Cruzeiro 3 x 0 Grêmio
Brasileiro – Belo Horizonte
Vi Adílson Batista na beira do gramado, nesta noite no Mineirão. Lembrei dos tempos que vestiu a camisa tricolor. Não esta branca com duas listas coloridas do lado esquerdo do peito a cobrir o coração que o Grêmio usou hoje.
Adílson foi dos grandes zagueiros que estiveram no estádio Olímpico. Em campo, liderava o grupo como poucos. Olhava feio para o adversário. Nunca aceitou ficar assistindo ao atacante passar em velocidade para dentro da área ou girar sozinho sem combate diante do gol. Nem mesmo duas graves lesões tiraram dele este talento. E esta coragem.
Foi bi-campeão Gaúcho, campeão da Recopa Sul-Americana, campeão Brasileiro e campeão da Libertadores. Esta conquista, em 1995, lhe rendeu o apelido de Capitão América. Foi Adílson que recebeu o troféu mais cobiçado pelo torcedor do Grêmio, naquele ano.
Hoje, estava do lado oposto, mas tenho certeza de que ao ouvir a voz dos gremistas que ocupavam as arquibancadas do Mineirão sentiu saudades do tempo em que gritava com seus companheiros em campo, exigindo de cada um mais raça, mais amor, mais luta, mais brio, mais futebol. Aquilo tudo que elevou o Grêmio a condição de líder deste Campeonato Brasileiro e o deixou mais próximo de seu maior objetivo: conquistar a América, de novo.








