Mundo Corporativo: Matthias Schupp, CEO da Neodent, fala de cultura organizacional e inovação

Matthias Schupp na gravação do Mundo Corporativo

“A cultura da empresa nunca vai se adaptar a uma pessoa. É a pessoa que precisa se adaptar à cultura.”

Matthias Schupp, Neodent

Nos corredores de uma empresa global, a cultura organizacional não se molda pelas preferências individuais dos funcionários. Pelo contrário, quem ingressa deve se ajustar ao ambiente já estabelecido. Esse é um dos princípios que sustenta o sucesso da Neodent, líder brasileira em soluções odontológicas com presença em 95 países, de acordo com Matthias Schupp, CEO da companhia. Em entrevista ao Mundo Corporativo, da CBN, ele afirmou que o compromisso com a cultura empresarial é o alicerce que impulsiona a inovação e fortalece a marca.

A cultura, segundo Matthias, prospera quando é constantemente reforçada. “Cada pessoa que se junta à Neodent tem que se adaptar a essa cultura”, disse o executivo. Esse princípio gera, segundo ele, um “processo automático” que assegura a consistência dos valores organizacionais.

Investimento em pesquisa e desenvolvimento

Na fábrica da Neodent, em Curitiba, a área de pesquisa e desenvolvimento desempenha um papel crucial no avanço da odontologia moderna. Matthias, destacou que a empresa lidera o mercado de implantes, e também investe em soluções digitais e personalizadas. “Hoje, oferecemos não só implantes, mas também alinhadores transparentes e outras tecnologias de ponta, todas desenvolvidas no Brasil”, explicou o CEO. Ele ressaltou o orgulho em manter um centro de pesquisa avançado, onde são testadas novas técnicas que depois são replicadas globalmente, em sinergia com o Grupo Straumann. Essa estrutura permite à Neodent exportar tecnologia e conhecimento, consolidando sua presença em 95 países.

Matthias, também destacou o impacto crescente da transformação digital na odontologia. “A transformação digital que estamos vivendo agora é apenas o começo”, afirmou, mencionando inovações como o uso de impressoras 3D para próteses dentárias em tempo real e o uso de robôs em cirurgias odontológicas nos Estados Unidos.

A inclusão como chave para o futuro

Entre os desafios abordados, Matthias, destacou a importância da diversidade na cultura corporativa. “Acredito que somente as empresas que oferecem as mesmas condições para mulheres e homens terão um futuro brilhante”, disse ele, reforçando que a inclusão é um pilar essencial para o crescimento sustentável. Na fábrica da Neodent, 49% dos funcionários são mulheres, o que reflete a realidade da prática da diversidade na empresa, segundo Matthias Schupp.

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Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Christian Gebara, da Vivo, fala do futuro da inclusão digital no Brasil

Christian Gebara, da Vivo, nos bastidores do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti

“Mesmo as relações digitais podem ser cada dia mais humanizadas. Não é porque elas são digitais que precisam ser apenas transacionais.”

Christian Gebara, Vivo

Imagine um país continental, repleto de desafios de infraestrutura, que encontra na tecnologia um meio para transformar a realidade de milhões de pessoas. Para Christian Gebara, CEO da Vivo, a digitalização não é apenas uma tendência, mas uma ferramenta crucial para a inclusão social. Com a promessa de conectar quase a totalidade da população brasileira, a digitalização surge como um motor capaz de impulsionar educação, saúde e inclusão financeira. A importância dessa transformação digital e suas implicações para a sociedade foram o foco da conversa de Gebara no programa Mundo Corporativo

“Na minha opinião, é vital que um país como o nosso, que ainda enfrenta carências importantes de infraestrutura, possa aproveitar o investimento em digitalização para promover a inclusão social,” afirmou o CEO da Vivo.

A Vivo, como principal operadora de telecomunicações do país, se posiciona na linha de frente dessa transformação, com iniciativas que vão além da conectividade, incluindo educação, saúde e segurança digital. “A inclusão digital depende basicamente de três grandes coisas: cobertura, acessibilidade e letramento digital,” explicou Gebara, destacando o papel fundamental de políticas públicas que facilitem o acesso a dispositivos e reduzam a carga tributária sobre serviços de telecomunicações.

