Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: mudar de nome é mais do que trocar a fachada

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A CCR agora é MOTIVA. O novo nome da concessionária de rodovias foi anunciado em maio, e se soma a uma longa lista de empresas que decidiram rebatizar suas marcas. Mas o que está por trás desse tipo de mudança? Essa é a discussão central do comentário de Jaime Troiano e Cecília Russo no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, do Jornal da CBN.

Segundo Cecília, há diferentes razões para uma companhia adotar um novo nome. “Muitas delas mudam de nome porque querem expressar um novo momento da empresa, um redirecionamento de rota dos negócios. Querem se mostrar mais amplas do que eram antes”, observa. O novo nome pode simbolizar uma nova estratégia, uma nova fase ou uma tentativa de reconexão com o mercado. Em alguns casos, como ela destaca, “há aquelas que mudam para apagar o passado, reverter crises e o novo nome abre possibilidades para recomeçar”.

Jaime Troiano cita o caso emblemático da Odebrecht, que trocou o nome para Novonor após os escândalos revelados pela Lava Jato, mas que agora resgata a marca original. “Cá entre nós, não estamos vendo uma nova razão social. O que estamos vendo é um suposto renascimento do que, na verdade, nunca deixou de existir”, afirma. Ele lembra que, na época da mudança, alertou: “marca identifica, mas não é capaz de esconder, principalmente no mundo de hoje, com janelas digitais absolutamente transparentes”.

A marca do Sua Marca

A principal mensagem do comentário é que a troca de nome, embora muitas vezes necessária, não é suficiente para reposicionar uma marca. “O que você entrega e demonstra no dia a dia, até mais do que seu nome, é o que constrói seu significado no mercado”, resume Cecília. A identidade de uma empresa é feita mais pelas atitudes do que pelas palavras escritas na fachada.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quatro lições de Lady Gaga para a construção de marcas

Mais de dois milhões de pessoas se reuniram nas areias de Copacabana para assistir ao show de Lady Gaga — um espetáculo que, além da música, ofereceu uma poderosa lição sobre o que significa ser uma marca com presença, propósito e comunidade.

Esse foi o tema do comentário do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo no Jornal da CBN. O fenômeno Lady Gaga serviu de ponto de partida para uma análise sobre a forma como marcas podem se conectar de maneira genuína com o público.

Cecília destacou que, ao longo da apresentação, Lady Gaga emocionou-se diversas vezes, abrindo espaço para mostrar fragilidade e emoção diante da multidão. “Ela está lá intocável no palco, mas é gente como a gente, que sofre, que ri, que chora, que pula”, afirmou. Essa postura reforça o que ela chama de “marca humana”, que assume suas vulnerabilidades e se torna mais acessível.

Ainda segundo Cecília, a artista construiu uma verdadeira comunidade em torno de si: os Little Monsters, nome oficial dado aos fãs. “Mais do que fãs, os Little Monsters são parte da identidade da própria marca Lady Gaga”, observou, ressaltando os valores de inclusão, diversidade e autoaceitação que unem o grupo.

Jaime Troiano ampliou a discussão ao dizer que a força da marca Lady Gaga vai além do palco. “Ela não apenas promove um show, ela promove toda uma experiência de marca, desde figurinos, luzes, interação com fãs, até ativações de patrocinadores”, disse. Para ele, são essas experiências multissensoriais e emocionais que tornam a marca inesquecível.

Ele acrescentou ainda que Lady Gaga constrói sua presença em múltiplas plataformas e linguagens, o que amplia seu alcance e profundidade. “Ela se comunica e abre novos canais para se expressar — hoje em dia, em construção de marca, isso é fundamental.”

A marca do Sua Marca

Lady Gaga é apresentada como uma marca que se conecta emocionalmente, forma comunidades fiéis, entrega experiências marcantes e se comunica por múltiplos canais. Quatro pilares que sustentam não só o sucesso de uma artista, mas de qualquer marca que queira relevância e longevidade.

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O Jaguar ferido: “Se algo pode dar errado, dará.”


A Lei de Murphy nunca pareceu tão precisa quanto no caso do rebranding da Jaguar — um exemplo clássico de quando os riscos estavam claros, mas foram ignorados.

Em dezembro de 2024, no comentário do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo já haviam feito o alerta. A Jaguar, uma das marcas mais icônicas da indústria automobilística, abandonou seu lendário felino em troca de uma identidade visual “moderna”, com cores e linhas ousadas. Para Jaime, tratava-se de uma “mudança adolescente de identidade”. Cecília foi além, chamando atenção para uma “pandemia de mudanças precipitadas” e lembrando que em branding, “preservar o essencial na busca do novo” é o que garante consistência.

