Omissão da ANP pode gerar mais poluição

O Ministério Público Estadual recebeu representação solicitando que investigue a omissão da Agência Nacional de Petróleo em relação a redução do índice de enxofre no diesel queimado por carros, caminhonetes e caminhões brasileiros. O presidente do Movimento do Ministério Público Democrático Roberto Liviane disse que ao não definir os parâmetros para que resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente seja atendida pela Petrobrás e fabricantes de carros, a ANP ajuda a tornar o ar ainda mais poluídos.

Ouça a entrevista do promotor Roberto Liviane, no CBN SP:

Enquanto isso …

O deputado federal Valdemar Costa Neto, que se reelegeu após renunciar para escapar da crise do mensalão, esteve em Punta Del Este, no Uruguai, onde, alegremente, apostou alto nos cassinos da cidade. Esteve no Conrad e deu preferência a mesa de “black jack”, desfilando bem acompanhado e com muitas fichas de U$ 100 nas mãos.

O Velho Centro pelo velho amigo Heródoto

A produção literária do professor Heródoto Barbeiro é interminável. Seus livros não param de rodar nas editoras, mesmo quando distante do Brasil. Enquanto aproveita sua última semana em Londres e arredores – onde, dizem, foi convencer Boris Berezovsky a devolver Tevez para o Corinthians – a Boitempo e Edições Sesc-SP preparam o lançamento do livro Meu velho Centro, que integra a boa coleção Paulicéia.
O texto abaixo foi enviado pelos editores. Tomei a liberdade apenas de cortar o currículo do professor Heródoto, onde consta o ano de nascimento dele (1946). Não quero ser ser considerado cúmplice de qualquer informação que possa ser colocada em dúvida pelo ouvinte-leitor, apesar de ter tido a honra de escrever o prefácio:
“O jornalista Heródoto Barbeiro nasceu, cresceu, e ainda hoje vive no Centro de São Paulo. As características e as mudanças pelas quais passaram esse lugar agitado são contadas com emoção em Meu velho Centro, que mescla a história da cidade com a vida do autor. O coração da metrópole é o tema do novo lançamento da Coleção Paulicéia, co-edição da Boitempo com a Edições Sesc-SP.

Em um livro delicioso, Heródoto conta da fundação de São Paulo por jesuítas perto da praça da Sé, ao renascimento do autor que, criança, sobreviveu a um atropelamento de bonde. Das transformações com o ciclo do café, as indústrias e levas de imigrantes, que fizeram da província uma metrópole, às suas aventuras de garoto com carrinhos de rolimã. As manifestações políticas na Sé, o carnaval paulistano, a convivência de japoneses, afro-descendentes, italianos, nordestinos e das “polacas” que fizeram a diversidade de São Paulo.

O livro traz ainda curiosidades do presente, como as missas em italiano e espanhol rezadas na igreja Nossa Senhora da Paz. E do passado, como o parque de diversões Shangai, campos de várzea, cinemas e mesmo rios que desapareceram, enterrados pelo crescimento desenfreado da cidade.

O lado íntimo e humano de São Paulo, tão esquecidos e negligenciados, são o grande charme e mérito de Meu velho Centro. O livro promove um reencontro dos paulistanos com sua identidade. Conheçamos o Centro, convida-nos Heródoto Barbeiro, e talvez descubramos que ele está mais vivo do que nunca”

Doação dará desconto no IPTU para clubes de futebol

São Paulo e Palmeiras, dois dos clubes paulistas que mantém escolinhas de esporte e atendem crianças carentes, poderão ser beneficiados com a lei aprovada na Câmara dos Vereadores, no início da noite desta quarta-feira. O projeto concede desconto no valor do IPTU às agremiações, federações e confederações que tiverem projetos sociais voltados para as crianças e adolescentes da cidade.

O doador – ou torcedor – poderá aplicar parte do dinheiro que teria de pagar a receita federal, na declaração do Imposto de Renda, no clube que estiver registrado no Fundo Municipal da Criança, o Funcad. As doações também poderão ser feitas por empresas.

No total, o IPTU dos clubes e associações da cidade chega a mais de R$ 30 milhões..

