O que a IA não sabe sobre a linguagem humana

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A linguagem é a morada do ser”, escreveu o filósofo Martin Heidegger, e poucos conceitos me parecem tão essenciais quanto este. Nossa relação com as palavras define o mundo que habitamos. Elas moldam nosso pensamento, aproximam ou afastam, constroem e destroem. São, ao mesmo tempo, ferramenta e espelho de quem somos. Talvez por isso eu tenha ficado tão surpreso ao ler uma reportagem do jornal La Nación, publicada em janeiro, sobre uma análise de inteligência artificial que classificou ‘basicamente’, ‘óbvio’ e ‘simplesmente’ como três das seis palavras usadas por pessoas com menor capacidade intelectual.

Basicamente, fiquei perplexo.

Óbvio que fui conferir se havia algum fundamento na pesquisa.

Simplesmente, não encontrei.

A reportagem afirma que essas palavras são usadas por pessoas ‘menos inteligentes’ ou que tendem a fazer generalizações constantes sobre tópicos que não conhecem.

Fiquei imaginando um escritor, um professor ou até um grande cientista sendo julgado por um algoritmo por ousar resumir uma ideia com um ‘basicamente’. Será que Stephen Hawking jamais teria usado um ‘simplesmente’ para tornar uma explicação mais acessível? Ou será que Einstein, entre suas reflexões sobre espaço e tempo, nunca disse que algo era ‘óbvio’?

Intrigado, e nada convencido, busquei nos textos de meu poeta preferido argumentos para derrubar essa “tese artificial”.  Abri o arquivo com as poesias completas de Mário Quintana, um mestre das palavras simples e profundas. Passei os olhos pelas páginas (de verdade, usei o recurso de busca de meu computador) e lá estava ela: ‘simplesmente’. Não uma, nem duas, mas 59 vezes. E em um de seus versos, a palavra surge duas vezes, com uma força que só a poesia é capaz de dar:

A arte de viver
É simplesmente a arte de conviver…
Simplesmente, disse eu?
Mas como é difícil! …

Se ‘simplesmente’ fosse um indicador de menor capacidade cognitiva, teríamos que reavaliar a genialidade de Quintana. Mas a verdade é que vivemos uma época em que dados são tratados como verdades absolutas e, pior, quando esses dados vêm de uma inteligência artificial, a tendência é aceitar sem questionar. Se a IA afirma, deve ser real. Se uma análise estatística sugere um padrão, deve haver um significado profundo. Mas, na pressa de transformar palavras em evidências de QI, esquecemos que a linguagem não é uma equação. Ela é viva, mutável, cheia de nuances que nenhum algoritmo consegue capturar por completo.

E, por favor, não me entendam mal. O avanço da inteligência artificial é fascinante. Mas precisamos lembrar que, no fim das contas, a máquina só reflete aquilo que ensinamos a ela. Se dermos a ela um dicionário reduzido, ela nos devolverá uma visão limitada. Se programarmos para que encontre padrões onde eles não existem, ela os criará.

As palavras, todas elas, são bem-vindas. Desde que usadas apropriadamente, não há expressão inútil, insignificante ou indigna. O segredo não está em proibi-las, mas em saber quando e como utilizá-las. Porque o que define nossa inteligência não é a palavra que escolhemos, mas o pensamento que conseguimos expressar com ela. 

O poder da comunicação verbal

Na certificação internacional de comunicação estratégica, que apresento em parceria com a WCES, a importância da palavra bem dita é um dos destaques quando falamos dos três recursos da comunicação: o verbal, o não verbal e o vocal. 

Participe do nosso curso, on-line; faça agora sua inscrição e se surpreenda com o potencial da sua comunicação.

O impacto da IA na comunicação

Na edição revista e ampliada de “Escute, expresse e fale – domine a comunicação e seja um líder poderoso”, analisamos o impacto que a IA tem na comunicação e na forma como os líderes fazem a gestão de suas equipes nas empresas. A nova versão do livro escrito por mim, António Sacavém, Leny Kyrillos e Thomas Brieu está disponível no site da editora Rocco.

O que The Bear nos ensina sobre escutar e falar

Cheguei tarde à série de TV The Bear (O Urso), uma das mais premiadas dos últimos anos. Antes tarde do que nunca. Aproveitei as férias e engatei um capítulo após o outro. Adorei o que assisti. Cheguei nesta semana ao fim da terceira temporada e alguém me contou que a quarta está prestes a estrear. Haja ansiedade! 

