Queda em assassinatos sob suspeita em São Paulo

A ação eficiente do serviço de segurança pública de São Paulo está em xeque, desde a reportagem do jornal Folha de São Paulo, nesse fim de semana, na qual é informado que 17% dos corpos que passam pelo IML saem de lá com registro de morte por causa desconhecida. Portanto, se o motivo foi assassinato estes casos não entram nas estatísticas oficiais.

O “Mais São Paulo” apresentado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, no CBN São Paulo, entrou no assunto nesta quinta-feira e fez o ouvinte-internauta Alex Weiss lembrar de reportagem publicada no ano passado pelo mesmo jornal na qual se denunciava a distorção nos números referentes a assaltos a bancos.

O texto de abertura da Folha na época dizia:

“Nos últimos três anos, o governo de São Paulo divulgou estatísticas criminais erradas. Somente em crimes patrimoniais como seqüestro, roubo a banco, de veículos e de carga, mais de 16 mil ocorrências ficaram de fora dos dados oficiais”.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ainda não foi capaz de esclarecer se a incapacidade em identificar 17% das pessoas que morreram de maneira violenta no Estado é do IML ou da Polícia Civil. Existe ainda uma terceira possibilidade, mas esta ninguém vai querer assumir: fraude.

Livro “modificado” é armadilha para os pais

O preço dos livros escolares aumentou mais de 70% em cinco anos, mais do que o dobro da inflação que, entre 2003 e 2007, ficou em 31,15% (IVC). A prática das editoras de modificar pequenas partes do conteúdo didático tem impedido, inclusive, o reaproveitamento do material nos anos seguintes. De acordo com a ouvinte-internauta Livia Ishida, os livros da filha mais velha não poderão ser usados pela irmã, pois na lista de material fornecida pela escola há o destaque de que muitos dos livros foram modificados.

A coordenadora do Curso de Pedagogia da PUC-SP, Maria Stela Graciani, critica o comportamento da escola e dos professores que ficam reféns do conteúdo destes livros quando, na realidade, deveriam impor uma revolução pedagógica.

Ouça a entrevista da professora Maria Stela Graciani ao CBN São Paulo:

Cuidado ao entregar seu filho ao motorista da escola

Crianças soltas sem cinto de segurança, motoristas que desrespeitam as leis de trânsito e veículos sem manuntenção adequada podem causar sérios acidentes. Por isso, a Sociedade Brasileira de Pediatria chama atenção dos pais no momento de contratarem o transporte escolar que, na maioria das vezes, não é de responsabilidade da escola. A primeira providência, segundo a doutora Renata Waksman, do departamento de segurança da entidade, é verificar a documentação do motoristas e do veículo. Ambos precisam ter autorização do Detran para transportar crianças: “neste período surgem muitos transportadores clandestinos”.

Ouça outros cuidados que devem ser adotados na contratação deste serviço, na entrevista ao CBN SP:

Esta reportagem foi sugestão da ouvinte-internauta Sandra Yuriko.

Raio-X sofre epidemia, em São Paulo

Duas mensagens chegaram ao CBN São Paulo neste Carnaval se referindo a problemas na rede municipal de saúde. O Robert foi na AMA Sacomã, na Estrada das Lágrimas, e leu no cartaz: “Raio X está com defeito”. Problema pontual, não fosse a segunda vez que isto acontece com ele. Na primeira já havia encaminhado mensagem para a gente, o secretário municipal da Saúde Januário Montoni cobrou da administração do ambulatório, soube que os diretores estavam batendo cabeça sobre quem era responsável pela manutenção do equipamento.

Pelo visto, uma epidemia atinge as máquinas de raio-X na capital paulista. No domingo de Carnaval, Amaury Marinho foi ao Hospital Municipal do Tatuapé e ficou com o “pé na mão” – o trocadilho é dele. Precisando saber o que havia acontecido no pé dele que sofreu uma torção forte, pegou o ônibus e ao chegar lá soube que o equipamento não estava funcionando e o médico-ortopedista estava na sala de cirurgia. Não podia atender. Na segunda, o médico estava à disposição, o raio-X, não. Mais um ônibus até a AMA da Penha para saber que lá o equipamento estava acometido do mesmo mal. Foi para Cangaíba onde, finalmente, “tirou a chapa”. Pena que faltava ortopedista. O especialista estava lá no Hospital do Tatuapé, para onde o Amaury voltou. De ônibus e mancando.

Campus Party: “Somos uma sociedade em rede”


Imagem divulgada no blog oficial da Campus Party

As grandes mesas colocadas uma após a outra não são suficientes para se compreender a dimensão e importância da primeira edição da Campus Party Brasil, no Prédio da Bienal, no Ibirapuera. A informação de que os três mil inscritos no evento terão conexão a 5 gigabites (1 giga é 1.000 vezes 1 megabite) torna, talvez, as coisas bem mais claras.

