Avalanche Tricolor: a magia que veste a camisa do Grêmio

Grêmio 2×0 Cuiabá

Brasileiro – Arena do Grêmio, Porto Alegre/RS

Suarez comemora o primeiro gol da partida em foto de Lucas Uebel/GremioFBPA

(NE: este post teria de ter sido publicado no domingo, mas fiquei sem acesso ao Blog nesses dias)

No domingo que iniciou a semana de folga no trabalho, visitei os parques da Universal, na Flórida. Apesar de todas as atrações com personagens dos meus tempos de criança — lá estavam o Popeye e o Recruta Zero — ou de super-heróis como o Homem Aranha e Hulk, o centro das atenções é Harry Potter. O guri, que estuda na escola de Hogwarts, faz magias e além de encarar todo tipo de fera ainda depara com com dilemas morais e riscos de cancelamento, esses provocados pela opinião e comportamento discutível de sua autora, a britânica J.K.Rowling.

Foi lá na estação de trem que leva à escola — de verdade, nos permite trocar de uma parque para outro da Universal — que um outro guri me chamou atenção: estava na fila, a espera de embarcar e vestindo a camisa do Grêmio. Naquele momento, nosso time já vencia por um a zero o adversário que nos serviram no café da manhã deste domingo, em Porto Alegre. E com um gol de Luis Suárez que conferi na transmissão em tempo real do site do GE. 

Já disse aqui nesta Avalanche que desde a chegada do terceiro maior artilheiro em atividade no mundo os torcedores gremistas não se contentam mais com gols. Queremos que os gols sejam marcados por Suárez, especialmente depois que soubemos que sua passagem no Grêmio deve expirar ao fim do ano. Vê-lo balançando a rede nos oferece a sensação de que estamos diante de algo realmente mágico, daquelas coisas que poucos fãs do futebol mundial têm o direito de saborear. Nós temos!

Vi nos melhores momentos ao menos outros dois lances geniais de Suárez. O mais lindo no segundo tempo quando deu um chapéu no marcador e completou de perna direita para a defesa do goleiro. Imagino que os privilegiados que assistiram ao jogo devem ter se deliciado com sua movimentação, participação nas tabelas no ataque e dedicação ao time. É mágico!

Foi nas imagens editadas e compartilhadas na internet que vi a tabela que deu início ao segundo gol que o árbitro assinalou contra, mas poderia ter colocado em nome do combo Ferreirinha, Reinaldo e Galdino, fazendo justiça a forma como os três se deslocaram, trocaram passes com precisão e deixaram a defesa adversária enfeitiçada. Minha imaginação me faz acreditar que outros movimentos como aquele ocorreram durante a partida, porque quando o Grêmio decide jogar seu melhor futebol, é irresistível! 

A vitória nos mantém entre os melhores times do Brasil, mesmo que muitos ainda não tenham percebido esse fenômeno que alcançamos em tão pouco tempo desde que subimos da divisão aquela-cujo-nome-não-deve-ser-pronunciado’ … (melhor não dizer seu nome porque corremos o risco de sermos amaldiçoados como ao repetirmos o nome de Voldemort, ops, por você-sabe-quem). Apesar da distância que existe entre o líder e seus perseguidores, é importante ressaltar que o que tem mais chances de lhe tirar o título tem nome e sobrenome: é o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. 

A partida ainda não havia se encerrado quando perdi de vista o guri com a camisa do Grêmio que passeava no parque da Universal. Queria ter tido oportunidade de chamá-lo e perguntado: “você viu o gol do nosso bruxo?”. E ele responderia, bem humorado: Wingardium Leviosa!

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: branding, o verbo que transforma marca

“Branding é verbo, precisa de movimento”.

Cecília Russo

Branding é verbo? Então, tem movimento. E essa ideia precisa estar presente na estratégia dos gestores de marcas. É algo tão candente que nossos comentaristas Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, arriscam dizer que uma marca está sempre em movimento, mesmo quando parece estar parada:

“… porque as outras se mexem e o tabuleiro, que é o mercado, vai se transformando”.

Jaime Troiano

Para Jaime, o branding é mais do que uma mera definição estática de uma empresa. Ele compara o movimento de uma marca ao movimento da Terra ao redor do sol, destacando que o contexto e as mudanças no mercado influenciam continuamente a percepção da marca. Enfatiza a importância do posicionamento claro para uma marca. Sem um posicionamento determinado, as forças do mercado podem moldar a percepção da marca de maneira indesejada. O branding, segundo ele, exige continuidade para evitar desaparecer da lembrança do mercado.

Diálogo Constante: O Novo Paradigma do Branding

Cecília ressalta a mudança do monólogo para o diálogo na era do branding. Marcas e consumidores agora estão engajados em uma conversa contínua, em que todos participam. Ela destaca a importância das redes sociais como um espaço onde as marcas devem se movimentar e se envolver ativamente. Os apresentadores discutem exemplos de marcas que souberam se movimentar durante a pandemia, mantendo o diálogo com seus clientes. Eles também mencionam campanhas de sucesso, como a da Volkswagen, que geraram discussões e envolvimento da comunidade.

