Italo Cardoso: Ex-jogador Casagrande é exemplo

Por quatro vezes Ítalo Cardoso (PT)havia sido eleito vereador de São Paulo. Em 2002, conseguiu vaga na Assembléia Legislativa para quantro anos depois tentar vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília. Não conseguiu. E agora está devolta ao legislativo municipal com 30.541 votos.

Eleito pelo PT, Ítalo Cardoso quer ação da prefeitura para tratar usuários de droga na rede pública municipal. E cita o que aconteceu com o ex-jogador de futebol e comentarista da TV Globo Walter Casagrande que precisou recorrer a clínicas para se curar do vício:

Como escolher uma boa administradora

Por Márcio Rachkorsky

Através do condominiolegal@cbn.com.br, muitos ouvintes reclamam das empresas que administram seus condomínios e pedem dicas para acertar na escolha de uma empresa idônea. Não canso de repetir que a missão do síndico está cada vez mais árdua e que a parceria de trabalho com uma boa administradora é essencial para uma boa gestão. Pasmem, pois dentre gestão administrativa, gestão de recursos humanos, gestão Financeira e assuntos jurídicos, são mais de 107 (cento e sete) obrigações formais que um condomínio possui !!!!!!!!!!!!!!!!!!! Sem falar no dia-a-dia, nas questões de manutenção, nas brigas de vizinhos…

A área de Recursos Humanos, uma das mais complexas, oferece verdadeira “sopa de letrinhas” aos síndicos. Tem a RAIS (relação anual de informações sociais), a DIRF (declaração de imposto de renda retido na fonte), o PAT (programa de alimentação do trabalhador), a CIPA (comissão de prevenção de acidentes), o EPI (equipamento de proteção individual), o PCMSO (NR-7), o PPRA (NR-9), o PPP (perfil profissiográfico previdenciário), o LTCAT (laudo técnico das condições do ambiente de trabalho), o CAGED (cadastro geral de empregados, o CAT (comunicação de acidente do trabalho), dentre outros.

Contratar uma boa administradora é um passo importante para bem cumprir tantas obrigações legais. Para tanto, recomendo os seguintes cuidados na escolha da empresa:

– considerar o tempo de atuação e experiência no mercado
– visitar a sede e verificar a estrutura
– comprovar filiação nas entidades de classe
– obter referências dos condomínios administrados
– solicitar referências bancárias
– exigir ficha cadastral da empresa e seus sócios, inclusive antecedentes criminais
– analisar a formação profissional dos sócios
– conhecer o grau de tecnologia utilizada
– elaborar contrato de administração claro e minucioso
– analisar todos os serviços e custos não previstos no contrato
– solicitar modelo de pasta de prestação de contas
– definir a sistemática de trabalho
– conhecer o suporte oferecido nas áreas jurídica e de engenharia de manutenção
– analisar a forma de administração de recursos
– analisar se os honorários são compatíveis

Para saber mais, recomendo os seguintes endereços eletrônicos:

www.aabic.org.br

www.secovi.com.br

–  www.condominioemfoco.com.br

Kassab e Marta no CBN São Paulo

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Após o debate eleitoral entre Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT), candidatos à prefeitura de São Paulo, promovido pela TV Record, os dois participaram de entrevistas individuais aqui no CBN São Paulo. Amanhã, terça-feira, o nosso convidado é Marta que conversará comigo e com o Gilberto Dimenstein das 11 às 11 e meia da manhã. Na quarta, o prefeito-candidato participará a entrevista no mesmo horário.

Neste 2o. turno, o CBN São Paulo também entrevistará os candidatos a vice: na quinta-feira, Alda Marcoantonio (PMDB) da chapa de Kassab, e na sexta-feira, Aldo Rebelo (PC do B), da chapa de Marta.

Deixe aqui seu comentário sobre o debate de Kassab e Marta na Record e os temas que você gostaria de ouvir nas entrevistas promovidas pela CBN.

Fabíola Cidral passeia de bicicleta pública em Amsterdã

Homens de gravata, mulheres passeando com seus filhos, idosos pedalando para o trabalho. Todos estes foram vistos pela nossa colega Fabíola Cidral que usufruiu do serviço de bicicletas públicas na cidade de Amsterdã, na Holanda, e registrou suas impressões no programa Caminhos Alternativos, que vai ao ar sábados, a partir das 9 da manhã, na CBN.

Pedale por Amsterdan na companhia da Fabíola clicando aqui.

O que os candidatos a prefeito escondem do eleitor ?

?

Os candidatos que disputam o 2o. turno em sete cidades paulistas não divulgam o nome dos financiadores de suas campanhas, mesmo aqueles que, publicamente, prometeram apresentar a lista dos doadores. Em duas semanas, a CBN entrevistou os 14 candidatos e a todos perguntou sobre a importância e o interesse de mostrarem a seus eleitores o nome das pessoas e empresas que investem na candidatura deles.

