Dez Por Cento Mais: “Precisamos integrar o velho e o novo”, diz Fábio Betti sobre o futuro do trabalho e o papel das gerações


“O trabalho é uma das maneiras de mantermos nossa utilidade na vida, mas não a única.”

Fábio Betti, Age-Free.World

O mercado de trabalho não quer mais saber de fidelidade cega, nem valoriza currículos marcados por longas permanências em um mesmo lugar. Enquanto os mais jovens pulam de emprego em emprego em busca de sentido e equilíbrio, líderes experientes questionam se ainda cabe a eles atuar em um modelo que exige energia de super-herói e uma dedicação que sacrifica a vida pessoal. Esse movimento de transformação — que atinge todas as gerações — foi tema da entrevista com Fábio Betti, que está à frente da age-free.world, no programa Dez Por Cento Mais, apresentado por Abigail Costa.

Entre gerações: rupturas e aprendizados

Para Betti, que também atua na Corall Consultoria, “envelhecer no mercado não deveria ser sinônimo de se tornar descartável”. Ele alerta que muitas empresas continuam presas a parâmetros que exigem velocidade e entrega constante, ignorando a experiência acumulada ao longo dos anos. “Muitos líderes chegam aos 55, 60 anos e dizem: ‘Eu não aguento mais’. Não porque falte energia, mas porque não faz mais sentido atuar em um ambiente desumanizador”, afirma.

A busca por um trabalho com propósito também não é exclusividade da nova geração. Para os mais velhos, surge a necessidade de se reinventar. Segundo Betti, mais de 40% das novas empresas no Brasil em 2019 foram abertas por pessoas com mais de 45 anos, mostrando que empreender também é uma alternativa para quem deseja continuar contribuindo, mas em outro formato. “A sensação de inutilidade adoece. Encontrar novas formas de se sentir útil é fundamental para a saúde mental”, destaca.

As novas gerações, por sua vez, querem clareza. “O jovem quer uma relação mais pragmática: ele quer saber como crescer, quanto vai ganhar e o que precisa fazer para chegar lá. E muitos líderes não sabem conversar sobre isso porque construíram suas carreiras em um modelo que pedia sacrifício absoluto”, pontua Betti.

Essa convivência entre cinco gerações no mesmo ambiente — boomers, X, Y, Z e alfa — intensifica os choques e, ao mesmo tempo, abre espaço para conversas importantes. “Precisamos integrar o velho e o novo, porque ambos têm valor. A evolução não é destruir o modelo anterior, mas entender o que manter e o que transformar”, explica.

O humano versus a máquina

Betti também observa que o avanço da inteligência artificial escancara a crise do trabalho automatizado. “Se o trabalho que fazemos pode ser substituído por uma máquina, o que resta de humano?”, questiona. Ele defende que a reflexão sobre o sentido do trabalho é urgente, já que o modelo atual, centrado em controle e metas incessantes, está “sobrevivendo por aparelhos”.

Para ele, o papel dos líderes deveria incluir cuidar das pessoas de forma integrada, não apenas fora do ambiente corporativo. “Vejo líderes que correm maratonas e falam sobre autocuidado, mas dentro das organizações continuam reproduzindo discursos de cobrança e desconfiança. Como integrar essas duas vidas?”, provoca.

No fim, a mudança depende de disponibilidade para ouvir e de coragem para criar um ambiente em que todos — jovens ou veteranos — possam pertencer e contribuir de maneira autêntica. “O grande desafio é lembrar que ninguém quer estar em um lugar onde a desconfiança é a base”, conclui.

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O Dez Por Cento Mais pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, ao meio-dia, pelo YouTube. Você pode ouvir, também, no Spotify.

Dez Por Cento Mais: Dr. Fabrício Oliveira discute sexualidade e longevidade sem tabus

Image by Mabel Amber from Pixabay
Image by Mabel Amber from Pixabay

“Desejo não envelhece.” A afirmação do Dr. Fabrício Oliveira poderia ser apenas uma provocação retórica se não viesse sustentada por mais de uma década de trabalho clínico com pessoas idosas e pela escuta atenta a histórias muitas vezes silenciadas dentro de casa. No programa Dez Por Cento Mais, apresentado por Abigail Costa, no YouTube, o psicólogo e gerontologista defendeu com firmeza que envelhecer não significa perder vontade, nem identidade.

