Erundina vê PSB desmobilizado

Disposta a voltar à disputa municipal, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) já aceitou ser candidata a vice de Martha (PT-SP) e de Aldo Rebelo (PC do B-SP). Mas até agora, o mais provável é que permaneça em Brasília. Segundo a própria deputada, seu partido, o PSB, está desmobilizado e perdendo tempo na negociação para a eleição à prefeitura de São Paulo.

Ouça a entrevista da ex-prefeita Luiza Erundia, ao Jornal da CBN:

Foto-ouvinte 1: A lua, bela lua

Eram 5 e meia da manhã, quando o ouvinte-internauta Marcelo Motta registrou a imagem da lua cheia que iluminou a madrugada paulistana. Entusiasmado pela conversa da Patrícia Madeira, nossa moça do tempo (de fato e de dirieto), enviou a foto para aqueles que acordam somente quando o sol nasce.

Ouvinte-internauta vê preconceito em decisão da Força

As afirmações do secretário-executivo da Força Sindical João Paulo Gonçalves ao Jornal da CBN ainda repercute. Desta vez, foi uma ouvinte-internauta, Simone Freire, quem escreveu protestando contra declarações que considerou preconceituosas. Juruna, como é conhecido o dirigente, criticou a prefeitura por substituir 30 funcionários de um dos centros de atendimento ao trabalhador por portadores de deficiência.

Leia a mensagem eletrônica:

“Venho através deste, esclarecer, e  mostrar minha indignação, pelas;afirmações dadas pelo secretário da força sindical – Sr. João Paulo Gonçalves –  “Juruna”;O secretário foi infeliz talvez pela forma de expressão, ou pela ignorância da legislação, e/ou falta de convívio diário  com uma pessoa deficiente, ao afirmar que julga injusto tirar um “chefe de família” de seu posto de trabalho, para dar lugar a uma pessoa com deficiência. Informo para o Sr. secretário, que existe uma lei de cota, prevendo tal direito, e além  desta, há várias instituições capacitando o deficiente profissionalmente; cabe ao empregador, analisar o curriculum dos deficientes –  qualificação profissional, e não a deficiência em si. Sugiro uma leitura na legislação de cota, para que não haja mais transtornos  aos trabalhadores, causados pela inobservância da lei, e um convívio com os deficientes, antes de afirmar que os mesmos não são pai de família. Sr. Juruna, sou funcionária pública  há  mais de dois anos, e  há sete sou deficiente visual total. Esclareço-lhe que minha deficiência não me tornou incapaz ou improdutiva, trabalho em igualdade com  os funcionários sem deficiência, não trazendo, prejuízos a equipe de trabalho e/ou empresa.

Aproveito o momento, para externar minha gratificação pelo trabalho do Ministério público, que fez cumprir tão somente o previsto em lei.

Grata, Simone Freire”

Foto-ouvinte: Duas cidades, a mesma cidade

Era cedo, ainda, quando o ouvinte-internauta Attílio Piraíno Filho registrou o Campo de Marte coberto pela neblina que ofereceu um contorno diferente à zona Norte da capital paulista.

Era fim de tarde, ainda, quando a ouvinte-internauta Maria Lucia Solla (nossa colunista dominical) registrou o pôr-do-sol que ofereceu iluminação especial a vegetação que eprsiste na zona Sul da capital paulista.

Datafolha: Quem gosta de Kassab vota Alckmin

O cruzamento de dados das pesquisas que o Instituto Datafolha realizou, em São Paulo, mostra que o paulistano que aprova a administração de Gilberto Kassab (DEM) apóia a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para a sucessão municipal.

O diretor-executivo do Datafolha, Mauro Paulino, falou ao Jornal da CBN, sobre esta e outras curiosidades das pesquisas de opinião sobre a disputa eleitoral e a avaliação da administração Kassab:

Vicente Viscome, depois da cadeia, continua o mesmo

Denunciamos aqui no blog propaganda “disfarçada” usada pelo ex-vereador Vicente Viscome que depois de cumprir pena de prisão pretende voltar à Câmara Municipal. Agora, o Tribunal Regional Eleitoral entendeu que as placas para porta de garagem e cadernos de receita distribuídos na região da Móoca se caracterizavam como propaganda eleitoral fora de época. E o juiz auxiliar da propaganda da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Cláudio Luiz Bueno de Godoy, multou Vicente Viscome em R$ 21.282,00.

Os livros de receita estampavam a fotografia dele e o material tinha dizeres tais como “Justiça seja feita em 2008” e “Esse é trabalhador”. A representação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral.

A propaganda eleitoral somente é permitida a partir de 6 de julho do ano da eleição, a fim de que haja equilíbrio na disputa eleitoral.

Cabe recurso ao TRE.

Canto da Cátia: É fogo

Funcionava uma fábrica de pneus reciclados no local que se incendiou no fim da madrugada desta segunda-feira. Eram 5h47 quando o fogo se iniciou, na avenida Miguel Yunes. A fumaça grossa atrapalhou o trânsito em céu e terra. Os pilotos foram alertados para a dificuldade de visibilidade no aeroporto de Congonhas e um trecho da Yunes teve de ser interrompido. A repórter Cátia Toffoletto assim que chegou por lá registrou as imagens acima para compartilhar com você.