“Há pouco tempo, a VW lançou a campanha com a Maria Rita e a Elis Digital. Muito pouco gente que viu ficou calada. E o fato mais importante é que a conversa, as discussões não eram entre consumidores e o anunciante. Era de todos com todos”. 

Cecília Russo

Pequenos Gestos, Grandes Movimentos: Aplicação no Dia a Dia

Jaime incentiva os gestores de marca a aplicarem a ideia de movimento às suas próprias marcas, independentemente do tamanho do negócio. Eles mencionam pequenos gestos, como a forma de receber os clientes em uma loja, que também podem fazer parte do branding em movimento. Ele também fez  uma alusão histórica, comparando a marca em movimento à jornada de Galileu Galilei. Assim como Galileu desafiou a visão geocêntrica do mundo, as marcas precisam desafiar o status quo e adotar um posicionamento em constante evolução.

Ouça o comentário completo no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, às 7h50, no Jornal da CBN:

Mundo Corporativo: Luciano Amaral, da Benx Incorporadora, e as três características do empreendedor

Gravação do Mundo Corporativo com Luciano Amaral, da Benx Foto: Priscila Gubiotti

“Tem gente que gosta e continua sendo engenheiro de obra e acho espetacular, mas eu eu não queria ser um engenheiro de obra para sempre. Eu gostaria de ser um empreendedor e apareceu uma oportunidade para eu vir para São Paulo”

Luciano Amaral, CEO da Benx

Um metrô cruzou o caminho do campo de golfe que seria a maior atração do empreendimento imobiliário; um embargo judicial interrompeu o negócio que seria um dos maiores do setor na América Latina; e dois anos de pandemia criaram uma série de barreiras para o empreendimento avançar. Foi em meio a essa sequência de desafios que Luciano Amaral, CEO da Benx Incorporadora, testou sua resiliência e habilidade de empreendedor, em São Paulo, onde está à frente da construção do Parque Global, em uma área de 218 mil metros quadrados, na zona sul da cidade. Ele foi entrevistado do programa Mundo Corporativo, na série sobre empreendedorismo.

Luciano Amaral iniciou sua carreira como engenheiro civil, formado pela Universidade Federal da Bahia, e chegou a São Paulo em 1991 com o desejo de se tornar um empreendedor. Antes disso, dentre outras iniciativas, aceitou o convite para liderar uma companhia que se transformou na maior empresa de tratamentos de resíduos industriais do Brasil, a Essencis Soluções Ambientais, hoje uma das três maiores do mercado. 

Ao ser perguntado sobre os desafios de empreender em diferentes setores, Luciano ressaltou que, apesar das particularidades de cada área, características como resiliência, perseverança e criatividade são fundamentais para qualquer empreendedor, independentemente do campo de atuação.

“Temos que pensar fora da caixa, o empreendedor é uma pessoa que ele tem que estar sempre se reinventando eu acho que essa é uma característica muito grande do empreendedor. Ele tá sempre tentando enxergar lá na frente para que ele possa ter sucesso, pode possa empreender com sucesso, você tem que realmente pensar fora da Caixa”. 

Integração de Sustentabilidade nos Negócios

Com sua experiência no setor ambiental, o CEO da Benx Incorporadora, explicou como a preocupação com o meio ambiente influenciou suas decisões na área imobiliária. Ele destacou a importância de avaliar os terrenos do ponto de vista ambiental, bem como a implementação de práticas sustentáveis nas obras e na gestão de resíduos. Essas ações reduzem o desperdício e combatem uma máxima do setor: a cada três prédio um é jogado fora. Além disso, ele mencionou o trabalho da empresa em certificar ambientalmente seus empreendimentos, visando atender a demandas de investidores internacionais que valorizam a sustentabilidade.

Desafios de Empreender em Grandes Cidades

Luciano abordou o cenário de empreendedorismo em grandes cidades e destacou que, embora muitas vezes pareça haver pouco espaço para construção, ainda existem oportunidades. Ele enfatizou que o maior desafio é o custo, especialmente devido à alta taxa de juros e à falta de mecanização no setor de construção. O empresário mencionou a importância de inovar e buscar soluções fora do convencional para enfrentar esses desafios.

O Projeto Parque Global

O maior empreendimento que já liderou é o Projeto Parque Global, ao lado da Marginal Tietê, que pode ser visto como uma espécie de bairro novo, com cinco torres residenciais de alto padrão, um shopping center, um centro médico e hospitalar, hotel, escola bilíngue e um edifício de apartamentos de médio padrão para locação. O Parque Global é um empreendimento de oito anos com um Valor Geral de Venda previsto de 12 bilhões de reais. Foi esse projeto que lhe impôs o maior desafio da carreira até aqui, pois teve de devolver o dinheiro a todas as pessoas que tinham investido em imóveis, diante da necessidade de interromper o empreendimento que foi embargado pela Justiça, em agosto de 2014, principalmente por problemas ambientais e urbanísticos.

Após os imbróglios jurídicos terem sido resolvidos, Luciano mais uma vez foi testado em sua determinação empreendedora. Ao contrário do que defendiam sócios estrangeiros, decidiu fazer um relançamento mais suntuoso do que o lançamento original, construiu um estande de vendas que tem espaços de exposição de arte, adega para degustação de vinho entre outros atrativos —- ou experiência como ele acentua. Mais do que isso, Luciano se comprometeu a trazer de volta ao menos 30 dos compradores anteriores. Disse que já dobrou essa meta. 