Até sexta-feira, a co-produtora do CBN São Paulo Fernanda Campagnucci conversou com os assessores dos candidatos que se comprometeram a divulgar os dados. O resultado foi frustrante e revelador. Não há interesse dos candidatos nesta informação.

A lei eleitoral exige a divulgação dos dados apenas na prestação de contas após a eleição, mas os candidatos podem fazer esta declaração se entenderem que a informação torna mais transparente o processo eleitoral.

No primeiro turno, o CBN São Paulo fez esta proposta aos seis candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais na capital. Apenas dois, Ivan Valente (PSOL) e Soninha Francine (PPS), apresentaram o nome e o valor doado pelos financiadores. Os dados estão publicados no blog.

No Rio de Janeiro, todos os candidatos que disputaram a prefeitura declararam estes dados e o eleitor no momento em que foi votar sabia de onde vinha o dinheiro que sustentava as ações do seu candidato.

No Estado de São Paulo, transparência não parece ser o objetivo dos candidatos à prefeitura.

O que os candidatos escondem em suas prestações de conta ?

Por que têm vergonha de declarar o nome dos financiadores ?

O dinheiro doado ao candidato influencia nas decisões dele se eleito ?

Candidato que não é transparente na campanha, será transparente na prefeitura ?

Veja o levantamento feito pelo CBN São Paulo:

SÃO PAULO

Gilberto Kassab (DEM) – Disse que não vai declarar porque a lei não exige,

Marta Suplicy (PT) – Disse que não vai declarar porque a lei não exige

SÃO BERNARDO DO CAMPO

Luiz Marinho (PT) – No ar disse que esta informação não interessa ao eleitor.

Orlando Morando (PSDB) – Prometeu divulgar porque não tinha nada a esconder, mas não divulgou. A assessoria dele “ficou de ver”. E segue vendo.

SANTO ANDRÉ

Vanderlei Siraque (PT) – Prometeu no ar que divulgaria. Não divulgou. A assessoria dele disse que fez o pedido ao Comitê Financeiro e até agora não recebeu a informação.

Aidan Ravin (PTB) – Prometeu e não cumpriu. Um dos assessores disse que pediu ao Comitê Financeiro mas “eles estão me enrolando”.

GUARULHOS

Sebastião Almeida (PT) – Depois de promete no ar, voltou atrás e informou que o departamento jurídico “não deixou”.

Carlos Roberto (PSDB) – Prometeu no ar e não cumpriu. A assessoria prometeu oferecer os dados em 10 minutos. Também não cumpriu.

MAUÁ

Oswaldo Dias (PT) – Na entrevista, disse que vai apenas cumprir a lei, ou seja, divulgar os dados após a eleição.

Francisco Carneiro (PSB) – Prometeu e não cumpriu. A assessoria desinformada disse que os dados estavam no TRE. Não estão porque só devem ser declarados, oficialmente, após a eleição.

BAURU

Caio Coube (PSDB) – Disse que não vai declarar antes da eleição,

Rodrigo Agostinho (PMDB) – Prometeu mas não cumpriu.

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Valdomiro Lopes Júnior (PSB) – Disse, na entrevista, que não declara.

João Paulo Rillo (PT) – Prometeu, na entrevista, e não cumpriu.

CBN SP Digital: Brasileiros derrubam lugar-comum na web

Quem disse que brasileiro não lê ? Nove milhões leram blogs em agosto, segundo o Ibope/NetRating.

Quem disse que texto na internet é superficial ? Há sites com estudos científicos completos abertos ao público e com grande acesso, no Brasil.

Ouça a entrevista com a doutora em sociologia da educação, Daniela Auad, que analisou o comportamento do brasileiro – o jovem, principalmente – na internet:

Até o dia 24 de outubro, último dia da campanha eleitoral, você ouve o CBN São Paulo Digital, das 12h às 12h30, acessando o Portal da CBN.

Primavera na periferia

Por Sérgio Vaz



Ontem enquanto milhões de pessoas no Brasil estavam ligadas em frente à televisão assistindo a novelas, a um joguinho mixuruca de futebol entre Brasil e Colômbia, umas quinhentas pessoas, mais ou menos, foram seqüestradas pela poesia, na periferia da Zona Sul de São Paulo. Quem
anda cometendo esses crimes? O Sarau da Cooperifa.

Há sete anos, exatamente no mês de outubro, aproveitando-se da desatenção do estado e da falta de cinemas, bibliotecas, museus, teatros, livrarias, e qualquer espaço para a produção cultural, um
bando de malfeitores trajados de roupas simples e empunhando poesias nas mãos, invadiram uma fábrica abandonada em Taboão da Serra, e começaram a produzir um tipo de entorpecente que iria afetar o cérebro e a alma das crianças, jovens e adultos: a literatura.

No começo as autoridades acadêmicas não deram muita bola para o assunto, acharam que seria apenas mais uma dessas primaveras, em que as flores abrem caminhos para o verão. Mas que nada! As flores não pararam de desabrochar, e a estação das flores e dos espinhos, não tem
hora para acabar.

