Conte Sua História de São Paulo: um acróstico para a cidade que nos oferece sua natureza

Walter José Soares de Lima

Ouvinte da CBN

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Moro na Serra da Cantareira, Vila Rosa. E tenho várias experiências deste lugar maravilhoso que é a cidade de São Paulo. A Cantareira já me permitiu ter contato com diversas espécies de pássaros, macacos e gambás.

Sou adestrador de animais pela Federação Brasileira de Animais – FBAA, tenho dois cães e duas gatas. Uma vez, no muro de minha casa, peguei uma coruja enorme que estava assustada com a implantação do Rodoanel. Para que fosse preservada, a encaminhei para o centro de reabilitação.

Fico triste de ver grandes chácaras virarem condomínios. Assim como me incomoda, saber que as pessoas vivem com tanta pressa que, às vezes, não se dão conta que tem perto delas belezas naturais como cachoeiras, uma mata robusta, pássaros, insetos e animais dos mais interessantes.

Quando na caminhada com meus cães, descubro algo novo a cada dia. Receitaria, se psicólogo fosse, uma belo passeio pelas ruas do seu bairro aliviando o estresse — seja nas Palmas do Tremembé, na Vila Maria, na Vila Marieta, na Vila Arnoni ou na Vila Rosa, que são um pedaço do imenso território que é a cidade de São Paulo.

Cidade que assim descrevo em um texto que ganha a forma de um acróstico:

Sentimento que se confunde com muito amor e carinho;

Alimenta corações e cria relações de grande valia;

Olha por todos e cuida de tudo como se fossem filhos;

Perdoa com facilidade maus tratos que fazem com ela, e retribui com delicadeza;

Adormece e acorda em movimento tão frenético que as pessoas se tornam assim;

Unifica povos, recebe diferentes etnias, tribos, sempre de braços abertos;

Logo se torna um grande palco de expectativas e conquistas profissionais;

Obrigado por existir! Isso é o mínimo que podemos falar desta grande metrópole

Mundo Corporativo: Mara Leme Martins, do BNI, ensina empresários a construir relacionamentos antes de fechar negócios

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“Eu costumo dizer que o networking é uma maratona não é uma corrida de 100 metros” 

Mara Leme Martins, BNI Brasil

Há muito tempo que a construção de relacionamentos profissionais e de negócios vão além da troca de cartões de visita. Não que essa prática tenha sido deixada de lado, haja vista o surgimento de novos modelos de cartões que surgiram no mercado permitindo que  troca de contatos possa ser feita por meios eletrônicos, com o uso de QR code, por exemplo. O fato é que ainda existem pessoas que resumem sua estratégia de networking a esse hábito que provavelmente foi criado pelos chineses no século XV — eles desenvolveram cartões telefônicos e entregavam às pessoas que tinham a intenção de visitar.

Diante da complexidade dos relacionamentos e da diversidade de contatos que se tem à disposição, ficou evidente que a prática de networking precisa ser planejada e repensada, a começar por se afastar a ideia de que o negócio é só fechar negócio — com o perdão do jogo de palavras. No Mundo Corporativo, da CBN, Mara Leme Martins, vice-presidente do BNI Brasil — Business Networking International mostra a executivos que a missão que têm é muito maior:

“Acho que um grande erro é focar só na parte do business, na parte de negócios; ou seja, fez um negócio: “próximo, por favor, próximo, porque  eu preciso vender mais, enfim, eu tenho metas”. Isso é pobre para o ser humano, isso não satisfaz”.

O BNI se dedica a criar oportunidade para que empresários façam networking, compartilhem contatos e referências de negócios, a partir de encontros presenciais e implantação de metodologia própria. Além disso, oferece cursos e treinamentos com o objetivo de ajudar a desenvolver habilidades relacionais e confiança. Essa, aliás, é palavra-chave, segundo Mara:

“Sobre relacionamento, eu poderia falar várias coisas, mas eu vou pontuar na confiança. Os relacionamentos se formam de maneira ocasional, os relacionamentos de trabalho, etc, mas ele se firmam na questão da confiança”.

Para que a confiança surja, a recomendação é que não se entre diretamente no modo de vendas, pulando etapas importantes como a da criação de visibilidade e credibilidade. É preciso considerar ainda o que Mara chama de “efeito borboleta”: a possibilidade de um contato —- sem interesse comercial — levar a outros que podem se transformar no fim das contas em um grande negócio. Ter consciência de que a velocidade com que as coisas acontecem atualmente não pode ser justificativa para a criação de relações fugazes também é importante:

“Nós somos agricultores, não somos caçadores. A confiança, traçando um paralelo, se faz através de uma agricultura … o agricultor vai cultivando, vai cuidando da terra. Tem o tempo de espera”.

De acordo com vice-presidente do BNI Brasil, jamais devemos perder a perspectiva de que, a despeito de os empresário representarem empresas, a negociação é entre pessoas: 

“Os princípios do ser humano — lealdade, afetividade, solidariedade — é isso que, daqui a algum tempo, vai sobrar”

Para entender as estratégias que podem ser usadas para a construção de relacionamentos confiáveis, assista à entrevista completa de Mara Leme Martins, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

O Mundo Corporativo tem as participações de Renato Barcellos, Bruno Teixeira, Priscilla Gubiotti e Rafael Furugen.

Conte Sua História de São Paulo: o dia em que o William voou

Antônio M. Souza

Ouvinte da CBN

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Foram aproximadamente dois meses. No início, percebi que o Otávio (nosso cachorro) sempre espantava um pássaro que rondava a casa. Até que um dia vi gravetos jogados embaixo de uma das árvores, uma espécie de cerejeira que existe no nosso quintal.  Notei que se tratava de um ninho. Peguei os gravetos, juntei no gramado e observei. Após algumas horas, vi um movimento. Era um pássaro grande, um pouco maior que um pombo. Que descia da árvore e pegava, pacientemente, um a um dos gravetos. Um ritual para Judite que se preparava para a maternidade.

Ops, desculpa, preciso apresentá-la: Judite é o nome que minha filha Bárbara batizou o pássaro que iniciava o ninho em casa.

Passados alguns dias, notamos que Judite não saía mais do ninho. Passava todo o tempo quietinha só observando o movimento. Teve uma tarde chuvosa em que em meio a tempestade, trovões e vento —- que sacudia as árvores —, ela se manteve firme em seu propósito. Ao ver os pingos d’água escorrendo sobre suas pernas tive uma enorme vontade de ajudá-la, mas entendo que a natureza tem suas soluções e precisa ser respeitada.

Da janela do andar superior tínhamos uma visão completa do ninho e sempre que a abríamos, Judite se virava para nos olhar fixamente como se estivesse nos alertando: “Eu sei que estão aí!”

Num outro dia, Bárbara me avisou que havia uma movimentação estranha no ninho. Olhando em volta da árvore notei alguns pedaços de cascas de ovo caídos no gramado. 

Sim! Havia nascido William, assim batizado por Bárbara. William, filho de Judite e Kleber, que só conhecemos depois. O pai era muito parecido com a mãe , era um pouco menor e tinha as mesmas cores. Os dois se revezavam. Um cuidava do filhote enquanto o outro procurava alimento. A qualquer movimento estranho, os dois se apressavam em esconder William.

Bárbara que costumava ler à sombra da árvore, ficou surpresa ao notar que Wiliam, acompanhado de seus pais, arriscava alguns pulinhos de um galho para outro. No dia seguinte, houve uma revoada de andorinhas na árvore da casa ao lado da nossa. Comentamos que parecia ser uma festa da natureza, talvez pela mudança de estação, estávamos nos aproximando do fim do verão e no outono a cerejeira perde todas sua folhas dando lugar às delicadas flores de tom rosado.

 

No dia seguinte, mudamos de ideia. Concluímos que aquele balé das andorinhas  era para festejar mais um espetáculo da natureza que estava por vir. Abri a janela, cumprimentei Judite com um olhar, e fui me exercitar. Quando terminei, voltei e pra minha surpresa o ninho estava vazio. Procurei pelos galhos da árvore no quintal e nada. Enfim, Wiliam voou.

 

Temos duas árvores em nosso quintal e já vimos algumas famílias de pássaros se formarem por ali mas nunca nos apegamos tanto a eles; e confesso que ao ver aquele ninho  vazio, senti um aperto no peito, um misto de saudade e felicidade por terem tido sucesso.

 

Alguns povos acreditam que os espíritos nunca morrem, apenas trocam de plano ou seja, para que algum espírito venha a nascer para este mundo um outro precisa partir para outro. Nos meus devaneios me veio à cabeça uma ideia:  será que o Sr. Macedo  — meu sogro, falecido dias antes — se mandou para que Wiliam ganhasse um lugar neste mundo?

 

Não sei de nada! Só sei que Kleber e Judite cumpriram sua missão e agora Wiliam ganhou os céus para voar livremente como tem que ser com todos os seres.

Antonio M. Souza é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antônio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade; escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Ouça o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Escute, expresse e fale: o sentido de ter amigos

Publico fez fila na Travessa

A noite na Livraria da Travessa do Shopping Iguatemi, no lançamento de Escute, expresse e fale (Rocco) ganhou um significado que não cabe apenas na lombada do livro. A fila que se formava, os abraços que se repetiam, as conversas rápidas que sempre parecem ficar pela metade — tudo isso dizia algo simples e profundo: ninguém celebra nada sozinho. 

Ao lado dos colegas da CBN

A cena me levou a lembrar de uma frase que escutei certa vez no estúdio da rádio, dita por um ouvinte que atravessou a vida colecionando histórias e amizades: “A gente se encontra para confirmar que existe”. Naquela noite, cada rosto presente fez exatamente isso. Amigos de longa data, colegas de trabalho que acompanham a sua jornada diária e ouvintes que, mesmo sem conviverem fisicamente, carregam uma intimidade construída pela voz que chega ao amanhecer — todos estavam ali, tecendo, sem perceber, o verdadeiro sentido de se comunicar.

Sacavem, eu, Leny e Thomas

Tenho certeza de que a experiência também foi vivenciada pelos meus colegas (e amigos) de jornada literária: Leny Kyrillos, Thomas Brieu e Antonio Sacavem, com quem convivemos intensamente nos últimos anos, desde que iniciamos as discussões para escrevermos juntos Escute, expresse e fale

Entre os amigos, José Farina, do Colégio Dante Alighieri

A crônica daquela noite não fala só de um livro apoiado sobre a mesa. Fala da força que nasce quando pessoas que fazem parte da nossa trajetória se dispõem a estar por perto, celebrando o que construímos com esforço e alguma teimosia. Fala da alegria silenciosa que surge ao ver alguém que você não esperava, mas que faz questão de aparecer. Fala do privilégio de perceber que a vida é generosa quando nos permite caminhar acompanhados.

Meu companheiro de muitas lutas: Walter Fanganiello Maierovitch

No fim, Escute, expresse e fale não é apenas um título. É também a prática de quem reconhece que amizades se sustentam assim: ouvindo com atenção, dizendo com honestidade, oferecendo palavras que acolhem e gestos que aproximam. A noite do lançamento terminou como terminam os bons encontros: com a sensação de que, antes de qualquer livro, o que realmente vale é o capítulo que os amigos escrevem na gente.

Com dicas para reuniões virtuais, Leny Kyrillos fala do lançamento de ‘Escute, expresse e fale’, em entrevista para TV em SC

Em entrevista ao jornal SC no Ar, na TV Record de Santa Catarina, nossa colega e fonoaudióloga Leny Kyrillos falou do lançamento de “Escute, expresse e fale!” (Editora Rocco). Na conversa com a âncora Márcia Dutra, Leny destacou a importância da harmonia nos três grupos de recursos da comunicação: o verbal, o não verbal e o vocal. E, também, apresentou sugestões importantes para quem tem de encarar as reuniões virtuais na empresa. 

Assista à entrevista completa:

O lançamento de “Escute, expresse e fale!” será nesta quinta-feira, dia 9 de fevereiro, às 19 horas, na Livraria da Travessa, no Shopping Iguatemi de São Paulo. Na primeira meia hora do encontro, os quatro autores — Leny, António Sacavém, Thomas Brieu e eu — compartilharemos com os leitores alguns dos temas em destaque no livro que trata de comunicação e liderança.

“Escute, expresse e fale!” é destaque no portal coletiva.net

Com direito a Júnior no sobrenome, o que muito me orgulha, o lançamento do livro Expresse, escute e fale! ganhou destaque, nesta semana, no Coletiva.net, portal de notícias e revista digital, dedicado a assuntos relacionados a carreiras e negócios nas áreas de Marketing e Comunicação, no Rio Grande do Sul: 

A seguir, reproduzo alguns trechos da entrevista: 

Comunicar-se de forma efetiva, seja pessoalmente ou virtualmente: essa é a proposta do novo livro do jornalista gaúcho Mílton Jung Jr.

“O livro pretende ajudar as pessoas a terem uma comunicação poderosa nas relações pessoais e profissionais”, explica Mílton. 

Ainda de acordo com ele, os quatro autores são unidos pelo “sonho de fazer da habilidade, a competência que nos capacite a sermos humanos evoluídos em um mundo melhor”. Vocabulário, escuta, abertura para o outro, identificação de emoções e o uso da voz são algumas ferramentas exploradas pela obra.

Embora a estreia da produção esteja marcada primeiramente para a capital paulista, o objetivo é poder lançar, também, em Porto Alegre. 

Junto com o gaúcho, estão os escritores António Sacavém, doutor em Gestão e especializado em comunicação não verbal, e Leny Kyrillos, fonoaudióloga da TV Globo de São Paulo, da rádio CBN e pesquisadora da voz. Além deles, assina a obra, também, o prático em escutatória, comunicação verbal e padrões de linguagem colaborativos, Thomas Brieu.

Leia aqui a reportagem completa e outras informações no Coletiva.net

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: seis dicas fundamentais para a gestão da marca

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“Segui-las não garante o sucesso, fazer o oposto é a certeza do fracasso”

Jaime Troiano

Com o fim das férias de janeiro e o Carnaval se aproximando, muitos pequenos e médios empresários começam a pensar nas novidades que pretendem apresentar para a temporada que se inicia. A tentação em renovar sua marca com a intenção de expressar um novo tempo é tão grande quanto perigosa. Portanto, antes de qualquer mudança, é importante considerar seis lições fundamentais em gestão de marcas, que foram apresentadas por Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na CBN.

Vamos a elas:

  • Marca não é tapume: não mostre o que não é, não prometa o que não pode entregar, especialmente nesse cenário digital em que todo mundo parece saber de quase tudo.
  • Noiva não se escolhe no altar: não esperem que o consumidor se apaixone pela sua marca apenas no ponto de venda, comece o namora antes. Crie canais de contato com os seus clientes potenciais e espere que o noivado venha
  • Quem não entende de gente, não entende de marca:  se você não gosta de fuçar na vida alheia, de entender os outros, deixe que outra pessoa da empresa cuide de planejar o conceito, o posicionamento da marca, seu estilo gráfico etc 
  • Consumidor diz o que pensa, mas faz o que sente: não caia na tentação de acreditar na primeira resposta que o seu público lhe oferece                                                                                                       

“Você quer saber porque ele comprou aquele terno e logo ouve: ‘Ah, eu comprei este terno porque o tecido é de qualidade, e a costura é bem feita’, além de outras explicações bem racionais. Lá dentro do provador, o cara experimentando o terno, fala consigo mesmo: putz, caiu muito bem em mim, acho que vou agradar na festa”. 

Cecília Russo
  • Evite mudanças bruscas: ou não jogue fora o bebê junto com a água do banho. Cuidado para as mudanças radicais na representação gráfica da sua marca, nas promessas que faz, no jeito de se comunicar com o mercado. Foi pode se tornar irreconhecível e perder o que demorou tanto tempo para construir.
  • Marca forte não resiste a produto ruim: de nada servirá uma marca muito bem planejada se o produtor e o serviço que você entrega não atende a expectativa do seu público-alvo.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso com Jaime Troiano e Cecília Russo que foi ao ar no Jornal da CBN:

Cinco dicas para aperfeiçoar sua comunicação com base no livro “Escute, expresse e fale”

Após dois estudos realizados por empresas que atuam no setor de recursos humanos e de educação corporativa indicarem a comunicação como a principal competência a ser desenvolvida em 2023, o jornalista Jacílio Saraiva, do jornal Valor Econômico quis saber como devemos agir para estarmos mais bem preparados para essa demanda do mercado corporativo. A reportagem completa você lê no site do jornal:

Como aperfeiçoar a comunicação, principal competência de 2023 

Segundo pesquisas, saber se comunicar é uma das habilidades mais valorizadas este ano cinco dicas para se destacar

Por Jacílio Saraiva, Para O Valor 

A boa comunicação com pares e liderados é considerada a competência mais importante deste ano, segundo estudos de marcas de recrutamento de executivos. A ZipRecruiter, por exemplo, listou as habilidades mais requisitadas em sua plataforma, englobando os empregos disponíveis no site que solicitam essa competência. Saber se comunicar bem está presente em 6,1 milhões de empregos. A Robert Half, em parceria com a escola de educação corporativa The School of Life Brasil, também aponta a habilidade como essencial, aparecendo em quase 100% das vagas.

Na visão do comunicador Milton Jung, âncora da rádio CBN e coautor – com Antônio Sacavém, Leny Kyrillos e Thomas Brieu – do livro “Escute, expresse e fale!” (Editora Rocco), que acaba de ser lançado, profissionais interessados em uma melhor interação devem saber que a comunicação vai além da fala.

“Ela é o resultado da atuação conjunta de três grupos de recursos: verbal, não verbal e vocal ou, simplificando, a palavra, o corpo e a voz”, explica o  jornalista ao Valor. A partir da combinação desses ativos, as mensagens se fortalecem e influenciam positivamente os outros, diz.

Nessa linha, Jung cita um estudo do professor emérito de psicologia da Universidade da Califórnia (EUA), Albert Mehrabian, que identificou, ainda nos anos 1960, que quando o significado da palavra contradiz a atitude comunicada, a mensagem será julgada segundo a postura de quem fala. Ou seja, o não verbal prevalece sobre o verbal e as pessoas prestam mais atenção à expressão facial do que ao tom da voz, explica Jung. O trabalho de Mehrabian conclui que as pessoas comunicavam apenas 7% das informações por meio de palavras, 38° pela voz e 55% com a ajuda do corpo.

Diante desses números, continua Jung, vem mais uma lição sobre o tema: a comunicação não é o que eu digo, é o que o outro entende. “Entre o que eu falo e o que você escuta, há muitos fatores que interferem no diálogo, como o vocabulário, o tom da voz, os gestos e, até, a roupa que uso na ocasião”, afirma. Segundo ele, muitas vezes, a comunicação dependerá da disposição que a pessoa que ouve apresenta ao receber a mensagem e da confiança que tem em você.

Jung lembra também do peso da comunicação na costura de relações mais saudáveis e empáticas. “A empatia define o tipo de conexão que estabelecemos e é fundamental para construirmos, nas empresas, equipes cada vez mais diversas e inclusivas”, destaca. De acordo com ele, tem a ver com a forma como ‘embalamos’ as informações que damos, com a maneira como as transmitimos e, principalmente, com o exercício da escuta ativa.

Jung lista cinco orientações para quem deseja se comunicar melhor:

1. Invista no autoconhecimento

É importante entender como nos comunicamos. Tente perceber a maneira como projeta a sua voz e impacta as pessoas ao entorno.

2. Escute

Exercite a “escutatória” ou a preocupação de ouvir mais e melhor. Isso inclui identificar os interesses do outro, deixar o celular ou o computador de lado quando está diante de um interlocutor, prestar atenção às palavras e argumentos, além de manter uma postura “aberta”, de curiosidade e atenção.

3. Identifique o seu público

Saiba com quem vai falar. Assim, poderá escolher qual vocabulário usar durante o diálogo, as abordagens mais apropriadas e o que esperar, de possíveis respostas, da audiência.

4. Planeje a mensagem

Identifique as informações que pretende transmitir e as separe, no discurso, por ordem de importância. É possível ilustrar a fala com histórias, metáforas, números e pesquisas. Busque também saber o tempo que terá disponível para que a conversa tenha início, meio e fim.

5. Fale claramente

Seja simples e direto. Adote expressões que as pessoas dominam, prefira frases mais curtas e seja claro sobre os objetivos da conversa.

Conte Sua História de São Paulo: o Ibirapuera é um dos privilégios de quem mora no Paraíso

Bete Marun

Ouvinte da CBN

Parque do Ibirapuera em foto aérea de Renata Carvalho, feita do helicóptero da rádio CBN

Passei minha infância no bairro do Paraíso. Estudava no Grupo Escolar Rodrigues Alves, na avenida Paulista. Minha mãe exercia o magistério na escola e alfabetizava os filhos de emigrantes chineses, húngaros, japoneses e todos que chegavam ao Brasil fugindo da guerra na Europa.

Naquele tempo, era um guarda municipal que apitava fazendo os carros pararem para os alunos atravessassem a avenida. Além do pipoqueiro, sempre esperando a saída dos alunos, havia o algodão doce e o homem da “machadinha” — um doce que de tão duro era cortado com a dita machada.

Morávamos na rua Sampaio Viana num conjunto de casas construídas para funcionários de bancos (antigo IAPB) e todos se conheciam. Éramos uma família.

O privilégio de ter minha infância no Paraíso foi a proximidade do parque do Ibirapuera onde fazíamos piquenique pelo menos uma vez por mês.

Nos anos 1940 só a vegetação nativa e os eucaliptos faziam sombra para nossas brincadeiras.

Nas noites de verão, juntávamos a turma e subíamos até a rua Cubatão para ir tomar sorvete no Alaska. Na rua Tutoia, uma padaria fazia pizza, que naquele tempo só poderia ser de aliche ou mussarela.

Lembranças de uma São Paulo onde nasci e a vi crescer vertiginosamente. Tenho orgulho da força dos que nela viveram e vivem.

Maria Elisabete Fonseca Marun é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade: escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Ouça outras histórias no podcast do Conte Sua História de São Paulo.