Cuidado com os Colaboradores e Liderança Inspiradora

Os empreendimentos imobiliários não são feitos de prédios, mas de pessoas. É o que Luciano deixa evidente na preocupação que diz ter em relação aos colaboradores da empresa, aos parceiros de negócios e aos clientes.  Ele explicou como a empresa criou um comitê de Recursos Humanos para se concentrar no bem-estar e no desenvolvimento dos funcionários. E também ressaltou a importância de ser um líder inspirador e adaptar-se às expectativas das diferentes gerações no ambiente de trabalho.

“Eu quero sempre estar com esse foco de inspiração, e de cuidar de pessoas.Ter pessoas, hoje, é um dos maiores desafios da liderança”.

Assista à entrevista ao Mundo Corporativo

A entrevista completa do Mundo Corporativo, com Luciano Amaral, CEO da Benx Incorporadora, faz parte da série sobre empreendedorismo e está disponível no YouTube. O Mundo Corporativo tem as participações de Renato Barcellos, Letícia Valente, Rafael Furugen e Priscilla Gubiotti.

Conte Sua História de São Paulo: meu “escritório” é o verde da Unidade do Sesc de Interlagos

Por Giuliana Pereira Agnelli Estrella

Ouvinte da CBN

Foto de arquivo da Unidade do Sesc de Interlagos cedido pela autora do texto

Pensar a cidade é pensar o todo, a junção do cinza com o verde.

Desde pequena sempre fui muito apaixonada pela “Selva de Pedra”, identificando suas belezas mesmo nos locais onde muitos não a encontravam, o que, com certeza, me fez vir a cursar arquitetura e urbanismo. O centro da cidade – o antigo e o novo, como costumam identificar – sempre me fascinou.

Foi minha mãe Maria Amélia que instaurou o hábito de frequentar as “áreas verdes” de São Paulo, me levando quase que diariamente ao parque. Na verdade, meu primeiro contato foi com a Praça Polidoro, no bairro da Aclimação, onde ia diariamente tomar meu banho de sol, ainda no carrinho de bebê.

Depois migramos para o Parque da Aclimação, local lindo lá no fiM dos anos 70, com seu lago central e a concha acústica; e, mais tarde, na juventude, para o Parque do Ibirapuera, onde, além de ter o privilégio de um respiro verde na cidade, ainda se unia ali a possibilidade de participar de atividades culturais e de lazer.

Seja para fazer uma caminhada, socializar, ficar de bobeira mesmo, curtindo um ‘ócio criativo’, nada melhor do que uma área verde, onde nos reconectamos e nos mimetizamos (ou tentamos) com a natureza, sempre tendo em mente a importância de um convívio respeitoso e de troca.

Nos últimos 8 anos de minha vida profissional, tenho tido o privilégio de trabalhar num ‘pulmão verde’ no extremo sul da Zona Sul da Cidade – a linda Unidade do Sesc Interlagos.

A área de 500 mil metros quadrados está às margens da represa Billings, um dos maiores mananciais em área urbana do mundo. No nome Interlagos, há referência à sua localização entre dois grandes lagos artificiais, as represas Billings e Guarapiranga, importantes reservatórios de abastecimento de água da cidade, mas que enfrentam graves problemas com o despejo de lixo e esgoto. Construídas com a finalidade de geração de energia, atualmente estas duas represas são responsáveis pelo abastecimento de bairros da região Sul e Sudoeste da capital, além de municípios da região metropolitana de São Paulo.

A Unidade vem desenvolvendo um processo de recomposição das suas matas ciliares através do reflorestamento das áreas que são contornadas pela represa Billings. O objetivo é garantir a proteção das nascentes e a produção de água.

Show de Roberto Carlos na inauguração/Foto cedida pela autora do texto

O espaço, que antes era uma fazenda, nos idos de 1975 foi aberto ao público como Unidade, inaugurada com um show do Rei Roberto Carlos, em uma área verde incrível. Essa área passou por muitas mudanças, espaciais e programáticas e tem caráter de parque, além de abrigar quadras para prática físico-esportiva, piscinas, quadras de tênis, ginásio, teatro, área de exposições, carreta BiblioSesc, entre tantos outros equipamentos culturais, socioeducativos, de lazer e saúde. À época de sua inauguração, na década de 70, a cidade ainda estava longe; ao ver os registros de imagens aéreas da época é visível como a cidade veio avançando e, a certo ponto, ‘passou’ a Unidade.

E esse caráter de “Parque” que tem foi o diferencial durante a pandemia, sendo uma das primeiras unidades do Sesc a reabrir as portas ao público, justamente num momento tão delicado, em que as pessoas estavam trancafiadas em casa, sem um espaço para tomar sol, caminhar, sentir a brisa e, literalmente, respirar…

É justamente esse local que me dá o orgulho de diariamente atravessar a cidade, e ver o impacto positivo que o contato com a natureza promove na vida das pessoas, e que está no cerne do trabalho do Sesc: a promoção do bem-estar. Realmente é um privilégio aqui estar, trabalhar para o lazer e cultura do público, ver cada criança maravilhada com um espaço tão rico e encantador, com uma vasta amostra das plantas nativas da mata Atlântica.

