Foto-resposta: Marta entregou só esqueleto, diz Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde apela para registros fotográficos para provar que a ex-ministra Marta Suplicy errou ao dizer no CBN SP que a administração dela foi responsável pela construção do Hospital Tiradentes. No programa de sexta-feira, o primeiro da pré-candidata do PT para uma emissora de rádio desde que deixou o Governo Federal, ela disse que “nós entregamos prontos, tinha que começar a funcionar, demorou mais um ano e meio antes de começar”.

A assessoria do secretário Januário Montone informa que “30% das obras civis tinham sido feitas quando foram paralisadas por falta de verbas, pela administração Marta Suplicy, em setembro de 2004”. Segundo cálculo do gabinete de comunicação de Montone, um hospital custa aproximadamente 50% em obras e 50% em equipamentos, portanto o que Marta teria feito representaria cerca de 15% do investimento total.

TRE multa candidato por entrevista ao jornal

Os jornais de bairro são alvo preferido daqueles que pretendem se lançar candidato a vereador na próxima eleição. Muitos, aliás, surgem apenas em ano eleitoral com o objetivo de faturar uma grana cobrando por reportagens e citações. Por isso, mesmo os veículos mais sérios devem estar atentos.

Um cidadão batizado Alexandre Mariano Gentil foi multado em R$ 21.282,00 por propaganda antecipada, pelo Tribunal Regional Eleitoral. Ele teria feito propaganda eleitoral em entrevista concedida ao jornal Gente Nossa, que circula na região Norte da cidade.

Segundo a juíza, ao fim da entrevista, o pré-candidato faz verdadeira campanha eleitoral ao dizer que tem raízes naquela região e que “não se pode votar em pessoas que só vêm buscar o voto e nunca mais aparecem”.

Para os esquecidos: a propaganda eleitoral somente é permitida a partir de 6 de julho.

A eterna luta pelas calçadas da Rebouças

Já foram motivos de debate eleitoral quando Marta (PT) e Serra (PSDB) disputaram a eleição, em 2004. Foram cenário de embates dos moradores com os subprefeitos que passaram por Pinheiros. A discussão pelo respeito às calçadas da avenida Rebouças esteve até mesmo no Ministério Público de São Paulo.

Desta vez, o Movimento Rebouças Viva está de bronca com a Congás que deixou sua marca no piso próximo à rua Joaquim Antunes. A diretora da ONG Fernanda Bandeira de Mello pede que a subprefeitura de Pinheiros fiscalize a obra e cobre a recomposição do calçamento.

Foto-ouvinte: Cadê a placa que estava aqui ?

?

O tabuleiro de placas indicativas, na Marginal Pinheiros, está desaparecendo aos poucos. Quatro partes sumiram misteriosamente nos últimos tempos, segundo constatou o ouvinte-internauta Sílvio Braga que passa pelo local, em direção ao Tamboré, na Castelo Branco, três vezes por semana. Ele enviou a imagem acima e outras que você encontra no álbum do CBN SP no Flickr.

Aos desavisados: a rodovia Castelo Branco está a esquerda, e a Rodovia Dutra a direita.

Ambiente Urbano: Marta não tem proposta para o trânsito



Por Osvaldo Stella

“A questão do trânsito na cidade de São Paulo já não é apenas um incômodo. É talvez o maior problema enfrentado hoje pelos paulistanos, causando prejuízos de toda ordem. Em entrevista ao CBN São Paulo, sexta-feira, a candidata Marta Suplicy, do PT, deixou claro que a opção do governo dela seria o metrô. Ficou evidente que como candidata não
tem um projeto para a questão do transporte na cidade de São Paulo.

O metrô é caro e sua construção é lenta. Outros países em desenvolvimento optaram por opções de superfície, corredores e trens. Veja o exemplo de Bogotá. Por que é diferente em São Paulo ?

No próximo ano, o programa de inspeção veicular estará concluído com a obrigatoriedade de todos os carros licenciados na capital paulista passarem pelo olhar da fiscalização. O custo para a sociedade será de R$ 250 milhões por ano, aproximadamente. Não seria melhor investir estes recursos em transporte coletivo ?

Em ano eleitoral é muito importante analisar quais são as propostas dos candidatos para a questão do transporte na cidade de São Paulo, caso contrário, onde vamos parar?”

Ouça este e outros comentários de Osvaldo Stella, em Ambiente Urbano, clicando aqui.

O perigo mora ao lado

Muitas casas de fogos de artifício funcionam na clandestinidade, em São Paulo. O depósito deste material em locais inapropriados coloca em risco à vida dos moradores e vizinhos.

Acompanhe a reportagem de Luciana Marinho, que foi ao ar no CBN SP:

Denúncias sobre depósitos clandestinos de fogos de artifício podem ser feitas, mesmo sem identificação, pelo telefone 181.

São Paulo ocupa 56ª posição em ranking de comércio global

Leia notícia publicada pela BBC que foi comentada no Conexão Rio-SP:

“A cidade de São Paulo ocupa a 3ª posição na América Latina e a 56ª no mundo em um ranking dos 75 mais importantes centros de comércio global realizado a pedido da empresa MasterCard.