A Importância da Cobertura

No primeiro pilar, a cobertura, Gebara destaca a necessidade de uma infraestrutura robusta que chegue a todas as regiões do Brasil, não apenas nos grandes centros urbanos, mas também nas áreas mais remotas. “Hoje, estamos conectando quase 100% da população com 4G e já alcançamos cerca de 50% com 5G,” afirma. Esse avanço é resultado de investimentos significativos em redes de fibra ótica e na expansão de tecnologias móveis de última geração. Segundo Gebara, a digitalização oferece uma oportunidade sem precedentes para transformar a sociedade brasileira, desde que seja possível levar conectividade de qualidade a todos os cantos do país.

Acessibilidade e Letramento Digital

O segundo pilar, acessibilidade, refere-se à necessidade de tornar os dispositivos e serviços digitais economicamente viáveis para a população. “Grande parte da população não tem condições de comprar um aparelho 5G ou pagar por serviços de internet de alta qualidade,” explica Gebara. Ele defende a adoção de políticas públicas que reduzam a carga tributária sobre dispositivos e serviços digitais, facilitando o acesso para famílias de baixa renda.

O terceiro pilar, letramento digital, envolve capacitar a população para usar a tecnologia de forma produtiva e segura. Gebara enfatiza que o Brasil, embora seja um país com alta adesão às redes sociais e ao uso de smartphones, ainda carece de programas educativos que ensinem habilidades digitais. Ele cita, por exemplo, que apenas uma pequena parcela das escolas brasileiras possui computadores para seus alunos, em comparação com 98% das escolas americanas. “A inclusão digital não se resume a conectar pessoas. É preciso educá-las para que possam tirar o máximo proveito das ferramentas digitais em suas vidas diárias, seja para aprender, trabalhar ou acessar serviços de saúde,” argumenta.

Conectividade Humanizada

Uma preocupação constante para Gebara é garantir que a digitalização não afaste as pessoas umas das outras, mas que promova interações mais humanas. Ele defende a importância de combinar a tecnologia com um toque pessoal. “Nosso objetivo é que, mesmo com o uso de inteligência artificial, as interações com nossos clientes sejam humanizadas,” comenta. A Vivo investe em personalização de serviços e utiliza a inteligência artificial para oferecer um atendimento mais eficiente e adaptado às necessidades individuais dos clientes, seja através de aplicativos, WhatsApp ou atendimento em lojas físicas.

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Mundo Corporativo: Sidney Klajner, do Einstein, fala sobre como a tecnologia e a cultura organizacional transformam a saúde

Sidney Klajner na gravação do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti

“Aquele preconceito quando a gente fala de adoção tecnológica, eu acho que vai ser quebrado com o tempo à medida que o meu tempo é melhorado na interação com o paciente.”

Sidney Klajner, Hospital Albert Einstein

A crescente demanda por cuidados médicos de qualidade e a pressão para oferecer serviços eficientes, fazem da revolução tecnológica uma resposta indispensável. Essa foi um dos temas da conversa com Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, no programa Mundo Corporativo.

Klajner falou do impacto da transformação digital na medicina, destacando como a inteligência artificial está sendo usada para aprimorar o atendimento ao paciente. Ele afirmou que “a interação com o paciente deve ser priorizada, deixando que a tecnologia cuide dos detalhes técnicos, como a análise de resultados de laboratório.” Essa abordagem, segundo o presidente do Einstein, otimiza o tempo dos profissionais de saúde e melhora a qualidade do atendimento prestado.

Cultura Organizacional e Propósito

Além da tecnologia, Sidney Klajner destacou a importância de uma cultura organizacional forte e alinhada ao propósito da instituição. “Cuidar bem daquilo que a gente recebe ou daquilo que a gente cria como legado cultural e transmitir é fundamental”, enfatizou. Segundo ele, a disseminação de uma cultura baseada em valores sólidos é crucial para o cumprimento dos objetivos de uma organização, especialmente em uma instituição de saúde que visa não apenas o lucro, mas também o impacto social.

