Mundo Corporativo: Vinícius Mendes, da Besouro, prega a transformação social por meio do empreendedorismo

Vinicius Mendes em foto de Priscila Gubiotti

“Não bastava trabalhar, não bastava ter boa vontade de correr e ter uma boa ideia; e, sim, também, de educação.”

Vinícius Mendes, Besouro de Fomento Social

Imagine começar um negócio do zero antes mesmo de ter uma ideia do que você pode oferecer ou criar. Esse é o desafio que Vinícius Mendes lança às pessoas que vivem nas comunidades mais carentes do país, a partir do trabalho que realiza na Besouro de Fomento Social, empresa que reúne um instituto sem fins lucrativos e uma agência que busca o lucro, criada, em Porto Alegre, em 2009. No programa Mundo Corporativo da CBN, ele compartilha como transcendeu as dificuldades iniciais para impulsionar outros a empreender, revelando que o sucesso vai além da mera inovação ou esforço – é fundamentalmente ancorado na educação.

A educação como alicerce para o empreendedorismo

Vinícius Mendes enfatiza que, para realmente prosperar e transformar uma ideia em um empreendimento de sucesso, é essencial possuir não apenas a visão ou o ímpeto, mas uma sólida compreensão dos fundamentos de negócios e uma educação empreendedora.

“O empreendedor tem muita chance de dar certo, tem riscos, mas tem muita chance mais rápido de dar certo”. 

Ele ilustra essa perspectiva com sua trajetória, desde as primeiras experiências vendendo crepes na frente de escolas, passando pela criação de uma empresa de eventos, até a fundação da Besouro de Fomento Social. Sua história é um testemunho da transformação que a educação empreendedora pode engendrar, especialmente em comunidades vulneráveis.

O empreendedorismo como vetor de transformação social

A atuação da Besouro no campo da educação empreendedora visa, sobretudo, capacitar indivíduos em situação de vulnerabilidade social, oferecendo-lhes as ferramentas necessárias para identificar oportunidades de mercado e transformá-las em negócios sustentáveis. A pesquisa realizada por Mendes, tanto na Rocinha quanto em favelas da Argentina, revelou que o conhecimento específico em gestão de negócios e estratégias de mercado é crucial para o sucesso empreendedor, mesmo (ou especialmente) em contextos de recursos limitados.

“Não tenho dúvida de que o empreendedorismo já faz a diferença no nosso país e fará ainda mais quando estas pessoas compreenderem o poder que têm delas serem empresárias e empreendedoras”. 

A Besouro de Fomento Social desenvolveu uma metodologia que considera as particularidades de cada indivíduo e comunidade, focando na criação de oportunidades reais de negócios que podem gerar renda sustentável e, consequentemente, promover o desenvolvimento local.

A abordagem da Besouro, ao capacitar pessoas a partir de suas próprias casas e realidades, demonstra que o empreendedorismo pode ser um caminho viável para a autonomia financeira e o empoderamento. Vinícius reflete sobre o impacto dessa capacitação na vida das pessoas, destacando que a educação empreendedora não apenas alimenta sonhos, mas os torna tangíveis e realizáveis.

“O empreendedor tem muita chance de dar certo, tem riscos, mas tem muita chance mais rápido de dar certo. Quando a gente expõe isso para quem precisa o hiperfoco toma conta e a chance de dar certo é enorme”. 

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você ouve, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves, Priscila Gubiotti e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Paula Bellizia, do Ebanx, fala da próxima revolução dos pagamentos digitais

Paula Bellizia em entrevista do Mundo Corporativo Foto de Priscila Gubiotti

“O pagamento digital é a espinha dorsal do comércio digital global.”

Paula Bellizia, EBANX 

No atual cenário, onde a inovação tecnológica se destaca como força motriz na transformação dos mercados globais, o setor de pagamentos se revela como um terreno promissor para mudanças impactantes. No Brasil, o Pix se apresenta como o exemplo mais expressivo dessa transformação, democratizando o acesso aos meios de pagamentos digitais. Paula Bellizia, presidente de pagamentos globais do Ebanx, com base em pesquisa realizada pela empresa, previu que o Pix vai virar o método de pagamento preferido na economia digital brasileira em 2026, empatando com o cartão de crédito.

Durante entrevista o Mundo Corporativo, da CBN, Paula, que também lidera a força-tarefa “Mulheres, Diversidade e Inclusão em Negócios” do B20 (fórum empresarial cujo objetivo é propor políticas públicas para o G20), compartilhou perspectivas sobre o avanço dos pagamentos digitais e a influência vital da liderança feminina nessas mudanças.

