São Paulo assistiu à cenas vergonhosas no entorno do Palácio dos Bandeirantes, nesta quinta-feira. O Estado que reúne algumas das maiores corporações do País, centro de conhecimento na área de administração pública e privada e concentra boa parte da riqueza produzida em terras nacionais não foi capaz de controlar suas forças policiais.
O confronto da Polícia Militar com a Polícia Civil foi de fazer bandido do PCC dar gargalhadas na cadeia enquanto falava ao celular com seus amigos que moram do lado de fora da cela. Um dia antes, já devem ter se divertido ao saber que o envio de um fax para o número de telefone errado havia permitido a libertação de um dos seus, em trapalhada de outra policia, a Federal.
A violência entre as policias mostrou que a manifestação dos civis está sem controle e a ação da militar, sem comando. Jamais se poderia ter permitido que a situação chegasse a este ponto. Bons gerenciadores deveriam ter sido convocados, previamente, a medida que se enxergava a proximidade da crise.
Deram de ombros às ameaças. Trataram o fato apenas como ação partidária. Subestimaram o nível de tensão entre as forças. E o preconceito histórico entre as duas corporações policiais explodiu diante do Executivo Estadual.
Como ficará a segurança do cidadão paulistano durante a ressaca da violência provocada por policiais excitados de um lado e mal-preparados de outro. Ou alguém imagina que a violência não tenha deixado enorme ferida na autoridade policial do Estado.