A entrevista trata de um tema ainda cercado por preconceitos: a sexualidade na maturidade. “As pessoas confundem sexualidade com ato sexual. Sexualidade é afeto, é toque, é desejo, é companheirismo. E isso não tem prazo de validade”, disse Fabrício, que, desde 2010, atua no universo do envelhecimento com foco no bem-estar emocional, psicológico e relacional dos idosos.

“Eu só atendo idosos”

A decisão de se especializar no público idoso nasceu de um encontro entre a sensibilidade clínica e a demanda reprimida. Tudo começou com um trabalho de conclusão de curso que virou referência acadêmica. Depois, veio uma reportagem de televisão que repercutiu de forma inesperada. “Os idosos começaram a me procurar porque se sentiram representados. Eles diziam: ‘doutor, eu tenho vontade de reencontrar o primeiro amor, mas os meus filhos acham isso uma bobagem’”.

Fabrício entendeu que não bastava escutar. Era preciso acolher, orientar e também educar as famílias. Por isso, passou a oferecer atendimento domiciliar. “O idoso vai muito ao médico. Psicólogo? Só se for alguém que vá até ele. No consultório ele não aparece”, explicou. A visita à casa do paciente, segundo ele, abre espaço não só para a escuta terapêutica, mas também para a reorganização do ambiente doméstico — desde a retirada de tapetes até conversas com os filhos que, sem perceber, reforçam o etarismo.

Miss Longevidade e o protagonismo invisível

Se os consultórios ainda são pouco acessados, as passarelas podem ser caminhos de transformação. Foi assim que surgiu o projeto Miss e Mister Longevidade, idealizado por Fabrício em João Pessoa e já realizado em várias cidades da Paraíba. “A mulher passa o ano pensando no vestido. A neta vai à escola e diz: ‘minha avó é Miss’. Isso muda tudo.”

Mais do que promover autoestima, o concurso combate um estigma estrutural: a exclusão social da velhice. “A maior violência contra o idoso no Brasil não é a financeira. É a psicológica”, alertou. E parte dela começa na infância, quando se ouve frases como “cuidado com o velho do saco” ou se vê bruxas velhas como vilãs em contos infantis. Para ele, mudar isso exige uma presença ativa: “O idoso precisa ser protagonista. Quando ele afirma sua identidade, a família pensa duas vezes antes de zombar da idade ou fazer comentários discriminatórios”.

A velhice como escolha de vida

Perguntado sobre o que espera da própria velhice, Fabrício respondeu sem rodeios: “Eu não quero ser um velho cheio de manias. Mania afasta. Eu quero ser o velho legal, que abre a casa para os amigos, que está de boa”. Ele aposta na leveza como estratégia de convivência e qualidade de vida. E reforça: “Envelhecer é natural. O que não é natural é se isolar, deixar de viver, parar de amar”.

Ao fim da conversa, deixa uma sugestão simples, mas poderosa: “Acorde, olhe no espelho e diga: hoje eu envelheci mais um dia. E que bom que estou vivo”. Para ele, aceitar o processo com naturalidade e presença é a chave para viver bem — e melhor — os anos que virão.

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A entrevista completa está no canal Dez Por Cento Mais, que você assiste no YouTube. Inscreva-se no canal e receba as atualizações sempre que um episódio inédito for ao ar. Você também pode ouvir o programa em podcast, no Spotify. 

Por que somos tão duros conosco? A resposta pode surpreender

Muitas vezes, somos os nossos maiores juízes, impondo padrões rígidos e cobrando de nós mesmos uma perfeição inatingível. Mas será que essa postura nos leva a uma vida mais equilibrada? Esse foi o tema central da conversa entre a jornalista e psicóloga Abigail Costa e a psicanalista e pesquisadora de relacionamentos Carol Tilkian no canal “Dez Por Cento Mais”. Durante a entrevista, Carol discutiu como a autocompaixão pode transformar nossa relação com as dificuldades e contribuir para uma vida mais leve e equilibrada.

O início de um novo ano costuma ser marcado por listas de resoluções e metas, muitas vezes carregadas de cobranças e pressão social. Carol destacou que antes de se perguntar “o que eu quero fazer?”, muitas pessoas se questionam “o que eu devo fazer?”. Esse senso de obrigação está diretamente ligado ao superego, uma instância da mente que age como um juiz interno, baseando-se nas expectativas externas e na moral social.

