Avalanche Tricolor: Cabelo, barba e bigode

Grêmio 5 x 0 Esportivo

Gaúcho – Olímpico

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A preguiça propiciou uma injustiça. O gol de cabeça marcado por Ruy na estréia do Grêmio no meio da semana merecia algumas linhas nesta Avalanche. Era a primeira partida do lateral direito que aos 30 anos já havia jogado no Rio, São Paulo, Minas, Santa Catarina e Pernambuco. Comemorou do jeito que eu gosto, sem remelexos, apenas um soco seco no ar e olhando na cara do torcedor.

Ruy me deu outra chance ao abrir o placar na primeira partida dele no estádio Olímpico na tarde deste sábado. Ele concluiu uma jogada que enche os olhos do torcedor. A bola passou de pé em pé, os jogadores se movimentaram com facilidade, mostraram um entrosamento atípico para início de temporada, e no chute final as redes estufaram. Desta vez deixou o soco de lado e esperou um companheiro chegar para lustrar sua chuteira.

Comemorações à parte, Ruy foi o principal destaque dos Carecas da Azenha, grupo formado por ele, Alex Mineiro e Ortman. Jogou com categoria pelo lado direito, apareceu bem dentro da área e fez cruzamentos precisos.  O outro carequinha também se deu bem. Alex fez seu primeiro gol em cobrança de penâlti, e já havia colaborado nas jogadas de ataque.

Golaço, também, fez Souza na cobrança de falta. No fim do jogo disse que aprendeu com Rogério Ceni. Interessante este futebol em que o atacante aprende a cobrar falta com um goleiro. Aliás, Souza não é careca, mas ficaria bem melhor se o fosse. Inventou um falso moicano que chega a fazer rir.

Mas quem está aí para esta coisa de carecas e cabeleiras, se hoje o Grêmio fez cabelo, barba e bigode no Esportivo de Bento Gonçalves

Avalanche Tricolor: Que preguiça !

Inte-SM 1 x 1 Grêmio

Santa Maria – Gaúcho

e

Tá bom ! Sei que começou o Campeonato Gaúcho. Que ganhar o Gauchão é muito legal para tirar um sarro da cara deles. Que é hora de acertar o time para o grande objetivo do ano: o Mundial. Sei, também, que nossa caminhada para a Ásia começava em Santa Maria do Boqueirão, terra de gente boa, lá no interior do Rio Grande do Sul. Mas você há de convir comigo que neste início de ano a turma ainda está de ressaca das férias. As aulas, só semana que vem, aqui em São Paulo. E só depois do Carnaval lá no Sul. A maioria ainda está nas praias. Não dava para esperar muita coisa do Grêmio na partida de estréia.

E eu não esperei, mesmo. Fui conversar sobre o rádio na Era do Blog lá na Campus Party.

Avalanche Tricolor: Tenho orgulho de ser gremista !

Grêmio 2 x 0 Atlético – MG
Brasileiro – Olímpico

Um aplauso emocionante tomou as arquibancadas do Olímpico Monumental no momento em que se encerrava a partida em Gama, no Distrito Federal. O jogo ainda estava em andamento em Porto Alegre. O Grêmio vencia por 2 a 0 o Atlético Mineiro. E se consagrava naquele instante vice-campeão de uma competição na qual venceu o primeiro turno, foi mais tempo líder do que todos os demais, contrariou a previsão de analistas que jamais acreditaram no time gaúcho, mas não conseguiu se manter a frente de um adversário bem estruturado, mais experiente e mais rico.

O canto que ecoou a partir da Geral do Grêmio – lá onde você vê acontecer a avalanche – era de uma torcida que entendia seu time, e sabia do significado de estar mais uma vez disputando um título até o fim. A música cantada pelos torcedores era a mesma que marcou a trajetória gremista na primeira Libertadores da América, em 1983. O grito arrastado de Grêmio, Grêmio, Grêmio não era de lamento, de tristeza. Era o orgulho de ver o tricolor novamente na disputa da América. O Brasileiro é apenas a estrada que nos permitirá alcançar nosso verdadeiro objetivo: ser campeão da Libertadores.

