Cidades buscam solução para resgatar rios


O crescimento dos povoados está ligado ao desenho e a importância dos rios, historicamente. Porém, o desenvolvimento dos centros urbanos acabou por desfazer esta relação com ocupação desordenada e manejos impróprios dos recursos hídricos. A necessidade de resgatar os rios é fundamental para a qualidade de vida dos moradores das cidades e foi em busca de caminhos para esta “reconquista” que a arquiteta Maria Cecília Gorski desenvolveu o trabalho “Rios e Cidades – ruptura e reconciliação”, lançado em livro pela Editora Senac-SP, recentemente.

Um dos bons exemplos de reconciliação da cidade com o seu rio, citado por Maria Cecília, em entrevista ao CBN São Paulo, é o trabalho de recuperação do rio Piracicaba, no interior paulista. Ela lembra, também, que o Cabuaçu de Baixo também seria alvo de projeto semelhante mas que deixou de ser executado.

Em São Paulo, capital, ela destaca a relação conflituosa entre a cidade e o rio Tietê.

Ouça a entrevista com a arquiteta Maria Cecília Gorski, no CBN São Paulo


O rio não é lata do lixo

Luciah Rodriguez
Ouvinte-internauta

Rio Tietê

Lixo lançado fora do local adequado é inadequado: pode seguir para os rios, mares, lagoas. Poluindo esses mananciais de água, poderemos viver o caos num futuro próximo.

Sabe-se que 97% da terra é constituída por água de mares, oceanos, geleiras e rios, mas apenas 0,3% dessas águas são aproveitadas para sobrevivência humana e animal. Se fosse possível recorrer a dessalinização das águas salgadas dos oceanos e mares, gastaríamos uma quantidade incalculável de recursos financeiros, que certamente não viabilizaria tal procedimento.

Pensando nessa problemática que tal levar o lixo mais a sério? Ele é problema de todos, mas, a solução pode passar por uma profunda mudança de atitude. Que tal começar antes que os rios sequem, que o mar fique poluído e que a natureza não se rebele ainda mais? Já percebeu como anda clima?

O lixo jogado a céu aberto é considerado um dos maiores problemas a ser vencido pelo poder público. Educar as pessoas a cuidar melhor do meio-ambiente não é tarefa fácil! Já observou o lixo em sua casa? E nas empresas?

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Para medir a Pegada Hidrológica


“Cada R$ 1 que produzimos equivale a 130 ou 140 litros de água consumidos”. A afirmação é do professor Eduardo Mário Mendiodo, do departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP.

Na entrevista ao CBN São Paulo, Eduardo Mendiodo chamou atenção para a importância do cidadão medir sua pegada hidrólogica, identificando o quanto consome de água de forma direta ou indireta. Para ele, somente assim teremos consciência de como reduzir o impacto dos nossos hábitos nos recursos naturais: “Há uma explosão de consumo indireto”, alertou.

Ouça a entrevista do professor Eduardo Mendiodo, ao CBN SP

Após ouvir a entrevista com o professor Mendiodo, o ouvinte-internauta Guilherme Salviati enviou uma tabela na qual é possível verificar os valores de água virtual de alguns produtos.

“Os valores medidos até agora têm, no entanto, variações em função do método de cultivo, do método de avaliação, etc. É importante notar a ordem de grandeza dos mesmos – é ela que dá relevância ao tema”, diz na mensagem enviado ao CBN São Paulo.

Acompanhe os números:

(litros de água por kg de alimento produzido )

Arroz – 1.400 a 3.600
Aveia – 2.374
Aves/Galinha – 2.800 a 4.500
Azeite de Oliva – 11.350
Azeitona – 2.500
Banana – 499
Batata – 105 a 160
Beterraba – 193
Cana-de-açúcar – 318
Carne de Boi – 13.500 a 20.700
Carne de porco – 4.600 a 5.900
Laranja e outros citros – 378
Leite – 560 a 865
Manteiga – 18.000
Milho – 450 a 1.600
Óleo de soja – 5405
Ovos – 2.700 a 4.700
Queijo – 5.280
Soja – 2.300 a 2.750
Tomate – 105
Trigo – 1.150 a 2.000
Uva – 455

Veja aqui como funciona a calculadora da Pegada Hidrológica

Fã põe Pokemon na batalha em favor da água

Um “fanfic” é história escrita por fãs de um seriado, filme ou HQ para outros fãs, na qual criam roteiros com seus personagens preferidos. Para participar do Blog Action Day’10, o Gregório Costa, de 14 anos, mandou um dos capítulos da história que escreve no Fórum Pokemon Square. E ele escolheu uma batalha em que seus heróis combatem um grupo que está explorando a água indevidamente. Divirta-se e o ajude a continuar contando esta história, lá no fórum:

Oi, Gente do Fórum e pessoal do Blog do Mílton Jung. Vou fazer um texto para os dois. Para o pessoal do fórum que me conhece, a história vai ser normal. Mas para o pessoal do blog, vou por um link ao final do capítulo, pois gostaria que mandassem críticas. Sem mais delongas, aqui vai.

Capítulo 6

Especial Blog Action Day!

Leila: Brian olha o que eu achei na loja pra você.
Brian: O quê?
Leila: Não tá vendo na minha mão. (tonto)

Nas mãos de Leila havia um anel com uma pedra diferente no meio.

Brian: Anel? Eh… uh… Isso não é de mulher?
Leila: Lógico que não! “porrada na cabeça de Brian”
Brian: Ta bom eu uso. (Estressada) Como fiquei.
Leila: Ótimo.

Depois dessa cena nossos heróis vão para fora da cidade e em direção do Sapphire’s Lake que era próximo do Ginásio Elétrico. Tinha esse nome por causa da cor de suas águas que brilhavam a luz tanto da Lua quanto do Sol. Era um lugar lendário por causa do suposto poder que suas águas tinham sobre os pokemons.

Brian: Então para onde a gente vai mesmo?
Leila: Não viu o parágrafo ai em cima, não?
Brian: Bom, mas você sabe alguma coisa sobre o Líder do ginásio.

Leila pega seu livreto de informações e começa folhar e acha a página com as informações.

Leila: Bom aqui diz:
Nome: ????
Tipo especializado: Elétrico
Estilo de Luta: ?????
Localização: 20 metros de Sapphire’s Lake e 10 metros da cidade de Electra.

Brian: Nossa valeu pela informação muito útil.
Leila: Fiz o que pude viu! (Electra? Onde eu ouvi esse nome?)

Após uma caminhada longa nossos heróis chegaram ao lindo Sapphire Lake. Lindo?

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Secos e Molhados

Luciana Marinho
Escrevinhadora e repórter da CBN

Preguiçosa, a gota desce esticada
e pela borda escorre em filete
Uma a uma elas saem do
túnel curvilíneo
Sorrateiras se desfazem em fios
de água
Na lentidão e cadência dos movimentos,
elas se multiplicam…
e morrem

A secura na boca faz os lábios
se comprimirem já sem energia
Os últimos feixes de luz
embaçam a visão como quando
os olhos abriram pela primeira vez
Os sintomas da sede não cessariam
mais e talvez nem mesmo o filete
de água que desce fadigado
pela borda da pia
talvez nem mais ele pudesse
dar alívio ao corpo incapaz
de impelir qualquer gesto
e já destinado, como a gota d’água,
a morrer…

 

Na mesa, água na jarra

 

Nas mesas de restaurantes italianos, a água chega na jarra antes mesmo de você fazer o pedido. No Brasil, ainda temos o hábito de pedir água engarrafada. A Iniciativa Água na Jarra me foi apresentada por Alexandre Nunes, que deixou recado aqui no Blog. A proposta é que se substitua o consumo de água engarrafada pelo de água tratada e purificada. Restaurantes e eventos interessados em aderir a ideia se comprometem a comercializar, preferencialmente, água tratada e purificada servida em jarras. E assim deixam de gerar grande quantidade de resíduos poluentes. Para saber mais sobre a projeto visite o site Água na Jarra, de onde foi extraído o texto a seguir de autoria da economista Letycia Janot, uma das fundadoras da Iniciativa:

Vamos começar pelo básico…

À medida que a proposta da Iniciativa Água na Jarra vai se disseminando, muitas reflexões bacanas têm surgido. O tema do consumo da água sem garrafa tem muito mais a nos ensinar do que pode parecer à primeira vista. Ao contrário do que se possa pensar numa análise rápida e simplista não estamos falando apenas de uma iniciativa pelo consumo consciente. Estamos falando de sermos sustentáveis naquilo que nos é mais essencial, mais básico, que fazemos todos os dias, várias vezes ao dia. Estamos falando que um consumidor que se sensibilizou com essa causa terá uma nova atitude e vai praticá-la tantas vezes, que com certeza estará mais inclinado a adotar outras práticas que visem a melhoria ambiental e que beneficiem a coletividade.

Mas não vamos parar por aí, podemos ir além; imagino que esse consumidor, ao se dar conta de tantos benefícios alcançados com esse gesto, terá consciência da importância da preservação dos mananciais da sua cidade. A partir daí ele entenderá que os serviços ambientais prestados pela natureza são essenciais e por isso é importante proteger nossos recursos naturais: nascentes, vegetação, biodiversidade. Quem sabe ele então terá um novo olhar para as áreas protegidas existentes no entorno de onde mora.

E o mais bacana é que tudo isso pode acontecer através de uma troca muito simples, onde se consome o mesmo produto, mas que chega até o consumidor de uma maneira diferente. No fundo, nada mais é do que uma mudança logística. E esta troca simples tem como consequência reduções nos impactos ambientais de (i) exploração de nossa água subterrânea (ii) exploração do petróleo e todas as etapas necessárias para produção da garrafa (iii) diminuição da emissão de CO2 pelo transporte da garrafa e  (iv) diminuição dos resíduos que geramos em nosso dia a dia.

Entendo que, se uma empresa está se esforçando de verdade pela incorporação das práticas sustentáveis em seu negócio, ela deveria também adotar uma nova maneira de consumir a água potável. Atenção: não vale instalar os filtros purificadores na empresa mais continuar usando copos plásticos descartáveis. Cada funcionário deve ter seu próprio recipiente e um local adequado para higienizá-lo. Não vamos fazer disso um grande problema. Todo mundo lava o copo de água em sua própria casa, e pode fazê-lo também em seu local de trabalho. A boa notícia é que a empresa ainda consegue fazer uma boa economia adotando essa medida.

A sustentabilidade é importante para você? Que tal começar pelo básico?