O resultado desse processo pode ser um acúmulo de cobranças que tornam as metas mais angustiante do que motivadoras. “Ao nos perguntarmos ‘por que eu quero isso?’, conseguimos perceber o quanto nossas escolhas podem estar sendo influenciadas por padrões externos e não por nossos reais desejos”, explicou a psicanalista.

Durante a conversa, foi abordado o conceito do “Quitter’s Day” (Dia dos Desistentes), observado nos Estados Unidos na segunda sexta-feira de janeiro. Essa data marca o momento em que um grande número de pessoas abandona as metas traçadas para o ano. Para Carol, essa desistência não deve ser vista como um fracasso, mas como uma oportunidade de reavaliação. “Desistir também pode ser um convite à reflexão: por que ainda quero isso? Essa meta ainda faz sentido para mim?”, questionou.

Um dos pontos centrais da discussão foi a tendência humana de tentar controlar todas as variáveis da vida. Carol explicou que muitas vezes nos culpamos por situações além do nosso controle como uma forma de evitar a angústia da imprevisibilidade. “Nosso desejo de controle é uma ilusão que nos aprisiona em um ciclo de ansiedade e frustração”, afirmou.

Autocompaixão e a relação com a autoestima

Para exercitar a autocompaixão, a psicanalista sugeriu um exercício simples: anotar as autocríticas que fazemos ao longo do dia e imaginar como falaríamos com um amigo que estivesse passando pela mesma situação. “Muitas vezes somos duros conosco de uma forma que jamais seríamos com alguém que amamos”, destacou.

Uma das diferenças fundamentais entre autocompaixão e autoestima está na forma como enxergamos nossas emoções. Enquanto a autoestima se baseia na ideia de “se valorizar”, muitas vezes comparando-se a padrões externos, a autocompaixão convida à “validação” do que sentimos, sem juízo de valor.

“Quando validamos nossas emoções, paramos de pedir permissão para sentir”, afirmou Carol. Isso significa que, em vez de se questionar “eu deveria sentir isso?”, a abordagem mais saudável é reconhecer e investigar a origem desse sentimento.

Ao tratar da influência das redes sociais na forma como nos percebemos, Carol disse que “seguimos pessoas que projetam vidas perfeitas e, sem perceber, nos comparamos e nos sentimos insuficientes”. Uma estratégia sugerida para reduzir essa influência negativa é revisar os perfis seguidos, priorizando conteúdos mais realistas e condizentes com a própria realidade.

Além disso, a psicanalista reforçou a importância de cercar-se de pessoas que compartilhem um olhar mais humano e acolhedor. “A autocompaixão não se desenvolve no isolamento. Precisamos de relações que nos validem e nos ajudem a enxergar nossa própria humanidade”, concluiu.

Pratique a autocompaixão no dia a dia

Para quem deseja exercitar a autocompaixão, Carol Tilkian sugeriu três práticas simples:

  1. Revisar o diálogo interno: Observar como falamos conosco mesmos e substituir autocríticas severas por frases mais acolhedoras.
  2. Aceitar a imperfeição: Compreender que errar e falhar fazem parte da experiência humana e não definem nosso valor.
  3. Buscar apoio: Conversar com amigos e profissionais de saúde mental para compartilhar emoções e reduzir a autocrítica.

Assista ao Dez Por Cento Mais

Esse episódio do “Dez Por Cento Mais” trouxe reflexões valiosas sobre a necessidade de tratarmos a nós mesmos com a mesma gentileza que oferecemos aos outros. Em uma sociedade que frequentemente exige produtividade e perfeição, a autocompaixão se mostra uma ferramenta essencial para lidar com desafios, acolher medos e viver de maneira mais leve e autêntica.

O “Dez Por Cento Mais” é apresentado, ao vivo, quinzenalmente, às quartas-feiras, a partir das 12h, no YouTube.

Dez Por Cento Mais: descobrindo a calma da mente em um mundo acelerado

Ansiedade e estresse dominam a rotina de milhões de pessoas. Diante dessa realidade,  encontrar equilíbrio emocional tornou-se um desafio essencial. Para Léo Simão, essa busca não apenas mudou sua vida, mas também se transformou em um método prático de autodesenvolvimento. Sua experiência pessoal de superação o levou a estudar filosofia, neurociência e espiritualidade para compreender como a mente humana pode ser treinada para viver com mais serenidade. Criador da metodologia “Calma da mente”, Léo compartilhou essa jornada em entrevista ao canal Dez Por Cento Mais, apresentado pela jornalista e psicóloga Abigail Costa.