Há três anos, o Grêmio deixava a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro de forma heróica. Há dois conquistava vaga na Libertadores. Há um, estava na final da competição sul-americana. É para lá que voltaremos ano que vem.

Não me pergunte se eu não gostaria de estar no lugar do torcedor do São Paulo que estoura foguetes de campeão no momento em que escrevo, aqui em casa, minha última Avalanche do ano. Eu, você, torça para o time que torcer, todos nós gostaríamos.

Entenda, porém, que o o sentimento que move o gremista nesta noite de domingo é o de se orgulhar do time para o qual torce, mesmo que ele não seja capaz de se tornar campeão.

Pobre de espírito aquele que não sabe reconhecer este sentimento. Triste dos que somente são capazes de enxergar satisfação na vitória final de um campeonato . A vida de um time se constrói ao longo de sua história. Não apenas no que acontece hoje. Mas no que fez no passado e no que ainda pode almejar.

E o Grêmio ainda pode muito.

Avalanche Tricolor é escrita sempre no momento em que a emoção do torcedor ainda supera a maturidade do jornalista. Tem sido assim desde o primeiro jogo do Grêmio, neste ano. E prometo voltar com este espaço ano que vem quando, mais uma vez, acompanharei a saga de um time que jamais aceitou ser coadjuvante na história do futebol.

Avalanche Tricolor: A Cara da Libertadores !


Imagens da primeira vez que conquistamos a América, há 25 anos

Ipatinga 1 x 4 Grêmio

Brasileiro – Ipatinga/MG

Tupac Amaru lutou até o fim. Foi o último líder indígena do povo inca massacrado pelos espanhóis, no século 16. Nem mesmo depois de assassinado na Amazônia deixou de influenciar os revolucionários. Foi inspirador do grupo rebelde Tupamaro que atuou no Uruguai nas décadas de 1960 e 1970.

Foram as vitórias comandadas por Simon Bolívar sobre as potências estrangeiras que libertaram a Bolívia, o Panamá, e o Equador. E cito aqui apenas alguns dos países que fazem, hoje, reverência ao militar argentino. Manuel Oribe defendeu a fronteira uruguaia, enquanto Juan Manuel de Rosas enfrentava os ingleses na Argentina, em capítulos heróicos da luta pela construção dos países sul-americanos.

Uma competição criada para homenagear estes Libertadores da América sempre se torna especial quando ganha a presença de um dos clubes de futebol que mais se identificam com a bravura e perseverança destes homens. Por isso, onde estiverem, neste domingo, estão a agradecer o retorno do Grêmio à mais importante competição continental do futebol. Perdoem-me os admiradores do futebol europeu, mas o campeonato que eles disputam por lá mais parece um regional ampliando.

Com a vitória contra o bravo time do Ipatinga (sim, são bravos seus jogadores, precisa ver a cara de mau que eles tem), o Grêmio fez o que meu colega Juca Kfouri apostou comigo que não ocorreria: se classificou para a Libertadores da América, mais uma vez.

Não esquece o churrasco, Juca !

Neste 2008 comemoramos os 25 anos do nosso primeiro título da Libertadores. Uma época em que para conquistar a América era preciso vencer batalhas, como a de La Plata, em que nossos jogadores e técnico tiveram a vida ameaçada. O Estudiantes naquele tempo era um time de verdade e não se contentava em disputar a segunda divisão do futebol sul-americano como atualmente. Para alcançarmos o título havia a necessidade de comprovar nossa competência vencendo na final o campeão mundial Penharol (se pensa que estou exagerando, veja o vídeo).

Desde lá, já ganhamos um título Mundial, duas Libertadores, três Campeonatos Brasileiros, e o respeito dos adversários.

Como Tupac Amaru, Bolivar, Oribe, e Rosas continuaremos a lutar, a acreditar, a sangrar e, se for o caso, até a marcar gols. Somos a cara da Libertadores. E a Libertadores 2009 terá a nossa cara.

Obs: Não me perguntem como foi o jogo do São Paulo. Ver o Grêmio chegar a Libertadores era mais importante. Mas acredito que eles tenham conquistado o campeonato Brasileiro pois vi um monte de são-paulinos vestindo a faixa de campeão de 2008 (antes da partida começar).