Um lugar onde, além de curtir e apreciar a paisagem, é possível discutir os conceitos e as possibilidades para o maior contato das pessoas com a natureza, a construção de hábitos saudáveis e, principalmente, a importância da conservação e entendimento sobre as áreas verdes.

Fica aqui minha declaração de amor à cidade de São Paulo em seu aniversário, e meu convite aos queridos e queridas radialistas da CBN, que sempre me acompanham no caminho de ida e volta do trabalho, e ao público em geral – venham conhecer e respirar o ar puro em Interlagos!

Giuliana Pereira Agnelli Estrella é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Seja você também um personagem da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos, visite agora o meu blog miltonjung.com.br

A transformação da comunicação pela inteligência artificial

Por Mia Codegeist

Imagem criada no Dall-E

A ascensão da inteligência artificial (IA) está moldando profundamente a maneira como nos comunicamos. Especialistas em comunicação têm observado essa evolução com atenção, compreendendo os impactos e desafios que essa revolução tecnológica traz para as interações humanas. Neste artigo, exploramos as perspectivas dos especialistas sobre como a IA está influenciando a comunicação e o que isso significa para o futuro.

Personalização da Comunicação: Um Novo Paradigma

Um ponto crucial destacado pelos especialistas é a personalização da comunicação. Através da IA, plataformas agora têm a capacidade de analisar grandes volumes de dados sobre os usuários, permitindo a criação de conteúdo altamente relevante e direcionado. Isso resulta em experiências comunicativas mais significativas e engajadoras. Por exemplo, sistemas de recomendação impulsionados pela IA podem apresentar artigos, notícias e produtos alinhados aos interesses individuais de cada pessoa, criando um envolvimento mais profundo.

Diversidade de Perspectivas em Meio à Personalização

Contudo, essa personalização levanta preocupações sobre a formação de bolhas de informação e seletividade de perspectivas. Os especialistas advertem que a IA, ao compreender nossas preferências, pode limitar nossa exposição a opiniões divergentes, potencialmente reforçando nossas próprias crenças e dificultando a compreensão de diferentes pontos de vista. Encontrar um equilíbrio entre personalização e diversidade informativa é um desafio essencial para manter um ambiente comunicativo saudável e inclusivo.

Automatização: Agilidade e Toque Humano

A automação é outra área em que a IA desempenha um papel importante. Chatbots e assistentes virtuais estão se tornando mais sofisticados na compreensão e resposta às perguntas dos usuários. Isso tem o potencial de agilizar a comunicação em setores diversos, do atendimento ao cliente ao suporte técnico. Contudo, os especialistas também enfatizam a necessidade de preservar o toque humano e empático nas interações, mesmo com a automação em vigor.

A Linguagem como Ponte Facilitadora

A capacidade da IA em compreender e gerar linguagem natural é uma inovação central. Isso permitiu avanços em sistemas de tradução e a criação autônoma de conteúdo escrito, como notícias e relatórios. Embora isso possa democratizar o acesso à informação, questões éticas sobre a autenticidade do conteúdo gerado por máquinas e o papel dos profissionais de comunicação vêm à tona.

Educação em Mídia no Mundo da IA

Os especialistas destacam a importância crescente da educação em mídia e da literacia digital na era da IA. Em um cenário de informações abundantes, distinguir entre informações precisas e desinformação é uma habilidade vital. Compreender como a IA molda a apresentação e o consumo de informações é essencial para uma comunicação consciente e informada.

Encontrando Equilíbrio na Era da IA

Em resumo, os especialistas em comunicação reconhecem que a influência da inteligência artificial na maneira como nos comunicamos é abrangente e em constante evolução. Embora a IA ofereça oportunidades emocionantes para personalização, automação e compreensão da linguagem, desafios complexos demandam atenção. A interseção entre tecnologia e comunicação requer uma abordagem equilibrada para maximizar os benefícios da IA, enquanto se preserva a qualidade e a ética das interações humanas.

Faz sentido essa reflexão para você?

Deixe seu comentário, sugestões e reflexões na área de comentário deste blog ou da plataforma em que você estiver acessando este texto.

Mia Codegeist é autor que abusa da inteligência artificial para compartilhar conhecimento sobre temas relevantes à sociedade.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: provérbios e branding, uma conexão inesperada 

“Essa é uma das inspiradoras heranças do meu pai, o João Batista Troiano e, também, da família mineira que eu pertenço: os provérbios entraram na minha vida desde muito pequenininho quase como uma conexão sanguínea”

Jaime Troiano

Já se perguntou como os antigos provérbios podem iluminar nossas estratégias modernas de negócios? Frases que ouvimos de nossos avós transformam-se em ensinamentos eternos que aplicados nas mais diversas áreas nos permitem refletir sobre comportamentos e ações a serem adotados ou evitados. No caso de Jaime Troiano e Cecília Russo, nossos comentaristas do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, o hábito de usar provérbios para ensinamentos em gestão de marcas vieram de seus pais, um do interior de São Paulo e outro da Itália.