Léo Simão destaca que um dos aprendizados mais transformadores de sua vida foi a percepção de que não somos nossos pensamentos. “Os pensamentos são como nuvens, eles vêm e vão, mas nós somos o céu, a presença que permanece”, explicou. Esse conceito, presente em diversas tradições filosóficas e espirituais, ajudou-o a desenvolver uma nova perspectiva sobre a mente e o controle das emoções. 

Os dois atos de uma vida e a crise existencial

A jornada de Léo Simão pode ser dividida em dois momentos distintos. No primeiro ato, ele alcançou grande sucesso empresarial, fundando uma empresa que faturava centenas de milhões de reais e recebendo prêmios de empreendedorismo. Apesar de toda a conquista material, sentia-se vazio e ansioso. “O dinheiro e o sucesso não resolveram minha busca interior”, confessou.

O segundo ato começou com uma grande reviravolta: a perda de sua empresa, separação conjugal e um quadro de depressão profunda. Em 2021, ele enfrentou outro desafio ao contrair Covid-19 de forma grave, ficando internado na UTI. Essa experiência o fez confrontar sua própria mortalidade e ressignificar seu propósito de vida.

Em busca de respostas, Léo mergulhou na leitura de textos religiosos, filosóficos e científicos. Explorou desde a Bíblia e os livros de Allan Kardec até obras como Meditações, do imperador romano Marco Aurélio. “Foi como se todas as peças do quebra-cabeça finalmente se encaixassem”, relatou sobre a influência do estoicismo em sua vida.

Ele descobriu que a chave para uma vida mais equilibrada está na prática de valores e virtudes. “A vida não é sobre nós, mas sobre as pessoas que tocamos”, refletiu, destacando a importância do autoconhecimento e da contribuição para o bem-estar coletivo.

A criação do método “Calma da Mente”

A partir de sua experiência, Léo estruturou o programa “Calma da Mente”, um treinamento voltado ao desenvolvimento da inteligência emocional. O método baseia-se em três pilares:

  • Atividade física: Estudos mostram que exercícios aumentam os níveis de dopamina e reduzem o estresse.
  • Fé e gratidão: A crença em algo maior reduz a ansiedade e melhora a resiliência emocional.
  • Reprogramação mental: Técnicas de respiração, escrita e visualização ajudam a mudar estados emocionais negativos.

O sucesso do método levou Léo a ministrar palestras para empresas e até para forças policiais, impactando milhares de pessoas. “O que ensino é sobre sair do caos mental e encontrar um estado de equilíbrio e produtividade”, explicou.

Seu livro, 365 Dias com a Calma da Mente, segue a estrutura de um guia diário, com reflexões baseadas no estoicismo. Cada página apresenta um ensinamento acompanhado de um QR Code que direciona o leitor para um episódio do podcast “Meditação Estoica”, onde ele aprofunda o tema do dia.

A história de Léo Simão é um exemplo de como é possível transformar crises em oportunidades de crescimento. Ao adotar estratégias para treinar a mente e desenvolver a inteligência emocional, ele encontrou um novo propósito e hoje compartilha esse conhecimento para ajudar outras pessoas a alcançarem o equilíbrio e a paz interior.

Assista ao Dez Por Cento Mais

O canal de YouTube Dez Por Cento Mais, apresentado pela jornalista e psicóloga Abigail Costa, traz programas inéditos e ao vivo, quinzenalmente, às quartas-feiras, ao meio-dia. 

Rasgando o Véu da Ilusão: cuidado com o que você vai descobrir

Tive o privilégio de ser convidado para escrever o texto de apresentação do livro “Rasgando o Véu da Ilusão – ensaio sobre coragem, liberdade e autenticidade”, das psicólogas Abigail Costa, Aline Machado e Vanessa Maichin.

O livro já está à venda pela editora Dialética e o lançamento oficial, com presença das três autoras, será neste sábado, dia 14 de dezembro, às 16 horas, no Restaurante Bar Alfândega,
na rua República do Iraque, 1347, Campo Belo, São Paulo, SP. Confirme sua presença aqui.

Apresentação de Rasgando o Véu da Ilusão

Mílton Jung

Há livros que não apenas lemos, mas que parecem nos ler de volta. “Rasgando o Véu da Ilusão – ensaio sobre coragem, liberdade e autenticidade” é um desses. Quando comecei a leitura dos textos originais de Abigail Costa, Aline Machado e Vanessa Maichin, não imaginava que, ao final, seria mais do que um leitor passivo, mas alguém profundamente tocado, como se, página após página, tivesse rasgado alguns dos véus que me acompanhavam há anos, me levando a descobrir a alma e o coração, no sentido de despir-me das sombras que os ocultavam.

A cada capítulo, fui confrontado com as ilusões que construí ao longo da vida para me proteger das incertezas que, ironicamente, ainda me assombram. As autoras, com uma coragem que admiro e invejo, se revelam em suas fraquezas e, de maneira quase cirúrgica, mostram como essas ilusões nos moldam, nos limitam e nos prendem a uma ideia de perfeição que, muitas vezes, é um fardo. Quisera eu ter a coragem delas para assumir todas as minhas fragilidades.

Foi desconcertante, quase constrangedor, ser confrontado por verdades que me surpreenderam, mesmo sendo eu íntimo de uma das autoras. Sim, caro leitor e cara leitora, devo confessar: sou casado há mais de 30 anos com Abigail. Não poderia omitir essa informação. Revelo isso porque acredito que essa transparência permitirá que você, ao ler esta apresentação, desenvolva um olhar crítico mais apurado, consciente do viés pessoal que pode colorir minhas palavras.

Em diversas passagens, me peguei relendo os trechos onde a finitude e a vulnerabilidade são tratadas com tanta franqueza. Era como se Abigail, Aline e Vanessa, com suas diferentes vozes, estivessem ali, do meu lado, me dizendo: “Sim, é difícil, mas é preciso encarar isso, sem filtros, sem ilusões.” Nesse olhar sincero, encontrei ressonâncias com minhas próprias batalhas. Não é fácil aceitar que o perfeccionismo, tantas vezes visto como virtude, pode ser, na verdade, um véu que nos separa da vida como ela realmente é – imperfeita, sim, mas também autêntica e rica em possibilidades.

Como se as provocações das autoras não fossem suficientes, ainda deparei com o prefácio de Alexandre Cabral. Ah, o prefácio… De uma profundidade que não permite passagens rápidas, que obriga o leitor a parar, pensar e questionar. Foi então que percebi que o que deveria ser um simples prefácio havia se transformado em algo muito maior – não apenas uma introdução, mas uma parte essencial dessa jornada literária.

Essa transformação do prefácio em algo tão significativo é uma prova do poder da palavra quando usada com propósito e sensibilidade. Não é apenas uma abertura; é um convite a uma reflexão que transcende o texto introdutório comum. Ao final, percebemos que o prefácio de Alexandre Cabral não é só um prólogo, mas um verdadeiro pórtico, imponente e necessário, que nos conduz ao coração das questões levantadas no livro.

Ao concluir a leitura, percebi que “Rasgando o Véu da Ilusão” não é apenas um livro sobre coragem, liberdade e autenticidade. É uma jornada, daquelas que começam na primeira página e continuam muito depois de fecharmos o livro. Uma jornada que nos convida a ser protagonistas de nossas vidas, a enfrentar as incertezas, a deixar para trás a ilusão de controle e a abraçar, de uma vez por todas, a beleza da imperfeição.

Prepare-se para ser provocado, questionado e, quem sabe, transformado. Boa leitura!

Dez Por Cento Mais: José Carlos de Lucca revela o poder da autoaceitação e do amor próprio

Foto de Designecologist

“A autoaceitação é a chave para uma vida plena e equilibrada”. A afirmação é de José Carlos de Lucca, juiz de direito e escritor espírita, no programa “Dez Por Cento Mais”. A frase provocadora serve como um farol para a discussão profunda que se seguiu sobre amor próprio, vulnerabilidade e a busca pela felicidade nas pequenas coisas da vida.

De Lucca argumentou que a dificuldade em se amar e aceitar tem raízes em interpretações religiosas históricas. Ele ressaltou que “durante muito tempo na história das religiões, o autoamor sempre foi visto como um comportamento de egoísmo”. Essa visão contrasta fortemente com a mensagem de amor inclusivo pregada por Jesus, que abrange tanto o amor ao próximo quanto o amor a si mesmo. O escritor enfatizou a importância de revisitar esses ensinamentos para uma compreensão mais holística e compassiva do amor próprio.