Não me atrevo a uma sinopse, menos ainda a uma crítica sobre a qualidade do trabalho do roteirista, produtor e diretor Christopher Storer e do elenco que reuniu. Os muitos prêmio que a série recebeu falam por si. Trago para esse espaço a experiência que tive ao assistir The Bear e dividir com você duas lições que considero fundamentais para uma comunicação qualificada. Ambas aparecem no capítulo em que o restaurante The Bear vai inaugurar, na segunda temporada.

A equipe se reúne para ouvir as orientações antes da abertura das portas. É uma espécie de preleção para motivar e alinhar todos com o padrão de excelência no atendimento que buscam alcançar. Richie, interpretado pelo ator Ebon Moss-Bachrach, responsável pelo salão, faz um pergunta instigante: o que Vasudeva disse a Sidarta, às margens do rio Ganges? Uma referência ao romance de  Herman Hesse, de 1922, que nos convida a refletir sobre escolhas, desapegos e caminhos que nos levam à sabedoria. 

Diante dos olhares de dúvida da equipe, Richie responde com a frase de Vasudeva: “Listen better” ou “escute melhor”. No livro, Sidarta percebe que a verdadeira sabedoria não se ensina com palavras, mas se vive e se sente. A escuta, nesse contexto, é uma metáfora para a abertura interior necessária ao autoconhecimento. No seriado, a intenção é mais prática:os funcionários devem devem escutar os clientes não apenas pelas palavras, mas pelas atitudes e reações. 

A prática da escuta é transformadora nas relações interpessoais. Arrisco dizer: é diferencial competitivo. Quando você aceita escutar o outro, se diferencia, aprende mais, entende melhor e constrói diálogos mais ricos e qualificados. Meu colega e coautor do livro Escute, expresse e fale! , Thomas Brieu, ensina  escutar é, por si só, uma forma poderosa de expressão. 

Na sequência da cena, em The Bear, Natalie “Sugar” Berzatto, protagonizada por Abby Eliott, reforça outra mensagem essencial: “Last reminder: ABC – always be communicating”.  O tradutor adaptou como “aplicar boa comunicação” apesar de, ao pé da letra, a expressão significar “esteja sempre se comunicando”. No original ou no esforço do tradutor, o recado é direto: comunicar-se é essencial para manter a equipe alinhada e informada sobre objetivos, mudanças e avanços. 

Escutar melhor e comunicar-se sempre são como os ingredientes básicos de um restaurante de sucesso: sem eles, o cardápio pode ser impecável, mas o serviço ficará abaixo do esperado. Escutar é como decifrar o pedido nas entrelinhas, e comunicar-se é servir a mensagem no ponto certo. No fim, são esses dois itens que transformam experiências, seja à mesa ou na vida. Inclua-os no seu cardápio diário. 

E se ainda não assistiu a The Bear, corre lá na Disney+ antes que a quarta temporada estreie.

Leia a nova edição de “Escute, expresse e fale”

A edição revisada e ampliada de Escute, expresse e fale! Domine a comunicação e seja um líder poderoso(Rocco), que escrevi com António Sacavém, Leny Kyrillos, Thomas Brieu, foi lançada nesta semana e tem dois capítulos inéditos: um que trata do impacto da IA na comunicação e outro que apresenta o método do storytelling ao vivo.

Conheça a certificação sobre comunicação estratégica

Aproveite que o ano está começando e se inscreva na Certificação Internacional de Comunicação Estratégica em Ambiente Profissional que lancei em parceria com a WCES, uma startup de consultoria e educação, com sede em Utah, nos EUA.

O curso que oferecemos é on-line e gravado, com todas as aulas e masterclasses já disponíveis. Além das aulas que preparei ao lado de Thiago Quintino, fundador da WCES, temos masterclasses com professores-convidados: Luiza Helena Trajano, Mário Sérgio Cortella, Leny Kyrillos, Martha Gabriel, Arthur Igreja, Michel Alcoforado, e Thomas Brieu.

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O retorno de Donald Trump e o perigo dos líderes tóxicos: mentiras, manipulações e um rastro de destruição

A volta de Donald Trump à Casa Branca, nessa segunda-feira, está permeada pelas incertezas e temores do que o líder populista americano fará com o poder reconquistado, nos Estados Unidos. Das certezas, a repetição de uma das marcas de seu primeiro governo, o uso da mentira como estratégia de comunicação e liderança. O comportamento de Trump na presidência foi motivo de uma série de estudos, alguns deles usei como referência no livro “Escute, expresse e fale!”, escrito com meus colegas António Sacavém, Leny Kyrillos e Thomas Brieu, pela editora Rocco.