Para Klajner, a liderança pelo exemplo é uma peça-chave. Ele se mantém ativo na prática médica, realizando cirurgias e atendendo pacientes, o que, segundo Klayner, permite uma gestão mais conectada com a realidade do hospital:

“Estar na sala de cirurgia me faz viver o Einstein e entender as necessidades reais dos nossos colaboradores e pacientes. Essa vivência  é fundamental, até porque no meu caso, preciso gerar um resultado muito positivo para continuar empreendendo nas ações que buscam a realização do propósito, e isso é sentido vivendo o hospital no dia a dia, é  entendendo quais são os pontos que a gente tem que conhecer e investir para estar melhor”.

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Mundo Corporativo: Shana Wajntraub fala do desafio de fazer com que suas palavras sejam ouvidas

Shana Wajntraub nos bastidores do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Ser simples na sua mensagem vai fazer com que as pessoas te escutem.”

Shana Wajntraub

Estamos saturados de informações e repletos de desconfiança. Diante dessa realidade, a habilidade de se comunicar de maneira genuína tornou-se essencial, especialmente no ambiente corporativo. Para a especialista em comunicação Shana Wajntraub, o futuro da comunicação está diretamente ligado à autenticidade. “Naturalidade é irresistível”, afirma. No programa Mundo Corporativo, da CBN, ela explica  como a simplicidade e a verdade na comunicação podem ser ferramentas poderosas para qualquer profissional que deseja se destacar.

Shana, autora do livro “A Arte da Comunicação de Impacto”, ressalta também a importância de alinhar a comunicação ao perfil comportamental de cada indivíduo. “Quando a gente vai no mais natural, ainda que se prepare, você conecta com as pessoas, e as pessoas sentem.”

A importância de escutar e ser escutado

Para a mestra em Comunicação, Análise do Comportamento e Credibilidade, a eficácia na comunicação não se resume apenas à fala. Shana destaca a importância da escuta ativa e da leitura das nuances não-verbais durante uma interação. “Comunicação não é só falar, é muito além disso. É inclusive escutar”, observa. Segundo a especialista, compreender o comportamento do outro e ajustar a mensagem de acordo com essa percepção é o que realmente faz a diferença. 

Ela também abordou um dos maiores desafios da comunicação contemporânea: a dificuldade em ser ouvido. Shana explica que, diante de um interlocutor que parece não estar prestando atenção, é crucial adaptar a abordagem. “Às vezes eu vou para uma reunião preparada, mas percebo pelo não-verbal do cliente que ele está preocupado com outra coisa. Nesse momento, é essencial fazer uma checagem: ‘Como está a tua agenda? Quer que eu adapte a minha comunicação?’”. Ela sugere que, ao identificar essa desconexão, é preciso ajustar a mensagem em tempo real para manter a relevância e capturar a atenção. 

Shana ressalta que essa habilidade de adaptação é rara, mas pode ser desenvolvida com prática e disciplina. “A arte de ser relevante não é só o que você quer passar, mas o que o outro quer ouvir. Se você casar isso, está fazendo um bom storytelling”, afirma. Ela enfatiza a importância de estar presente no momento da comunicação, observando e reagindo às pistas do interlocutor para ajustar a mensagem de forma eficaz.

Ao discutir o cenário atual, Shana aponta para os desafios trazidos pela era da informação, onde o tempo e a atenção do público estão cada vez mais escassos. Nesse contexto, a habilidade de ser relevante e conciso torna-se crucial. “Ser relevante para quem está te ouvindo é a arte de um bom storytelling”, afirma.

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Mundo Corporativo: Telma Abrahão diz como transformar líderes tóxicos em neuroconscientes

Nos bastidores da entrevista com Tela Abrahão. Foto de Priscila Gubiotti/CBN

“A gente não consegue impedir uma emoção. A emoção, ela vem. Ela é irracional. Ela é instintiva. Mas usando a razão, a gente consegue pensar sobre essa emoção e pensar sobre a nossa atitude diante dessa emoção.”