“Somos uma sociedade em rede” lembrou o diretor de conteúdo da festa da internet que começa segunda, dia 11 e vai até o domingo, dia 17. Para Sérgio Amadeu as comunidades que se relacionam na web estarão lado a lado trocando experiências, conversando, aprendendo e ensinando.

Além da arena, onde os inscritos poderão se conectar e acompanhar cursos e palestras, haverá espaços para visitação do público em geral. E a expectativa é que cerca de 30 mil pessoas passeiem pelo prédio da Bienal em uma experiência única no Brasil

Os blogueiros serão uma atração à parte, como destaca o diretor Sérgio Amadeu, em entrevista ao CBN São Paulo:

A CBN estará na Campus Party Brasil e os ouvintes-internautas poderão interagir no blog coletivo que será mantido durante os dias do evento. Leia mais na nota do dia 6 de fevereiroo.

Câmeras escondidas para punir motoristas

O Panopticon do filósofo britânico Jeremy Bentham seria uma prisão que permitiria observar qualquer ocupante a qualquer momento sem que ele estivesse ciente de quando isto estaria ocorrendo. A intenção da “eminência invisível” seria encorajar o bom comportamento. A prisão idealizada no século 18 nunca foi construída, mas a idéia atravessou as décadas, e ainda mantém adeptos que atuam em áreas diversas da exercida por Bentham, conforme destacou o jornal The Economist em reportagem que me foi encaminhada pelo colega Carlos Alberto Sardenberg.

O sistema disciplinar de Benthman teria sido incorporado pela Cumbria Safety Camera Partnership, responsável pelas câmeras que flagram excesso de velocidade que estão nas esquinas da região no North-West England. A partir de junho, a organização vai dispor de câmeras móveis que serão frequentemente trocadas de lugar. O objetivo é deixar os motoristas inseguros em relação ao local das câmeras, forçado-os a dirigir com mais cautela.

Para The Economist, a experiência trará uma bem-vinda dose de sanidade para a tímida ação da rede de câmeras fixa que ajuda a fiscalizar o tráfego de veículos, na Inglaterra. Instaladas apenas naquelas estradas consideradas mais perigosas, as câmeras, apesar de terem reduzido o número de acidentes em 24%, logo passaram a ser identificadas pelos motoristas que adotam comportamento semelhante ao dos brasileiros: freiam bruscamente nas proximidades do radar para acelerar novamente, em seguida.

O plano de Cumbria é inspirado no estado australiano de Queensland, o qual tem usado as câmeras em lugares aleatórios desde 1987, resultando em queda de 35% no número de acidentes. Um apoio de peso à idéia, vem da Organização Mundial da Saúde que, segundo o jornal, vê no sistema “aleatório e escondido” mais efeitos do que qualquer Panopticon poderia ter alcançado se um dia fosse construído.

A medida gera crítica dos motoristas de carro. Sheila Rainger, da britância Fundação Rac, que fala em nome deles, adverte que as câmeras não tem a eficiência anunciada: “Câmeras detectam corredores, mas não maus motoristas”. Acrescenta, afirmando que estes equipamentos estão substituindo o policiamento e isto põe em risco a segurança nas estradas.

The Economist defende que as câmeras de vigilância móveis e escondidas estão entre as três medidas mais eficientes para reduzir o número de acidentes e mortes nas rodovias. As outras duas são estradas bem desenhadas e preparo mais apurado dos motoristas para a obtenção da licença para dirigir.

O resto, digo eu, é faz-de-conta.

Encontro marcado no Campus Party


Imagem do evento que é realizado há 10 anos, na Espanha

No início foram os programas de auditório, nos quais o público se aproximava de seus ídolos do rádio. Quase de imediato as cartas começaram a chegar e sempre que abertas revelavam a opinião do ouvinte. O telefone agilizou o processo: mesmo que na maioria das vezes o radialista não atendesse o chamado, muitos conseguiram se fazer ouvir, houve quem tivesse o privilégio de falar no ar. Foi a internet, porém, que estreitou esta relação pelo e-mail, pelo site e, agora, pelo blog com os jornalistas.

Do ouvinte-escutador passamos a conversar com o ouvinte-interventor, capaz de mudar o rumo de uma entrevista com a mensagem enviada de imediato; de influenciar o destino de um programa, com a crítica engajada; de mobilizar a opinião pública com a sua opinião particular. Tudo possível na Idade do Papel, sim, mas muito mais produtivo com a agilidade proporcionada pela internet. Os fóruns de debate, as salas de bate-papo, as listas de conversa multiplicam o poder da mensagem emitida.

Na segunda-feira, dia 11 de fevereiro, vamos falar sobre esta relação com o ouvinte-internauta na 1a Campus Party Brasil, conhecido como o maior encontro mundial de internautas do mundo, no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera. A CBN criou um espaço próprio dentro do evento, onde promoverá bate-papos de jornalistas da emissora com o público, todos os dias, até 15 de fevereiro, das 20h às 21h. A conversa será gravada e vai ao ar no programa CBN Madrugada, apresentado por Alves de Melo, e estará disponível, após a apresentação, no site da emissora. Durante a Campus Party, os ouvintes-internautas poderão interagir postando informações e mensagens em um blog coletivo que será criado pela CBN. Juca Kfouri e Carlos Alberto Sardenberg são dois dos jornalistas que estarão presentes nos bate-papos. A diretora de jornalismo Mariza Tavares e o especialista em tecnologia Ethevaldo Siqueira também confirmaram participação.

Reforma política na versão do ouvinte-internauta

“Fora esta vergonha do suplente de Senador que só agora estão pensando (só pensando) em alterar, deveriam ir um pouco mais fundo:

1. Caso um deputado, vereador ou senador tenha interesse em concorrer algum outro cargo qualquer ou mesmo seja convidado para assumir alguma pasta também de qualquer governo, o mesmo deveria perder seu mandato. Acabar com este negócio de ser candidato, perder e voltar para seu antigo mandato;

2. Nossos representantes deveriam ser obrigados a ir para um hospital público em vez de um hospital particular;

3. Deveriam ter direito apenas a nomear dois assessores e utilizar a máquina publica como apoio;

4. Deveriam pagar imposto de renda sobre todas as vantagens que tem em seus respectivos cargos (verbas para isto ou aquilo, moradia, etc … é muito);

5. Deveriam ganhar no máximo R$ 15.000,00, até porque se acharem que é pouco vão procurar emprego na iniciativa privada;

6. Empresas públicas (Petrobrás e outras) deveriam apenas patrocinar projeto para melhoria da Saúde, Educação, Cultura, Saneamento Básico e não para clubes de futebol como o Flamengo.

Marcelo de Moura
SP-SP”

Escola se adapta a sono de adolescente

A dificuldade para acordar muito cedo, o baixo rendimento dos alunos e a experiência como mãe e professora, levaram a diretora Rosângela Moura a inverter a grade de horário da Escola Estadual Francisco Brasiliense Fusco, na zona sul de São Paulo. Os adolescentesm da 5ª a 8ª séries passaram a estudar no período da tarde, enquanto as crianças da 1ª a 4ª séries vão a escola pela manhã.

Depois de convencer coordenadores de ensino, professores e pais, a diretora avalia que o resultado tem sido positivo. E você debate o assunto aqui no blog após ouvir a entrevista com Rosângela Moura que foi ao ar, no CBN São Paulo:

O dia em que ficaremos em casa

Leandro Duca
Ouvinte-internauta do CBN SP

“ Apesar de o trânsito de hoje parecer o bug pelo qual um dia sairíamos de casa mas nunca mais retornaríamos com os nossos carros, haverá em breve uma salvação. Não é o pedágio urbano, nem a ampliação do rodízio, tampouco a volta de Jesus ao nosso mundo.

Será a tecnologia que deixará as ruas da cidade como um dia de domingo (domingo de alguns anos atrás, porque, hoje em dia, temos trânsito inclusive no fim de semana). Os trens do Metrô terão horário para saída e assentos vazios. Ônibus praticamente inexistiria.

Em breve os milhões de paulistanos não precisarão se dirigir a seus trabalhos. O escritório será nosso próprio lar. Bateremos nossos cartões de ponto virtualmente. Encontraremos nossos chefes e coelgas em uma conferência corporativa, e do home office desempenharemos nossas funções.

Nâo haverá os transtornos que nos obriga acordar duas horas antes, no mínimo, somente por conta do deslocamento até o trabalho. Este temo será reservado à nossa saúde que melhorará muito porque a palavra “estresse” será vocábulo existente apenas nos dicionários. Corolário disso, o trabalho será mais produtivo, promovendo o crescimento das empresas.

As duas horas gastas hoje após o término do expediente serão de dedicação à nossa família, mais estruturada. Por conta disso, e também por não haver mais pessoas nas ruas, os crimes diminuirão e será mais fácil e cômodo sobreviver do trabalho honesto que do crime.

Espero que o que aconteceu não tenha afetado minha sanidade mental!”