Fundado no Brasil há 12 anos com uma visão global, o Ebanx atua hoje em 29 países, conectando empresas internacionais a consumidores locais por meio de soluções de pagamento inovadoras. Paula enfatizou que ao integrar os métodos de pagamento preferenciais dos consumidores, o Ebanx facilita a entrada de empresas estrangeiras em mercados emergentes, promovendo um impacto positivo tanto no comércio digital quanto na vida das pessoas ao tornar o acesso a bens e serviços mais democrático e inclusivo:

“Nós estamos gerando a inovação necessária para transformar o ecossistema de pagamentos no mundo. Então, a partir do Brasil, a gente está mostrando como realmente mudar e com toda a experiência para o consumidor e para pequena empresa, também”. 

Dados do Ebanx indicam que 95% dos novos clientes de empresas optam pelo Pix em sua primeira compra, demonstrando a importância dessa modalidade no crescimento empresarial no país, o que justifica a recente incorporação do Pix por gigantes como Amazon e Google. Essa inovação, segundo Paula Bellizia, é um reflexo da capacidade do país de liderar mudanças significativas no cenário global de pagamentos.

Curiosamente, se as transações de pessoa para pessoa ou do cliente com a empresa ganharam essa agilidade, ainda existem muitos entraves nos pagamentos de empresa para empresa. Paula disse que cerca de 70% das transações B2B ainda são manuais e levam até 14 dias para serem concluídas, uma realidade que se transforma em oportunidade e tende a ser a próxima revolução dos pagamentos digitais:

“Tem muita inovação para acontecer ainda. Eu acho que a gente está no começo. Tem ainda a parte do comércio entre empresas. Tudo que a gente viu acontecer com os consumidores finais vai acontecer no mercado B2B. Aqui tem muita disrupção para acontecer, porque por curioso que seja esse é um mercado que parece ainda na era analógica”. 

Liderança Feminina e Inclusão

Paula Bellizia refletiu sobre sua experiência em posições de destaque em grandes empresas tecnológicas e como isso moldou sua visão sobre inovação, diversidade e inclusão. Ela acredita que o sucesso feminino inspira novas gerações.

“Acho que histórias femininas que mostrem que é possível e é possível com todas as escolhas. É possível se você quer ter uma família. É possível se você não quer ter uma família. É possível se você quer morar no Brasil. É possível se você quer morar fora do Brasil. É possível em tech. É possível em negócios. É possível!”

Sua liderança no Ebanx e na força-tarefa do B20 destaca-se não apenas pelos resultados empresariais mas também pelo compromisso com a construção de um ambiente corporativo mais inclusivo e representativo. Paula  consideraa diversidade uma alavanca para a inovação, argumentando que a pluralidade de ideias é essencial para criar soluções verdadeiramente disruptivas.

“Para mim como líder, a inovação só é possível a partir de perspectivas diferentes sendo trazidas pra mesa, a partir de uma cultura que incentive o diálogo e o desafio construtivo de ideias para que a gente tenha a ideia vencedora para companhia e não a ideia de pessoas individuais. Então, para mim, inovação e diversidade caminham lado a lado. Arrisco dizer que é impossível ter inovação sem diversidade”.

Assista  ao Mundo Corporativo

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A entrevista de Paula Bellizia ao Mundo Corporativo traz à tona reflexões essenciais sobre o papel da inovação e da liderança feminina nos negócios globais. Suas palavras não apenas iluminam o caminho para futuras disrupções no setor de pagamentos digitais mas também reforçam a importância da inclusão e da diversidade como pilares fundamentais para o sucesso empresarial no século XXI: 

Mundo Corporativo: Martha Gabriel apresenta a visão do líder do futuro

“O futuro não espera e não perdoa a falta de preparo.” 

Martha Gabriel, futurista

Navegar pelas complexidades e incertezas que a aceleração tecnológica impõe representa um grande desafio para os líderes contemporâneos. Essa é a premissa central da reflexão de Martha Gabriel, futurista, palestrante do TEDx e autora do best seller “Liderando o Futuro” (DVS Editora), compartilhada durante sua entrevista ao programa Mundo Corporativo. Sua análise, que abrange a influência da inteligência artificial (IA) nas corporações, destaca a necessidade urgente de os líderes aprimorarem habilidades para decifrar as transformações atuais e antecipar os cenários futuros:

“Não adianta só ter visão; é preciso traçar caminhos estratégicos e ser ágil na implementação de inovações”

A entrevistada destaca a importância de cultivar um pensamento crítico, capaz de questionar e adaptar-se rapidamente a novas realidades. Essa capacidade de inquirição tanto ilumina caminhos quanto define o perfil do líder que as organizações precisam para transcender os desafios atuais e futuros: 

“O líder do futuro tem que saber perguntar, lutar contra os vieses cognitivos e entender de argumentação lógica”

Navegando na Complexidade Tecnológica

A discussão sobre o impacto da IA e como esta redefine o conceito de trabalho e liderança é central na entrevista. Martha Gabriel pontua que, diferentemente de outras inovações tecnológicas, a IA penetra no cerne da atividade humana: a cognição. Essa penetração amplia as capacidades humanas e impõe a necessidade de repensar nossos papéis. 