Fórum Nossa SP: Calçada limpa

Lançar a campanha “Calçada Plana” aos moldes do programa “Cidade Limpa”, em São Paulo, foi a sugestão que apareceu escrita em uma das dezenas de papéis que me foram encaminhadas a este mediador no debate sobre mobilidade urbana que abriu o 1o. Fórum Nossa São Paulo, semana passada. A idéia havia sido endereçada a Asuncion Blanco que, apesar de ter trabalho voltado às pessoas da terceira idade, representou – e muito bem – os pedestres e portadores de deficiência.

(Você sabia que 11% da população paulistana é portadora de deficiência ?)

Asuncion puxou a orelha de todos nós. Começou pelas entidades de engenheiros e arquitetos que deveriam cobrar de seus associados o respeito a lei. Defendeu que o proprietário cuide de sua calçada, como prevê a legislação municipal, porque a prefeitura mal dá conta do recado que lhe cabe. Da administração, cobrou fiscalização rígida e inteligência. Ela lembrou que os postos de combustíveis foram obrigados a trocar seus tanques, mas esqueceram de pedir que adaptassem os acessos. É proibido, apesar de corriqueiro, o rebaixamento total da calçada para facilitar a entrada dos carros.

Na capital, morrem dois pedestres por dia. Parte destes “crimes’ poderia ser evitada com sinalização correta na pista e respeito do motorista, reclamou Asuncion Blanco.

A simplicidade, aliás, foi o fio condutor das propostas apresentadas por ela.

A representante dos pedestres chamou atenção dos subprefeitos que poderiam começar a preservar as calçadas no entorno da sede onde trabalham, além de eliminarem a sujeira que atravanca o caminho do cidadão (lixeiras, postes, bancas de jornais irregulares, etc).

Fórum Nossa SP: Táxis cidadão

“Tudo acontece no banco de trás (do táxi)”. A frase do motorista Davi Francisco da Silva, há cinco anos na praça, vem acompanhada de uma série de idéias que surgiram na conversa com os passageiros ou do olhar atento às coisas da cidade. Do ouvido, também. Já que ao ligar o rádio soube que em apenas um dia de funcionamento oito pessoas haviam sido atropeladas no corredor de ônibus da avenida Rebouças, mesmo número de soldados americanos mortos na Guerra do Iraque.

“Peguei um projetinho, botei embaixo do braço e fui até a Câmara Municipal”, disse Davi que não foi levado a sério nas primeiras visitas que fez ao gabinete dos vereadores. No 156, que considera “um dos piores serviços prestados pela prefeitura”, não conseguiu ser ouvido. Demorou um pouco, mas uma das propostas que havia sugerido foi adotada pela Companhia de Engenharia de Tráfego: reduzir a velocidade máxima no corredor para 50 km/h.

Para salvar pedestres e tornar o trânsito menos selvagem, Davi sugere que a CET invista em semáforos com temporizador que informam o tempo que falta para fechar. Já tem em cidades do Grande ABC, mas na capital ainda está em teste.

Hoje, calcula que sejam 33 mil motoristas de táxis na cidade que circulam boa parte do tempo com o carro vazio, aumentando a despesa pessoal e o congestionamento. Para Davi, a prefeitura deveria permitir que os taxistas usassem os pontos de parada que estivessem liberados (sem táxis) enquanto aguardassem passageiros: “Se vou para zona norte com passageiro, sou obrigado a voltar para meu ponto do outro lado da cidade, mesmo que esteja com o carro vazio”.

Uma proposta polêmica entre os taxistas é defendida por Davi. Reduzir a tarifa da bandeirada, tornar a corrida mais barata e vantajosa, capaz de motivar o paulistano a deixar o carro em casa em troca do táxi. O sindicato que representa a categoria, comandada por um presidente que só faz política e está fora da praça há décadas, nem aceita discutir a idéia.

Reeducar os motoristas, não apenas os profissionais, é outro caminho defendido por Davi. Ele ficou envergonhado ao visitar Vitória do Espírito Santo e não entender o sinal que um pedestre fez quando se aproximou da faixa. “Será que ele precisa de táxis ?”, perguntou à esposa. “Você é paulista mesmo, ele só levantou o braço prá atravessar a rua. Você tem de parar o carro”, respondeu a moça que era da terra.

Se reclama do que acontece em São Paulo, se propõe projetos para torná-la melhor, se luta contra idéias ultrapassadas, é por um único motivo: “Eu amo São Paulo”.

Foto-ouvinte: Faixa de carro

Cansado de assistir ao desrespeito de motoristas que estacionam em cima da faixa de segurança, o advogado Emerson César Gomes, ouvinte-internauta da CBN, passou a fotografar irregularidades. Estas ocorreram próximas da praça Nossa Senhora do Ó, no bairro Bela Aliança.