Cecília lembra de ouvir seu pai repetir com frequência e forte sotaque calabrês: “cu vaci cu zoppu”. Hoje, a tradução pode causar constrangimento diante dos cuidados que a linguagem inclusiva nos exige, mas em bom português, significa “quem vai com o coxo, aprender a mancar”: 

“Em branding, acontece muito, infelizmente. É o caso de empresas e marcas que preferem seguir fazendo algo parecido com o que outras fazem. E nem sempre com os mesmos resultados.”

Cecília Russo

A Pressa e o Branding

Uma das antigas sabedorias lembradas no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: “A pressa é inimiga da perfeição”. Jaime argumenta que o branding exige um entendimento profundo do público consumidor tornando-se impossível fazer isso da noite para o dia, sem amadurecer o que aprendemos convivendo com as pessoas.

Ouvindo o Consumidor

“A voz do povo é a voz de Deus”, um provérbio que reforça a importância de escutar o consumidor. Jaime comenta sobre o perigo da “vaidade corporativa”, em que as empresas pensam saber tudo e não dão espaço para feedback externo.

Diferenciação no Mercado

Em um mercado saturado, o provérbio “à noite todos os gatos são pardos” ressoa. O desafio é fazer com que sua marca não seja apenas mais um entre tantos gatos. É preciso oferecer algo único e diferenciado. 

“Não posso ser só uma tinturaria, alguma coisa que ofereço aos meus clientes tem que ser mais do que só roupa limpa. Minha padaria não pode só dizer que faz um pão francês fresquinho e crocante. Talvez um trigo diferente”.

Jaime Troiano

Aparência x Realidade

Há provérbios que se complementam nas lições que oferecem aos profissionais de branding, destaca Cecília. Considerando que a marca deve refletir genuinamente o que a empresa representa, evoca-se o popular “nem tudo que reluz é ouro” — um alerta importante para quem ainda acredita na ideia que a marca se sustenta mesmo sem que tenha um bom produto ou serviço a oferecer:

“Afinal, marca não é um belo tapume que esconde a empresa do lado de dentro. Aliás, isso me lembra de outro provérbio  muito conhecido: ‘por fora bela viola, por dentro pão bolorento’”.

Cecília Russo

Extensão de Marca e DNA

Ao mencionar o provérbio “filho de peixe, peixinho é”, a discussão gira em torno da extensão da marca. Se o fabricante que levar a sua marca para atuar em outra área de mercado é como se fosse um peixinho, filho do peixe. Ela tem de preservar o mesmo DNA paterno. Não pode deixar de ser vista como uma membro desgarrado da família. 

“Um produto Bauducco tem cara de Bauducco, tem amarelo e vermelho de Bauducco, tem algo a ver com trigo de Bauducco”

Cecília Russo

Cultivar a Marca Desde o Início

Pra fechar a sequência de provérbios pedagógicos para o branding, Jaime encerra a conversa com “é de pequenininho que se torce o pepino”, ressaltando a importância de cuidar da marca desde o seu início, pois uma estratégia mal planejada por ser fatal para a longevidade da marca.

Você conhece um provérbio que pode ajudar no seu negócio?

Como dissemos, o uso dos provérbios pode ser aplicado nas mais diversas áreas. Caso lembre-se de algum que ajude no seu negócio, compartilhe com a gente aqui no blog e se inspire ouvindo o aqui o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar, aos sábados, às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN:

Quem cuidará de nós?

Por Diego Felix Miguel

Foto de Georgy Druzhinin

Quantas vezes tivemos a oportunidade de refletir sobre como estamos envelhecendo? Ou ainda, sobre as condições que teremos na velhice? E aqui tomo a liberdade de problematizar um pouco mais, em não limitar essa reflexão a uma visão estritamente biológica.

Com quem chegaremos na velhice e será que essa ou essas pessoas estarão dispostas ou terão condições de cuidar de nós em caso de necessidade?

O aumento da expectativa de vida é uma conquista e talvez a maior evidência do quanto crescemos cientificamente e em estruturas socioculturais que foram fundamentais para a longevidade.

Relações e cuidados na velhice

Muitas mudanças aconteceram nos últimos anos e não necessariamente foram ruins, muito pelo contrário, comprovam que evoluímos e questionamos condicionamentos que reforçam a desigualdade nas relações de poder, o preconceito e a discriminação. 

As novas composições familiares que não atendem um padrão tradicional e heterossexual, o ingresso da mulher no mercado de trabalho, a migração dos filhos motivados por novas oportunidades de trabalho e estudo, são apenas alguns exemplos desse novo contexto social, que torna diferente o olhar e a vivência sobre o cuidado na velhice. 

Desigualdade social na velhice

Infelizmente, no Brasil, não conseguimos resolver um problema que nos submete a um cenário de insegurança e vulnerabilidade: a desigualdade social; aspecto que nos últimos anos têm preocupado a Organização Pan-americana de Saúde, por considerar que na velhice podem surgir demandas complexas que necessitem de cuidados de longa duração, seja em âmbito domiciliar, em serviços de saúde ou de assistência social.

Os cuidados de longa duração, de modo geral, são os cuidados que demandam uma atenção especializada ou de auxílio de outras pessoas – em caráter de cuidadores, atuando no controle de doenças crônicas, reabilitação, residência e demais assistências que garantam a independência, a autonomia e uma maior qualidade de vida na velhice.

Políticas públicas e família

Por outro lado, políticas públicas com foco nos cuidados de longa duração caminham lentamente, e muitas vezes, com discursos que reforçam uma ideia pejorativa sobre os serviços, atribuindo à família a responsabilidade do cuidado, desconsiderando sua composição, a intensidade das relações e os vínculos afetivos constituídos ao longo da vida entre seus membros. Como mencionado na Constituição Cidadã de 1988:

“Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores,

e os filhos maiores têm o dever de ajudar

e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.

Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de

amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação

na comunidade, defendendo sua dignidade e

bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.

§ 1o Os programas de amparo aos idosos

serão executados preferencialmente em seus lares.”

Cuidados de longa duração

Um exemplo disso são as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) – que antes eram conhecidas por “asilos”, e que trazem em sua história um estigma associado ao abandono, pobreza, solidão e incapacidade.

Além dos aspectos culturais que nos distanciam desses serviços, ainda nos deparamos com fatores econômicos, pois são serviços caros por demandarem um cuidado especializado.

No Mapa das ILPI do Ministério Público de São Paulo, consta que existem cerca de 2257 instituições no estado de São Paulo que acolhem aproximadamente 42 mil pessoas idosas, porém somente 498 dessas instituições são filantrópicas – a maioria de caráter religioso e 48 instituições são públicas.

Desafios do cuidado domiciliar

Ao pensarmos no cuidado da pessoa idosa em casa, também enfrentamos outros desafios, e neste sentido, darei ênfase a dois deles: como estamos vivendo mais, já é uma realidade conhecermos pessoas idosas que cuidam de outras pessoas idosas. Sejam cônjuge ou filhos que cuidam de pais – e vice e versa. Sabemos que há poucas estruturas de apoio para essas pessoas, que muitas vezes sofrem por sobrecarga de atividades e estresse.

Por outro lado, aumentaram significativamente empresas e profissionais que se dedicam ao cuidado de pessoas idosas, porém além de envolver um custo que muitas famílias não possuem condições de arcar, ainda não há a regulamentação dessa profissão, assim como, uma estrutura formal mínima pedagógica que padronizem a formação profissional.

Nos últimos anos, as questões relacionadas ao cuidado a pessoas dependentes, principalmente de pessoas idosas, estão tomando uma maior notoriedade pública, muitas dessas, que emergiram em decorrência da pandemia de covid-19 onde revelou o Brasil como um país idadista, que não valoriza as pessoas mais velhas, em especial, as que demandam de cuidados de longa duração e que vivem em ILPI, que, ainda estão invisíveis paras as políticas públicas brasileiras, conforme aponta a Carta-manifesto “Quem vai cuidar de nós quando envelhecermos?”, lançada em maio de 2023, em menção ao Decreto nº 11.460 de 30 de março de 2023, que instituiu o Grupo de Trabalho Interministerial com o objetivo de elaborar a Política Nacional de Cuidados e o Plano Nacional de Cuidados, onde, de acordo com governo, serão consideradas as desigualdades sociais, com recortes relacionados a raça e classe social.

Engajamento e futuro da velhice

Pensar sobre quem cuidará de nós, caso tenhamos essa necessidade em algum momento da vida, é fundamental, assim como, nos engajarmos politicamente, enquanto sociedade civil, para garantir que num futuro próximo, possamos vivenciar a velhice de uma forma digna, com acesso garantido aos cuidados especializados.

Diego Miguel é especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e membro da Diretoria da SBGG-SP, mestre em Filosofia e doutorando em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo

Avalanche Tricolor: um jogo para matar a saudade!

Grêmio 3×0 Cruzeiro

Brasileiro – Arena do Grêmio, Porto Alegre/RS

Jogadores comemoram gol em foto de Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Teve Geromel de volta. E com a braçadeira de capitão. Mais do que isso, com Kannemann também recuperado, tivemos o retorno da melhor dupla de zaga que já vestiu a camisa do Grêmio, neste século. Que enquanto esteve em campo não perdeu uma só disputa de bola. Adiantou-se ao marcador para impedir a sequência da jogada. Despachou o perigo quando o lançamento chegou a nossa área. E nos fez relembrar a imagem clássica deles levantando todos os troféus que conquistamos na última década. 

Teve Luan no meio de campo vestindo a camisa 7, mesmo que apenas nos 15 minutos finais. Ouvir a torcida gritando seu nome, pedindo para que entrasse, já valia o ingresso. Diferentemente da primeira vez em que retornou ao time, foi mais acionado. Tocou a bola com leveza. Tabelou com seus colegas. Cadenciou o jogo. Esforçou-se na marcação. E acionou na mente de cada um de nós — caros e raros gremistas que leem esta Avalanche — uma série de cenas inesquecíveis de quando fomos campeões da Libertadores e  Luan, o Rei da América.