Pouco mais de seis meses depois, como relatou Daniel Bruin, da XCOM, no LinkedIn, o resultado está aí: o rebranding foi abandonado. A agência responsável, Accenture Song, afastada. A Jaguar, que tentava se reposicionar, agora corre para remendar os danos à sua reputação. A “celebração ao modernismo” foi criticada de todos os lados, as vendas caíram e o impacto negativo foi imediato.

Daniel questiona: “Mas não fizeram testes com consumidores, workshops, clínicas de degustação?” A sensação é que o projeto nasceu em um ambiente de convencimento interno, sem escuta verdadeira nem conexão com o público.

Como disse Jaime, “marcas pertencem aos seus consumidores, são eles que dão vida e significado emocional para elas”. E quando esse vínculo é quebrado por decisões apressadas ou vaidosas, as consequências não tardam.

A Jaguar tinha diante de si todos os alertas. Tinha também a oportunidade de escutar mais e ousar menos. Não o fez. E, como ensina a Lei de Murphy, se havia chance de algo dar errado, era muito provável que desse. Deu.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: sete maneiras de sabotar sua própria marca

Prometer e não cumprir, ignorar o cliente, mudar o que deveria ser preservado e agir como se uma marca fosse indestrutível são caminhos certos para levá-la à ruína. Foi sobre isso que tratou o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN, com Jaime Troiano e Cecília Russo, que desta vez inverteram a lógica da construção de marca para alertar: muitas empresas estão falhando justamente por não perceberem os erros que elas mesmas provocam.

“A primeira grande falha é não ter uma identidade clara. Quando a marca não sabe o que quer significar, ela pode ser qualquer coisa”, alertou Cecília Russo. Ao lado disso, ela destacou a incoerência na comunicação — desde o silêncio até a mudança constante de tom verbal ou visual — e o distanciamento em relação ao consumidor: “Criar produtos sem entender as dores do cliente é fatal”.

Na sequência, Jaime Troiano apontou que o problema vai além da falta de coerência e entra no campo da frustração: “Você nunca tem uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão”. Para ele, marcas que prometem e não cumprem quebram a confiança e perdem espaço sem chances de retorno. Além disso, Troiano listou ainda o descaso com o atendimento e a resistência às mudanças. “Tão perigoso quanto mudar o tempo todo é não mudar nunca e perder o bonde da história”, explicou, lembrando que a inovação deve respeitar o ritmo e a essência de cada setor — especialmente no caso de restaurantes, onde pratos icônicos são parte da marca.

Em um tom provocativo para ironizar práticas comuns de má gestão de marca, Jaime sugeriu, por exemplo, que se você quer mesmo sabotar sua marca, basta “reduzir o investimento em comunicação” ou “mudar constantemente de agência”. Cecília completou com outras atitudes igualmente prejudiciais, como jogar fora os elementos tradicionais da identidade, ignorar pesquisas e recorrer ao improviso amador no design. “Você sempre tem uma sobrinha com um Mac em casa…”, disse com humor crítico.

O jogo dos sete erros

  1. Falta de identidade clara: A marca não sabe o que quer significar. Sem clareza, transmite confusão e não gera expectativa consistente no público.
  2. Incoerência na comunicação: Mudança constante de tom verbal, identidade visual, mensagens desencontradas ou mesmo o silêncio comprometem a credibilidade da marca.
  3. Desconexão com o consumidor: Criar produtos ou campanhas sem entender as dores e desejos dos clientes mina a relevância da marca e impede a criação de vínculos duradouros.
  4. Promessas não cumpridas: Entregar menos do que o prometido destrói a confiança. Como disse Jaime: “Você nunca tem uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão.”
  5. Descaso com o atendimento Ignorar feedbacks, demorar para responder ou tratar mal o cliente gera prejuízo imediato e ecoa negativamente nas avaliações públicas.
  6. Resistência à inovação (ou mudança sem critério) Marcas que não se atualizam perdem relevância. Por outro lado, mudar tudo sem preservar elementos essenciais prejudica a identidade.
  7. Desvalorização da marca como ativo estratégico Cortar investimento em comunicação, ignorar pesquisas, improvisar no design e não cultivar relacionamentos duradouros com agências leva ao esquecimento e ao sucateamento progressivo da marca.

A marca do Sua Marca

O programa desta semana defendeu que mais importante do que saber o que fazer é reconhecer o que não deve ser feito. A marca do comentário é o alerta direto: erros aparentemente pequenos ou decisões econômicas equivocadas podem causar prejuízos profundos e irreversíveis à reputação de uma empresa.

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O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o poder que sai da boca do cliente

A propaganda mais eficiente pode não estar nas mãos de grandes agências ou nas telas mais caras, mas sim na fala espontânea de um cliente satisfeito. A persistência do velho e conhecido “boca a boca” é tema do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo, no Jornal da CBN.