“Temos que nos preparar para um mundo onde a criação de conteúdo, a tomada de decisões e até mesmo aspectos da nossa criatividade serão influenciados, se não conduzidos, por sistemas inteligentes” 

A futurista nos provoca a pensar sobre o potencial transformador da inteligência artificial na produção de conteúdo próprio. Ela argumenta que, ao invés de ver a IA apenas como uma ferramenta de automação que pode limitar a criatividade humana, devemos abraçá-la como um catalisador para expandir nossa capacidade de criação. 

Martha Gabriel sugere que a IA pode ser empregada para gerar novas formas de expressão, ajudando-nos a transcender as barreiras tradicionais do que é possível produzir individualmente. Essa perspectiva reforça a ideia de uma simbiose entre humanos e máquinas mas também nos desafia a repensar nosso papel como criadores na era digital, incentivando-nos a explorar o potencial ilimitado da tecnologia para amplificar nossa própria voz e visão criativa.

Além do domínio técnico, ela ressalta a importância inegável dos valores humanos, posicionando-os como um contraponto vital à objetividade impessoal das máquinas. Em suas palavras, a liderança eficaz no futuro não dependerá apenas da capacidade de integrar avanços tecnológicos, mas também da habilidade de harmonizar essas ferramentas com os valores e qualidades intrinsecamente humanas.  Martha Gabriel sugere que o sucesso na era digital e além será determinado pela capacidade de entrelaçar as competências tecnológicas com a compreensão, a empatia e a ética humanas, criando um equilíbrio onde a tecnologia amplia as capacidades humanas sem suplantar os princípios morais e emocionais que definem nossa humanidade.

O líder do futuro não é só o cara que sabe perguntar. Ele sabe articular as pessoas certas para que tenham as melhores perguntas, os backgrounds distintos, para que você consiga ter um nível maior de pensamento”.

Reconhecida internacionalmente e uma das principais pensadoras do cenário digital, Martha Gabriel salienta a necessidade de adaptabilidade e resiliência frente às rápidas mudanças trazidas pela digitalização e pela IA. Ela menciona que os líderes devem estar preparados não apenas para adotar novas tecnologias, mas também para enfrentar os desafios e as incertezas que acompanham essas mudanças, garantindo a sustentabilidade e a relevância contínua de suas organizações no futuro.

Para você aprender ainda mais

Ao fim da entrevista, Martha Gabriel prometeu compartilhar algumas fontes de informação que nos ajudam a aprofundar o conhecimento sobre inteligência artificial, liderança e outros assuntos sobre os qquais conversamos. Seguem as sugestões:

TEDx Martha Gabriel

Filmes/Séries para entender o mundo digital

Livro “Liderando o Futuro”

Livro Inteligência Artificial: do Zero ao Metaverso

Livro Você, Eu e os Robôs

IA Generativa vai reduzir o uso de buscadores em 25% até 2026

Geração Z prefere mentoria com ChatGPT do que com gestores

5 Habilidades para o Futuro do Trabalho

Empresas querem mais Soft Skills na Era da IA

Tendências do mercado de trabalho no Brasil

IA atual não supera humanos na maioria das tarefas

Megatendências que moldarão o futuro

IA consegue decifrar senhas apenas “ouvindo” o som das teclas digitadas

Como a IA está avançando?

41% das posições de trabalho do Brasil podem ser afetadas por IA

TEDx Sam Harris

Ouça o Mundo Corporativo

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Mundo Corporativo: a jornada de resiliência e autodescoberta de Leonardo Simão

Nos bastidores do Mundo Corporativo em foto de Priscila Gubiotti

“A gente não precisa controlar nada externo, basta a gente controlar a nossa reação” 

Leonardo Simão, empreendedor

No universo do empreendedorismo, a jornada de Leonardo Simão se destaca s pelo seu sucesso como empreendedor em série, mentor, investidor e autor, e também pela sua profunda compreensão da importância da resiliência mental e do autoconhecimento. Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, Simão compartilha ideias valiosas sobre os desafios e estratégias para prosperar em um cenário de negócios altamente competitivo.

O autor do livro “Do zero ao Exit, um manual completo do mundo da criação e captação de recursos para startups” argumenta que o cerne do sucesso empresarial não reside na ideia ou na execução, mas na capacidade do empreendedor de lidar com adversidades.