A história do cidadão que conhece Renan

Marco mora no extremo sul de São Paulo. Só escapa do trânsito pesado para chegar ao trabalho, no Morumbi, devido ao investimento em parcelas a perder de vista que fez na compra de uma moto. Com ônibus teria de sair às 4 da manhã. Chega sempre na hora, mesmo quando a moto quebra. No trabalho de vigia está sempre acompanhado do jornal popular que compra na banca. O rádio que só toca notícia também está ligado o dia todo. Fontes suficientes para entender parte das coisas que acontecem no País.

Nesta quarta-feira, não tirou o ouvido da programação que transmitia as notícias do julgamento do senador Renan Calheiros. A cada entrevista, um comentário. A tensão se assemelhava a demonstrada nos jogos de futebol do São Paulo. Tinha um palpite: “dessa ele não escapa”. Opinião que construiu nas últimas semanas após acompanhar a fala dos especialistas. Ouviu com atenção o bate-boca na porta do Senado. Lembrou-se das discussões em campo quando o árbitro marca pênalti ou anula gol importante. Ficou indignado quando soube que não poderia ouvir os discursos em plenário porque a sessão era secreta: “o que eles tem tanto medo !”.

Irritação mesmo veio ao saber o resultado final. Absolvido. Esbravejou sozinho. Falava sozinho. Clamava por justiça sozinho. Em um dos seus desabafos, sozinho, chegou a cometer a heresia de questionar os motivos que impediriam uma reação militar. Mas o que não lhe entrava na cabeça era porque este povo não reage. “Sabe porquê ?”, perguntava a si próprio. E respondia, imediatamente: “Porque esta gente não lê jornal, não sabe o que acontece”. “Sabe porquê ?”, repetia a pergunta. “Porque o cara lá no boteco acha que Renan é jogador. E pior, do Corinthians”.

“Este país não tem jeito mesmo, dá vontade de chorar”, encerrou seu discurso do alto da tribuna imaginária.

Lá de onde eu podia observar não deu para identificar se o que corria no rosto era suor da indignação ou lágrima do desconsolo. Com certeza, era Marco, um cidadão.

Fale com os senadores

Desde a absolvição de Renan, a caixa de correio do CBN SP está “bombando”. A indignação da turma é grande. Alguns mais exacerbados puxam a orelha da gente. Outros, dizem barbaridades para os senadores, mas quem tem de ler somos nós. Prá dividir a bronca do ouvinte-internauta-eleitor, aí vão os endereços eletrônicos dos senadores. Escrevam para eles, também:

almeida.lima@senador.gov.br; adelmir.santana@senador.gov.br; mercadante@senador.gov.br; alvarodias@senador.gov.br; acmjr@senado.gov.br; antval@senador.gov.br; arthur.virgilio@senador.gov.br; augusto.botelho@senador.gov.br; cesarborges@senador.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; cristovam@senador.gov.br; delcidio.amaral@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; edison.lobao@senador.gov.br; eduardo.azeredo@senador.gov.br; eduardo.suplicy@senador.gov.br; efraim.morais@senador.gov.br; eliseuresende@senador.gov.br; ecafeteira@senador.gov.br; expedito.junior@senador.gov.br; fatima.cleide@senadora.gov.br; flavioarns@senador.gov.br; flexaribeiro@senador.gov.br; joaopedro@senador.gov.br; francisco.dornelles@senador.gov.br; garibaldi.alves@senador.gov.br; geraldo.mesquita@senador.gov.br; gecamata@senador.gov.br; gilvamborges@senador.gov.br; heraclito.fortes@senador.gov.br; ideli.salvatti@senadora.gov.br; inacioarruda@senador.gov.br; jarbas.vasconcelos@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br; jefperes@senador.gov.br; joaodurval@senador.gov.br; joaopedro@senador.gov.br; joaoribeiro@senador.gov.br; jtenorio@senador.gov.br; j.v.claudino@senador.gov.br; jonaspinheiro@senador.gov.br; jose.agripino@senador.gov.br; jose.maranhao@senador.gov.br; josenery@senador.gov.br; sarney@senador.gov.br; katia.abreu@senadora.gov.br; leomar@senador.gov.br; lucia.vania@senadora.gov.br; magnomalta@senador.gov.br; maosanta@senador.gov.br; crivella@senador.gov.br; marco.maciel@senador.gov.br; marconi.perillo@senador.gov.br; maria.carmo@senadora.gov.br; mario.couto@senador.gov.br; marisa.serrano@senadora.gov.br; mozarildo@senador.gov.br; neutodeconto@senador.gov.br; osmardias@senador.gov.br; papaleo@senador.gov.br; patricia@senadora.gov.br; paulo.duque@senador.gov.br; paulopaim@senador.gov.br; simon@senador.gov.br; raimundocolombo@senador.gov.br; renan.calheiros@senador.gov.br; renatoc@senador.gov.br; romero.juca@senador.gov.br; romeu.tuma@senador.gov.br; rosalba.ciarlini@senadora.gov.br; roseana.sarney@senadora.gov.br; sergio.guerra@senador.gov.br; sergio.zambiasi@senador.gov.br; serys@senadora.gov.br; siba@senador.gov.br; tasso.jereissati@senador.gov.br; tiao.viana@senador.gov.br; valdir.raupp@senador.gov.br; valterpereira@senador.gov.br; wellington.salgado@senador.gov.br