A vulnerabilidade e a busca pela felicidade

Outro tópico crucial discutido foi a vulnerabilidade, especialmente em relação aos homens. De Lucca observou que a sociedade muitas vezes impõe uma imagem de força e inquebrantabilidade, o que leva a desafios significativos em admitir fraquezas e buscar ajuda. Ele argumentou que “homem pedir ajuda é difícil”, destacando como essa percepção cultural contribui para uma crise em saúde mental, especialmente entre o público masculino.

De Lucca também abordou a perseguição implacável da perfeição e do sucesso material, ressaltando como isso pode ser prejudicial para a saúde emocional. Ele encorajou os ouvintes a valorizar “as pequenas felicidades da vida”, argumentando que estas trazem um contentamento mais duradouro e genuíno do que as conquistas materiais ou os altos picos de emoção.

Por fim, ele fez um apelo para uma reavaliação dos valores e uma busca mais profunda por significado na vida. Encorajando o público a encontrar caminhos espirituais que ressoem com seus corações, independentemente de crenças religiosas específicas, De Lucca sugeriu que a verdadeira espiritualidade se encontra na conexão com o interior e na humanização das relações e experiências.

Esta entrevista no programa “Dez Por Cento Mais” não foi apenas um diálogo sobre espiritualidade e psicologia, mas também um convite à reflexão sobre como viver uma vida mais autêntica e satisfatória.

Assista ao Dez Por Cento Mais

O Dez Por Cento Mais é apresentado pela psicóloga Simone Domingues e a jornalista Abigail Costa. Toda quarta-feira, às oito da noite, uma entrevista inédita vai ao ar, no YouTube. O programa também pode ser ouvido no Spotify.

 Dez Por Cento Mais: mulheres desafiando montanhas e reinventando destinos 

Imagem de divulgação

No coração das montanhas, mulheres encontram não apenas trilhas íngremes e paisagens deslumbrantes, mas também uma jornada de autodescoberta e transformação. No Dez Por Cento Mais, Kellyns Cristina, Anna Gonçalves e Amanda Alvernaz revelam como o montanhismo vai além de uma atividade física, tornando-se um poderoso caminho para o empoderamento feminino e o crescimento pessoal Na entrevista a Abigail Costa e Simone Domingues, essas aventureiras compartilham suas experiências inspiradoras, demonstrando como a escalada de montanhas pode ser metafórica e literalmente uma subida rumo a novos horizontes de vida. Suas histórias são um testemunho de coragem, resiliência e da inquebrantável força do espírito humano.

Cada uma com sua trajetória única, Kellyns, Anna e Amanda encontraram nas montanhas um refúgio para superar desafios e reconstruir suas vidas. O montanhismo emergiu como um elo comum em suas histórias, onde o medo e a insegurança foram substituídos por força, confiança e uma nova perspectiva de vida. Entusiasmadas com os resultados que conquistaram, decidiram criar uma empresa, a Mulheres e Montanhas, que promovem encontros e viagens para a prática do montanhismo.

As montanhas se revelaram um espaço sagrado de transformação. Nas altitudes desafiadoras, entre trilhas e picos, estas mulheres aprenderam lições de resiliência, determinação e coragem. O montanhismo tornou-se uma metáfora para suas jornadas pessoais, refletindo a capacidade de enfrentar e superar obstáculos internos e externos.

Essa experiência também fortaleceu a união entre elas. e com outras mulheres que aceitaram o desafio. A sororidade encontrada nas escaladas demonstrou a importância do apoio mútuo. Juntas, elas enfrentaram medos, compartilharam alegrias e conquistaram cume após cume, provando que a união e a força feminina são imparáveis.

Cada expedição trouxe desafios únicos, mas também oportunidades para crescimento e autoconhecimento. As entrevistadas compartilharam momentos de vulnerabilidade, superação e a profunda satisfação de alcançar objetivos que, um dia, pareciam impossíveis.

As histórias de Kellyns, Anna e Amanda são uma fonte de inspiração. Elas mostram que, independentemente do contexto ou dificuldade, é possível encontrar forças para mudar e crescer. O montanhismo, nestes relatos, emerge como um poderoso catalisador para a mudança e um exemplo vibrante da capacidade humana de se reinventar.

As montanhas, para estas aventureiras, são mais do que apenas cenários naturais; são espaços onde se forjam caráter e resiliência. Através de suas experiências, elas nos mostram que cada passo, cada escalada, é um passo para descobrir e afirmar a própria identidade, força e capacidade de transformação.

Kellyns, Anna e Amanda continuam suas jornadas nas montanhas, incentivando outras mulheres a se juntarem a elas neste caminho de aventura e autodescoberta. Suas histórias são um convite para olhar além dos picos e ver as infinitas possibilidades que aguardam quando se ousa dar o primeiro passo. Comece 2024 com uma jornada transformadora nos Andes. 

A próxima viagem será nos Andes, em Mendoza, Argentina, entre os dias seis e 13 de janeiro. As mulheres interessadas em participar podem pesquisar no site mulheresemontanhas.com..br ou acessando este link.

Assista ao Dez Por Cento Mais

O Dez Por Cento Mais leva ao ar, todas as quartas-feiras, uma entrevista inédita, a partir das oito da noite, no You Tube. A apresentação e produção é de Abigail Costa e Simone Domingues. Assista à entrevista completa com Kellyns Cristina, Anna Gonçalves e Amanda Alvernaz:

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“Dez Por Cento Mais: Desvendando os Mistérios do Cérebro com o Dr. Renan Domingues”

Imagem criada por Dall-E

O cérebro humano é tão fascinante quanto cercado de mistérios. Para desvendá-los, é essencial desmistificar algumas “verdades” que comumente circulam. No programa Dez Por Cento Mais, o neurologista Dr. Renan Domingues desafiou um dos mitos mais difundidos sobre o cérebro ao revelar que, na verdade, utilizamos 100% de sua capacidade, contrariando a crença popular de que usamos apenas 10%.

Na conversa com a psicóloga Simone Domingues, uma das apresentadoras do Dez Por Cento Mais, Dr. Renan ressaltou a extraordinária complexidade do cérebro, composto por cerca de 86 bilhões de neurônios. Este órgão está constantemente ativo, processando uma ampla gama de informações, emoções, pensamentos e comportamentos. A descoberta de que empregamos toda a capacidade cerebral não só refuta um erro comum, mas também promove um entendimento mais profundo das habilidades e potencialidades do cérebro.

Além disso, Dr. Renan aprofundou-se na interconexão entre neurologia e psicologia, ilustrando como alterações no cérebro afetam diretamente nosso pensamento e comportamento. Ele enfatizou a importância de considerar o cérebro como parte de um sistema integrado, onde diferentes áreas trabalham conjuntamente no processamento de informações.

A entrevista também abordou a complexa relação entre mente e corpo. Dr. Renan desfez a ideia de uma separação rígida entre os dois, mostrando como os estados emocionais podem ter impactos físicos no corpo, e vice-versa. “Os estados emocionais… interferem, sim, no curso de doenças que afetam nossos pensamentos e sentimentos. Elas também são físicas”, afirmou, destacando a integração entre os aspectos físicos e mentais da saúde.

Alerta contra outros mitos sobre o cérebro

Dr. Renan desmentiu ainda outros mitos sobre o cérebro, como a noção de que seria possível “reprogramá-lo” de forma simples e rápida. Ele destacou a necessidade de empenho e atividades desafiadoras para desenvolver e expandir as capacidades cerebrais.

No programa, o neurologista discutiu um “suplemento” ideal para o cérebro, que inclui uma alimentação rica em vegetais, dieta saudável, atividade física regular, sono de qualidade e socialização. Pesquisas epidemiológicas enfatizam a importância da socialização para a saúde cerebral. Dr. Renan também explicou que a saúde geral do corpo é fundamental para a do cérebro, exemplificando como uma tensão arterial saudável é crucial para fornecer oxigênio às células cerebrais. Ele ressaltou que a ingestão de vitaminas é vital, principalmente em casos de deficiência, e que uma dieta equilibrada normalmente fornece as vitaminas necessárias, exceto a vitamina D3, que é sintetizada pela pele sob exposição solar.

Dica Dez Por Cento Mais

Finalmente, a entrevista destacou a importância do investimento em educação, ciência e pesquisa, ressaltando a necessidade de abordagens baseadas em evidências científicas na neurologia e na psicologia. Encerrando com uma nota poética, Dr. Renan citou Álvaro de Campos (Fernando Pessoa), incentivando os espectadores a desfrutar dos pequenos prazeres da vida e a se conectar com o momento presente: 

“Quando ele diz: ‘come chocolates, pequena; come chocolates! Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates’. Então, nós falamos da mente falamos do pensamento. O passado  já acabou. Onde que ele vive? Ele vive na nossa mente. O futuro também é uma projeção da nossa mente. Então, na hora que a gente tá ali diante do chocolate, quanto menos o passado e o futuro interferirem naquele momento melhor será e isso é bastante saudável”.

Assista ao Dez Por Cento Mais

O Dez Por Cento Mais é transmitido ao vivo todas as quartas-feiras, às oito da noite, no YouTube, e também está disponível em podcast no Spotify. O programa é apresentado por Simone Domingues e Abigail Costa.

Dez Por Cento Mais: Diego Cordeiro e a arte de cultivar relações humanas e bem-estar

Foto de Andrea Piacquadio

No panorama atual, onde a tecnologia acelera o ritmo da vida, um aspecto essencial para a felicidade e o bem-estar social vem sendo sublinhado: a importância das relações humanas. Diego Cordeiro, preparador físico e empreendedor, abordou este tema em sua participação no programa Dez Por Cento Mais.

Cordeiro começou sua jornada como estagiário na Bodytech em 2005, alimentado por um sonho intrínseco à educação física e ao desejo de atender pessoas. Ao longo de quase duas décadas, ele testemunhou e contribuiu para a evolução da empresa, que cresceu de cinco para cem academias. Sua trajetória é um testemunho da importância de perseguir sonhos e aproveitar oportunidades.

A Importância da Saúde Física e Mental

Na entrevista com Abigail Costa e Simone Domingues, Cordeiro abordou a importância da saúde física e mental, ressaltando o papel vital da atividade física no bem-estar geral. Ele enfatiza que cuidar do corpo é tão crucial quanto cuidar da mente, uma filosofia que ele pratica e encoraja nos espaços que gerencia, destacando que na Bodytech o foco vai além do exercício físico.

O sucesso da Bodytech, segundo Cordeiro, deve-se a uma estratégia centrada no cliente, que oferece instalações de alta qualidade e experiências personalizadas. Esta abordagem transformou a Bodytech em uma das principais redes de academias do país, com atendimento diferenciado e foco no cliente.

Impacto Além da Carreira Profissional

Cordeiro se destaca não apenas por sua carreira na Bodytech, mas também pelo seu papel ativo em iniciativas sociais e na promoção do bem-estar físico e mental. Sua trajetória, marcada pela determinação e inovação, revela ideias valiosas sobre crescimento profissional e impacto social.

Ele falou sobre a construção de chalés na Bahia, um projeto pessoal que surgiu da paixão compartilhada com sua esposa pela região. Este empreendimento representa a realização de um sonho e ilustra a importância do equilíbrio entre trabalho e lazer.

Fora do âmbito profissional, Cordeiro lidera o “Projeto Remar São Paulo”, uma iniciativa social que fornece alimentos e necessidades básicas aos desabrigados, refletindo sua crença na responsabilidade social e na importância de contribuir para a comunidade.

Dica Dez Por Cento Mais: Paciência e Cuidado nas Relações

Cordeiro reforçou a necessidade de paciência e cuidado nas interações humanas, essenciais para construir relações saudáveis e felizes. Ele encoraja as pessoas a dedicarem tempo e energia nas relações humanas, considerando isso essencial para a resiliência e o bem-estar em tempos de mudança:

“Preste atenção nas pessoas. Invista seu tempo observando o comportamento das pessoas. Sem julgamento. Em um mundo cada vez mais tecnológico, eu venho percebendo que as pessoas estão mais impacientes, estão cada vez mais intolerantes. Tenha paciência. Tenha cuidado porque a gente precisa dessas relações. Gaste energia nessas relações porque são elas que vão te ajudar a superar os momentos de altos e baixos”.

Assista ao programa Dez Por Cento Mais

O Dez Por Cento Mais tem uma entrevista inédita toda quarta-feira, às oito da noite, ao vivo. Você pode participar com perguntas em tempo real e tirar suas dúvidas com os nossos entrevistados. O programa também pode ser ouvido em podcast, no Spotify. Assine (de graça) o Dez Por Cento Mais, no YouTube e no Spotify e nos ajude a levar mais à frente o conhecimento e as inspirações apresentadas por nossos convidados.