“O maior fator do sucesso de qualquer empreendedor, de qualquer empresário, não está na execução apenas, não está na ideia, não está no negócio, está na sua resiliência mental, está na sua saúde mental para lidar com todos os desafios”.

A filosofia do estoicismo, que Simão adotou após um período de intensa reflexão e busca pessoal, tornou-se uma pedra angular em sua vida e negócios. Ao abraçar conceitos como a dicotomia do controle e a importância do julgamento individual na percepção de eventos, Simão encontrou um equilíbrio que lhe permitiu enfrentar as incertezas do mundo dos negócios com uma mente mais tranquila e focada.

“Quando a gente entende o mindset positivo, a gente vê que não tem nada bom nem ruim na nossa vida. As coisas simplesmente são. E o que torna elas boas ou ruins é o nosso julgamento. Então, a partir do momento que você começa a controlar o seu julgamento, controlar a forma como você, age, como você reage, tudo muda”.

Simão compartilha sua trajetória de altos e baixos, desde o apogeu com a Bebê Store, uma líder em e-commerce, até momentos de introspecção profunda que o levaram a questionar o verdadeiro significado da felicidade e do sucesso. Esta jornada o inspirou a desenvolver o método “Calma da Mente”, visando ajudar outros empreendedores a encontrar paz e clareza em meio às pressões do ambiente de negócios.

Ao discutir a aplicação prática da filosofia estoica no empreendedorismo, Simão destaca a importância de focar no que se pode controlar e adotar uma mentalidade positiva. Ele enfatiza que, ao mudar nossa reação às circunstâncias, podemos transformar desafios em oportunidades de crescimento e aprendizado.

“Foque sempre em você, nunca foque no que está tá fora de você”.

Além disso, Simão toca em um tema de crescente relevância: o impacto da saúde mental no desempenho e sustentabilidade dos negócios. Ele argumenta que a produtividade e o bem-estar da equipe estão intrinsecamente ligados à saúde mental dos líderes e colaboradores, fazendo um apelo por uma maior atenção a este aspecto essencial do ambiente de trabalho.

Assista à entrevista com Leonardo Simão

A entrevista com Leonardo Simão serve como um lembrete oportuno da complexidade do empreendedorismo e da importância de cultivar uma mente saudável e resiliente. Suas experiências e ideias oferecem valiosas lições para empreendedores que buscam não apenas o sucesso nos negócios, mas também uma vida mais equilibrada e significativa.

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Mundo Corporativo: Eduardo Carvalho, da Equinix, prevê mudanças na forma de liderar na Era da Inteligência Artificial

Bastidores da gravação do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti

“A liderança hoje se faz pela influência, não pelo poder.” 

Eduardo Carvalho, Equinix

O papel dos líderes se destaca por sua profundidade e relevância, nesta era dominada pela tecnologia. Está é uma das reflexões de Eduardo Carvalho, presidente da Equinix para a América Latina, entrevistado no programa Mundo Corporativo, da CBN. Ele compartilha reflexões sobre como a inteligência artificial e o desenvolvimento digital estão remodelando o mundo e as relações, transformando a essência da liderança.

Eduardo Carvalho ilumina o cenário atual dos negócios, onde os data centers e a interconexão desempenham papéis cruciais. Ele destaca a importância da hospedagem dos principais players do mercado pela Equinix, a maior empresa global do setor: 

“Tudo que está no seu celular, todos os aplicativos, eles rodam, direta ou indiretamente, dentro da Equinix”

Esta capacidade tecnológica, segundo ele, tem um impacto direto na experiência do usuário final, colocando em perspectiva a responsabilidade e a influência das decisões empresariais.

O novo papel dos líderes

No coração da discussão, Eduardo enfoca o papel evolutivo dos líderes em um ambiente influenciado pela IA. Com o declínio do poder monocrático, surge uma nova forma de liderança baseada na negociação, colaboração e, acima de tudo, influência. 

“O líder moderno não toma mais decisões isoladamente. As decisões precisam do consenso e da colaboração das diversas áreas da empresa.” 

Essa mudança de paradigma reflete a necessidade de adaptar-se, não apenas às demandas tecnológicas, mas também às humanas, promovendo um ambiente onde o capital humano e a tecnologia coexistam harmoniosamente.

Inteligência Artificial e Liderança

A influência da IA na liderança é um tema central na visão do CEO da Equinix. Ele argumenta que a inteligência artificial oferece uma base de dados e análises profundas que podem auxiliar os líderes em suas decisões. 

“A inteligência artificial tem uma colaboração fundamental em tornar os processos mais eficientes e em fornecer insights que anteriormente poderiam não ser evidentes.” 

No entanto, Carvalho enfatiza que a IA não substitui a necessidade de uma liderança humana empática, intuitiva e adaptável. Pelo contrário, ela serve como um complemento que potencializa a capacidade de liderar com mais informação e precisão.