E quando o apito da fábrica apitou o final do expediente, nós que éramos operários da palavra com medo do desemprego gramatical, erramos o caminho para Passárgada, e caímos direto no único espaço público ao qual as pessoas da ponte pra cá têm direito: o bar. E antes que a gente se embriagasse de tédio, começamos a recitar poesia, e o poema, que transitava de boca em boca, chegou aos ouvidos de outros poetas mudos abandonados nos becos e vielas da fidalguia do
vernáculo.

E como se fosse um chamado do rei Zumbi, um enxame insolente de guerreiros e guerreiras vinha de todos os lugares para se juntarem ao quilombo da palavra falada, que acabava de se formar.

E vinham de outras tribos, pintados para guerra ou não, e trazia em seus cantos a canção que celebra a luta, que respeita os ancestrais e honra a vida. Um canto de louvor à liberdade, e de um povo que já não respeita mais os seus carrascos.

E quando o bar já se tornara o quartel general da evolução, guardados por poetas, donas-de-casa, torneiros mecânicos, professores, desempregados, taxistas, auxiliares de escritórios, advogados,
rappers, advogados, motoristas, aposentados, estudantes, estudados e iletrados, os livros, armamento pesado, foram distribuídos de mão em mão, a qualquer um que quisesse manuseá-los.

Independentes se tinham porte para portá-los, ou não. A única recomendação era que todos
apontassem para a mesma direção: o futuro. E ontem de posse do nosso futuro, aconteceu mais um disparo no sarau , o livro “Meninos do Brasil” de Márcio Batista, professor e poeta da
Cooperifa.

Acho que foi o quadragésimo livro lançado ali, no Bar do Zé Bateado, no extremo sul de São Paulo, perto do Jardim Ângela, perto do cemitério do Jardim São Luiz, onde estão enterrados a maioria dos jovens que foram assassinados nesta metrópole da riqueza e da dor. Mas a primavera não pára por aí, ontem também, neste mesmo horário, no jardim Monte Azul, estava acontecendo uma exposição de artes “Natural da periferia” de Jair Guilherme, outro artista resistente da quebrada.

Pois é, numa mesma noite, longe dos grandes centros e longe das grandes e pequenas verbas da prefeitura, do estado ou da federação, quase quinhentas pessoas se reuniram – como se reunem-se há sete anos, toda quarta-feira, ininterruptamente -, para ouvir e falar poesia, e
de quebra, comprar um livro de um autor nascido e criado na Cooperifa.

E para provar que a gente não odeia ler, Márcio Batista vendeu 12o livros, ali, no chão duro do bar, no templo da poesia, um lugar ondeboa parte das pessoas morria de cirrose, sem o tira-gosto da poesia.

Se por acaso você não foi, pergunte para quem esteve lá, a única lágrima que escorreu de alguém, foi do rosto do poeta, e não foi detristeza, foi de emoção pelo nascimento de mais um livro na nossa maternidade.

Nem tudo são flores em nossa primavera, mas para nós, que sempre fomos espinhos no verão alheio, um pouco de poesia no outono, faz com que a gente suporte a vida dura no inverno.

Mais informações aqui

As digitais do fotógrafo Eduardo Garofalo



Garofalo tinha apenas 10 anos quando deu os primeiros sinais de que fotografia era o seu negócio. Formou-se em pedagogia, matemática e economia, mas aos 50 e poucos anos dá mostras claras de que a intuição de menino influenciou sua vida. Nesta semana, expõe seu talento em Jundiaí, no caminho de Campinas. Até novembro, Eduardo Miguel Garofalo é personagem da Exposição Efeitos e outras fotografias, no escritório de artes Sandra Setti. No trabalho dele a interferência digital é marca profunda e chocante como você confere na imagem acima e em outras tantas que você encontra visitando o site de Eduardo Garofalo.

O que eles dizem da Guerra da Polícia

Assessores de imprensa tão descontrolados quanto os policiais durante a Batalha do Morumbi; opiniões apaixonadas a influenciar os pensamentos; e cidadãos interessados em entender o que está por trás das cenas que marcaram negativamente a quinta-feira, em São Paulo.

Três situações que resumem o dia de hoje na produção do CBN São Paulo quando decidimos que nossa pauta se concentraria nesta notícia de extrema gravidade e de repercussão nacional.

No ar, abrimos espaço para diferentes pensamentos sobre o caso. A seguir reproduzo as quatro entrevistas que realizamos no CBN São:

Major Olímpio, deputado estadual do PV: “Incompetência do Governo”.

Coronel José Vicente: “Policial não participa desta baderna”

Samuel Moreira, líder do PSDB na Assembléia: “Greve é eleitoreira”

Cláudio Beato, Centro de Estudos em Criminalidade (UFMG): “Sindicalização das forças policias é perigosa: