Prefeitos de São Paulo respondem a 1.200 processos

Uma câmara especial para agilizar os processos contra prefeitos paulistanos foi criada pelo Tribunal de Justiça, neste mês. São cerca de 1200 processos, inquéritos e protocolos denunciando os administradores municipais por irregularidades. Como no Estado são 642 cidades, levando em consideração que contra muitos não há acusação nenhuma, imagina-se que há prefeitos contemplados em vários desses processos.

Com apenas cinco desembargadores, é possível que a câmara já inicie os trabalhos congestionada e sem gente suficiente para atender os casos, mesmo porque ano que vem tem eleição municipal e o número de reclamações aumenta com a excitação dos candidatos.

O procurador de Justiça Luiz Roque Lombardo, responsável pelo setor especial de crimes de prefeitos, entende que será possível reduzir o tempo dos processos que muitas vezes chegam a prescrever.

Ele lembrou que o cidadão pode apresentar denúncias por telefone ou pessoalmente ao Ministério Público. O endereço é na Rua Riachuelo, 115/7º, e o telefone (011) 3119 9277.

É Tudo Mentira: A chave do hotel

Quem nunca recebeu mensagem eletrônica anunciando o mais escabroso e novo golpe na praça – seja ele qual for – pode pular este nota. Tem a do menino encontrado dentro da banheira de gelo sem um rim, ou do assaltante que surge escondido no porta mala do carro, após o motorista deixar o estacionamento do restaurante. Na minha caixa de correio faço coleção destas lendas que sempre existiram, mas ganharam poder de publicação com a internet.

Na maioria das vezes, são notícias criativas e com pormenores capazes de fisgar um “trouxa” no fim da linha. Versões modernas do golpe do bilhete premiado (que, aliás, ainda é aplicado no centro de São Paulo). Incrível é que sempre encontram pessoas dispostas a acreditar por mais absurda que seja a informação.

Apesar da coleção ser extensa, a da armadilha escondida na chave do hotel para mim ainda era novidade. Foi o gerente de uma das grandes redes quem me enviou preocupado com a reação de seus clientes às mentiras que circulam na internet.

De acordo com o e-mail, as chaves eletrônicas usadas em boa parte dos melhores hotéis da cidade guardariam informações tais como o CPF, números do cartão de crédito e a validade, além do endereço parcial do hóspede, número do quarto e datas de entrada e saída. Qualquer funcionário teria condições de copiar os dados em um “scanner magnético” logo após a saída do cliente.

A melhor forma de se proteger deste sistema vulnerável seria não devolver a chave ao hotel, levar embora e destruí-la com uma tesoura, cortando, principalmente, a tarja magnética. As recomendações, consta na mensagem, seriam do Departamento da Polícia Federal.

Pobres gerentes de hotéis, infernizados por esta falsa informação, devem estar calculando prejuízos com o sumiço das chaves.

Saibam os incrédulos que a chave armazena informações sobre o número do apartamento e o código de identificação dela própria, o suficiente para gerar um registro na fechadura do hotel que facilita o rastreamento de quem entrou no quarto.

O resto é mentira, lorota, conversa para boi dormir.

Padre Julio Lancelotti explica denúncia de extorsão

Ameaçado por ex-internos da Febem, o Padre Júlio Lancelotti denunciou à polícia que foi vítima de extorsão. Coordenador da Pastoral da Rua da Arquidiocese de São Paulo e com trabalho de atendimento a crianças abandonadas e vítimas de AIDS, ele explicou ao CBN SP que durante todo o tempo imaginava ser possível mudar o comportamento dos rapazes. Sem sucesso, acabou levando a situação aos policiais que passaram a acompanhar as conversas e gravações telefônicas. Uma das pessoas que faziam as ameaças foi presa, mas há pelo menos mais três foragidas.

Ouça a explicação do Padre Julio Lancelotti ao CBN SP:

Professores pediram proibição de celular na sala de aula

Está proibido usar telefone celular na sala de aula, em todo o Estado de São Paulo, por sugestão dos próprios professores, segundo explicou o autor da lei, o deputado estadual Orlando Morando, do PSDB. Sem capacidade de convencer os alunos a deixarem o equipamento de lado, os professores entenderam que somente com uma lei, aprovada na Assembléia Legislativa, teriam condições de impedir a prática.

Ouça as explicações do deputado ao jornalista Heródoto Barbeiro:

O ouvinte-internauta Ailton Tenório após ouvir a reportagem no CBN SP escreveu perguntando quando será proibido o uso do celular nos presídios paulistas.