A importância da requalificação

Outro ponto crítico abordado por Eduardo Carvalho é a requalificação dos colaboradores em face das mudanças tecnológicas. Ele destaca a importância de preparar as equipes para trabalhar com novas ferramentas e processos, um desafio que os líderes devem enfrentar. 

“A requalificação é essencial não apenas para a eficiência operacional, mas também para a satisfação e o engajamento dos colaboradores.” 

Essa perspectiva sublinha a visão de Eduardo de que os líderes devem ser facilitadores da adaptação e do crescimento, tanto tecnológico quanto pessoal.

“A inteligência artificial tem uma colaboração fundamental, mas o futuro é híbrido e diverso.”

Ouça o Mundo Corporativo

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Esta entrevista com Eduardo Carvalho não apenas ilumina o caminho para o futuro dos negócios digitais e a importância do capital humano nesse processo, mas também reitera a necessidade de uma liderança que abrace a diversidade, a inclusão e a inovação. À medida que o mundo corporativo continua a evoluir, as palavras de Eduardo servem como um lembrete da força que reside na combinação da tecnologia com uma gestão humana e inovadora.

Mundo Corporativo: Rebeca Toyama, da ACI, diz que líder sustentável preserva a saúde da empresa e dos colaboradores

Rebeca Toyama em entrevista ao Mundo Corporativo. Foto: Pricila Gubiotti

“Para ser sustentável, você tem que construir uma carreira saudável.”

Rebeca Toyama, empresária

A necessidade de lideranças sustentáveis e carreiras saudáveis nunca foi tão evidente, considerando que estamos em um mundo onde o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal se torna cada vez mais desafiador. Esta foi a tônica da conversa com Rebeca Toyama, fundadora da ACI – Academia de Competência Integrativa e autora do livro “Carreira Saudável: a realização de se tornar um líder sustentável”, no programa Mundo Corporativo da CBN. A especialista trouxe à tona uma reflexão profunda sobre como as lideranças podem cultivar um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo, sem perder de vista o bem-estar e a autenticidade.

Cuidado para não ser um líder carrasco

“O líder tem que estar bem consigo mesmo para transbordar sustentabilidade e gerar resultados”

Rebeca destacou a importância de uma liderança que se preocupa não apenas com os resultados empresariais, mas também com o bem-estar da equipe e o próprio equilíbrio. Ela argumenta que muitos líderes acabam se esquecendo de si mesmos no processo, tornando-se “líderes carrascos” que prejudicam tanto a si quanto aos que os cercam.

A empresária ressaltou a necessidade de desmistificar a ideia de que sustentabilidade se refere apenas à consciência ambiental, apontando que “ninguém doente ou cansado vai conseguir pensar na equipe ou no meio ambiente”. Para ela, a sustentabilidade deve partir de dentro, baseada em autenticidade e bem-estar.

O desafio das carreiras saudáveis

A CEO da ACI chamou atenção para os alarmantes indicadores de burnout e suicídio, tanto dentro quanto fora do ambiente corporativo, evidenciando a urgência de repensar a carreira como uma fonte de bem-estar e não de estresse. 

“A carreira tem que ser saudável, senão os resultados não vão valer a pena”, enfatizou”

Para Rebeca é necessário mudar as práticas corporativas, onde o foco excessivo em produtividade muitas vezes esquece o elemento humano essencial para qualquer processo.

Rebeca Toyama, com sua visão inovadora e humanizada, trouxe luz a um tema crítico na atualidade corporativa, reforçando a necessidade de uma liderança que valorize o equilíbrio e a saúde não apenas da organização, mas também das pessoas que a compõem. A busca por uma carreira saudável e uma liderança sustentável emerge não apenas como um diferencial competitivo, mas como um imperativo para o bem-estar coletivo no mundo corporativo.

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Mundo Corporativo: Marcela Argollo prega a liderança regenerativa para transformar as organizações 

Marcela Argollo em entrevista ao Mundo Corporativo

“O modelo de negócio do futuro não é sobre lucro, é sobre propósito. Então, a partir do momento que você tem um propósito muito claro o lucro vem por consequência”.

Marcela Argollo, mentora

A figura do líder regenerativo emerge como uma força catalisadora para mudanças profundas e sustentáveis dentro das organizações. Este conceito, explorado por Marcela Argollo, professora e mentora de cultura generativa, destaca-se como um elemento crucial para o desenvolvimento de negócios que não apenas prosperam, mas também contribuem positivamente para a sociedade e o meio ambiente. 

Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, Marcela discutiu a importância de recriar a cultura empresarial com base em valores éticos e morais, apontando para o seu método “Alinhar-se” como um caminho inovador para alcançar a liderança regenerativa.

“Para que a gente possa criar e gerar um novo modelo de negócio, precisamos primeiro regenerar, renascer a nossa cultura e o nosso ser com mais ética, moral e conformidade”. 

Marcela enfatiza a necessidade de uma tomada de decisão empresarial holística e sistêmica, voltada para o bem-estar do todo, desafiando a tradicional abordagem de comando e controle em favor de uma governança que valoriza a congruência com princípios organizacionais e a expansão da consciência.

Autora do livro “A arte do equilíbrio – alinhar-se é o melhor caminho para a Liderança Regenerativa”, Marcela ressalta a transformação do conceito de compliance de um enfoque regulatório para um foco nas pessoas, propondo a educação corporativa como a chave para desenvolver indivíduos éticos e conscientes. 

“Compliance não é regulatório; compliance é sobre pessoas”

O autoconhecimento na busca do equilíbrio interno

Introduzindo o método “Alinhar-se”, Marcela oferece uma estrutura composta por 26 pilares, começando com o autoconhecimento. A professora defende que o equilíbrio interno, alcançado pela harmonia das energias feminina e masculina, reflete-se externamente, permitindo que as organizações atinjam um estado de equilíbrio que favorece a prosperidade e a abundância.  Ela também aborda a importância de enfrentar os “demônios internos”, como o medo de errar, enfatizando a necessidade de experimentação e aceitação do fracasso como parte do processo de inovação.

“Se a gente expande a consciência e a gente eleva, a gente começa a olhar com muito mais profundidade e  clareza o problema, o desafio como um todo, e a gente enxerga as oportunidades dentro de um cenário mais amplo. A partir do momento que a gente tá dentro do caos a gente não consegue enxergar nada”. 

A entrevista destaca o papel essencial da geração mais nova no mercado de trabalho, trazendo uma nova visão e exigindo mudanças nas práticas empresariais para alinhar-se com valores de propósito e sustentabilidade. Argollo conclui com um conselho para aqueles que entram no mercado de trabalho ou empreendem, enfatizando a importância das relações humanas e a adoção gradual de práticas de governança social e ambiental (ESG) para o desenvolvimento sustentável dos negócios.

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Mundo Corporativo: Joildo Santos, da Cria Brasil, revela o potencial das favelas

Joildo Santos grava o Mundo Corporativo. Foto de Priscila Gubiotti

“Quando a gente investe em desenvolver as favelas a gente está investindo na na sociedade inteira, não é só uma questão de marketing ou de publicidade para a empresa que está envolvida”

Joildo Santos, Cria Brasil

O potencial econômico das favelas e periferias do Brasil, estimado em cerca de 200 bilhões de reais e envolvendo aproximadamente 20 milhões de pessoas, representa uma fonte significativa de oportunidades empreendedoras e de consumo. Esta revelação é de Joildo Santos, CEO da Cria Brasil, agência de comunicação dedicada às periferias. 

O Consumo Diversificado nas Favelas

Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, Joildo destacou o papel fundamental das comunidades na economia. Ele ressaltou que, apesar dos estereótipos, os moradores das favelas consomem uma vasta gama de produtos, desafiando a visão limitada que muitas vezes é projetada sobre eles. “As pessoas consomem de tudo”, afirmou, indicando a diversidade de necessidades e interesses presentes nestas áreas.

“Só com a convivência é que a gente vai diminuir as distâncias. Eu não posso querer mudar a vida das favelas só com as favelas, só com as lideranças que estão ali. Eu preciso que a sociedade como um todo se envolva com isso. Eu preciso que os empresários vejam o potencial econômico ali; que o poder público faça intervenções que possam ajudar a população”

A trajetória da Cria Brasil, iniciada com a publicação do jornal “Espaço do Povo”, em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, em 2007, ilustra um esforço contínuo para redefinir a narrativa em torno das favelas, promovendo uma imagem mais complexa e positiva que vai além das questões de violência e calamidade frequentemente associadas a esses locais. A agência se desenvolveu ao longo dos anos, expandindo suas operações para além da comunicação comunitária, englobando a produção de conteúdo e a prestação de serviços para clientes dentro e fora das favelas. Esta evolução culminou na mudança de nome para Cria Brasil em 2020, refletindo uma visão ampliada de seu papel e alcance.

Exemplos de Empreendedorismo Transformador

Joildo criticou a representação estereotipada das favelas na mídia e na publicidade, argumentando que tais imagens não capturam a rica diversidade e o dinamismo dessas comunidades. Ele citou exemplos de inovação e empreendedorismo que surgiram das favelas, como a Favela Brasil Express, uma iniciativa de logística de última milha criada em Paraisópolis para melhorar o acesso dos moradores ao e-commerce. “Isso leva a renda para o entregador que conhece o território e também traz cidadania”, explicou, destacando o impacto positivo dessas iniciativas na vida cotidiana dos moradores das favelas.

