O mistério da kombi, no Uruguai

O ouvinte-internauta que identificou-se apenas com o primeiro nome, Francisco, esteve no início do ano em Montevideo, no Uruguai, e se deparou com o veículo acima. Logo lembrou-se do professor Heródoto Barbeiro e soube através de um flanelinha (“lá também tem”, escreve ele) que o dono era um senhor de idade, com voz de Carlos Gardel, e cabelo encarnado.

Pub interditado usa internet contra a prefeitura

Fechado no início do ano (03/01), um dos mais conhecidos pubs a cidade usa de sua popularidade para pressionar a prefeitura a permitir o funcionamento do bar na Alameda Itu, bairro de Cerqueira César. A falta de alvará de funcionamento e outras irregularidades foram apresentadas pela Subprefeitura de Pinheiro para interditar o local freqüentado por jovens em busca de som irlandês, cervejas variadas e gente bonita. Desde a semana passada, os proprietários divulgam abaixo-assinado em que pedem apoio dos clientes e da população. Na nota que se encontra no site do pub tem uma relação de endereços eletrônicos para onde o pessoal pode escrever o que explica a enxurrada de mensagens que caíram na minha caixa postal. A região, próxima da Consolação, é alvo de reclamações de moradores pelo barulho e movimento intenso durante a noite e madrugada.
Reproduzo a mensagem do pub e a resposta do subprefeito Nilton Elias Nachle. E sugiro uma visita na página que tem o abaixo-assinado para que você copie os endereços colocados à disposição. Podem ser bastante úteis para reclamar problemas na sua região.

O’Malley’s: Prefeitura quer quebrar a empresa

“Após 15 semanas de tentativas com a prefeitura para reabrir O’Malley’s, chegamos à conclusão que não há nenhuma vontade ou inclinação por parte das autoridades em colaborar, orientar ou ajudar.

Até agora, na tentativa de resolver a situação não fizemos barulho. Desistimos da nossa ação na justiça e tentamos atender as solicitações da subprefeitura de Pinheiros. A subprefeitura sinalizou que desinterditaria O’Malley’s em Novembro. Como consequencia, renovamos contratos, pagamos salarios, refizemos estoques. Infelizmente e inexplicadamente, a subprefeitura mudou de idéia, aumentando ainda mais o prejuízo.
Agora a perspectiva prometida seria de fechar as interligações entre os imóveis do estabelecimento, pedir regularização (sem prazo ou garantia de regularização) e depois entrar com outro processo para poder reabrir as interligações (de novo, sem prazo ou garantia de regularização). Quer dizer, dar uma volta enorme e fútil para voltar ao ponto aonde estavamos antes do fechamento. E expectativa deles, imagino, é que até então, quebraria a empresa.

Não sabemos do motivo real da postura da prefeitura mas sabemos que não se trata somente da “falta de alvará de funcionamento” por que se fosse, teriam fechado, sob pena de prevaricação quase todo comércio na cidade de São Paulo. Tambem não é a algazarra na rua que sabidamente e comprovadamente nunca foi causada pelo bar. O próprio Ministério Público avisou a prefeitura que a causa da comoção na rua era outro estabelecimento, que continua aberto.

Agora, só nós resta chamar atenção ao problema com o maior número de autoridades e com a mídia. Portanto, pedimos que todos enviem o maior número de e-mails reclamando da situação aos endereços abaixo listados. Escrevam do seu jeito, mas não deixem de mandar a todos estes e a outros que acharem pertinente.

Agradeço antecipadamente o apoio,
Ali Visserman
O’Malley’s”

Subprefeito: Reabertura depende do dono do pub

“ Desde ontem tenho recebido inúmeros e-mails , imputando a PMSP , Subprefeitura de Pinheiros a responsabilidade na não reabertura deste local , a regularização do imóvel depende única e exclusivamente do proprietário , segue abaixo histórico

Para o local foram protocolados em 2003 quatro processos independentes referente a “Anistias” individuais para cada imóvel,que são:

200310040538 indeferido em 17/03/05,29/03/06 e 26/09/07 constando agora reconsideração de despacho em analise:
200310040546 indeferido nas mesmas datas:
200310040570 indeferido nas mesmas datas:
200310040597 indeferido nas mesmas datas.

O motivo dos indeferimentos foi a união física dos imóveis, pois nas plantas e declarações constante nas mesmas os imóveis não são unidos e é declarado em plantas que as mesmas são fieis ao existente em 2003, o que de fato não é verdadeiro. Os referidos processos estão sendo analisados e foi por varias vezes foi orientado aos representantes do estabelecimento que compareceram a esta Sub Prefeitura,para separarem os imóveis fisicamente para que os mesmos possam ser regularizados conforme as leis vigentes que regulamentam o assunto. Cabe salientar que os processos devido a ação impetrada pelos proprietários ,foram remetidos à JUD ,que determina a apuração real dos fatos e veracidade das informações.Os processos estão aguardando plantas com as devidas correções.

Desde 2004 existe processo de Parte fiscal aberto por falta de Licença de Funcionamento e devido ao grande numero de reclamações dos vizinhos e também pelo indeferimento dos processos acima citados conforme orientação de Jud o estabelecimento foi lacrado.