Foi um jogo para, também, matar a saudade recente de Suárez que estava há oito partidas sem marcar o seu, coisa rara na jornada esportiva do terceiro maior goleador em atividade no mundo. Registre-se: não ter feito gols diz muito mais de como atuamos nas últimas partidas do que propriamente do desempenho do atacante; assim como não diminuiu sua importância no elenco a medida que nos faz muito maior sempre que está em campo. Agora, em 36 partidas, Suárez marcou 14 gols e deu 11 assistências. Um prazer que poucos torcedores no mundo terão para contar.

O jogo deste fim de domingo, que nos elevou a terceira posição do Campeonato Brasileiro, mexeu com essa emoção nem sempre fácil de definir: a saudade. Até o toque de bola no meio de campo que se sobrepôs ao do adversário nos remeteu às glórias mais recentes. A começar pelo talento de Pepê que comparam com o de Michael, outro genial que vestiu nossa camisa e nos levou aos últimos grandes títulos. Foi dele, Pepê, o terceiro gol em uma jogada que nos fez lembrar os bons tempos de triangulação, aproximação e forte movimentação no ataque.

A categoria de Pepê fez fluir melhor o futebol de Villasanti, Carballo e Cristaldo — os dois últimos com participações decisivas nos gols da vitória. Cristaldo foi quem, no primeiro gol, roubou a bola no ataque e serviu Suárez; e quem, no segundo, bateu a falta com rapidez, encontrou Suárez que de calcanhar entregou para Carballo colocar com categoria nas redes.

O Grêmio, hoje, foi um time que matou a minha saudade! 

Mundo Corporativo: Patrícia Chacon, CEO da Liberty Seguros, destaca o papel do empreendedorismo na transformação da indústria do seguro

Foto de Pricila Gubiotti

“Somos uma companhia de mais de 100 anos e mais de 3 milhões de clientes, mas o DNA é empreendedor porque a gente entende que  tem que reinventar nosso negócio a cada ciclo para atender aquele cliente que está mudando”.

Patrícia Chacon, Liberty Seguros

Construir uma visão empreendedora nas suas equipes de trabalho é uma das soluções que grandes empresas têm encontrado no sentido de dar maior autonomia aos colaboradores. Aplicado esse mesmo conceito na relação com os parceiros de negócio, cria-se um ambiente de colaboração e compartilhamento de conhecimento. É no que acredita Patrícia Chacon, CEO da Liberty Seguros, entrevistada do terceiro episódio da série sobre empreendedorismo, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

Na nossa conversa, Patrícia detalhou a importância da parceria com os corretores, o papel do empreendedorismo na transformação da indústria de seguros e como a visão empreendedora está sendo incorporada dentro da própria empresa. Esse olhar tem forte ligação com a história da própria executiva que saiu de Quito, no Equador, aos sete anos e foi estudar nos Estados Unidos, onde se formou em Economia. Ainda durante o curso superior, Patrícia foi para Gana, na África, atuar em projetos de empreendedorismo feminino ajudando as microempreendoras a se desenvolverem. Ao se formar, retornou ao Equador e trabalhou em projetos de apoio a pequenos agricultores para capacitá-los nas negociações com grandes empresas, o que se transformou em inspiração para ela quando assumiu cargo executivo na Liberty.

Parceria com corretores

Patrícia destacou que os corretores desempenham um papel crucial na distribuição dos seguros da Liberty Seguros, e a relação vai além de apenas parceria comercial. A empresa não apenas compartilha produtos, mas também colabora na criação de soluções personalizadas, baseadas em tendências e necessidades identificadas pelos corretores. Essa co-criação resultou em produtos como a marca de seguro “Aliro”, com valores mais baixos, a medida que os corretores percebiam que havia dificuldades financeiras que impediam os clientes de renovar ou fazer um novo seguro. A marca foi lançada em conjunto com os corretores e alcançou grande sucesso:

“A Aliro já vendeu na Liberty mais de 1 milhão de apólices e 50% dos clientes não tinham seguro antes”

Empreendedorismo como transformação

Para a CEO da Liberty Seguros o empreendedorismo, que hoje faz parte da essência da empresa com mais de 100 anos, envolve constantemente resolver as necessidades dos clientes e a capacidade de reinventar o negócio para atender às mudanças do mercado. Ela compartilhou exemplos de como a empresa se adaptou rapidamente a desafios, como a inflação, usando a metodologia ágil para capturar tendências e reagir de maneira eficaz.

Metodologia ágil e cultura empreendedora

A implementação da metodologia ágil na Liberty Seguros começou com treinamento intensivo da liderança. Patrícia explicou que o processo envolveu a criação de equipes multifuncionais, chamadas de “squads”, que têm autonomia para definir metas e soluções, com a liderança dando suporte e removendo barreiras. Essa abordagem, embora desafiadora, permitiu uma maior agilidade na adaptação às mudanças do mercado.

Visão empreendedora interna

A visão empreendedora não se limita aos corretores, mas também é aplicada internamente, de acordo com Patrícia. Ela ressaltou que os colaboradores são incentivados a ter essa mentalidade empreendedora, identificando desafios e oportunidades de negócios, e contribuindo para a inovação da empresa. A liderança fornece direção clara e metas, enquanto os times empoderados trabalham juntos para encontrar soluções e impulsionar o crescimento.

“A gente tem assim a grande satisfação de, em 2022, termos sido nomeadas como uma das dez melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Isso é motivo de muito orgulho para nós porque veio com o resultado financeiro, também. Então, acho que uma combinação que faz sentido”.

Em dez anos, a seguradora triplicou o seu tamanho passando de um faturamento de R$ 1 bilhão para R$ 3,3 bilhões — resultado registrado no primeiro semestre deste ano. O lucro líquido cresceu 15 vezes e está em R$ 320 milhões, o que, segundo Patrícia, permite que a empresa invista até R$ 100 milhões em tecnologia, o que tende a trazer mais benefícios aos corretores e clientes.

Iniciativas para empoderamento

A Liberty Seguros também implementou iniciativas para apoiar o crescimento dos corretores e seus negócios. Patrícia mencionou a importância de fornecer conhecimento e ferramentas, como treinamentos sobre tendências digitais e tecnologias de marketing. A empresa desenvolveu ferramentas que permitem aos corretores venderem nas mídias sociais e até mesmo oferecer cotações de seguros de vida através de links no WhatsApp.

Diversidade e empoderamento feminino

A presença de uma mulher no comando da empresa inspirou ações afirmativas como o programa “Mulheres Seguras”, iniciado em 2015. A intenção é apoiar as mulheres no mercado de seguros, incentivando o empreendedorismo e a liderança. A CEO ressaltou a importância de ter mais mulheres em posições de destaque, servindo como inspiração para outras e contribuindo para a evolução do mercado.

Uma dos desafios do “Mulheres Seguras” foi mudar uma realidade identificada em diversos estudos de que mulheres gostam menos de entrar em negociações o que impacta nos resultados que buscam. 

“Estudos mostram que (a mulher) quando começa numa negociação começa pedindo 30% a menos. A gente começou a apresentar fatos para as corretoras de como elas podiam quebrar um pouco dessas barreiras. O “Mulheres Seguras” foi crescendo e a gente impactou já mais de 5 milhões de pessoas com eventos e conteúdo”.

Outro aspecto destacado por Patrícia é que 45% do corpo executivo da Liberty é formado por mulheres que ocupam cargos de liderança em áreas como tecnologia, talento e assistência. Além disso, ela diz ter orgulho em saber que existem grupos de homens que são aliados neste projeto de fortalecimento feminino.

Você assiste a seguir à entrevista completa com Patrícia Chacon, CEO da Liberty Seguros. Toda quarta-feira, o Mundo Corporativo apresenta, ao vivo, no canal da CBN no YouTube, um entrevista inédita. Colaboram com o programa Renato Barcellos, Letícia Veloso, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen. 

Dez Por Cento Mais: abandonar o que não tem sentido na vida

Foto de Pixabay

Buscar sentido na vida é um dilema comum a todos nós. Para ajudar nessa reflexão necessária, a psicóloga Vanessa Maichin mergulhou no conceito de intencionalidade da fenomenologia existencial e discutiu como encontramos significado em nossas vidas. Ela foi entrevistada pelo programa Dez Por Cento Mais, apresentado pela jornalista Abigail Costa e a psicóloga Simone Domingues, no YouTube, e que passará a fazer parte do conteúdo deste blog.

Segundo a fenomenologia existencial, toda consciência é direcionada a algo. Vanessa aponta que a chave para descobrir o sentido é estarmos conectados conosco. Isso se contrapõe à ideia popular de “deixar a vida nos levar”, como sugere a canção de Zeca Pagodinho.

A vida no piloto automático e a busca por sentido

O grande perigo que Vanessa destaca é a facilidade com que caímos no modo “piloto automático”. Nesse estado, negligenciamos nossos verdadeiros desejos e sonhos, movendo-nos sem uma direção clara. 

“Muitos de nós vivem sem pausar para entender o que realmente ressoa em nosso íntimo”.

Uma distinção intrigante feita durante a conversa foi entre ‘significado’ e ‘sentido’. O significado é a interpretação que damos às experiências, enquanto o sentido é a direção que tomamos com base nessa interpretação. Vanessa reforça que, para encontrar o sentido, é vital se conectar com sentimentos e intuições.

Ressignificar: a arte de redirecionar nossa vida

Parte essencial da discussão centrou-se na capacidade de ressignificar. Muitas vezes, somos aprisionados por crenças antiquadas, passadas de geração em geração. Contudo, Vanessa afirma que temos o poder de redefinir e encontrar significados autênticos, que ressoam com nossa verdade interior.

Apesar de admitir que abandonar velhas crenças pode gerar desconforto e angústia, Vanessa acredita que o resultado é uma vida mais genuína e recompensadora.

O chamado à autenticidade

O diálogo com Vanessa Maichin nos lembra da necessidade de viver com propósito e autenticidade. Em um mundo onde muitas vezes nos sentimos perdidos, é reconfortante saber que temos a capacidade de encontrar – e talvez até criar – o sentido em nossas vidas. A mensagem final? Todos nós, no fundo, sabemos o que realmente faz sentido. Precisamos apenas ter a coragem de buscar e seguir esse chamado.

Participe da conversa e descubra mais sobre a busca de sentido. E não esqueça de acompanhar as entrevistas no programa “Dez Por Cento Mais” que você assiste, ao vivo, às quartas-feiras, oito da noite, no YouTube: