Mundo Corporativo: Luiz Fernando Lucas destaca que a integridade é responsabilidade do indivíduo

No estúdio do Mundo Corporativo com Luiz Fernando Lucas Foto: Priscila Gubiotti

“Esse é o ponto em que as empresas vão começar a se destacar contratando seres humanos mais íntegros no sentido da palavra de mais completos, de mais clareza de quem são”

Luiz Fernando Lucas, advogado

Os dilemas éticos que enfrentamos no cotidiano são nossos e devem ser solucionados por nós. Cabe a cada um fazer suas escolhas diante das diversas situações que enfrenta na sua vida pessoal e profissional. Portanto, você é responsável pelo seu sucesso ou fracasso. Tem de ser pautado por essa premissa, sob o risco de perder o protagonismo e a liberdade. Nada disso, tira a responsabilidade de a empresa construir um ambiente eticamente saudável, mas é preciso entender que na “hora do vamos ver” a decisão é sua. Conversei sobre estes temas com Luiz Fernando Lucas, advogado por formação, especializado no tema da ética por convicção e autor do livro “A Era da Integridade” (Editora Gente). 

“Acredito mesmo que não as empresas, mas nós como seres humanos precisamos cada vez mais voltar aos princípios, as virtudes, aos valores”.

No programa Mundo Corporativo, Luiz Fernando explicou que a integridade é a busca pela plenitude e completude, sendo congruente entre o que se fala, pensa e faz. Essa sintonia é que diferenciará cada vez mais o profissional de seus colegas e concorrentes. De verdade, já diferencia, porque, como dito na epígrafe deste texto, às empresas  estão em busca desses talentos, que deixou de ser apenas a referência para aquele que é inovador, colaborativo ou excepcional na execução da sua tarefa:  

“Estamos indo para um momento no qual mais importante do que os hard ou soft skills são as inner skills, aquelas competências que vêm de dentro,  a sua essência”.  

RHs têm de investir em indicadores de integridade

A despeito da valorização que ética, responsabilidade e integridade têm tido, Luiz Fernando diz que os departamentos de recursos humanos ainda não usam métodos capazes de identificar esses valores nos profissionais que se apresentam como candidatos. Segundo o advogado, há vários instrumentos de avaliação de perfil psicológico e de personalidade, há indicadores financeiros e de resultados, assim como sociais e ambientais, porém ainda são incipientes do de governança corporativa. 

“A proposta é quais indicadores de valores de impacto na sociedade, por exemplo, de saúde do grupo de pessoas que estão não apenas dentro da empresa, mas como que elas estão levando bons exemplos para a sociedade”.  

O autor ressalta que vivemos na “era da integridade”, e estamos vivendo um momento de ampliação da consciência humana e que é possível escolher evoluir como espécie através da integridade e consciência. Destaca a relação entre confiança, valores e felicidade, e a importância de se fazer escolhas éticas e responsáveis diante das novas tecnologias. Além disso, chama atenção para a influência que os ambientes profissionais e pessoais que vivenciamos têm na construção desses relacionamentos éticos e responsáveis:

“Se eu tenho uma conduta ética na minha vida pessoal, eu vou contribuir com aquilo no meu grupo de trabalho e se na minha empresa valoriza-se a cultura de integridade, a ética, os valores de alguma forma, eu vou levar aquilo pro meu seio familiar, para o meu pro meu convívio social. E aqueles aprendizados vão fazer refletir sobre o impacto da minhas ações e das minhas omissões como ser humano na vida”. 

Para uma reflexão mais completa sobre integridade, assista à entrevista com Luiz Fernando Lucas, ao Mundo Corporativo, programa que teve as colaborações de Renato Barcellos, Bruno Teixeira,  Priscila Gubiotti e Rafael Furugen.

“Escute, expresse e fale!” é destaque na estreia de programa cultural na TV Alesp

Chamada da estreia de “Cultura e Saber”

Estreia nesta sexta-feira, o programa “Cultura e Saber”, produzido pela TV Alesp, apresentado pela jornalista Melissa Araújo. Com o objetivo de abrir espaço a autores de livros, tive o privilégio de ser o convidado a participar do primeiro episódio quando falei de meus cinco livros, desde “Jornalismo de Rádio” (Editora Contexto), lançado em 2004, a “Escute, Expresse e Fale!” (Editora Rocco), de 2023. Foi uma conversa descontraída na qual a apresentadora me provocou a destacar aspectos importantes do trabalho jornalístico assim como os desafios que temos quando decidimos escrever um livro. Deixo o convite para que assistam ao programa que pdoe ser acessado pelos canais eletrônicos da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Confirmado: “Escute, expresse e fale” será lançado em três cidade de Portugal

A Escolar Editora anuncia o lançamento do livro “Escute, expresse e fale!”, que explora o poder da comunicação para construir relacionamentos sustentáveis e promover mudanças positivas. Os autores são o português António Sacavém, o franco-brasileiro Thomas Brieu, e os brasileiros Leny Kyrillos e Mílton Jung. O livro se iniciou em uma conversa deles na vila portuguesa de Sintra, atravessou o Atlântico, se transformou em um sucesso no primeiro mês de lançamento no Brasil e agora retorna a Portugal. 

Publicado originalmente no Brasil pela editora Rocco, “Escute, expresse e fale” chega a Portugal através da Escolar Editora, grupo editorial que ao longo de seus 70 anos conquistou relevante presença no meio universitário e acadêmico, e tem valorizado os pesquisadores e autores de países de língua oficial portuguesa. Os lançamentos estão confirmados para as cidades de Lisboa, Porto e Cascais, na última semana do mês de junho,e serão abertos com um bate-papo dos autores com seus leitores, seguido de sessão de autógrafo. 

De acordo com os autores, a comunicação efetiva e afetiva desempenha um papel fundamental na redução de diferenças, na aproximação entre as pessoas e no fortalecimento dos laços humanos

Em um mundo marcado por intolerância e conflitos, a habilidade comunicativa se torna ainda mais relevante. “Escute, expresse e fale!” reúne reflexões aprofundadas sobre o tema, fornecendo dicas práticas para aprimorar a capacidade de diálogo em diversas situações, desde conversas informais até reuniões de negócios. 

“Temos a convicção de que a comunicação efetiva e afetiva é o melhor antídoto à intolerância” Mílton Jung. 

Os autores, apaixonados pelo ato de conversar, são profissionais experientes em suas respectivas áreas. Mílton Jung, jornalista e âncora da rádio CBN, António Sacavém, doutor em gestão e especialista em comunicação não verbal, Leny Kyrillos, doutora em voz, fonoaudióloga e comunicadora, e Thomas Brieu, palestrante e professor de escutatória e padrões de linguagem colaborativos, uniram seus conhecimentos para fornecer uma visão abrangente sobre o poder da comunicação. 

“A obra pretende ajudar você a se comunicar de forma eficiente e poderosa nas relações pessoais e profissionais, incluindo a maneira de lidar com aqueles que têm pensamentos e ações diferentes dos nossos. Nosso objetivo é fazer da comunicação a competência que nos capacite a sermos humanos melhores em um mundo melhor”, escrevem os autores na abertura do livro. 

“Escute, expresse e fale!” aborda a importância de alinhar os recursos verbais, não verbais e vocais para garantir clareza na mensagem e engajamento dos interlocutores. A obra oferece uma variedade de ferramentas e ensinamentos, incluindo técnicas para líderes empresariais atuarem de forma assertiva, empática e inclusiva. 

EVENTOS DE LANÇAMENTO

Os autores estarão presentes em três eventos de lançamento para compartilhar suas ideias e interagir com o público. 

Confira as datas, horários e locais: 

24 de junho, às 17h na livraria Ler Devagar, no LX Factory, em Lisboa. 

25 de junho, às 16h na Fnac de Santa Catarina, cidade do Porto.

27 de junho, às 19h na Fnac do Cascaisshoppig, em Cascais

Esses eventos oferecerão uma oportunidade única para os leitores se aproximarem dos autores e discutirem os princípios e técnicas abordados no livro. 

OS AUTORES

ANTÓNIO SACAVÉM: Doutor em gestão, com tese na área de comunicação em liderança, especialista em comunicação não verbal, é professor na Universidade Europeia e no IPAM. Professor convidado no Career Lab da Universidade Católica. Dá aulas e cursos de Comportamento Organizacional, Liderança e Gestão de Equipes, Negociação, e Competências de Comunicação. Ensina inteligência não verbal e emocional a líderes empresariais e governamentais. 

LENY KYRILLOS: Fonoaudióloga da TV Globo-SP e da rádio CBN e especialista em voz, é mestre e doutora pela UNIFESP. Realiza palestras e orienta CEOs, executivos, gestores e diversos outros profissionais que veem na comunicação uma ferramenta essencial para liderar empresas, grupos de trabalho e a própria carreira. Apresenta o quadro Comunicação e Liderança, na CBN, e é coautora de vários livros. 

MÍLTON JUNG: Jornalista por formação, comunicador por convicção e escritor por insistência. Desde que concluiu a Faculdade de Comunicação Social da PUC-RS, migrou do rádio para o jornal, e então para a televisão, trabalhou em revistas e na internet, usufruiu do potencial das redes sociais e se estabeleceu no rádio novamente. É âncora da rádio CBN, palestrante na área de comunicação e já escreveu quatro livros. 

THOMAS BRIEU: Especialista em escutatória, comunicação verbal e padrões de linguagem colaborativos, Thomas realiza treinamentos de líderes para algumas das mais importantes organizações que atuam no Brasil. Criou um centro de encontros e estudos no interior de São Paulo, no qual o ser humano interage com a mais pura natureza de modo a aprender que ele é o seu próprio meio ambiente. 

Conte Sua História de São Paulo: a política estudantil me apresentou à cidade

Janice Paulo

Ouvinte da CBN

Igreja na praça da Sé, foto de Claudinéia Regina/Flickr CBNSP

Era o ano de 1983. Eu havia ingressado no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Unesp, em São José do Rio Preto. Bacharelado de Letras-Tradução. Com 18 anos, nascida e criada em uma pequena cidade do interior paulista, sentia-me um peixe fora d’água naquele ambiente tão politizado, com colegas super descolados. 

Nem imaginava que, em breve e, justamente, com eles, pisaria em São Paulo, pela primeira vez. A abertura política se fazia lenta, mas progressivamente. Nesse contexto, a comunidade universitária da UNESP, em sintonia com o movimento Diretas-já, propunha um processo de eleição para a indicação do candidato ao cargo de reitor da universidade. 

No início de 1984, realizou-se a consulta à comunidade, num ato democrático extraordinário, para a época. Mas o Conselho Universitário e o governador Franco Montoro não acataram a nossa vontade expressa pelo voto. Isso gerou profunda revolta, motivando uma prolongada greve e a ocupação da reitoria e das diretorias de várias unidades. 

Naqueles dias, embarcou no trem RioPreto-São Paulo um grupo de destemidos, do qual eu fazia parte. Uma noite inteira, não só de café com pão, café com pão… mas, também, de pão com mortadela, mortadela com pão. Na manhã seguinte, chegamos em São Paulo para revezar com os colegas que estavam ocupando a reitoria há vários dias. 

Eu fingia naturalidade no metrô, fingia saber onde estávamos ou para onde íamos. A ninguém eu havia dito que jamais estivera na capital. Imagina! Na Praça da Sé, olhei deslumbrada a Catedral, os prédios do Tribunal de Justiça e da própria reitoria. Notei que faltavam árvores e sobrava gente. 