Telma Abrahão

Imagine trabalhar em um ambiente onde o medo e a desconfiança são constantes. Onde um simples alerta no WhatsApp desencadeia ansiedade e insegurança. Este é o cenário comum em empresas comandadas por líderes tóxicos, conforme descrito pela biomédica e especialista em neurociências Telma Abrahão. No programa Mundo Corporativo, Abrahão enfatiza a urgência de transformar esses líderes em figuras neuroconscientes.

Impacto das Emoções na Liderança

Telma Abrahão explica que líderes tóxicos são centralizadores e egoístas, focando apenas em suas próprias necessidades e desconsiderando os sentimentos e pensamentos de suas equipes. “Quando esse líder tem um padrão tóxico, ele acaba não levando em consideração o que é importante para as pessoas dessa equipe, o que elas pensam, o que elas sentem”, ressalta. Isso cria um ambiente de trabalho hostil e competitivo, prejudicando tanto a saúde mental dos colaboradores quanto os resultados financeiros da empresa.

A especialista pontua que a rejeição constante e a falta de reconhecimento podem levar os colaboradores a um estado de paralisia, procrastinação e medo de agir. Estudos em neurociência comportamental demonstram que a rejeição afeta a mesma área do cérebro que a dor física, impactando diretamente o desempenho dos funcionários.

A Neurociência no Ambiente Corporativo

Abrahão destaca que a compreensão da biologia e neurociência por trás do comportamento humano não deve ser restrita aos especialistas. Ela afirma que esse conhecimento pode ser um divisor de águas na forma como reagimos ao estresse e lidamos com nossas emoções. “Se você é dominado pelas emoções, o caos se instala facilmente. Então, a gente tem que aprender a usar a razão para lidar com a emoção”, explica.

Para transformar líderes tóxicos em neuroconscientes, Abrahão sugere treinamento contínuo e autoconhecimento. “Um líder tóxico pode ser transformado num líder neuroconsciente, mas vai precisar de treinamento e alguém guiando esse processo”, diz ela. O primeiro passo é a auto-consciência, identificar padrões de comportamento e aprender a responder de forma diferente aos estímulos de estresse.

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Mundo Corporativo: com tecnologia de identidade racial, a Diversidade.io gera oportunidades a afroempreendedores, diz Marcelo Arruda

Marcelo Arruda nos bastidores do Mundo Corporativo. Foto: Letícia Valente

“A gente tem que falar a verdade, que vai ser mais difícil e isso faz parte da resiliência para quebrar padrões, para quebrar muros, mas é possível. E eu tenho certeza que o talento no final vai achar o seu espaço.”

Marcelo Arruda

Imagine um cenário onde 15 milhões de empresas de afroempreendedores representam uma massa de 60 milhões de brasileiros com uma demanda reprimida. Este é o mercado que a Diversidade.io, plataforma criada por Marcelo Arruda, busca explorar e conectar com grandes empresas interessadas em investir na diversidade e inclusão. 

Em entrevista ao Mundo Corporativo, Marcelo falou dos desafios que enfrentou em sua carreira como executivo e de como essas experiências o levaram a encontrar soluções que tornasse o mercado de trabalho mais acessível a diversos públicos.

“Para as pessoas que são de qualquer recorte da diversidade e que hoje às vezes podem se limitar, achando que por pertencer a um recorte, eles não vão ter oportunidades, eles vão sim”, afirmou Marcelo.

Diversidade como oportunidade de negócio

O executivo destacou que as empresas estão percebendo a diversidade não como um ato de caridade ou filantropia, mas como uma oportunidade de negócio. “Investindo em quem tem potencial, as empresas podem crescer suas vendas e suas margens,” explicou ele. Essa perspectiva reforça a importância de criar um ambiente de negócios inclusivo e diversificado, onde todos têm a oportunidade de prosperar.

Para isso, a Diversidade.io utiliza tecnologia avançada para conectar afroempreendedores a grandes empresas, facilitando o processo de inclusão e promovendo a equidade. A plataforma oferece uma solução escalonável que pode ser aplicada tanto em nível nacional quanto internacional, identificando fornecedores pela atividade que exercem e pelo local onde estão.

