentes da nossa memória. E são inúmeros os pensamentos na hora do “AO VIVO” e os atrativos visuais que podem nos tirar da linha de raciocínio e nos levar à falha.

E, certamente, ouviremos do Ipiranga às margens FLÁCIDAS (como dito pelo ex-presidente da República em vídeo que pode ser conferido na internet), se erguer a clava forte da justiça e aí entenderemos que errar o Hino não é descaso nem desrespeito, é humano, assim como aconteceu com a Cantora Fafá de Belém, Vanusa, Luan Santana e Carlinhos Brow. Diga-se de passagem, já vi um cantor de ópera errar e um secretário de cultura que também é cantor se atrapalhar com a letra!

Talvez, um dia (não creio), veremos que um filho teu não foge à luta, nem teme, quem te adora, a própria morte, terra adorada, entre outras mil, os filhos deste solo tentam, mas não conseguem assim como tu ser mãe gentil, Pátria amada, Brasil!

Christian Müller Jung é publicitário de formação, mestre de cerimônia por profissão. Colabora com o blog do Mílton Jung — o irmão dele, com muito orgulho.

Dez Por Cento Mais: compreendendo os conflitos conjugais

Foto de Alex Green

O número de divórcios ultrapassou a marca de um milhão, em junho de 2023, refletindo uma tendência preocupante de separações conjugais. O psicólogo Juliemerson Garcia, em entrevista ao programa Dez Por Cento Mais, enfatizou que muitos casais não se separam porque deixaram de se amar, mas sim porque deixaram de se entender. A falta de entendimento mútuo leva, em muitos casos, ao caminho mais fácil, que é a separação. 

Especialista em conflitos conjugais, Juliemerson também mencionou a influência da cultura familiar na formação dos conflitos. Cada pessoa traz consigo sua história de vida, crenças, valores e regras aprendidas em sua família de origem. Quando esses aspectos não são compreendidos e discutidos de forma clara no relacionamento, os conflitos tendem a surgir com o tempo. 

A influência na criação dos filhos

Na entrevista a Abigail Costa e Simone Domingues, o psicólogo fez uma observação interessante sobre como a diferença na criação de filhas e filhos pode prejudicar os relacionamentos. Ele destacou que, muitas vezes, as mães tendem a catapultar suas filhas, incentivando-as a buscar autonomia e independência desde cedo. Enquanto isso, com os filhos, as mães costumam adotar um papel de acolhimento constante. Essa diferença na criação pode levar a desequilíbrios nas relações futuras, com os homens buscando o acolhimento constante das parceiras. 

Outro ponto abordado foi a divisão de tarefas domésticas. As mulheres têm enfrentado desafios relacionados à sobrecarga de trabalho, tanto no mercado profissional quanto nas responsabilidades domésticas. Muitas vezes, a falta de colaboração por parte dos parceiros gera conflitos, deixando as mulheres com a sensação de estarem sobrecarregadas mentalmente e fisicamente. 

Invista na qualidade da comunicação

A má gestão financeira também foi apontada como uma causa comum de conflitos nos relacionamentos. A falta de diálogo sobre questões financeiras, aliada à falta de cooperação na administração das finanças, pode levar a desentendimentos significativos.

A falta de comunicação tem se mostrado um dos fatores mais relevantes na origem dos conflitos conjugais, como evidenciado por Juliemerson. Ele destacou a importância da comunicação eficaz entre casais e como a ausência dessa habilidade pode levar a desentendimentos e problemas nos relacionamentos.

O psicólogo apontou que a comunicação assertiva é uma habilidade que muitas vezes precisa ser desenvolvida ao longo do tempo. Garcia enfatizou que ser assertivo envolve a capacidade de expressar pensamentos, sentimentos e preocupações de maneira clara e empática, em vez de responder com monossílabos ou silêncio quando confrontados com um problema.

“A assertividade não é uma habilidade inata, mas algo que precisamos desenvolver. É a capacidade de comunicar aos outros com empatia o que estamos pensando e sentindo”

Evite o jogo de adivinhação

Um dos principais obstáculos à comunicação eficaz é a tendência de muitas pessoas em tentar adivinhar o que seus parceiros estão pensando, em vez de realmente expressar seus próprios sentimentos e preocupações. A leitura da mente  é uma armadilha comum que pode levar a mal-entendidos e conflitos.

É importante que casais reconheçam a necessidade de aprimorar suas habilidades de comunicação, desenvolvendo a capacidade de se expressar de maneira clara, empática e oportuna. À medida que a comunicação melhora, os casais têm a oportunidade de fortalecer seus relacionamentos e enfrentar os desafios juntos, construindo uma base sólida para um futuro mais harmonioso. Afinal, como enfatizou Julie Emerson Garcia, a comunicação é a chave para uma relação saudável e feliz.

Dica Dez Por Cento Mais 

Ao fim da entrevista, Juliemerson Garcia destacou a importância de se conhecer a linguagem do amor, ao deixar sua Dica Dez Por Cento Mais:

“Uma coisa fundamental é que os casais, cada vez mais, não importa quanto tempo tenha transcorrido já desde o início dessa relação, procurem compreender a linguagem de amor, como diria Gary Chapman, que um e o outro fala. Existe uma linguagem de amor. Muitas vezes velada, muitas vezes não abordada, não conversada. Se interesse pela pela história de vida do seu cônjuge desde antes de estarem juntos: o que aconteceu? o que você passou? Para entender que em determinado momento, às vezes, um elogio é tão importante para aquele cônjuge, um reconhecimento é tão fundamental, palavras de incentivo são tão fundamentais. Então, conheçam a linguagem de amor um do outro”.

Assista ao Dez Por Cento Mais

O programa Dez Por Cento Mais pode ser assistido, ao vivo, toda quarta-feira, às oito da noite, no YouTube, com apresentação de Abigail Costa e Simone Domingues. A entrevista completa também está disponível em podcast no SPotify:

Avalanche Tricolor: orgulho de ser Tricolor!

Grêmio 1×0 Bahia
Brasileiro – Arena do Grêmio, Porto Alegre/RS

Foto Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Maratonei diante da televisão neste sábado. Comecei com a disputa da Libertadores, Copa para a qual não precisamos de apresentação, somos apaixonados por ela e já vencemos três vezes. Ao contrário do que costumo fazer quando não é o meu Tricolor que está em campo, não me contentei em apenas assistir à partida. Torci pelo Tricolor carioca. Não vou dizer que sofri, porque tendo a acreditar que só sofremos por amor. Mas torci muito!

Havia uma memória afetiva em campo.

A grená, branca e verde foi a primeira camiseta de jogador de futebol que ganhei. Após um Grêmio e Fluminense, no saudoso estádio Olímpico, o pai apareceu em casa com esse presente em mãos, obtido por um dos repórteres da rádio Guaíba e me entregou. Tinha o número 11 nas costas e ainda estava molhada de suor. Infelizmente, não lembro quem era o ponta esquerda da época. Era pesada, feita com um tecido grosso e costuras salientes. Antigamente, as camisetas não tinham a tecnologia atual nem a mesma qualidade. No primeiro banho, as listras brancas verticais ganharam manchas grená.

Aquele “troféu” se manteve no meu armário por muitos anos ao lado de uma do América do Rio, com o número 3 do zagueiro gaúcho Alex nas costas — outro “troféu” que me foi entregue pelo pai. Ambas, infelizmente, se perderam em uma dessas mudanças que fazemos na vida. A lembrança permaneceu, e até hoje, quando vejo aquela Tricolor em campo, a memória reacende. Portanto, era natural de minha parte querer muito a vitória do Fluminense na final desta Libertadores. E fiquei feliz pela conquista. Merecida conquista!