Dado o risco de estarmos sendo vigiados, entramos rapidamente na reitoria, de onde só saí oito dias mais tarde com todos os companheiros, expulsos por Michel Temer, então Secretário de Segurança Pública de São Paulo. 

Seguidos à distância pela força policial, fomos em passeata pelo entorno, gritando palavras de ordem, cantando o hino da época: ”para não dizer que não falei das flores”. Ouvia aplausos de alguns, palavras de apoio de outros, e chuva de papel picado a nos receber.

Lá se vão 38 anos de muitas outras histórias de manifestações, comícios, protestos, passeatas, quase sempre em São Paulo. Mas é essa passagem que divido com você, na Praça da Sé, o marco zero da minha história de lutas e paixão por essa cidade.

Janice de Paulo é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também um personagem de São Paulo. Escreva seu texto e envie para o email contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Trabalho de quatro dias na semana: uma nova abordagem pós-pandemia

Por Mia Codegeist

A pandemia da Covid-19 transformou a maneira como vivemos e trabalhamos, acelerando a adoção de novos modelos de trabalho remoto e flexível. Uma tendência que tem ganhado destaque é o trabalho de quatro dias na semana, uma abordagem inovadora que busca equilibrar a produtividade e o bem-estar dos funcionários.

O trabalho remoto e a necessidade de flexibilidade pós-pandemia

Após o impacto da pandemia, muitas empresas adotaram o trabalho remoto como medida de segurança. Essa transição evidenciou os benefícios de flexibilidade e autonomia oferecidos aos colaboradores. Com menos tempo gasto em deslocamentos e uma melhor integração entre vida pessoal e profissional, as pessoas buscaram uma nova maneira de trabalhar, que possibilitasse um melhor equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida.

O modelo de trabalho de quatro dias na semana

O trabalho de quatro dias na semana é uma resposta a essa busca por equilíbrio. Ao reduzir a carga horária para quatro dias, os funcionários têm mais tempo para descansar, cuidar de si mesmos, passar tempo com a família e se engajar em atividades pessoais. Esse modelo promove a recuperação de energia e aumenta a motivação e a produtividade durante os dias de trabalho.

Benefícios para os funcionários e para as empresas

Ao implementar o trabalho de quatro dias na semana, as empresas podem observar uma série de benefícios. Funcionários mais satisfeitos tendem a ter uma melhor saúde mental, menor índice de burnout e maior retenção de talentos. Além disso, a redução do tempo de trabalho pode levar a um aumento na eficiência e na criatividade, resultando em maior produtividade durante os dias de trabalho.

Avaliação e resultados iniciais

Após a pandemia, várias empresas ao redor do mundo começaram a avaliar o modelo de trabalho de quatro dias na semana como uma alternativa viável. Pesquisas preliminares indicam resultados positivos, com funcionários relatando maior satisfação, bem-estar e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Além disso, empresas que implementaram essa abordagem observaram redução no absenteísmo e aumento da motivação dos funcionários.

Uma solução inovadora

O trabalho de quatro dias na semana surgiu como uma resposta ao desafio de equilibrar a produtividade e o bem-estar dos funcionários no ambiente de trabalho pós-pandemia. Essa abordagem oferece benefícios tanto para os colaboradores quanto para as empresas, promovendo uma melhor qualidade de vida, maior motivação e aumento da eficiência. À medida que mais empresas avaliam e adotam esse modelo, é importante reconhecer seu potencial de transformar a forma como trabalhamos, construindo um futuro mais flexível e saudável.

No entanto, é importante destacar que a implementação do trabalho de quatro dias na semana requer planejamento e adaptação. Cada empresa deve analisar cuidadosamente sua estrutura e necessidades operacionais, buscando encontrar o equilíbrio certo para sua equipe. Além disso, é fundamental estabelecer uma comunicação clara e eficaz entre os membros da equipe, definindo expectativas e metas realistas.

À medida que avançamos em direção a um novo normal no mundo do trabalho, é encorajador ver a evolução e a experimentação de novos modelos. O trabalho de quatro dias na semana é um exemplo disso, proporcionando uma oportunidade para repensarmos a maneira como abordamos o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

Portanto, diante dos desafios impostos pela pandemia da Covid-19, o trabalho de quatro dias na semana emerge como uma solução inovadora, permitindo que os funcionários se sintam mais engajados, produtivos e realizados. À medida que avançamos para o futuro do trabalho, é essencial considerar abordagens flexíveis e adaptáveis, que priorizem o bem-estar e a saúde mental dos colaboradores. O trabalho de quatro dias na semana é uma opção promissora que merece ser explorada e considerada pelas empresas que buscam uma transformação positiva em sua cultura corporativa.

Juntos, podemos moldar um ambiente de trabalho mais equilibrado, onde o tempo e a qualidade de vida sejam valorizados tanto quanto a produtividade. O trabalho de quatro dias na semana é apenas o começo dessa jornada rumo a uma nova maneira de trabalhar e viver.

Mia Codegeist é autor que abusa da inteligência artificial para compartilhar conhecimento sobre temas relevantes à sociedade.

O verdadeiro amor não é correspondido

Dra. Nina Ferreira

@psiquiatrialeve

Photo by Jonathan Borba on Pexels.com

Você gosta, cuida, demonstra amor. Então, você para e espera – O que será que vem por aí, o que vou ganhar de bom?

Vazio. Silêncio. Nada.

A pessoa só segue a vida, se arrumando no espelho, com olhos fixos no celular, fazendo o relatório do trabalho… Você espera mais um pouco, mais umas horas, mais uns dias… Vazio. Silêncio. Nada.

“Que ingratidão. Não valorizou meu esforço, minha dedicação. Isso não é amor.” – Esses pensamentos pulam na sua cabeça e martelam infinitamente (é ensurdecedor). Afinal, amor de verdade é quando é correspondido, dizem… Será?

O amor nasce de um sentimento de respeitar e gostar junto de uma decisão de cuidar e desejar o bem. Sim, amor é construção da pessoa dentro de si; ela tem um objeto-alvo ou uma outra pessoa-alvo, porém, o amor é dela e quem sente é ela.

As consequências boas do amor são o peito preenchido, o suspiro doce, a sensação de um cobertor aconchegante. Então, sentir o amor é bom, porque é bom. A gente sente e saboreia!

Você não precisa ser correspondido, não precisa que criem isso dentro de você – está nas suas mãos, no seu corpo… no seu coração.

Vamos aos exemplos… 

  • Você se ama porque sabe da luta que trava todos os dias pra levantar da cama, resistir à preguiça, fazer coisas que precisa, mas não gosta; 
  • Você se ama porque sabe da luta entre o bem e o mal, a generosidade e o egoísmo, a coragem e o medo… A luta entre a luz e a sombra que trava aí dentro, quando as coisas dão errado, quando se compara com outras pessoas, quando toma decisões sobre sua carreira ou seu relacionamento. 

E, pelos mesmos motivos listados acima, você ama pessoas ao seu redor.

Você merece ser amado por resistir, por seguir tentando, por lutar pra ser melhor. As pessoas merecem ser amadas por isso também.

Não precisa de retorno. Não precisa ganhar algo em troca. É respeito, admiração, consideração: por si mesmo e pelos outros. É amor. 

Então, se você amar e não vier nada em troca… Siga amando. 

Ame soltando – Porque estar ali oprime e sufoca.

Ame colocando limites – Porque o outro precisa aprender e você precisa se manter íntegro.

Ame sendo você uma pessoa melhor – Seja compassivo, compreensivo e sábio e entregue o melhor ser humano possível, se colocando como referência e como eixo para outras pessoas que não sabem amar.

O amor verdadeiro não é correspondido. 

O amor verdadeiro é autossuficiente, se preenche e se basta – É amor e ponto. 

Não economize. Ame.

Dra. Nina Ferreira (@psiquiatrialeve) é médica psiquiatra, especialista em terapia do esquema, neurociências e neuropsicologia. Escreve este artigo a convite do jornalista Mílton Jung

Avalanche Tricolor: o dia em que a bola fez um trato com o Diabo!

Flamengo 3×0 Grêmio

Brasileiro – Maracanã, RJ/RJ

Suárez em mais uma tentativa de ataque, em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Tem dia que não entra. E o dia foi hoje. Foram 25 chutes em direção ao gol — quase o dobro do adversário. Foram oito chutes no gol — o dobro do adversário. Luis Suárez fez de tudo um pouco. Driblou, serviu, lutou e atacou. No segundo tempo, quando já mancava de um das pernas, mesmo sob forte marcação, chutou de primeira de fora da área e a bola bateu no poste de um lado, correu sobre a linha e bateu no poste do outro lado. Na sequência, mais um lance do nosso time, e a bola se chocou no travessão. Já havíamos testado por baixo, por cima, de fora e de dentro da área. Quando não era um poste, havia um zagueiro. Quando não tinha zagueiro no meio de caminho, era o goleiro a impedir nosso gol – convenhamos, é para isso que estão lá.

Tem dia que não entra. E o dia foi hoje. Ao contrário do adversário que o que fez, fez bem. Nós fizemos muito. No primeiro tempo, menos. No segundo, mais. Nem assim fomos capazes de abrir o placar a nosso favor. Sair do Maracanã com um empate já teria sido lucro, considerando a pressão do estádio, o embalo do time da casa e o gramado mal acabado. Seria suficiente para nos manter entre os quatro primeiros antes da parada de 10 dias da competição. Não conseguimos. Perder estava na conta, também. Ninguém imaginava que seria fácil. Não precisava ter sido com esse placar elástico.

Assim como tem dia que não entra, tem árbitro que não ajuda. Pior, atrapalha! É caseiro. Passa pano para os de casa, pune com rigor o forasteiro. Eu não daria o pênalti reclamado, em que a bola bate na mão do zagueiro. Mas várias vezes, fomos vítimas dessa interpretação. Erraram contra nós nas vezes anteriores. Não erram a nosso favor ou contra eles. Faz parte do jogo e a gente sabe que o jogo tem de ser jogado assim. 

Além disso, precisamos aceitar que neste campeonato também ganhamos partidas sem ter o mesmo volume de jogo do adversário.Portanto, ganhar ou perder é da vida. O importante é entender o que pode ser aproveitado daquilo que fizemos no Maracanã, investir mais para consertar os erros de marcação, aprimorar o acabamento das jogadas e torcer para que tenha sido hoje — e apenas hoje — o dia em que a bola fez um trato com o Diabo.

Conte Sua História de São Paulo: minhas árvores da USP

Por Dina Uliana

Ouvinte da CBN

*fotos da autora

Nasci em São Paulo e passei minha infância e adolescência na pequena Tambaú, no interior do estado. Voltei à capital, em 1978, quando passei no vestibular para cursar  biblioteconomia, na  Escola de Comunicações e Artes da USP. Durante o curso, estagiei em uma das bibliotecas universitárias  do campus do Butantã  e não  sai mais daqui.

Venho todos os dias para a USP, desde 1978, ora trabalhando em bibliotecas, ora em arquivos; e é sempre uma alegria adentrar ao campus pela avenida principal e observar as árvores majestosas que ladeiam a passagem e,  muitas vezes,  escondem os prédios das diversas faculdades.

Trabalhar no campus tem essa magia de estar vivendo  dentro de um parque. As sibipirunas, árvores enormes  que estão  por toda a Cidade Universitária, com seus troncos cobertos de hera, sustentam em seus galhos bromélias onde bandos de periquitos fazem ninhos. Em agosto, cobrem-se de flores amarelas, avisando que a primavera vai chegar e depois fazem um tapete no asfalto, quando suas flores caem. Das árvores que dão flores temos  também o flamboyant, a quaresmeira, o ipê , a cerejeira japonesa…

Temos também pés de jaca, goiaba, pitanga, amora e, cada uma a seu tempo, dá frutos que fazem a festa,  tanto daqueles que circulam pelas avenidas, como dos papagaios, periquitos, carcarás, tucanos, quero-queros, canarinhos, corujas,  saguis e teiús que convivem livremente por toda parte.

Na avenida dos bancos, próximo ao prédio da Matemática e da FAU, temos diversas árvores da mata Atlântica. Nessas árvores foram colocadas placas que identificam as espécies: ipê-rosa, pinheiro bravo; aroeira mansa; canela–amarela; sambacu e muitas outras, que vamos conhecendo e aprendendo o nome à medida que caminhamos.

Além das árvores espalhadas pelo campus, temos também alguns parques internos como o Bosque da Física com sua pista de caminhada; o Jardim Japonês,  próximo do Instituto de Biociências; o Bosque da Biologia, na rua do Matão; e a Raia Olímpica, que além das árvores abriga uma família de capivaras.

A USP é famosa pela qualidade do ensino, das pesquisas que produz, de suas bibliotecas  e seus acervos documentais e de artes, mas para mim  o que mais me encanta é  poder, morando em São Paulo, conviver com essa natureza exuberante todos os dias.

Dina Elisabete Uliana é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também um personagem de São Paulo. Escreva seu texto e envie para o email contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Inscreva-se agora para assistir à palestra de lançamento do livro “Escute, expresse e fale”, em Brasília

Tenho uma ótima notícia para compartilhar com você – especialmente se estiver em Brasília. No dia 13 de junho, às 19h, estaremos lançando, em parceira com a ENAP, o livro “Escute, Expresse e Fale! Domine a comunicação e seja um líder poderoso” (Editora Rocco), e tenho certeza de que será uma ferramenta valiosa para aprimorar suas habilidades de comunicação e liderança.

O livro foi escrito por mim, juntamente com meus colegas António Sacavém, Leny Kyrillos e Thomas Brieu. Nossa intenção é compartilhar ideias e estratégias práticas para ajudar você a se destacar nesses aspectos tão importantes no mundo atual.

Para celebrar o lançamento, estarei presente no evento para uma palestra sobre o tema central do livro: comunicação e liderança, ao lado de Thomas Brieu. É uma oportunidade única para trocar ideias e aprender com as experiências compartilhadas.

Vale destacar que a Biblioteca do Futuro (BdF), um projeto da Enap, está por trás dessa iniciativa. A BdF busca transformar o conceito tradicional de biblioteca, tornando-a um espaço de colaboração, construção de conhecimento e inovação. A crença que move seus organizadores é que cada pessoa é um acervo de sabedoria, e é com base nessa premissa que promovem a discussão sobre o futuro das bibliotecas.

Gostaria muito de contar com sua presença no evento e de compartilhar esse momento especial com você. As vagas são limitadas, então não deixe de se inscrever o quanto antes. Faça sua inscrição aqui e garanta o seu lugar.

Logo após nosso bate-papo, teremos uma sessão de autógrafos para aqueles que desejarem comprar um exemplar do livro “Escute, expresse e fale!” e ter um momento de interação pessoal com os autores.

A data do evento é 13 de junho, terça-feira, às 19h, na Biblioteca da Enap, em Brasília.

Tenho certeza de que será uma noite inspiradora e enriquecedora.