Avalanche Tricolor: Parabéns, Tricolor !

Vitória 4 x 2 Grêmio

Brasileiro – Salvador

“Futebol não é justiça”, disse o comentarista Falcão, da TV Globo, durante a transmissão da partida entre São Paulo e Vasco. Fez a afirmação para explicar que o empate, naquele momento, seria o resultado mais justo devido ao desempenho do time carioca.

Tem razão em parte o ex-craque da bola. Nem sempre a justiça é feita durante um jogo de futebol. Um pênalti não marcado, uma expulsão equivocada, um vacilo do zagueiro, um chute torto do atacante quando o resultado pode ser definido, e o time melhor em campo pode ver sua conquista se esvair. Quantas vezes nós já assistimos a fatos como este em uma partida.

Esta verdade, porém, só vale para aqueles 90 e poucos minutos que a bola rola em campo. Porque em um campeonato como o Brasileiro, com 20 equipes se enfrentando em casa e fora, em dois turnos, a justiça tende a ser feita. O clube mais bem organizado leva vantagem; o grupo mais equilibrado fica na frente; o investimento feito de maneira correta é premiado.

Desde que se iniciou a fórmula do Campeonato Brasileiro de pontos corridos, o São Paulo tem demonstrado competência para disputar e, nos últimos dois anos, conquistar o título. Com regras mais democráticas em seu estatuto, renovação no comando e confiança nos profissionais a quem entrega a direção do time, o tricolor paulista mostra mais uma vez que merece ser campeão.

Melhor assim do que perder o título para quem mistura dinheiro do clube com o seu; ou cresce com investimento do crime organizado; ou aposta na malandragem porca de seu técnico; ou vive nos corredores das confederações e tribunais em busca de ajuda externa.

Por favor, não me entendam mal. A relação de “crimes” no parágrafo acima não é nada pessoal. Escrevo em tese.

Também não estou aqui jogando a toalha. Aos mais próximos e mesmo no CBN São Paulo já disse que até três pontos atrás e dois gols de diferença nós tiramos na última partida. Sou um torcedor apaixonado pelo time que escolhi quando criança. Acredito mesmo quando os outros não acreditam mais. Jamais me entrego. Aliás, não sou eu que sou assim. É a torcida do Grêmio. Torcida que sabe reconhecer o mérito de quem luta, tem garra, e sua a camisa com inspiração.

Avalanche Tricolor: Não te micha, Grêmio


Grêmio 2 x 1 Coritiba

Brasileiro – Olímpico Monumental


Mini-documentário em homenagem a Geral do Grêmio

Jefferson chegou antes sempre que precisou. Não foi diferente neste domingo. Carlos não perdeu uma. E estava presente sempre que o time precisou. Catarino saltou mais alto do que todos os demais. Morais parecia o capitão do time. Comandava a todos no grito. E Marcos Pompeu corria de cima a baixo sempre pronto para ajudar os colegas.

Você que conhece um pouco da escalação do Grêmio deve estranhar os nomes do parágrafo acima. Nunca ouviu falar deles. Não os viu marcar gol. E se fosse para falar daqueles que marcam presença em campo certamente era de se esperar a citação de Tcheco, que voltou a fazer gol neste domingo, de Héverton, menino que jogou sua segunda partida entre os profissionais e marcou o seu, também, de Rodrigo Carioca e Willian Magrão, nossos volantes de categoria, de Souza que se encontrou na ala direita, ou mesmo de Vitor que dá a segurança que todos precisamos lá na goleira.

Falar do time do Grêmio não é meu objetivo hoje quando praticamente confirmamos nossa chances de disputar a Libertadores – maior de nossos objetivos. Este texto é para homenagear a torcida que inspirou o nome de batismo desta coluna que jamais será escrita com parcialidade.

Jefferson, Carlos, Catarino, Morais e Marcos Pompeu são cinco dos mais de 40 mil torcedores que foram ao estádio, neste domingo. Uma torcida que me emocionou muito mais do que qualquer um dos dois gols que marcamos, dos gols que evitamos, dos carrinhos que demos, das roubadas de bola, dos dribles, e dos cabeceios.

Uma turma que não desiste nunca, que lembra a todo o momento que vestir a camisa do Grêmio exige sacrifício, que toda a partida é uma guerra, que não nos matarão jamais, como escrito em uma das muitas faixas espalhadas nas arquibancadas do Olímpico Monumental.

Uma Nação Tricolor a dizer, em tom apropriadamente gauchesco, ao seu time: Não te micha, Grêmio !

Avalanche Tricolor 1: Carta a um pequeno palestino



Palmeiras 0 x 1 Grêmio

Brasileiro – Palestra Itália

Oi, Mahmoud

Você ainda não me conhece. Sou jornalista. Tenho 45 anos. E tive de deixar minha cidade em busca de uma vida profissional melhor. A escolha foi pessoal. Não fui muito longe. De Porto Alegre até aqui, em São Paulo, foram menos de duas horas de viagem de avião. Aqui, também, encontrei minha nova família, casei, tive dois filhos, e fiz amigos.

Se você falar com seu pai verá que sua caminhada foi muito mais difícil, apesar de ter apenas cinco anos. Sua família palestina trocou a casa em Bagdá, no Iraque, por barracos de lona em campos de refugiado, na Jordânia, quando as perseguições começaram. O medo da morte era inerente a vida mesmo sob uma suposta proteção jordaniana. E, certamente, não era o que seus pais gostariam de oferecer a você.

Há um ano você chegou a São Paulo, também de avião, com o que sua família havia conseguido juntar nestes anos. Foi para uma casa simples mas respeitável em Mogi das Cruzes, na região metropolitana, para começar mais uma etapa da vida. Encontrou novos amigos, foi para a escola e teve espaço para brincar. Brincadeira de criança brasileira. Jogar bola.

Ao correr atrás da primeira bola de couro que sujava com o pó da rua, descobriu uma nova paixão. Eu assisti ao vídeo no qual você conta para qual time torce. Me emocionei, Mahmoud. E fiquei pensando por que um garotinho palestino que já enfrentou tantas dificuldades em tão pouco tempo de vida, que vem morar em um País desconhecido, vai escolher um time tão distante dele. Lá do Sul. Que poucas vezes aparece na televisão que você tem na sala da casa.

Ao ver o Grêmio entrar em campo, neste domingo, no Palestra Itália, em São Paulo, e um pequeno grupo de torcedores comemorar, lembrei de você, Mahmoud. Imaginei como você deveria estar feliz sentado no chão sobre o tapete, com a bola tricolor entre as mãos e os olhos vidrados na tela da TV.

Quando o Grêmio foi para o ataque, quando o Grêmio foi atacado; enquanto sofria sentado no estúdio aqui da rádio onde trabalho, enquanto via meus colegas palmeirenses sofrendo; no momento em que uma lágrima envergonhada correu de alegria no meu rosto; lembrei de você em todos estes momentos.

Eu conheço muito pouco de você, Mahmoud. Sei que aprendeu com seus pais e seu povo. Enfrentou preconceito. Sofreu com a morte e desaparecimento de amiguinhos. Foi alvo de injustiça e falta de compreensão. E nunca desistiu.

Poderia ter escolhido um time mais fácil, um time do povo, das grandes massas nacionais, da simpatia dos críticos, Mas você foi gostar logo do meu Grêmio.

A vitória de hoje, Mahmoud, não vai nos dar o título de campeão que todos buscam. Mas você sabe que não nos serve a conquista passageira. Queremos fazer a história. Assim como seu povo a constrói neste momento.

Parabéns, Mahmoud, você é um menino de coragem. E o Grêmio, como vimos nesta tarde de domingo, mais uma vez, foi um time corajoso. Pensando bem, acho que você já nasceu gremista

De Mílton Jung

Avalanche Tricolor: Goooooooooooooooooooooool !

Palmeiras 0 x 1 Grêmio

Brasileiro – Parque Antártica

Veja o gol do Grêmio nas imagens da Tv Globo e narrado por Kleber Machado:

Ouça o gol de Tcheco na voz de Deva Pascovicci

Deva, o Pavarotti da CBN, me provocou durante a transmissão da CBN e pediu para que eu narrasse o gol do Grêmio. Fiz porque sou gremista, não por ser narrador. Narrador que conheci se chamava Milton Ferretti Jung sobre quem já falei nesta coluna outras oportunidades:

Avalanche Tricolor: Caro Gremista !



Grêmio 1 x 1 Figueirense

Brasileiro – Olímpico

Temos coisas que jamais entenderão. Por isso, de nada adiantará escrever esta coluna com a intenção de convencer aqueles que não nos conhecem. São-paulinos, palmeirenses, santistas, corintianos, flamenguistas, cruzeirenses, torcedores de todos os demais clubes brasileiros, me desculpem. Faço aqui o que ainda não havia feito até então. Escrever apenas para você gremista.

Você que foi ao estádio Olímpico durante oito anos, lá na virada dos anos 60 para os 70, acreditando que voltaríamos a ser campeão gaúcho. Até que voltamos a sê-lo, em 77. Lembra daquela época ? Talvez você não lembre. É muito jovem ainda.

Você que encheu ônibus e mais ônibus para ver o título brasileiro de 1981, no estádio do Morumbi. O São Paulo era o favorito mesmo tendo deixado Porto Alegre derrotado pelo Grêmio. Nem o gol de Baltazar parecia mudar a opinião deles. Derrotados alegaram que, no conjunto, o tricolor paulista era melhor.

Em 83, foram os alemães que ficaram sem compreender esta alma gremista. Que atrevimento era aquele de buscar na prorrogação o título Mundial ? Seu pai deve ter lhe contado esta história.

Quando deixamos São Paulo derrotados pela Portuguesa, 13 anos depois, ninguém acreditava mais em nós, também. Torciam para a Lusa porque era considerado um time mais simpático. E o antipático Aílton fez o gol que nos daria o bicampeonato brasileiro. Essa você deve ter assistido. Nem que seja no You Tube.

Eu estava no Morumbi quando chegamos para decidir a Copa do Brasil de 2001 contra o imbatível Corinthians de Vanderlei Luxemburgo. Narrei a vitória de 3 a 1 do Grêmio pela Rede TV! e fiquei sabendo depois que o time de Tite apenas venceu porque os corintianos haviam passado a noite discutindo de quem eram as namoradas que andavam no corredor do hotel.

De 2005, decisão da Série B do Brasileiro, você não esqueceu, Ninguém esqueceu. Virou filme. Está nos arquivos do futebol mundial.

Houve superação no Gauchão de 2007, aquele que viramos um resultados de 3 a 0 contra o Caxias. E para chegarmos a final da Libertadores, também. O próprio Mano Menezes me contou, semana passada, as dificuldades até o vice-campeonato.

É para você que acreditou em todos estes momentos que escrevo esta crônica dominical. Semana que vem teremos mais uma prova de que nascemos gremista para contrariar as previsões, para conquistar o improvável, para entrarmos na história e para acreditarmos na Imortalidade.

Até o Parque Antártica !

Avalanche Tricolor: Prá entender como é no Sul




Para ler a reportagem clique na imagem acima.

Em São Paulo, muitos acreditam que o Inter vai entregar o jogo no Morumbi, no fim do domingo para prejudicar o Grêmio. Há quem diga que os gremistas farão uma torcida enrustida pelo colorado.

A discussão, porém, mexe com as torcidas no Sul do País. E a do São Paulo por tabela. O jornal Zero Hora, o principal do Estado, traz a reportagem acima na qual escritores que participam da Feira do Livro de Porto Alegre falam desta disputa e o dilema de torcer pelo arqui-adversário.

Particularmente, não consigo enxergar um técnico armando seu time para perder. E Tite não faria isso. Também não vejo necessidade desta torcida pelo adversário. O campeonato não se decidirá nesta rodada.

Destaco a reportagem no caderno de esporte da ZH Dominical, porém, por puro nepotismo (só aqui pode). A moça em destaque é minha prima Cláudia Tajes, publicitária, cronista e escritora de mão cheia. Gremista, evidentemente. Que chama os brios colorados. Está na leva daquelas que esperam uma forcinha do Inter, enquanto torce pelo Grêmio no Olímpico.

Esta é uma edição extra da Avalanche Tricolor que será publicada, como sempre, logo mais após Grêmio e Figueirense.