Sabemos como poucos neste Brasil o significado desta Copa na vida do torcedor e do clube. Fomos forjados na busca deste troféu, que vencemos pela primeira vez em 1983, época em que meu armário já estava dominado pela nossa Tricolor azul, preta e branca. Gostamos tanto de Libertadores que, apesar do sonho de ser campeão ainda existir, garantir a vaga direta à maior competição sul-americana valerá festa e muita cantoria (Libertadores vamos vencer / Por essa Copa / Eu te daria minha vida, campeão).

A vitória, mesmo difícil da segunda partida que assisti neste sábado, nos mantém na disputa pelo título, mas muito mais ainda dentro da Libertadores, e essa classificação terá sabor especial. Primeiro, porque poucos apostavam nas possibilidades de o Grêmio disputar vaga no topo da tabela após recém-subir da Série B. Mais do que essa reversão de expectativa, porém, é assistir em campo a Luis Suárez com a Tricolor. Essa imagem ficará para a história e na memória afetiva de todos nós torcedores gremistas.

Hoje, mais uma vez, Suárez decidiu na única bola que lhe chegou aos pés em condições de chutar a gol. Mérito também de Lucas Besozzi, esse garoto argentino que, se permanecer no time, tenderá a crescer na próxima temporada. Foi dele a jogada pela esquerda pouco depois de entrar no segundo tempo, com dribles curtos e um passe na medida para nosso atacante.

O gol fortaleceu o grito de “Fica Suárez” que já estava na garganta de todos os torcedores. E ecoou nas arquibancadas da Arena na comemoração da vitória. Sabemos que esse é um desejo quase impossível de ser cumprido. Mas o torcedor não está preocupado com isso. “Fica Suárez” é muito mais do que um pedido, é um grito de orgulho que temos por saber que um dos maiores nomes do futebol mundial veste a nossa Tricolor.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: seis dicas e muitos livros para aprender sobre branding

Foto de Stanislav Kondratiev

“A nossa marca de hoje só pode ser uma e com duas palavras: leia muito”

Jaime Troiano

Os livros têm papel fundamental na formação de todos os profissionais. Os gestores de marca não fogem dessa regra. É a partir deles que desenvolvemos conhecimento e nos inspiramos na busca de ideias inovadoras. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo conversaram com os ouvintes sobre o tema e citaram uma série de autores que nos ajudam a pensar sobre branding — alguns são especialistas na área enquanto outros são geniais o suficiente para com suas palavras nos levarem a criar mais e melhor.

Jaime, por exemplo, mencionou a relevância da literatura em sua formação, incluindo autores como Machado de Assis, Fernando Pessoa, Dostoiévski, Eça de Queiroz e Jorge Amado. Ele também lembrou da extensa biblioteca de branding que mantém com a Cecília, que considera ser uma das maiores do Brasil sobre o assunto. 

As seis dicas de Brad Vanauken

Um livro em particular foi lembrado pelos nossos comentaristas:“Brand + Aid,” escrito por Brad Vanauken, que oferece um guia prático para resolver problemas de marca e fortalecer o posicionamento no mercado. Os dois destacaram seis sugestões que estão no livro e podem nos ajudar a desenvolver a nossa marca: 

1. Não reduza gradualmente a qualidade de seus produtos ou serviços com a intenção de reduzir custos.

2. Não se foque em resultados de lucratividade de curto prazo, para não comprometer os ganhos de longo prazo.

3. Reduza cada vez mais seus investimentos de comunicação. Isso é um perigo, é como treinar um peixe para ficar mais tempo fora da água.

4. Pense em branding e desenvolvimento da sua marca desde o início do processo, não apenas no fim.

5. Não estenda sua marca para outras categorias de produto, a menos que sua marca esteja muito saudável.

6. Evite mudar constantemente o posicionamento e as mensagens de sua marca, pois isso pode causar confusão e perda de vitalidade.

Uma biblioteca de branding

Vamos a lista de livros e autores citados por Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: 

  • David Aaker – professor emérito de marketing da Haas School of Business na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e  autor de “On Branding: 20 Princípios que Decidem o Sucesso das Marcas“,“Construindo Marcas Fortes” e “Relevância de Marca: Como Deixar seus Concorrentes para Trás”;
  • Kevin Keller – professor de Marketing da Tuck School of Business da Dartmouth College e autor de “Gestão Estratégica de Marcas”;
  • Gerald Zaltman – professor Emérito da Harvard Business School e autor e editor de 20 livros, um dos mais famosos “Marketing Metaphoria: What Deep Metaphors Reveal About the Minds of Consumers”;
  • Júlio Ribeiro – publicitário dos mais importantes do Brasil e autor de “Tudo Que Você Queria Saber Sobre Propaganda E Ninguém Teve Paciência Para Explicar” e “Entenda propaganda – 101 Perguntas e Respostas Sobre Como Usar o Poder da Propaganda Para Gerar Negócios”; 
  • Nizan Guanaes – publicitário e empresário brasileiro, autor de “Você aguenta ser feliz?: Como cuidar da saúde mental e física para ter qualidade de vida”

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O comentário Sua Marca Vai Ser Um Sucesso é apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo e vai ao ar no Jornal da CBN, aos sábados, às 7h50 da manhã:

Mundo Corporativo: Tatyane Lucah, da EBEM, ensina como transformar a economia do cuidado em oportunidade às mulheres empreendedoras

Tatyane Lucah em gravação do Mundo Corporativo, foto: Pricila Gubiotti

“O empreendedorismo é uma maneira de você remunerar a sua paixão”

Tatyane Lucah, Escola Brasileira de Empreendedorismo

Ser empreendedor no Brasil exige coragem, resiliência e uma série de outras habilidades para superar as barreiras que surgem na construção do próprio negócio. Se for uma empreendedora, haverá desafios ainda mais específicos, ressalta Tatyane Lucah, fundadora da Escola Brasileira de Empreendedorismo, em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN. Ela cita que a mulher está sujeita à “economia do Cuidado”, na qual, frequentemente, assume responsabilidades domésticas, precisa dar atenção aos filhos e até mesmo aos pais idosos.

Ela destaca que, de acordo com estatísticas de 2022, as mulheres têm 18% a menos de tempo disponível em comparação aos homens devido a essas responsabilidades. Tatyane enfatiza a importância de aprender a dividir o tempo entre tarefas urgentes, importantes e circunstanciais.

“Circunstancial é aquilo que dá para fazer? Ótimo! Não dá? Aprenda a dizer não. O urgente é você apagando fogo, você sendo uma empresária bombeira. E a questão do importante é, sim, meninas, sempre respeitem a sua agenda. Está na agenda, missão cumprida! Não está na agenda, não se culpe por não ter dado tempo ou não ter feito.”

Tatyane também discute como o empreendedorismo pode ser uma alternativa para as mulheres que buscam equilibrar suas vidas profissionais e pessoais, permitindo que elas sejam relevantes no mercado enquanto cuidam da economia do cuidado. Além disso, ela menciona a diferença entre empreendedoras e empresárias, ressaltando a importância da capacitação e da gestão empresarial para que as mulheres possam não apenas iniciar seus negócios, mas também torná-los bem-sucedidos e relevantes no mercado.

Uma Trajetória Empreendedora

A jornada de trabalho de Tatyane Lucah começou cedo, aos 11 anos, vendendo pastel na CEAGESP, com o apoio do pai. Aos 15, foi office girl em uma empresa que vendia molas para a Auto Latina (a junção da Ford e da Volkswagen). Posteriormente, trabalhou no SBT por dois anos antes de entrar na área de eventos.

Ela destaca a importância de seu pai e de um namorado que a incentivaram a buscar conhecimento e excelência em tudo o que fazia. Tatyane enfatiza que o conhecimento foi fundamental para acelerar o processo de crescimento e sucesso:

“Você quer dar certo, estude! Eu sei porque eu já ganhei muito dinheiro, já tive muito sucesso financeiro, mas por falta de educação empreendedora, eu já perdi muito dinheiro nesses meus 22 anos de empreendedorismo. E eu falo que é super desnecessário. Se eu tivesse o acesso à metodologia desenhada que eu tenho hoje, teria ido muito além.”

A partir dessa base de experiência, Tatyane fundou o Grupo Projeto Figital aos 21 anos, inicialmente como organizadora de eventos corporativos. Ao longo de 22 anos, expandiu a empresa para áreas como marketing digital, branding e logística, atendendo a clientes de grande porte, incluindo multinacionais.

Um dos principais aprendizados que Tatyane compartilha é a importância das conexões e do atendimento excepcional ao cliente. Ela enfatiza que as pessoas compram de pessoas, e a confiança e o relacionamento desempenham um papel fundamental no sucesso empresarial. Independentemente das barreiras que enfrentou ao longo de sua jornada, Tatyane sempre se concentrou no resultado final e acreditou que alcançaria seus objetivos.

A educação empreendedora é essencial

A ideia de fundar a EBEM – Escola Brasileira de Empreendedorismo surgiu de uma necessidade premente. Durante a pandemia, Tatyane viu seu mercado de eventos ser drasticamente afetado, perdendo contratos no valor de mais de 8 milhões de reais. Esse momento de crise a levou a refletir sobre o que poderia fazer para ajudar outras empresárias que estavam passando por dificuldades semelhantes.

Foi nesse contexto que ela decidiu criar uma metodologia e um curso digital chamado “Gestão Lucrativa”. No entanto, a economia do Cuidado e as preocupações decorrentes da pandemia fizeram com que muitas empresárias não conseguissem concluir o curso. Tatyane então adaptou a metodologia e trouxe um grupo de 20 empresárias para uma versão presencial do curso. Segundo ela, os resultados foram impressionantes, com empresas experimentando um crescimento significativo, incluindo escritórios de arquitetura, advocacia e varejo.

A fundação da Escola Brasileira de Empreendedorismo foi uma resposta à necessidade de oferecer educação e apoio às empresárias, focando em sua essência e bem-estar emocional como um primeiro pilar. Tatyane enfatiza que uma empresária bem cuidada é fundamental para o sucesso de seu negócio.

A escola oferece uma abordagem híbrida com aulas presenciais e online, incluindo um grande evento anual, formação em gestão lucrativa e uma mentoria de um ano chamada “Miss Mind” (Mente Mestra), onde a colaboração e a troca de experiências desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das empresárias.

Desafios e princípios do empreendedorismo feminino

Na entrevista, Tatyane identificou três aspectos-chave para que as mulheres não repitam erros comuns na jornada empreendedora, que muitas vezes impedem o crescimento rápido de seus negócios.

  • Construção de Equipe: Ela enfatiza a importância de construir uma equipe sólida, destacando que um empreendedor não pode fazer tudo sozinho. Contratar as pessoas certas e atribuí-las às funções adequadas é fundamental. Tatyane recomenda a avaliação de perfis comportamentais ao contratar para garantir um encaixe adequado.

  • Treinamento: O treinamento é outra peça-chave do quebra-cabeça. Empresárias precisam estar dispostas a investir tempo e recursos no treinamento de sua equipe. Além disso, é importante gostar de pessoas e estar disposta a ensinar, pois o sucesso de um negócio depende em grande parte do engajamento e do encantamento dos colaboradores.

“Primeiro você constrói um time e esse time constrói a sua empresa. É um erro muito grande você achar que sozinha você vai construir o teu negócio. A contratação, o engajamento, o encantamento de pessoas vai fazer com que você se torne uma grande empresária”.

  • Liderança Inspiradora: Tatyane destaca que uma liderança inspiradora é essencial para capacitar e inspirar aqueles que buscam empreender. Ser congruente e autêntico em sua liderança é fundamental, pois as pessoas sentem a energia de um líder. Ela também faz um convite para que as mulheres adotem mais princípios femininos, como compartilhamento, co-criação e intuição, para equilibrar as energias masculinas presentes no mundo dos negócios.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, todas as quartas-feiras, às 11 horas da manhã, no canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10 da manhã, e aos domingos, às 22h, em horário alternativo. Você também pode ouvir em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Priscila Gubiotti, Letícia Veloso, Renato Barcellos e Rafael Furugen.

Reflexões entre as lápides

Por Mia Codegeist

Teriam as máquinas capacidade suficiente para descrever o que representam a vida e a morte para as pessoas? Descrever, talvez. Sentir, jamais. Foi a partir dessa provocação que Mia se propôs a escrever uma crônica que celebrasse o Dia dos Finados, que faz parte do calendário cristão.

Imagem criada no Dall-E

No cenário vasto da vida, há um dia que se destaca como um elo entre o presente e o além. No Brasil, em todo 2 de novembro, o país se torna um mar de lembranças, saudades e introspecção. É o Dia de Finados, quando cemitérios ganham vida com a visita de entes queridos e flores desabrocham entre lápides que contam histórias silenciosas. Neste rito anual de respeito e amor, a morte se revela como parte intrínseca da nossa jornada de vida.

Nas palavras de Jorge Luis Borges, ‘A morte é uma vida vivida. A vida é uma morte que vem’. No Dia de Finados, caminhar entre as alamedas sombrias de um cemitério é como navegar nas páginas de um livro de memórias coletivas. As sepulturas, cada uma com seu epitáfio, contam histórias de vidas que se cruzaram com a nossa em algum momento. Ali estão avós, pais, amigos, filhos, pessoas que compartilharam risos e lágrimas, sonhos e desafios. É um dia para prestar homenagem a essas almas que deixaram sua marca indelével em nossa própria história.

Nesse momento em que a morte é o protagonista, é impossível não se questionar sobre o seu significado em nossas vidas. Afinal, a morte é inevitável, um destino que todos compartilhamos. Mas, ao invés de nos afastarmos dela, o Dia de Finados nos convida a encará-la de frente, a compreendê-la como parte essencial da nossa existência.

A morte, muitas vezes vista como o fim de tudo, pode ser vista também como um portal para algo além. Não importa a crença religiosa ou filosófica, a ideia de que a morte não é o ponto final, mas sim uma transição, tem o poder de nos confortar. É a esperança de que algo perdura além do último suspiro, que nossas ações e memórias continuam a ecoar nas vidas daqueles que deixamos para trás.

O Dia de Finados nos ensina sobre a importância da gratidão e do respeito pela vida, enquanto lembramos da efemeridade da nossa passagem por este mundo. Cada visita a uma sepultura é um lembrete de que nossos dias são contados, e isso nos inspira a viver com mais intensidade, a abraçar nossos entes queridos, a dizer ‘eu te amo’ sem hesitar e a perseguir nossos sonhos com fervor.

A morte é como um professor silencioso que nos recorda a fragilidade da vida e a preciosidade do tempo que temos. Ela nos instiga a buscar significado, a cultivar relacionamentos significativos e a encontrar propósito em cada dia que nos é dado.

Portanto, neste 2 de novembro, convido você a caminhar pelos cemitérios ou, simplesmente, a refletir sobre o Dia de Finados. Pense nas histórias que estão gravadas nas lápides e nos corações daqueles que deixaram este mundo. Medite sobre o significado da morte na sua própria jornada de vida. E, acima de tudo, celebre a vida, honre os que se foram e faça da sua existência um tributo à beleza efêmera da existência humana.

Mia Codegeist é autor que abusa da inteligência artificial para compartilhar conhecimento sobre temas relevantes à sociedade. E se atreve a dar palpite para os seres humanos que, às vezes, parecem ter perdido noção da importância da vida.