No capítulo sobre líderes tóxicos citamos uma pesquisa que codificou quatrocentas mentiras proferidas por Trump, no primeiro mandato. Identificou-se que ele pode dizer sete vezes mais mentiras em seu benefício do que em benefício dos outros. Para ter ideia do que isso significa, as pessoas, por padrão, dizem duas vezes mais mentiras em benefício próprio do que mentiras em benefício dos outros.

De acordo com a  pesquisadora  Bella DePaulo, doutora em Harvard, apenas de 2% a 3% das mentiras contadas por pessoas comuns são cruéis, ou seja, têm o objetivo de prejudicar terceiros. No caso do presidente Trump as mentiras cruéis chegam a 50%.  Apenas 10% das mentiras de Trump são consideradas bondosas. Entre nós, “mentirosos comuns”, esse tipo de mentira chega a 25% — sim a gente também mente para o bem. Portanto, além de mentir muito, Trump mente para se beneficiar e para destruir os outros.

Um outro trabalho comparou os traços de personalidades e os estilos utilizados na campanha política por Trump, assim como os de mais 21 líderes mundiais considerados populistas. O resultado é impressionante. Mesmo quando colocado ao lado de figuras políticas narcisistas e agressivas, ele se destaca como um extremo entre os extremados. 

Conforme o psicanalista John Zinner, ex-chefe da Unidade de Estudos de Terapia Familiar do Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH), em entrevista ao site Raw Story em 2020, Donald Trump é considerado perigoso por conta da fragilidade de seu senso de valor pessoal. Segundo Zinner, qualquer crítica ou demonstração de desprezo é vivenciada por Trump como uma humilhação profunda e uma ameaça à sua autoestima. Para lidar com esse vazio emocional, ele recorre ao que os especialistas chamam de “raiva narcisista”, reagindo de forma agressiva. Além disso, ele demonstra incapacidade de assumir responsabilidade por erros ou falhas, preferindo culpar terceiros e atacar aqueles que considera responsáveis por sua humilhação. 

No livro “Escute, expresse e fale!”, Trump ilustrou o capítulo dos líderes tóxicos em que explicamos também porque as pessoas seguem esses profissionais que persistem a frente de algumas organizações. Chamamos atenção para a forma como manipulam seus colaboradores, seduzem os colegas e forjam resultados imediatos, sem compromisso com o futuro. Encerramos o capítulo com um alerta que permanece atual: líderes tóxicos podem conquistar admiradores e alcançar resultados momentâneos, mas deixam um rastro de destruição que compromete instituições, relações e a confiança necessária para construir um futuro sustentável.

Conheça a versão ampliada e revisada de “Escute, expresse e fale!”, publicado pela editora Rocco.

Nova edição de ‘Escute, expresse e fale!’ destaca o impacto da IA na comunicação e storytelling ao vivo

A editora Rocco lança, nesta semana, a nova edição de “Escute, Expresse e Fale!” que destaca o impacto da Inteligência Artificial na comunicação e ensina como construir um storytelling ao vivo.


A comunicação é a base das relações humanas e o pilar para liderar em tempos de transformação. Por isso, a versão revista e ampliada de “Escute, Expresse e Fale!” (Rocco) chega com novidades indispensáveis para líderes e profissionais que desejam aprimorar suas habilidades comunicativas.

António Sacavém, Leny Kyrillos, Thomas Brieu e eu apresentamos dois novos capítulos que respondem às demandas contemporâneas: Inteligência Artificial (IA) e Storytelling ao Vivo.

IA e a comunicação do futuro


A revolução da IA está transformando a maneira como nos conectamos e lideramos. Sistemas como ChatGPT e tecnologias de personalização estão remodelando interações, e trazem dilemas éticos: como equilibrar o uso de dados sem comprometer a privacidade? Como manter a humanidade no centro das decisões?

Neste novo capítulo, exploramos o conceito do “Líder AI-Driver”, um perfil que combina habilidades tecnológicas e humanas para liderar de forma ética e empática. É um convite para navegar pelos desafios e oportunidades da IA sem perder de vista a essência da comunicação: o fator humano.