Pela legislação vigente para haver a deslacração é necessário que as irregularidades apontadas sejam sanadas o que não aconteceu ate o momento.

Nilton Elias Nachle
Subprefeito de Pinheiros”

Olho de Repórter: Dia de Cão

Pouco depois das 7 da manhã, o repórter Fernando Andrade da CBN estava na estação de Metrô ao lado dos passageiros que sofriam na fila por uma falha técnica em uma das composições. Foi a quarta em 18 dias. E a diretoria atual da Companhia do Metrô segue culpando o governo passado (colegas de partido, lembre-se disso) por não ter investido na compra de novos trens.

Eram 11 horas da manhã e o repórter Fernando Andrade da CBN estava diante da prefeitura de São Paulo acompanhando os motoboys que fizeram manifestação durante toda a manhã e início da tarde para impedir a restrição de circular na pista expressa das marginais e acabar com as regras que os obrigam a usar alguns equipamentos de segurança.

Eram duas da tarde quando o repórter Fernando Andrade da CBN estava de volta a redação e enviou as duas imagens acima para dividir com você um Dia de Cão. Da cidade, é lógico.

Conexão Rio-SP: Jovens de classe média no crime

Um dos casos mais retumbantes das últimas semanas, em São Paulo, foi o roubou dos quadros do Masp. E a suspeita do envolvimento de um jovem de classe média é forte como tem mostrado a polícia. Na tela do cinema, aqui em São Paulo, aí no Rio, no Brasil todo, temos “Meu Nome Não É Johny”, filme dirigido por Mauro Lima. O personagem de Selton Melo, João Estrela, era de classe média, de usuário passou a vender droga, isso lá por 1980. A presença de jovens em diferentes tipos de crime é freqüente e muitas vezes difícil de explicar quando se verifica a formação escolar, a existência de uma família constituída, a ausência dos fatores que o senso comum compreende como sendo aqueles que levam a uma vida violenta. E isso leva a uma distorção na própria cobertura jornalística sobre os casos.

Um estudo recentemente apresentado pela professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco Maria de Fátima Sousa Santos mostra que nas reportagens avaliadas por ela em que aparecia jovem de classe baixa envolvido em crime, a abordagem era objetiva, muitas vezes sequer o nome dele era citado. Pior, é que mesmo quando este rapaz aparecesse como vítima também havia um peso de culpa por este estar envolvido em um caso de violência. Por outro lado, quando o violento é de classe média, mostrou este trabalho da professora, o tratamento era mais humanizado. Não apenas o crime aparecia no noticiário, mas também a reação de transtorno e revolta da família e a intervenção de uma autoridade local no caso.

Ou seja, ainda temos muito a aprender para que estas situações não se repitam com esta freqüência constrangedora.

Carro na garagem, missão quase impossível

Deixar o carro em casa é mesmo tarefa das mais complicadas, mesmo que aumente o investimento e o planejamento na área de transporte público. Haja vista, a resposta de alguns dos ouvintes-internautas que aceitaram responder seis das muitas perguntas elaboradas pelo Ibope e reproduzidas neste blog para pesquisa encomendada pelo Movimento Nossa São Paulo.

Para um dos participantes, que não deixou seu nome registrado, “o paulistano gosta de ficar segregado dentro de suas máquinas poluidoras nas ruas da cidade”. Houve quem, sem pestanejar, tascou um não – não troco meu carro pelo ônibus, pelo metrô, seja lá pelo que for. A falta de credibilidade no sistema parece ser um dos problemas.

Ivone Rocha, orgulhosa de ser paulistana “apesar de tudo”, conta que já trocou. Desde que o metrô passa próximo da casa dela, abandonou o carro na garagem. O Washington, também. Não pelo ônibus, pela moto, alternativa para encarar o trânsito na capital paulista. Este trânsito, aliás, é que impede o Fábio de sentir orgulho por morar em São Paulo.

Aos ouvintes-internautas que leram a nota, um esclarecimento: estas são apenas algumas das questões feitas pelo Ibope de um total de 200 itens que foram analisados. Por isso, Kilder e Roberto, não precisam se preocupar que tanto os ciclistas como os pedestres estão em análise, também, neste trabalho que será apresentado daqui uma semana.

Jiro Aoyama: Da guerra à batalha no Capão Redondo

A família Aoyama chegou a Santos, em 1960, após ter trabalhado duro em terras cedidas pelo governo, no interior do Japão, para se recuperar da 2ª Guerra Mundial. Seu Aoyama que havia ido para o campo de batalha decidiu pegar os filhos e seguir o caminho de vários de seus conterrâneos: o Brasil. Logo que chegou aqui ficou doente e por dois anos enfrentou uma série de dificuldades com o apoio da mulher e dos filhos. Os seis irmãos estudaram, se formaram e, hoje, falam com orgulho da saga de seu Aoyama. Mas eles já tem a sua própria história para contar, como é o caso de Jiro que dedicou a maior parte de sua vida ao judô e hoje ensina jovens carentes no bairro de Capão Redondo, no extremo sul da capital paulista.