Conte sua história da zona norte

No passado, a zona norte de São Paulo não existia. Era apenas um lugar do outro lado do rio. A distância da “cidade” fez com que a região demorasse mais para se desenvolver. Hoje, consegue reunir famílias tradicionais que viveram aqueles tempos de calmaria e novos moradores que acompanham a explosão imobiliária da área. Além disso, muitas empresas se estabeleceram por lá.

Um grupo de moradores e empresários decidiu criar um memorial para a preservação da história da zona norte. Famílias que construíram suas vidas na região estão sendo convidadas a gravar em vídeo depoimentos contando fatos e curiosidades.

No CBN SP, Glorinha Baumgart, de família que investe neste região da cidade há 70 anos, contou algumas destas histórias em um bate-papo com um dos incentivadores da iniciativa, o professor Leonardo Placucci.

Se você tiver uma boa história para contar ligue para o telefone 6978.2180, após às 18h, e agende um depoimento. As gravações acontecem nos estúdios de áudio e vídeo da Uni Sant’Anna, na rua Voluntários da Pátria, 257 – Santana.

Ouça a conversa entre o CBN SP, Glorinha Baumgart e Leonardo Placucci:

Prefeitura nega ter mudado regras para beneficiar Nestlé

Merenda escolar com alimentos servidos pela metade para reduzir o custo das empresa fornecedoras contratadas pela prefeitura, e piora na qualidade nutricional da refeição que será servida no programa “Sábado na Escola” para beneficiar a Nestlé. Estas foram duas denúncias publicadas nesta semana pela Folha que atinge a prefeitura de São Paulo.

O secretário Januário Montone, que ainda fala pela Gestão Pública, respondeu de maneira negativa às duas questões, na entrevista ao CBN SP:

Saúde é “exterminadora” de secretário em São Paulo

Dos nomes mais renomados na saúde privada aos mais experientes na saúde pública. A atual administração municipal, desde José Serra, já fez três tentativas para melhorar o setor. Nenhum dos titulares agradou. Pelo menos, não agradou a ponto de serem mantidos no cargo.

Chegou a vez, então, de Januário Montone que ainda recolhe os papéis do gabinete de Gestão Pública para se transferir para o da Saúde, mas já se reúne com técnicos da área para discutir as mudanças que serão implantadas. Mudança, aliás, não é a palavra preferida de Januário para explicar o trabalho que ele pretende implantar na secretaria. Gosta mais de “continuidade”, talvez em respeito aos seus antecessores. Januário parece não ter medo da fama de “exterminadora” de secretários da pasta da Saúde.

Ouça a entrevista do novo secretário municipal de Saúde, Januário Montone:

Maia quer “Cidade Limpa” no Rio

O resultado – político e ambiental – da lei Cidade Limpa, em São Paulo, entusiasmou o prefeito do Rio, César Maia, que pretende replicar a experiência feita por seu colega paulistano Gilberto Kassab. De acordo com o jornal O Dia, Maia e Kassab discutiram o assunto durante almoço na capital paulista. Hoje, o líder do governo na Câmara Municipal do Rio, vereador Paulo Cerri, apresenta projeto que prevê limites e multas para quem inundar a cidade com publicidade.

No entanto, pelas palavras do vereador, a intenção é fazer uma lei “Cidade Mezzo Limpa”:
“Temos que reduzir a interferência na paisagem urbana causada por outdoors, backlights e faixas. Também é preciso definir os locais onde podem ou não ser veiculados”.

Recado aos cariocas: o “Cidade Limpa” só funcionou porque cortou na carne, proibiu publicidade em todos os lugares de São Paulo.