Além de discutir os desafios enfrentados na ampliação de suas operações e na luta contra preconceitos, Joildo abordou a importância de ações sociais bem planejadas e sustentáveis pelas empresas, criticando as abordagens superficiais que buscam mais benefícios de imagem do que impactos reais nas comunidades. Ele também compartilhou ideias sobre o engajamento da Cria Brasil em projetos específicos, como a produção de conteúdo para grandes empresas, e enfatizou a necessidade de colaboração entre as favelas, o setor privado e o governo para promover mudanças sociais significativas.

A entrevista de Joildo Santos ao Mundo Corporativo oferece uma perspectiva valiosa sobre o potencial inexplorado das favelas e periferias do Brasil, desafiando as narrativas convencionais e destacando o papel crucial dessas comunidades na inovação, no empreendedorismo e no desenvolvimento econômico.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo, e em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Renato Barcellos, Letícia Valente, Débora Gonçalves e Rafael Furugen. 

Mundo Corporativo: Sérgio Zimerman, da Petz, revela as transformações e o futuro do mercado pet no Brasil

Séregio Zimerman em entrevista ao Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti

“Se alguém acha que isso é uma onda, está absolutamente equivocado. Isso aqui, na verdade, é o início de uma grande mudança em como tratar o pet”

Sérgio Zimerman, PETZ

O mercado pet no Brasil é um universo em constante expansão, representando um dos cinco maiores do mundo. E o que explica esse poder é o amor que os brasileiros têm pelos animais de estimação, na opinião de Sérgio Zimerman, CEO e fundador da Petz. À frente da maior rede de lojas do setor no país, ele destacou ainda a tendência crescente da humanização desses animais, que hoje são vistos como membros da família.

Em entrevista ao Mundo Corporativo, da CBN, Sérgio Zimerman compartilhou sua jornada de empresário e falou da importância de se adaptar às mudanças do mercado e às necessidades dos consumidores. Ao refletir sobre a evolução do setor nos últimos 20 anos, Sérgio lembra que as pessoas passaram a entender que o cachorro não era mais o animal para ficar no quintal latindo e espantando as pessoas que se atrevessem a chegar perto. Os pets começaram a frequentar outras dependências da casa e estão na cama do quarto. 

“As crianças que nasceram nos últimos 10, 20 anos são crianças que estão vendo a naturalidade do pet indo para o restaurante, indo para o hotel, sendo tratado com todos os cuidados veterinários e cuidados de higiene. Essas crianças vão casar, vão ter filhos e, seguramente, essa memória afetiva vai retroalimentar esse movimento da humanização do pet”. 

O empresário lembra da primeira experiência profissional quando teve um fusca roubado e com o cheque do seguro decidiu comprar uma fantasia de palhaço para ele e para a namorada. Foi quando começou a trabalhar com animador de festas infantis. Depois do personagem divertido se aventurou nas barraquinhas de cachorro quente, pipoca e algodão doce, trabalhou em uma adega e no setor de atacado de alimentos e perfumaria. Foi, então, que teve o “privilégio de falir”:

“Eu digo o privilégio no sentido do aprendizado. É privilégio porque eu escolhi que fosse um privilégio ver aquele insucesso se transformado numa fonte de aprendizado, numa fonte de reflexões para que no próximo negócio eu pudesse usar. E esse próximo negócio veio ,foi justamente o mercado pet”.

Hoje, a Rede Petz tem cerca de 250 lojas no Brasil e 40% das suas vendas são online, modelo que cresceu de forma exponencial durante a pandemia e segue se expandindo. O mercado de produtos para cachorros ainda é o maior, porém o de gatos tem se destacado de forma considerável, constatou Sérgio Zimerman. 

Dentre os pontos cruciais para o sucesso da rede de lojas, o empresário fala da importância de se saber contratar profissionais de qualidade:

“Um dos grandes aprendizados de vida empresarial que eu tive foi que para crescer e tornar o que a Petz ficou, eu precisei ter a clareza de contratar gente muito melhor que eu,”

Falando sobre a evolução do negócio, Sérgio comenta sobre a necessidade de adaptar-se às demandas do consumidor. Ele observa que a indústria pet tem evoluído com alimentos de melhor qualidade, refletindo o cuidado dos tutores com a longevidade e a saúde de seus animais. 

“Hoje, os pets vivem notoriamente melhor e mais”

Sobre o desafio de gerenciar diferentes aspectos do negócio pet, Zimmerman destaca a importância de ter uma equipe competente e diversificada

“Eu tive algum mérito nessa história [foi] saber contratar pessoas que flagrantemente eram melhores do que eu no que se propunham a fazer,” explica ele.

A entrevista também aborda os desafios enfrentados pelo setor pet e pelo varejo em geral, incluindo questões tributárias e a concorrência com plataformas internacionais. Sérgio destaca a importância de políticas que apoiem empresas locais, em vez de favorecerem importações que não geram empregos ou impostos no Brasil.

Finalizando, o empresário oferece um conselho valioso para aspirantes a empreendedores no setor pet: 

“Se você pensar em ter um negócio, primeiro responda a seguinte pergunta: por que eu, como consumidor, compraria no seu comércio ou no nosso prestador de serviço? Se você não conseguir dar uma boa resposta para isso, não gaste o seu dinheiro.”

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, todas às quartas-feiras, às 11 horas da manhã, no canal da CBN no You Tube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, domingo, às dez noite, em horário alternativo, e está disponível em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Renato Barcellos, Letícia Valente, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen. 

Mundo Corporativo: Herman Bessler dá dicas de como usar, sem medo, a Inteligência Artificial

Entrevista on line com Herman Bessler, foto: Priscila Gubiotti

“Se o ser humano passou as últimas décadas aprendendo a falar a linguagem das máquinas, aprendendo a desenvolver código, hoje as máquinas aprenderam a falar nossa linguagem, também”

Herman Bessler, Templo.cc

A Inteligência Artificial Generativa (IAR) está transformando o ambiente de trabalho, com sua capacidade de criar conteúdos, otimizar processos operacionais e até desenvolver estratégias de negócios em questão de minutos, uma tarefa que antes exigiria semanas de dedicação. Essa evolução, discutida com Herman Bessler, CEO e fundador do Templo.cc, no programa “Mundo Corporativo” da CBN, ilustra tanto os benefícios quanto os riscos associados à IA. 

Como usar o ChatGPT

Durante a entrevista, Bessler abordou como a inteligência artificial, popularizada com o ChatGPT, está moldando o futuro das empresas e dos empregos. Ele ressaltou a importância de se adaptar a esta nova realidade, onde a IA não apenas aumenta a produtividade, mas também altera os modelos de negócios das empresas. 

Bessler detalhou o uso eficaz do ChatGPT, destacando-se entre as atuais ferramentas de IA. Ele explicou que a eficácia do ChatGPT depende não apenas do que se pergunta, mas de como se pergunta. “Quanto melhor a minha pergunta, melhor será a resposta da Inteligência Artificial”, comentou Bessler, ressaltando a importância de formular perguntas claras e estruturadas para obter resultados mais precisos e úteis.

Criador da Templo.cc, uma consultoria e escola dedicada à transformação digital, Herman Bessler também enfatizou a relevância de entender os contextos e limitações do ChatGPT. Bessler aconselhou os usuários a se familiarizarem com as capacidades e os limites do ChatGPT, notando que, apesar de sua avançada inteligência artificial, a ferramenta tem suas limitações, especialmente no que se refere à verificação de fatos e à geração de informações baseadas em dados mais recentes que a sua última atualização. Ele recomendou a utilização do ChatGPT como um auxiliar no processo criativo e na solução de problemas, mas sempre com a consciência de que a supervisão e o discernimento humanos são indispensáveis para garantir a precisão e a relevância das informações geradas.

A extinção de empregos e a criação de oportunidades

Um dos principais desafios discutidos por Bessler é o impacto da IA no mercado de trabalho. Enquanto a IA gera novas oportunidades de emprego, também acelera a extinção de funções menos qualificadas, criando um desequilíbrio. 

“Ela acaba com empregos muito mais rápido do que ela cria novas empregos e por outro lado os empregos que são criados são hiperqualificados, enquanto os empregos que são destruídos são sub qualificados”

Além disso, Bessler enfatizou a transformação cultural necessária nas organizações para a integração eficaz da IA. Segundo ele, cultura não é uma coisa etérea, na verdade é um conjunto de hábitos que as organizações operam no dia a dia. Esta mudança de hábitos é crucial para se adaptar e aproveitar os benefícios da IA. 

A conversa igualmente ressaltou o papel crucial da supervisão humana na utilização da IA, considerando o risco de informações errôneas ou imprecisas, o que é conhecido por “alucinações”.

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo da CBN oferece um espaço para discussões profundas sobre as transformações no mundo dos negócios. As gravações acontecem às quartas-feiras, às 11 horas, com transmissão ao vivo no canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados no Jornal da CBN e aos domingos às dez da noite, em um horário alternativo. Para aqueles que preferem a flexibilidade, o Mundo Corporativo está em formato de podcast. A entrevista com Herman Bessler contou com a colaboração de Renato Barcellos, Priscila Gubiotti, Letícia Valente e Rafael Furugen.