Foto-ouvinte: Bandeira rasgada, bandeira reposta

Foi o vento que provocou este estrago na bandeira brasileira que se apresenta no mastro da Praça da Bandeira, centro de São Paulo. O ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias, colaborador fiel do blog, passou por lá no sábado. A Secretaria das Subprefeituras já nos informou que a bandeira foi substituída.

Agora o outro lado
(publicado em 03/09, terça)

Ouvintes-internautas do CBN SP me alertam, por telefone e e-mail, que a bandeira ainda não foi reposta conforme informou, erradamente, a Secretaria Municipal das Subprefeituras.

Condomínio legal: Casos reais (e hilários)

Condomínio legal: Casos reais (e hilários)

Por Márcio Rachkorsky

Num condomínio de luxo, recém-entregue pela construtora, o fluxo de prestadores de serviços (pedreiros, marceneiros, gesseiros, montadores de móveis, etc.) era muito grande.

Num dos apartamentos, a proprietária, muito excêntrica, resolveu mandar quebrar o banheiro e instalar uma bela banheira (estilo ofurô), para seus longos banhos. Eis que o pedreiro contratado para executar os serviços compareceu no dia marcado e, 04 dias depois, a obra estava concluída.

Todavia, um pequeno equívoco aconteceu… A bela reforma fora executada no apartamento 31 e não no 21 !!!!!!!!!!

Resultado: O pedreiro nada recebeu; a proprietária do apartamento 21 ficou enlouquecida e o mocinho do 31 toma longos e memoráveis banhos em sua faraônica banheira. Porteiro e zelador foram demitidos.

Márcio Rachkorsky toda segunda-feira está aqui no blog com textos inéditos e respondendo a dúvidas de ouvintes-internautas que forem deixadas na área reservada aos comentários. Nas quartas e sextas, ele faz “Condomínio Legal”, na CBN, às 11 e pouco da manhã.

Ambiente Urbano: Estado quer reduzir emissão em 20%


Por Osvaldo Stella

Primeiro foi o governo municipal, agora o governo estadual anuncia que enviará a Assembléia Legislativa de São Paulo a política estadual de mudanças climáticas. Mesmo contrariando a postura do Governo Federal, estas iniciativas estão em sincronia com um movimento mundial de mobilização em relação ao combate as mudanças climáticas.

Seguindo o exemplo de governos que não tem obrigações firmadas para a redução de suas emissões mas o fazem voluntariamente, como é o caso do governo da Califórnia, o Governo do Estado pretende, segundo o secretário Xico Graziano “reduzir em pelo menos 20% as emissões de gases de efeito estufa” do Estado de São Paulo até 2020.

Dia 22 de setembro está previsto o lançamento da política nacional de mudanças climáticas.

Estas iniciativas criam um novo ambiente para analisar questões como a reativação dos ônibus elétricos e a expansão do transporte sobre trilhos. São medidas que contribuem para a melhoria do trânsito na cidade e da saúde pública, ao mesmo tempo que podem contribuir para reduzir o efeito estufa.

Osvaldo Stella é da ONG Iniciativa Verde e comentarista do Ambiebnte Urbano, do CBN SP, que vai ao ar toda segunda-feira, logo após às 11 da manhã.

Carros do corpo consular não pagam multa, na Inglaterra

Andar em área de trânsito restrito sem precisar pagar pedágio, estacionar em local proibido e não se preocupar com a multa ou ultrapassar o sinal vermelho sem se importar com o fiscal que autua na esquina. O sonho de muitos motoristas metidos a malandros no Brasil é realidade para os motoristas e funcionários da Embaixada Americana na Inglaterra.

Calcula-se que a dívida já chegue a R$ 3 milhões e 200 mil por pedágio urbano e multas não pagas. Justiça seja feita – se é que se pode falar em justiça neste caso – os oficiais americanos não usufruem deste privilégio isoladamente. A Embaixada da Nigéria deve próximo de R$ 3 milhões e 150 mil; e da Rússia, R$ 2 milhões e 900 mil. Cito apenas os maiores caloteiros.

Conforme reportagem publicada no jornal britânico The Guardian e informações enviadas pelo ouvinte-internauta Cláudio Soriano, que vive em Londres e ouve o CBN SP pela internet, apesar das autoridades britânicas lavrarem a multa, não conseguem cobrá-las. Como as embaixadas e os consulados são parte dos países de origem, não pertencem ao território em que estão, haveria a necessidade de permissão especial para que cobradores entrassem no local. Quem disse que os gringos aceitam a presença destes cobradores em “seu território”. Impossível, também, tomar imóveis ou bens para cobrir a dívida.

Na época do prefeito Rodolf Giuliani, Nova Iorque impôs uma guerra contra os devedores consulares. Mandou guinchar carros e fazer blitz para consultar a documentação de imóveis e veículos das embaixadas. Comprou uma briga, mas não consta que tenha levado. Nova Iorque sofre com o desrespeito dos oficiais de outros países mais do que qualquer cidade no mundo, pois é lá que está a Organização das Nações Unidas.
Aqui em São Paulo, a série de entrevistas feitas pelo colega Heródoto Barbeiro – parece-me que ficou incomodado com a situação depois da tentativa frustrada de emplacar a kombi dele com a justificativa de que é representante da Embaixada de Taiaçupeba na capital – mostrou como é frágil e impotente a lei brasileira contra estes abusados. Mesmo que o Tratado de Viena formalize a obrigatoriedade para que veículos com placas azuis cumpram as leis locais, os marronzinhos da CET fazem vistas grossas e não lavram multas contra os veículos que cometem irregularidades. Consideram inútil esta prática, pois os consulados não pagam as multas e, algumas vezes, ainda ligam reclamando do “desrespeito” do fiscal.

Foto-ouvinte: Eleitores indignados com propaganda ilegal

O abuso cometido por partidos e candidatos em eleições passadas levou o Tribunal Superior Eleitoral a restringir os métodos da campanha política. Faixas e cartazes pendurados ou colados pela cidade praticamente desapareceram. Os outdoors não existem mais, abolidos mesmo antes da Lei Cidade Limpa. Muros pintados persistem apenas em algumas regiões. No Campo Limpo, o presidente da Câmara dos Vereadores Antonio Carlos Rodrigues tem pintado o símbolo de sua campanha em vários muros da região na qual mantém seu curral eleitoral.

O cidadão saturado do desrespeito passou a agir quase que com intolerância. Nem mesmo formas de campanhas consideradas legais pelo TSE acabam aceitas por grupos de eleitores. O telesserviço que está sendo explorado por candidatos a prefeito em São Paulo gera críticas. Carros pintados provocam reclamações. Bandeiraço ou panfletagem são questionados. Uso de alto-falantes em veículos incomodam pelo barulho.

Há quem já tenha escrito para o CBN SP anunciando sua rejeição ao candidato que usou alguns destes artifícios; todos previstos pelo Tribunal, importante dizer.

Diariamente, ouvintes-internautas escrevem para o programa com dúvidas sobre o tipo de propaganda eleitoral explorada por determinados candidatos. Parte das mensagens vem acompanhada de imagens feitas por telefone celular ou câmeras digitais.

Desde a imposição da Lei Cidade Limpa, na capital paulista, toda tentativa de manter placas enormes nas fachadas tem sido rechaçada pela população. Publico algumas das fotografias registradas na cidade de espaços usados por candidatos que aparentam estar fora da lei. Os cartazes são permitidos mas não podem ter mais de 4m2 de área e devem estar em bens particulares nos quais tenha havido autorização do proprietário.

O ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias reclama deste outdoor que encontrou na Avenida Nova Radial, a caminho do Tatuapé.

Já em Itaquera, na rua Américo Salvador Novelli outro ouvinte-internauta se deparou com este enorme cartaz do candidato a vereadores.

O Marcelo Emerson está indignado com a imagem do prefeito Gilberto Kassab, inventor da Lei Cidade Limpa, que aparece neste outdoor maior do que a fachada do imóvel, no Alto da Lapa.

Todo o eleitor que se sentir incomodado com a ação de candidatos também pode encaminhar a queixa ao site do Tribunal Regional Eleitoral. É preciso preencher um formulário com os dados do denunciante e informações que identifiquem o local em que a publicidade se encontra.

Nepotismo: Em São Paulo, sim; São Bernardo, não

Parentes de alguns vereadores de São Paulo permanecem empregados na Câmara Municipal segundo a repórter Cristina Coghi constatou, nesta semana, em reportagem reproduzida aqui no blog. Mesmo a decisão do Supremo Tribunal Federal não levou os adeptos do nepotismo a recuarem. Devem estar esperando um pedido do Papa – que, certamente, só seria acatado pelos católicos.

Em São Bernado, a primeira tentativa de impedir a contratação de parentes foi derrubada em plenário. Projeto de lei do vereador Tião Mateus, do PT, teve total resistência dos colegas de plenário. Afinal, quem tem coragem de demitir a mãe ? Ou a própria patroa ?

Agora, vão ter que encontrar a tal coragem. O presidente da casa, vereador Amedeo Giusti, do PV,entregou em todos os gabinetes ofício solicitando os nomes dos funcionários que trabalham por lá e se enquadram na súmula vinculante no. 13 do STF para que sejam exonerados na segunda-feira, dia 1o. de setembro. Quem conta é Paulismar Duarte que mantém o blog Jornal Independente.

“Que vergonha para parte dos vereadores dessa Casa de Leis, eles tiveram a oportunidade de sair à frente do STF, mas apostaram no contrário. Ainda bem que o País tem outras instâncias que corrigem alguns erros dos nossos legisladores”, escreveu

São Paulo assiste à fenômeno no céu


Imagem feita pela janela da CBN e entre prédios

O tempo vai mudar. Uma frente fria se aproxima. Deve chover. Há acúmulo de cristais de gelo na atmosfera. E o sol brilha forte. Ambiente propício para um fenômeno que ainda assusta muitas pessoas ou estimula a sua imaginação: o halo.

Foi o que ocorreu hoje na cidade de São Paulo próximo do meio-dia. Uma espécie de arco-íris em torno do sol se formou chamando atenção de especialistas no assunto e de nós, leigos. Lá na Climatempo, o telefone não parou de tocar: é um planeta que passa diante do sol, disse um; é o buraco na camada de ozônio, disse outro. Houve quem lembrasse dos tempos do Heródoto Barbeiro quando se dizia que o halo era mau-agouro.

É, como me contou a Patrícia Madeira, apenas um fenômeno ótico que pode ser formar tanto ao redor do sol como da lua. Quando a luz incide sobre as nuvens com cristais de gelo, ocorre a refração que proporciona que a luz seja dispersada e nos restam as cores que fazem parte do feixe de luz.

Ainda hoje prometo publicar imagens melhores do halo.