Tecnologia e reconhecimento racial

Um dos desafios mencionados por Marcelo é garantir que os processos de inclusão sejam justos e efetivos. Para enfrentar essa questão, a Diversidade.io desenvolveu uma ferramenta de machine learning para reconhecimento, que ajuda a validar a identidade racial dos empreendedores. “Nossa ferramenta trabalha com uma base de 70 mil fotos e oferece uma segurança na informação que passamos para quem nos contrata,” explicou Marcelo.

Essa inovação foi apresentada em Nova York e recebeu elogios por sua capacidade de garantir a diversidade real entre os fornecedores. “Estamos preparando um ambiente seguro para que o empreendedor da diversidade possa florescer,” acrescentou ele.

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Mundo Corporativo: Alana Leguth, da KondZilla, reforça o valor da autenticidade na comunicação

Alana Leguth em entrevista ao Mundo Corportivo Foto: Letícia Valente

“Se você não fizer o seu produto se destacar de alguma forma, ele vai ser só mais um lá na estante e a estante é bem grande.”

Alana Leguth, Kondzilla

No cenário do funk e nas comunidades das favelas brasileiras, o desafio de comunicar-se com diversos públicos é enorme, mas essencial. Alana Leguth, cofundadora da KondZilla, holding de entretenimento de renome mundial, partilhou sua experiência e estratégias no programa Mundo Corporativo, da CBN. A entrevista revela a trajetória de uma empresa que começou em um quarto no litoral paulista e se transformou em uma potência global de entretenimento.

A KondZilla, que conta com mais de 67 milhões de inscritos no YouTube, ilustra como identificar e abraçar oportunidades, mesmo sem conhecimento prévio, pode levar ao sucesso. “Conforme foram aparecendo as demandas, a gente foi aproveitando as oportunidades, mesmo que a gente não soubesse fazer. A gente aprendia a fazer”, explica Alana. Esse espírito empreendedor permitiu que a empresa se expandisse e se consolidasse no mercado.

Alana e seu marido, Konrad Dantas, criaram a KondZilla em 2011, quando ainda moravam no Guarujá, litoral paulista. Ela formou-se em farmácia, mas não seguiu carreira, pois decidiu apoiar Konrad desde o início do empreendimento.

A autenticidade na comunicação

A autenticidade é um elemento central na estratégia de comunicação da KondZilla. Alana destaca que a conexão verdadeira com o público é essencial: “Se você não souber se comunicar com esse público pode soar forçado, pode soar de forma pejorativa.” A KondZilla se estabeleceu como uma autoridade no meio por entender e respeitar a cultura da favela, comunicando-se de maneira natural e autêntica.

A força dessa comunicação se manifesta em diversas áreas. No mundo da moda, por exemplo, as tendências muitas vezes nascem nas favelas. Segundo Alana, um caso típico desse fenômeno são os chinelos Kenner, populares entre os jovens de favela do Rio de Janeiro e que influenciam a moda mainstream. Essa conexão com o público jovem de classes C e D mostra o potencial econômico que muitas vezes é subestimado.

Dar voz às mulheres do funk

Alana também é a criadora do selo HERvolution, um projeto dedicado a fortalecer a voz feminina na indústria musical. A iniciativa surgiu de uma percepção de desigualdade: “A mesma atenção que era dada aos artistas homens não era dada às artistas mulheres.” O HERvolution oferece oportunidades para artistas mulheres gravarem e distribuírem suas músicas, sem necessidade de contrato de agenciamento.

A trajetória da KondZilla e de Alana Leguth é uma inspiração de como a inovação, autenticidade e capacidade de aproveitar oportunidades podem transformar desafios em grandes sucessos. A experiência dela e de sua equipe oferece valiosas lições para empresas e indivíduos que desejam se destacar no mercado e se comunicar eficazmente com diversos públicos.

