Policiais sem controle, Estado sem vergonha

São Paulo assistiu à cenas vergonhosas no entorno do Palácio dos Bandeirantes, nesta quinta-feira. O Estado que reúne algumas das maiores corporações do País, centro de conhecimento na área de administração pública e privada e concentra boa parte da riqueza produzida em terras nacionais não foi capaz de controlar suas forças policiais.

O confronto da Polícia Militar com a Polícia Civil foi de fazer bandido do PCC dar gargalhadas na cadeia enquanto falava ao celular com seus amigos que moram do lado de fora da cela. Um dia antes, já devem ter se divertido ao saber que o envio de um fax para o número de telefone errado havia permitido a libertação de um dos seus, em trapalhada de outra policia, a Federal.

A violência entre as policias mostrou que a manifestação dos civis está sem controle e a ação da militar, sem comando. Jamais se poderia ter permitido que a situação chegasse a este ponto. Bons gerenciadores deveriam ter sido convocados, previamente, a medida que se enxergava a proximidade da crise.

Deram de ombros às ameaças. Trataram o fato apenas como ação partidária. Subestimaram o nível de tensão entre as forças. E o preconceito histórico entre as duas corporações policiais explodiu diante do Executivo Estadual.

Como ficará a segurança do cidadão paulistano durante a ressaca da violência provocada por policiais excitados de um lado e mal-preparados de outro. Ou alguém imagina que a violência não tenha deixado enorme ferida na autoridade policial do Estado.

Foto-ouvinte: Calçada “viciada”

Calçada vira lixão

Descobri recentemente esta expressão: “a calçada é ponto viciado”. A invencionice serve para descrever locais da cidade em que a população permite que sejam usados para depósito de entulho – irregular, é lógico. Esta da Rua Barão de Tatuí, no bairro de Santa Cecília, em São Paulo, é um desses pontos, segundo a ouvinte-intenauta Lu Almeida, autora das fotografias que estão no Álbum do CBN SP no Flickr. Todo dia o entulho se acumula – por ordem e mando sabe-se lá de quem – e atrapalha o passeio. A subprefeiura vai até lá e recolhe o material para, em seguida, mais entulho ser despejado. Parte da ação é realizada por catadores de material reciclado sem consciência ambiental que ao não ter interesse comercial na carga deixa por lá para que a prefeitura resolva o problema. O cidadão que contrata o serviço também é responsável, pois poderia levar este entulho para os Ecopontos mantidos pela prefeitura. São poucos, mas existem.

Adote um Vereador: Heródoto apóia essa idéia

Texto publicado pelo jornalista Heródoto Barbeiro no Blog do Barbeiro:

“Essa frase foi ouvida depois que o TRE divulgou o resultado das eleições para prefeito e vereador. Muita gente não conseguiu eleger o seu candidato a prefeitura e a câmara e ficou com essa sensação. Contudo a última eleição pode ser um divisor de águas na participação popular na escolha dos dirigentes da cidade. Se o seu candidato a vereador se elegeu, escreva o nome dele em uma agenda, ou caderninho, ou em alguma pasta do seu computador. Depois de alguma tempo a gente nem se lembra em quem votou. Como fazer a fiscalização cidadã nos próximos quatro anos sem o nome do candidato que teve a honra de receber o seu voto? Com o nome da excelência em lugar seguro vai ser possível mandar e-mails, recados, bilhetes e lembrá-lo que a principal função de um edil- como se dizia na época que se amarrava cachorro com lingüiça – é a de fiscalizar o prefeito. Assim, de tempo em tempo, por e-mail ou por telefone você fala com ele e pergunta se ele está fiscalizando. Todos devem fazer isso pertençam ou não ” a base do prefeito na câmara”. A responsabilidade é da situação e da oposição, mas isso só vai ocorrer se o eleitor/cidadão ficar em cima e fizer pressão cidadã, caso contrário tudo vai ficar do mesmo jeito. (…)”

Leia o texto completo acessando o Blog do Barbeiro

Jamil Murad: Sem pedágio, mas com conselhos

Incentivar a implantação dos conselhos de representantes, é uma das metas do vereador eleito Jamil Murad, do PC do B. Apesar de ter sido eleito pela primeira vez à Câmara Municipal, o comunista é um velho conhecido da política paulista. Já foi deputado estadual e federal.

Na cidade de São Paulo, defende a ampliação do metrô como forma de melhorar a mobilidade urbana. Mas é contra a existência de pedágio urbano porque considera que o sistema não funcionará.

Ouça as propostas de Jamil Murad eleito com pouco mais de 28 mil votos:

De onde vem a carne que você come ?

?

Faça essa pergunta a si mesmo. E se não tiver a resposta, faça a mesma pergunta ao açouqueiro. Se ele disser que não sabe, troque de açougue ou de supermercado. É bem possível que a picanha do almoço tenha vindo de gado criado em áreas devastadas da Floresta Amazônica. Três grandes redes de supermercados se comprometeram a comprar o produto apenas de rebanhos de fazendas que não agridam o meio ambiente nem explorem o trabalho escravo. Distribuidores e comerciantes de carnes, também.

Este é um dos resultados do encontro Conexões Sustentáveis promovido pelo Movimento Nossa São Paulo e o Fórum Amazônia Sustentável, em São Paulo.

Nos dois dias de discussão, os candidatos à prefeitura paulistana também assinaram compromisso de que em até 90 dias após a posse terão iniciado estudo para verificar a origem de todo material comprado pela administração municipal. Isto para reduzir o risco de o seu filho estudar em uma escola mobiliada com móveis de madeira oriunda de derrubadas na Amazônia.

Ouça a entrevista com o representante do Fórum, Caio Magri:

Leia os estudos e compromissos apresentados no site do Movimento Nossa São Paulo e Repórter Brasil.

Canto da Cátia: Um show de realidade

Há três dias, Santo André é cenário de um reality-show no qual todos fazemos parte como atores. Os personagens principais pouco aparecem, são vistos por uma pequena janela de cosntrução de classe baixa, da periferia da região metropolitana. Fechados na “caixa de sapato” que são estes apartamentos da CDHU atraem as atenções do Brasil e já devem ter seus flashes garantidos nas redes internacionais de televisão.

Um dos protagonistas principais, com o pomposo nome Lindenberg, fala ao celular com desenvoltura em rede nacional, bate papo com jornalistas e sem saber bem para que servirá tudo isso parece esticar a agonia na esperança de que uma luz apareça no seu caminho. Ou uma emissora de televisão se prontifique a colocar no ar a enquete popular para saber se Lindenberg deve ir ao paredão e ser eliminado ou parmanecer na casa.

Na imagem feita pela repórter Cátia Toffoletto, personagem involuntária deste show, o pai da moça Eloá, que imaginava estar livre de um namorado possessivo quando este encerrou a relação por ciúmes, é levado pela equipe de socorro durante crise de pressão alta.

CBN SP Digital: Brasileiro lê muito blog

Tá legal ! Se você ouvir a entrevista que fiz pela internet com o diretor do Ibope Marcelo Coutinho tem todo o direito de reclamar da minha manchete aí em cima. Estudioso do setor, o professor da Fundação Cásper Libero disse um monte de coisa bacana.

Por exemplo: os brasileiros preferem usar muito mais lan house à telecentros; só na favela de Paraisópolis, a maior da capital paulista, é possível encontrar 35 salas particulares com computadores; a democratização da informática tem se dado no País principalmente pela iniciativa privada, entre outras tantas coisas.

Agora, convenhamos, saber que o brasileiro é um dos povos que mais lê blogs no mundo, é algo que entusiasma a quem dedica parte de seu dia a este serviço. Por isso, puxei a sardinha para o meu lado e chamei atenção para mais esta curiosidade.

Vamos deixar de papo furado, e aproveite a conversa que tive com o Marcelo Coutinho durante o CBN São Paulo Digital que vai ao ar do meio-dia ao meio-dia e 20 apenas pela internet, durante a campanha eleitoral:

Cláudio Fonseca: Uma Câmara que fiscalize o prefeito

O vereador eleito Cláudio Fonseca, do PPS, não é exatamente um novato. Na legislatura anterior foi considerado um dos melhores da Câmara Municipal de São Paulo pelo Movimento Voto Conscinte. Não se reelegeu há quatro anos. Porém, com pouco mais de 21 mil votos conseguiu voltar para a casa. Assume – ou reassume – em janeiro com a intenção de lutar para que a Câmara passe a exercer seu verdadeiro papel, o de fiscalizar o trabalho do prefeito.

Descansando de São Paulo

Cobertura da pobreza

Os carros cruzam a Avenida Nove de Julho em alta velocidade, os ônibus passam lotados de passageiros no corredor, as pessoas atravessam as pistas mesmo com o perigo de atropelamento. Ninguém enxerga estes moradores de rua que transformaram o teto no alto do túnel da Nova de Julho em dormitório. Ninguém não. O ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias enxerga e vê lá em cima a pobreza descansando de São Paulo.