Na América Latina, São Paulo fica atrás de Santiago, no Chile, e da Cidade do México, e à frente de Bogotá, na Colômbia, e Buenos Aires, na Argentina.

O Rio de Janeiro também aparece no índice, ocupando a 65ª posição global, fazendo do Brasil o único país da América Latina e Caribe e ter duas cidades no ranking.

O MasterCard Worldwide Centers of Commerce Index leva em conta sete aspectos para avaliar o papel de cada cidade no comércio global: sistema político e legal, estabilidade econômica, facilidade de fazer negócios, fluxo financeiro, centro de negócios, fluxo de criação e informação do conhecimento e o que o estudo chama de livability, que inclui qualidade de vida e acesso a serviços básicos entre outros sub-indicadores.
Em uma análise dos pontos obtidos pelas cidades brasileiras em cada um dos itens levado em consideração, São Paulo e Rio de Janeiro tiveram um melhor desempenho no aspecto livability e o pior em relação ao fluxo de criação e informação do conhecimento.

O estudo foi desenvolvido por uma equipe de acadêmicos especializados em economia, negócios, estudos urbanos e finanças.
Ásia e Leste Europeu

No topo da lista, com um sistema legal estável, transparência na regulamentação dos negócios e grandes fluxos financeiros, está Londres, seguida de Nova York, Tóquio e Cingapura.

Mas o índice, realizado pelo segundo ano consecutivo, ressalta a crescente importância de cidades asiáticas e do Leste Europeu, como Xangai, Mumbai (Bombaim) –capital financeira da Índia, Moscou e Praga.

“O Índice serve como um mapa para empresas que buscam um caminho para ter uma presença global em um mundo onde cidades, e não nações, têm se tornado os jogadores econômicos primários”, disse o presidente da divisão de Global Markets da MasterCard Worldwide, Walt Mcnee.

“O estudo mais uma vez oferece informação importante sobre como a paisagem econômica urbana está mudando e, à medida que nos aproximamos do fim da primeira década do século 21, a importância crescente de cidades emergentes, especialmente na Ásia e no Leste Europeu”, disse Mcnee.

Xangai, por exemplo, subiu oito posições no ranking, mais do que qualquer outra cidade, passando a ocupar o 24º lugar. “Xangai está bem posicionada para ocupar um lugar entre as três mais importantes cidades no mundo nos próximos 15 ou 20 anos”, disse o diretor do MasterCard Worldwide Centers of Commerce, Michael Goldberg.
Por outro lado, Moscou mostrou a maior melhora em termos de pontuação e teve o ganho mais significativo em comparação a Londres desde o ano passado.

O estudo também revela o relativo declínio na importância das grandes cidades americanas. Los Angeles deixou o grupo dos dez melhores centros de comércio global, e Nova York e Chicago são as únicas duas cidades da América do Norte nessa faixa”.

Caminhada acorda bairro para reciclagem, no Morumbi

Prédios enormes, gente ainda com cara de sono, e havia alguns de pijama. Assim moradores de condomínios receberam as cerca de 250 pessoas que participaram da caminhada promovida pela recém-criada ONG Recicla Morumbi, na manhã de domingo. O som da turma que compõe o Barracão dos Sonhos ritmou a passada e deve ter tirado muita gente da cama. O bairro precisa mesmo acordar para a importância da reciclagem. Um dos mais nobres da capital, reúne famílias de classe A, com hábitos de consumo extravagantes principalmente se comparados aos dos vizinhos da favela de Paraisópolis.

O lixo rico dos moradores ainda é explorado de forma precária. É comum ver famílias pobres – pai, mãe, filhos pequenos, às vezes os avós estão juntos – sentadas no meio fio enquanto abrem sacos enormes de lixo que aguardavam o caminhão da coleta não-seletiva. É como se as cenas de indigentes garimpando nos lixões se multiplicassem em pequenas células nas ruas do bairro. Há quem faça cara de nojo ao vê-los em busca de algo que lhes possa render trocados vindos de atravessadores de material reciclável. Nem todos agem assim.

O grupo que se reuniu para formar a ONG Recicla Morumbi está entre os “nem todos”. Desde que o trabalho se iniciou há um ano, antes mesmo da inauguração da organização, foi possível reunir 40 condomínios, entre residenciais e comerciais. O material coletado vai para a central de triagem de Capão Redondo, onde a cooperativa de catadores transforma o reciclável em renda que pode variar de R$ 600 a R$ 1.500 por pessoa a cada mês.

Além do esforço de incluir mais condomínios e reciclar a cultura dos moradores da região, a ONG tem um enorme desafio: organizar cooperativa de catadores em Paraisópolis. O trabalho já se iniciou e, em breve, se espera que não apenas aumente o número de apartamentos e prédios envolvidos como o dinheiro que, por enquanto, está no lixo seja transferido para o bolso de quem mais precisa.

Foto-ouvinte: Carregando o piano

O motorista acima encontrou uma forma “criativa” de burlar a restrição aos veículos que transportam carga, na capital paulista. Em vez de levar o material em caminhões que têm horário e áreas limitadas, construiu uma montanha sobre o capô da kombi. O autor da foto, o ouvinte-internauta Eduardo Soprani, encontrou a cena na Marginal Tietê e ficou com uma dúvida: “Não seria do professor, seria?”