A saga de Jiro Aoyama você acompanha na página especial da CBN sobre os 454 anos da cidade de São Paulo.

No dia 25 de janeiro, sexta-feira, o CBN SP será apresentado, ao vivo, do Pátio do Colégio, a partir das 9h30, com a presença de artistas, escritores e jornalistas.

Ibope prepara radiografia do paulistano

Com transporte público melhor você deixaria seu carro em casa ? Existe muita corrupção na capital paulista ? Tem ronda policial próximo da sua casa ? Já votou em conselhos municipais ? Sabia que existem 31 subprefeituras ? Você sente orgulho de morar em São Paulo ?

Perguntas de áreas tão distintas como estas foram feitas pelo Ibope a 1.500 moradores, nas primeiras semanas de janeiro. A intenção é saber qual a percepção dos paulistanos sobre a cidade na qual vivem. Mais de 200 itens estão sendo avaliados e serão apresentados no dia 24 de janeiro, quinta-feira, pelo Movimento Nossa São Paulo que está patrocinando a pesquisa.

Autoridades e gestores públicos que estão convidados para participar do evento talvez não fiquem satisfeitos com o que vão ouvir, no Teatro Anchieta. Aliás, os jornalistas, também. A pesquisa vai dizer, entre outras coisas, se os meios de comunicação estão contribuindo para melhorar a qualidade de vida do cidadão.

Qual seria a sua respostas para as perguntas que estão lá em cima. Aproveite para deixá-las no espaço reservado aos comentários.

Prefeito esquece lei da transparência, em São Paulo

Foi o líder do prefeito na Câmara, o vereador José Police Neto (PSDB), o autor do projeto. A base legislativa do prefeito ajudou a transformá-la em lei. E o próprio prefeito fez as regras para que se transformasse em realidade. Apesar disso, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) ainda não teve capacidade de fazer a lei “pegar” na cidade de São Paulo.

Eu me refiro a lei de número 14.173/2006 que estabelece indicadores de desempenho relativos à qualidade dos serviços públicos com a intenção de proteger o cidadão. Para avaliar a área de saúde serão considerados, por exemplo, o número de crianças vacinadas e o tempo médio de atendimento; no setor de educação, o nível de evasão escolar e alfabetização; no setor de trânsito, número de acidentes e média dos congestionamentos.

Estes números, no entanto, nunca apareceram. Se existem estão presos na gaveta de algum escaninho dos secretários, muitos dos quais integrantes da comissão especial formada para que a lei da transparência no serviço público do município fosse levada em frente.

Com os dados à mostra, o cidadão teria capacidade de avaliar melhor como o dinheiro público está sendo investido e se as prioridades apresentadas pela prefeitura estão de acordo com as necessidades de São Paulo.

Anote aí: durante a campanha eleitoral não faltarão os padrinhos da lei para comprovar seu interesse no atendimento ao cidadão. Quando ouvi-los peça, também, o nome dos coveiros.

E a guerra continua …

Algumas dezenas de mensagens chegaram ao CBN SP durante toda a quarta-feira comentando o debate sobre as restrições impostas as motocicletas na cidade de São Paulo (ouça na nota abaixo). O tom da conversa em determinados comentários deixa claro que a intolerância faz do trânsito paulistano uma guerra.

Acompanhe algumas opiniões dos ouvintes-internautas:

“Não podemos tentar resolver a situação apontando um “judas”, mas considero a medida correta, pois o ente público não pode ficar divagando sobre as fraquezas humanas, tem que tomar decisões. São paliativas, sem dúvida, mas são um esforço” (Aluisio Pereira)

“Não adianta selinho do Inmetro nem adesivos refletivos. Quando tomamos uma fechada, é chão!! Proibir de usar a expresso só vai transferir os acidentes para as pistas locais das marginais.” (Anderson Penci)

“Vou para zona norte todos os dias pela 23 de Maio, e já é um caos sem faixa de moto. Com faixa , irá aumentar e muito o trânsito.” ( André Maia)

“Que fim levou a faixa de motos na Av. Sumaré? Ela ocupa bem menos que uma faixa de carros e dá prá espremer muito bem as outras. Eles poderiam discutir os resultados.” (André Pedroso)

“Essas medidas estão sendo tomadas , segundo a prefeitura, para
diminuir a morte dos motoqueiros, então por que não educar os motoristas,
que são os principais causadores dessas mortes?” (Cinthia Meibach)

“É importante registrar que esta é uma cidade de serviços e que, sem os motoboys, o sistema fica paralisado.” (Henrique Veltman)

“Multem, também, pelo buzinaço que eles causam para o automóvel dar passagem!” (Lauro Vieira)

“Concordo com a posição de que falta ação dos agentes da CET e dos demais conveniados em multar as infrações cometidas pelos motoboys, uma especifica é quanto ao uso das buzinas que segundo o CTN só devem ser usadas para alertar e são utilizadas pelo motoboys e outros motocliclistas intermitentemente de forma alucinada” ( Luciano Santos)