Debate do plano diretor tem de ir para os bairros, diz urbanista

A Câmara Municipal de São Paulo tem obrigação de realizar audiência públicas nos bairros da cidade para discutir a revisão do plano diretor. A opinião é do urbanista Kazuo Nakano, do Instituto Polis, que disse ter sido surpreendido pela decisão da prefeitura de enviar o texto da revisão para análise dos vereadores sem permitir avaliação da sociedade. Segundo ele, houve apenas duas audiência para tratar do plano diretor.

Ouça a entrevista de Kazuo Nakano, ao CBN SP:

PPP vai gerar dívida para os próximos prefeitos, diz ex-secretário

“É como se eu comprasse um avião para o meus netos pagarem”. A imagem foi construída pela ouvinte que se identificou, por telefone, apenas como Clara, após ouvir a entrevista com o ex-secretário de Negócios Jurídicos da prefeitura de São Paulo Luiz Tarcísio Teixeira.

Ele é professor de Direito Constitucional da PUC e critica o texto aprovado na Câmara de Vereadores que autoriza a realização de parcerias público privadas pela prefeitura e empresas públicas como SPtrans, Cohab e CET.Luis Tarcísio Teixeira explicou ao CBN SP os riscos que a prefeitura terá ao promover a PPP municipal:

Mais um blog por São Paulo

Atuante desde sempre e zeloso pela cidade, o ouvinte-internauta Marcos Ignácio lançou o blog Mudando São Paulo, no qual é possível fazer reclamações de problemas que você encontra na capital paulista. Ele escreveu ao CBN São Paulo para convidar os moradores a atuarem, também, em defesa da cidadania e faz um convite curioso: “chega de reclamar pra sogra, pro dono da padaria e pros colegas de escritório”.

No Mudando a Cidade, ele divulga vídeos e fotos dos problemas de São Paulo, como você pode ver acessando a imagem a seguir:

Foto-ouvinte: comerciante despeja entulho

A seqüência de fotos mostra cenas que se repetem nos últimos dias na rua Barão de Tatuí, centro de São Paulo. Segundo a ouvinte-internauta do CBN SP que pediu para não ser identificada, o dono de um bar descarrega entulho da camionete na calçada. No dia seguinte passa o caminhão da prefeitura e recolhe o material. Ela pede fiscalização para impedir tal irregularidade.

Tô Legal no Metrô

Os passageiros do metrô passam a receber folhetos que alertam para o risco de comprar produtos de vendedores ambulantes dentro dos vagões. Segundo nota do Metrô, “o público talvez por ingenuidade acredita estar ajudando pessoas em dificuldade quando compra produtos que podem ser roubados, ter o prazo de validade vencido e, por conta disso, oferecer perigo à saúde, além de aumentar a sonegação de impostos”.

“Você é um passageiro legal?” tem a intenção de convencer o cidadão a apoiar as ações do sistema de segurança da companhia que não são suficientes para impedir a presença de camelôs. A campanha não fala nada daqueles que ocupam os vagões e, aos berros, tentam vender a fé aos passageiros.

Escola depredada no Dia dos Professores, em Guarulhos

Por Adamo Bazani

”O clima é de medo para profissionais, pais e estudantes da Escola Estadual Jardim Angélica 3, no Jardim Angélica, região do bairro dos Pimentas, periferia de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Em menos de seis meses, a escola foi arrombada e teve os equipamentos roubados 4 vezes. A mais recente ocorrência foi nesta segunda-feira (15/10), Dia do Professor, quando computadores, tevês, materiais escolares e de papelaria foram levados.
O primeiro caso de vandalismo neste ano aconteceu no dia 28 de abril, quando parte das dependências da escola foi destruída. No dia 31 de agosto, foram roubados papéis e livros. No último dia 10, criminosos levaram computadores, material de papelaria e um aparelho de som.

A Polícia Civil de Guarulhos acredita que pela forma de atuação, os furtos foram cometidos por um mesmo grupo.

A reportagem da rádio CBN conversou com funcionários da escola. Eles disseram ter medo de trabalhar no local. O medo é tamanho que eles não quiseram gravar entrevista. Eles afirmaram também que sabem quem são os autores das ações, mas temem denunciar.
A Polícia afirmou que já intensificou o patrulhamento na região.
As aulas tiveram de ser suspensas. “