Storytelling ao vivo: comunicação em tempo real


Histórias sempre foram uma ferramenta poderosa, mas o storytelling ao vivo eleva isso a outro nível. É uma abordagem dinâmica, em que narrador e público cocriam experiências únicas no momento.

Essa técnica dissolve conflitos, promove empatia e engaja equipes como nenhuma outra. No livro, apresentamos ferramentas práticas para aplicar o storytelling ao vivo em contextos corporativos e interpessoais, transformando simples conversas em experiências memoráveis.

Por que ler a nova edição?



Seja você líder, educador ou profissional, esta obra é um guia para quem deseja navegar com impacto pelas mudanças do mundo atual. A integração dos temas de IA e storytelling reflete as novas demandas de comunicação e liderança.

“Escute, Expresse e Fale!” é um mapa para fortalecer conexões humanas e transformar palavras em ações poderosas.

Está pronto para dominar a comunicação e liderar com propósito?

Compre aqui a nova versão de “Escute, expresse e fale!”

Na falta de comunicação, a fofoca vira chefe

Sabia a última da Cássia? 

O que ela fez ontem depois de sair aqui do jornal? 

Antes de falar, deixa eu contar outra coisa.

Toda firma tem um fofoqueiro de plantão, aquele que parece ter a agenda cheia, mas ainda encontra tempo para se atualizar sobre os segredos da empresa. Esse personagem universal é uma espécie de “CGO — Chief Gossip Officer”. E, curiosamente, é mais frequente nas organizações que falham na comunicação interna.

Um estudo recente da Universidade de Stanford foi ainda mais longe. Segundo os pesquisadores, a fofoca é uma espécie de ferramenta evolutiva. Ao que tudo indica, somos propensos a fofocar porque isso ajuda a proteger nossa reputação e a nos manter informados. E, você haverá de admitir, saber da vida alheia é tentador. É quase como uma sobremesa após o almoço: nem sempre é saudável, mas é difícil resistir.

Porém, as conseqüências da fofoca podem ser devastadoras em um ambiente de trabalho. Não raro, informações distorcidas geram conflitos, prejudicam relacionamentos e criam um clima de desconfiança generalizada. Mais grave ainda é o impacto na produtividade: enquanto tentamos decifrar quem disse o quê sobre quem, o foco nas tarefas principais vai embora.

O paradoxo é que, muitas vezes, o fofoqueiro se torna protagonista porque a empresa deixou espaços para ele atuar. Se os gestores comunicam mal ou pouco, esses vácuos são rapidamente preenchidos por interpretações criativas e boatos. Sem canais claros e confiáveis de comunicação, qualquer corredor vira estúdio de podcast informal.

Agora, imagine o impacto de uma estratégia eficiente de comunicação interna: boletins informativos regulares, murais digitais, espaços abertos para feedback e lideranças acessíveis. Empresas que investem nesses recursos não apenas reduzem os boatos, mas também criam um ambiente de transparência e confiança. Quando as mensagens são claras, consistentes e bem distribuídas, o fofoqueiro titular perde protagonismo e o foco volta para o que realmente importa.

Portanto, aqui vai um conselho para as organizações: antes de gastar energia tentando conter as fofocas, dediquem-se a comunicar bem. Afinal, é mais fácil evitar o fogo do que apagar o incêndio. E, convenhamos, menos boatos nos corredores significa mais produtividade nos escritórios. Talvez até sobre um tempinho para o café—sem a culpa de um segredinho compartilhado.

Sobre a última da Cássia não vou contar não, porque fofoqueiro não sou.

Quer saber mais sobre comunicação?

Conheça a Certificação Internacional de Comunicação Estratégica em Ambiente Profissional.

Palestras: acreditar que tudo está sob controle é a receita para o desastre

Acabo de revisar a palestra que farei nesta quinta-feira em um evento na cidade de Itu, interior de São Paulo. Um grupo de líderes e gestores de uma empresa estará reunido para discutirmos o tema da comunicação, uma competência essencial para quem ocupa postos de comando.

Usei o verbo revisar porque esta palestra, com ajustes e adaptações, foi apresentada recentemente a outro grupo de profissionais. Apesar de dominar o tema e de já ter levado aos palcos um roteiro muito semelhante, nunca me atrevo a seguir para um novo compromisso sem revisar os slides, repensar as mensagens, refazer as conexões que dão dinâmica à apresentação e refletir sobre as histórias e casos que serão compartilhados. Sempre há a possibilidade de perceber que algo precisa ser alterado para tornar o assunto mais próximo do público. Mesmo que isso pareça exagerado, sobretudo para quem realiza palestras há 25 anos, acreditar que tudo está sob controle é a receita perfeita para o desastre.

Precisamos aprender com os mestres dessa arte, e um dos nomes mais ilustres é Steve Jobs, que transformava os lançamentos dos principais produtos da Apple em espetáculos, graças a apresentações memoráveis. Ele ensaiava exaustivamente cada detalhe: ajustava slides, transições e até mesmo a entonação da voz.

Na mais bem escrita biografia sobre o criador da Apple, o autor Walter Isaacson relata o preciosismo quase irritante de Jobs ao descrever os preparativos para o lançamento do icônico Macintosh, no auditório Flint do De Anza Community College, em Cupertino, em 1984. Entre tantas exigências, Jobs estava descontente com a iluminação e fez John Sculley, então presidente executivo da Apple, sentar em diversas cadeiras no auditório para dar sua opinião enquanto ajustes eram feitos. Jobs queria que as linhas do computador revolucionário se destacassem no palco. Foram cinco horas de ensaios e modificações, às vésperas da apresentação, para, no dia seguinte, Sculley ouvir de Jobs: “Estou supernervoso. Você é provavelmente a única pessoa que sabe como estou me sentindo.”

Se Steve Jobs ficava tenso, mesmo depois de tantos preparativos para sua palestra, por que eu, você ou qualquer um de nós levaríamos ao palco a prepotência de acreditar que está tudo sob controle?

Vamos falar de palestras no curso de comunicação

Como nos prepararmos para palestras é um dos muitos temas que discutiremos na Certificação Internacional de Comunicação Estratégica para Ambientes Profissionais, que se inicia neste sábado, dia 30 de novembro, com a WCES.

Junte-se a nós: https://lnkd.in/epZKNwY7

Certificação internacional de comunicação: vai começar nossa jornada de educação!

Ao lado de Thiago Quintino (WCES) no dia do lançamento do curso de comunicação

Esta é uma semana importante para mim. Peço licença, caro e raro leitor deste espaço, para compartilhar esse momento especial com você. Os mais atentos devem lembrar que, em setembro, anunciei o lançamento de uma certificação internacional em comunicação, em parceria com a WCES, uma startup de consultoria e educação que atua em 15 países. Desde então, foi gratificante ver a adesão de tantas pessoas que confiaram no meu trabalho e desejaram se desenvolver em uma das competências mais valorizadas no mercado, segundo pesquisa do LinkedIn.

Até agora, quem se uniu a essa proposta já teve acesso a duas aulas especiais, enriquecidas pela presença de convidados que trouxeram reflexões apuradas sobre comportamento humano e transformação digital — temas que moldam a maneira como nos comunicamos.

Em outubro, recebi, ao lado de Thiago Quintino, fundador da WCES e meu parceiro na certificação, o antropólogo Michel Alcoforado. Ele nos ajudou a refletir sobre como o ser humano moderno se comporta em sociedade, em uma aula destinada aos alunos pré-inscritos. Em novembro, foi a vez de Arthur Igreja, especialista em inovação e inteligência artificial, nos inspirar em uma aula aberta ao público, demonstrando a essência do que pretendemos oferecer com esta certificação.

Agora, chegou o momento de entregar o que prometemos.

A Certificação Internacional de Comunicação Estratégica em Ambiente Profissional começa no dia 30 de novembro, oportunidade em que exercitarei o papel de educador, com o respaldo do Thiago Quintino e da WCES – o que multiplica o tamanho da minha responsabilidade e ansiedade. Diante desse novo começo, sinto-me como quando cheguei na redação pela primeira vez, há 40 anos; ou no dia em que subi ao palco para a palestra que inaugurou esse outra jornada na minha carreira de comunicador, em 1999. O frio na barriga se assemelha ao que senti quando enviei a prova do meu primeiro livro para a editora, em 2004. São as mesmas sensações, apenas percebidas, agora, por alguém mais velho que já aprendeu que a perfeição é uma busca nunca o destino final.

Certificação tem metodologia própria e recursos de apoio

O curso é estruturado em cinco capítulos, cada um composto por cinco a oito aulas on-line e gravadas em vídeo. As aulas seguem um formato dinâmico com cerca de 10 minutos cada uma —- em algumas, entusiasmados, passamos do tempo previsto: apresentamos casos reais, conceitos e conhecimentos relevantes, sempre buscando criar um ambiente de conversa. Nosso objetivo é que você, aluno, sinta-se parte do projeto, como se estivesse ao nosso lado enquanto compartilhamos experiências e o conteúdo especialmente desenvolvido para esta certificação.

Para evitar que a “ansiedade informacional” — resultado da avalanche de mensagens que recebemos diariamente — prejudique o aprofundamento nos temas, cada capítulo será seguido de um quiz. Assim, você terá a oportunidade de testar o que aprendeu antes de avançar para o próximo conteúdo. Além disso, será necessário aguardar uma semana entre capítulos, uma metodologia já aplicada com sucesso pela WCES em outros cursos.

Para aproveitar melhor esse intervalo, preparei uma extensa lista de referências. São livros e artigos científicos escritos por especialistas em comunicação, que sustentam os conteúdos do curso e podem se tornar fontes valiosas para sua pesquisa e aprendizado contínuo.

Participação de profissionais altamente qualificados

Durante a certificação, além das duas aulas de pré-estreia, com Michel Alcoforado e Arthur Igreja, você também terá acesso às masterclasses, que são conversas com profissionais de destaque em suas áreas. Nossos professores-convidados trouxeram ideias e experiências que certamente irão inspirar sua jornada:

  • Mário Sérgio Cortella nos lembrou da importância de liderar e comunicar com ética, criando ambientes de confiança e relações saudáveis.
  • Martha Gabriel mostrou que a transformação digital vai além das ferramentas; trata-se de potencializar o ser humano em um mundo em constante mudança.
  • Thomas Brieu destacou a escuta ativa como uma prática fundamental para construir comunicações mais efetivas e humanas, ouvindo com corpo, mente e coração.
  • Leny Kyrillos explorou como líderes que priorizam clareza, empatia e respeito constroem ambientes de colaboração e confiança, utilizando o método SCARF para promover relações mais harmoniosas.

Ao longo do curso, novos nomes e conteúdos vão compor nossa equipe. Queremos mantê-lo sempre atualizado por meio de aulas, masterclasses e trocas de informações em um grupo exclusivo no LinkedIn.

Gravamos as aulas em espaços pensados para criar conexão. Algumas ocorreram em um ambiente acolhedor, semelhante a uma sala de estar. Outras foram gravadas no estúdio onde iniciei minha carreira, em Porto Alegre, resgatando a importância de honrarmos nossas origens. Quando o Thiago Quintino estava no escritório da WCES em Utah, usei o cenário da biblioteca  que me acompanha há anos, em São Paulo, um símbolo do conhecimento e do hábito essencial de ler para crescer pessoal e profissionalmente. Afinal, a imagem comunica, como aprenderemos na certificação.

Ao concluir o curso, você receberá uma certificação internacional da WCES, startup que conta com os apoios dos governos americano e britânico.

Junte-se a nós! Inscreva-se agora e embarque em uma nova jornada, porque comunicação é coisa séria. E eu estou ansioso para saber se atendemos a sua expectativa:  

Inscreva-se aqui

Falamos de escuta ativa e comunicação com profissionais que ajudam pacientes a melhorar a audição

Imagem do palestra no Webmeeting

A comunicação começa com uma escuta ativa e qualificada, exigindo uma mudança de comportamento em relação à forma como nos acostumamos a interagir. Temos a tendência de falar mais do que ouvir, de acreditar que somos os donos da razão e de sobrepor nossa história à do outro — seja em momentos de alegria ou tristeza. Já reparou que, sempre que um amigo compartilha uma doença pela qual passou, imediatamente buscamos um caso ainda pior para relatar? A intenção pode parecer boa, como uma tentativa de consolar o outro; porém, na prática, isso acaba por invalidar a dor de quem realmente está sofrendo e revela que não estamos escutando plenamente, pois falhamos em captar o que é importante para quem fala.

Esses e outros temas relacionados à escuta ativa foram abordados no WEIZHA — Webmeeting Internacional sobre Zumbido e Hipersensibilidades Auditivas. Ao lado de Leny Kyrillos e com vídeos gravados por Thomas Brieu e António Sacavém, apresentei alguns dos conceitos que me inspiraram a escrever Escute, Expresse e Fale! Domine a comunicação e seja um líder poderoso (Editora Rocco). O evento, realizado online e em sua sexta edição, foi organizado pela Dra. Katya Freire, fonoaudióloga, e pela Dra. Tanit Ganz Sanchez, otorrinolaringologista. O encontro reuniu profissionais de saúde, todos interessados em aprofundar seus conhecimentos sobre comunicação.

Foi um enorme prazer colaborar com uma discussão que ajuda profissionais de saúde dedicados a melhorar a audição dos pacientes a escutar melhor.

Certificação Internacional de Comunicação

Leny e Thomas são meus professores convidados na Certificação Internacional de Comunicação Estratégica em Ambiente Profissional, realizada em parceria com a WCES, uma startup especializada em experiência do cliente. Conheça o curso e faça sua inscrição pelo link a seguir: https://www.wces.education/comunicacao

Conheça minha Certificação de Comunicação Profissional, em parceria com a WCES

Minha certificação internacional de comunicação profissional, em parceria com a WCES, está à sua espera. Depois do evento de lançamento, realizado semana passada em São Paulo, que me deixou bastante impactado pela adesão de pessoas e pela participação de profissionais de diversas áreas, líderes empresariais, além de colegas e amigos, agora abrimos as inscrições oficialmente. Aqueles que se inscreverem neste período de pré-venda assistirão a duas aulas on-line e ao vivo ainda em outubro. As aulas on-line e gravadas estarão disponíveis em novembro.

No evento em que a certificação foi apresentada, tive o privilégio de receber Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn, que destacou a importância da comunicação no desenvolvimento profissional. Em uma lista das 10 habilidades mais procuradas no Brasil para 2024, segundo pesquisa do LinkedIn, a comunicação aparece em primeiro lugar. Entre as demais habilidades, ao menos cinco — como trabalho em equipe, negociação e liderança — exigem domínio da comunicação para serem realizadas com excelência.

Faço coro com meu parceiro de certificação, Thiago Quintino, fundador da WCES, que acredita na ideia de que “comunicação é coisa séria”. E, para tornar essa ideia uma realidade, tive o prazer de contar com a presença de profissionais renomados que participam como professores-convidados em ao menos quatro masterclasses: o filósofo Mário Sérgio Cortella, a futurista Martha Gabriel, a fonoaudióloga Leny Kyrillos e o professor franco-brasileiro de escutatória Thomas Brieu. Nessa jornada, em breve, poderei anunciar mais dois convidados que trarão ainda mais conteúdo para essa certificação.

As aulas seguem uma estrutura própria com tempo aproximado de 10 minutos cada uma, sempre trazendo casos, conceitos e considerações para que você aplique na prática e imediatamente os conhecimentos trabalhados. Nas masterclasses, com até uma hora de duração, nossos professores-convidados nos ajudam com reflexões sobre estratégia, tecnologia, ética, comportamento humano e relacionamento profissional, a partir do uso apropriado da comunicação.

Conheça e faça agora sua inscrição na certificação “Comunicação Estratégica no Ambiente Profissional” acessando esta página, onde você terá todas as informações do curso e a relação completa das aulas.

Vai ser muito bom compartilhar o conhecimento que acumulei ao longo dos 40 anos que me dedico ao tema da comunicação.

Serviço

Curso: “Comunicação Estratégica para o Desenvolvimento Profissional”

Formato: On-line

Período: Primeira turma aberta

Investimento:R$ 799,00 à VISTA OU R$ 890,45 EM ATÉ 10X NO CARTÃO 

Inscrições: https://www.wces.education/comunicacao

Fernando Gabeira: “As ideias brigam, as pessoas não”

Cássia Godoy e eu entrevistamos Fernando Gabeira, na edição desta quinta-feira do Jornal da CBN, para refletir sobre os 60 anos do Golpe Militar. Ele era um jovem jornalista, em 1964, quando a ditadura se iniciou no Brasil. Na época, deixou a redação pela luta armada, participou do sequestro do embaixador americano, foi preso e exilado. Hoje, com mais de 83 anos, é um dos jornalistas mais importantes do país e um exímio pensador do comportamento político e social. 

Compartilho com você um dos momentos da entrevista – a última resposta para ser preciso. A sensibilidade das palavras de Gabeira sobre o desafio que temos diante das divergências que assistimos na sociedade expressa uma das ideias que defendemos sempre que tratamos do tema da comunicação: “as ideias brigam, as pessoas não”