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Mundo Corporativo: Leandro Jasiocha, da Electrolux, propõe uma transformação centrada no consumidor

Jasiocha é entrevistado pelo Mundo Corporativo. Foto: Letícia Valente

“Colocar o consumidor no centro é baixar os muros que existem dentro de uma empresa e passar a olhar as soluções sem a visão de departamento.”

Leandro Jasiocha, Electrolux

A transformação no relacionamento entre empresas e consumidores é um processo contínuo e sem fim, segundo Leandro Jasiocha, CEO da Electrolux para a América Latina. Em entrevista ao Mundo Corporativo, ele destaca que a chave para esse processo é colocar o consumidor no centro de todas as decisões da organização. 

Leandro falou sobre a necessidade de uma mudança de mentalidade dentro das empresas para atender às novas demandas dos consumidores: “é um processo de transformação bastante grande que tem que começar obviamente do topo da organização e é um processo que toma tempo e não tem fim”. O discurso em favor da mudança constantes e da inovação chama ainda mais atenção por ter com mensageira uma fabricante de eletrodoméstico que está prestes a completar 100 anos no Brasil. Fundada na Suécia, chegou ao país em 2026 e, atualmente, tem quatro fábricas, duas delas em Curitiba, onde a marca mantém um centro de tecnologia e inovação.

A liderança Inclusiva e a sustentabilidade

Durante a entrevista, Leandro enfatizou a importância de uma liderança que considera todos os colaboradores. “Nós estamos num processo de transformação de liderança muito grande, fazendo com que os nossos líderes sejam cada vez mais inclusivos e tenham um olhar para todos da empresa,” disse ele. 

Outro ponto crucial abordado foi a sustentabilidade. Leandro mencionou que, na América Latina, a sustentabilidade é um tema relevante e os consumidores já estão dispostos a pagar um pouco mais por soluções sustentáveis. “O consumidor está cada vez mais consciente para o tema da sustentabilidade e isso se reflete na disposição de pagar mais por produtos que tenham esse compromisso,” explicou.

A jornada do consumidor

A jornada do consumidor foi outro tópico destacado por Leandro Jasiocha. Ele descreveu essa jornada como não linear e complexa, o que requer flexibilidade por parte das empresas para atender às diversas formas de interação dos consumidores.

A Electrolux, de acordo com seu principal executivo na América Latina, tem investido em diversas frentes para melhorar a experiência do consumidor, incluindo o uso de inteligência artificial. Um exemplo prático é o uso dessa tecnologia em refrigeradores, que aprendem a rotina de uso do consumidor e ajustam o funcionamento para otimizar a eficiência energética e prolongar a vida dos alimentos.

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Mundo Corporativo: inovação e adaptação são o caminho do sucesso para o consórcio, diz Tatiana Reichmann, da Ademicon

Tatiana Reichmann no estúdio de gravação do Mundo Corporativo Foto: Letícia Valente

“Nós vendemos um produto que tem 60 anos, mas que é super moderno.”

Tatiana Reichmann, Ademicon

A liderança no mercado de consórcios requer inovação constante e adaptação às mudanças. Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da Ademicon, sabe bem disso. À frente de uma das maiores empresas do segmento no Brasil, ele enfatiza a importância de estar sempre atualizada e aberta a novas ideias. Na entrevista ao Mundo Corporativo, da CBN, a empresária lembra que o produto que comercializa, apesar de ter 60 anos, é movido por conceitos bastante atuais: “(consórcio) é compartilhar, coisa que recentemente começou a ser feita”.

Transformando a tradição em inovação

Tatiana ressalta que a atualização e o pensamento aberto são cruciais para a evolução no mercado de consórcios. “A gente não pode estar estacionado, a gente tem que estar sempre atualizado, aceitar que as mudanças nos fazem evoluir”, afirma. Com cerca de 200 lojas licenciadas espalhadas pelo Brasil, a Ademicon investe fortemente em treinamento e capacitação de seus consultores, preparando-os para atender de forma eficaz e moderna as necessidades dos clientes.

A CEO também destaca a importância do consórcio como uma ferramenta de investimento, indo além da simples aquisição de bens. “Nós trouxemos a palavra conhecimento para o consórcio e fomos pioneiros em falar de consórcio como investimento”, explica Tatiana, ressaltando que isso ampliou o público-alvo e as possibilidades de uso do consórcio.

Expansão e licenciamento

A expansão da Ademicon tem sido orgânica e Tatiana explica que o licenciamento de lojas é uma estratégia que permite um crescimento sustentável e abrangente. “Nós devemos abrir mais 250 lojas nos próximos cinco anos”, revela. Esse modelo permite que consultores se tornem empresários locais, criando um vínculo mais forte com a marca e oferecendo um atendimento personalizado aos clientes.

Sobre a importância da liderança feminina, Tatiana diz que “me orgulho muito de conseguir ser referência para muitas mulheres e eu busco isto cada vez mais para mostrar que é possível, que é só a gente se dedicar.”

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Mundo Corporativo: Bruna Soares, da Moët Hennessy, fala de estratégias de luxo e liderança feminina

Bruna Soares no estúdio do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti

“Onde você quer chegar? Que histórias você quer contar? Pelo que você quer que a sua marca seja lembrada?”

Bruna Soares, Moët Hennessy

Construir uma marca memorável requer estratégias específicas e uma conexão emocional profunda, especialmente em um mercado no qual a atenção do consumidor é o recurso mais valioso. Esse foi um dos assuntos da entrevista com Bruna Soares, gerente de marca da Moët Hennessy, no programa Mundo Corporativo. Bruna compartilhou suas experiências e ideias sobre como gerir uma marca de luxo, o papel da liderança feminina e os desafios e oportunidades no setor de bebidas premium.

“A gente ocupa uma posição de as pessoas olharem para as marcas e verem o que elas estão fazendo,” afirmou Bruna. “Nós temos muito esse papel e essa missão de ocupar esse lugar de privilégio para fomentar debates e discussões de temas importantes para a sociedade.”

O desafio de gerir uma marca de luxo

Bruna destacou que o principal ativo do consumidor de luxo é o tempo. “Proporcionar experiências que sejam memoráveis e criem uma conexão verdadeira é essencial,” disse. Ela enfatizou a importância de manter a autenticidade e a elegância, não apenas na aparência, mas também nas atitudes e no relacionamento com clientes e colaboradores.

A Moët Hennessy, com suas marcas icônicas como Moët & Chandon e Veuve Clicquot, busca estar presente nos momentos de celebração dos consumidores. Bruna destacou a relevância crescente do mercado brasileiro para a empresa, especialmente após a pandemia, quando os consumidores passaram a valorizar mais as pequenas celebrações do dia a dia.

“Quando a gente fala de marcas, a gente fala sobre como você se diferencia em um mundo super vasto de outras marcas,” observou Bruna. “É sobre ter um olhar estratégico claro sobre onde você quer chegar e que histórias você quer contar.”

Liderança feminina e fortalecimento

A trajetória de Madame Clicquot, fundadora da Veuve Clicquot, serve como uma grande inspiração para Bruna e muitas outras mulheres na empresa. “Ela foi uma mulher muito à frente do seu tempo, enfrentando inúmeras barreiras,” comentou Bruna. “Estar à frente dessa marca no Brasil é um privilégio e uma responsabilidade para fazer jus a esse legado.”

Bruna também abordou a importância de incentivar o empreendedorismo feminino através de projetos como Bold by Veuve Clicquot, que promove a visibilidade de mulheres empreendedoras. Em 2022, a casa de champanhe conduziu o “Barômetro do Empreendedorismo Feminino”, um estudo com foco nas empresárias brasileiras em que mais de 2 mil mulheres foram entrevistadas: “A principal barreira que aprendemos no estudo é o medo do julgamento e do risco,” explicou Bruna. “Isso já existe por uma questão cultural e é sobre você se desvencilhar dessas amarras e dessas barreiras psicológicas para ousar e correr atrás dos objetivos.”

Ela ressaltou a necessidade de criar redes de apoio e troca entre mulheres para que possam aprender e crescer juntas. “Eu vejo um futuro promissor e positivo para o empreendedorismo feminino, graças às mulheres que abriram caminho superando medos e barreiras.”

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