Cecília relembrou que o termo “marketing boca a boca” começou a ser estudado academicamente na década de 1960 e ganhou corpo nos anos 1970 com o psicólogo George Silverman, que criou grupos de aconselhamento entre médicos. “Ele percebeu que as opiniões positivas de alguns influenciavam os demais”, contou. A comentarista destacou que a prática existe informalmente desde os tempos antigos, mas só mais recentemente passou a ser estruturada como estratégia de negócio. “Hoje é a base de muitos negócios que só existem por conta de indicações, recomendações estruturadas ou informais”, afirmou.

Do informal ao estruturado, o marketing boca a boca se modernizou, incorporando ferramentas digitais e se multiplicando em formatos como os vídeos de unboxing, em que consumidores mostram seus produtos e embalagens em redes sociais. “Aquilo que antes era só desembrulhar, agora vira conteúdo e gera desejo”, exemplificou Cecília.

Para Jaime Troiano, a força do boca a boca permanece mesmo diante da inteligência artificial. “IA é, entre aspas, um grande boca a boca de informações coletadas de várias fontes”, observou. No entanto, ele faz uma distinção importante: “A mágica do boca a boca original está na base confiável. Quando alguém nos dá uma dica espontânea, a gente acredita”.

Além da confiança, Jaime chamou a atenção para outro fator: a vaidade humana. “Quando você pergunta para alguém alguma coisa, o cara se sente o máximo, um professor. Isso alimenta o ego e o status daquele que está dando a informação”. Segundo ele, o baixo custo dessa cadeia de comunicação também torna o boca a boca especialmente valioso: “Vale muito a pena”.

A marca do Sua Marca

Alimentar o boca a boca é uma estratégia acessível e potente, capaz de conectar marcas e consumidores com legitimidade, custo reduzido e alto potencial de retorno.

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O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: nem tudo que vale para empresas serve para você

Não basta seguir o manual das grandes corporações se a marca que você quer construir é a sua própria. Branding pessoal não é uma cópia reduzida do branding corporativo. É o que mostra o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo, no Jornal da CBN.

Jaime e Ceícilia alertam que, embora compartilhem algumas diretrizes, o branding de pessoas exige um olhar mais cuidadoso e menos mecanizado. “A marca pessoal nunca nasce do zero. Ela carrega uma herança, por mais jovem que seja”, afirma Cecília Russo, ao lembrar que, diferentemente de uma empresa, uma pessoa já tem identidade, histórico e contradições antes mesmo de pensar em posicionamento.

Outro ponto importante: marcas pessoais envelhecem. Literalmente. Por mais que a comunicação tente manter uma imagem jovem, a passagem do tempo impõe ajustes naturais à narrativa. “Mesmo com todos os esforços, a cronologia da vida muda os atributos de uma marca pessoal”, reforça Cecília. Já a marca corporativa pode durar mais de um século — e continuar atual. Basta lembrar da Coca-Cola.

Jaime Troiano, por sua vez, destaca as semelhanças. Segundo ele, tanto no mundo pessoal quanto no corporativo, é fundamental ter um foco claro. “Não dá para ir mudando a toda hora e deixar seu público sem entender o que esperar de você.” Ele também cita a necessidade de diálogo permanente e da escuta ativa para manter a relação viva com o público, além do cuidado com a reputação. “É saber o que falam de você quando você sai da sala”, diz Jaime, citando a famosa frase de Jeff Bezos.

A marca do Sua Marca

A principal mensagem do quadro desta semana é o equilíbrio: ao construir uma marca pessoal, não basta copiar o modelo corporativo, mas também não se deve rejeitar completamente o que nele funciona. “Pondere e reforce aquilo que faz sentido em cada caso”, recomenda Cecília.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: a força da cultura brasileira na construção de marcas

Durante décadas, marcas brasileiras se moldaram pela lógica da cópia — de filmes publicitários a estratégias de posicionamento — numa tentativa de reproduzir modelos estrangeiros como se a receita funcionasse universalmente. Mas esse cenário começa a mudar. A apropriação legítima da cultura nacional tem ganhado espaço no universo do branding. É o que apontam Jaime Troiano e Cecília Russo no comentário desta semana do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN.

Jaime Troiano relembra um tempo em que era comum replicar campanhas internacionais, sob a falsa premissa de que o sucesso em um lugar lá fora garantiria o mesmo resultado no Brasil. “A sensação era de que tudo serve para tudo, e não é verdade”, afirma. Ele cita o economista Eduardo Giannetti para explicar a tensão entre o comportamento mimético — o que copia — e o profético — o que nasce das raízes culturais. E vê sinais de reequilíbrio: “Quando eu entro numa loja da Farm ou penso na Embraer, no Itaú, no Boticário, sinto um forte sopro de brasilidade”.

Cecília Russo acrescenta exemplos da valorização da identidade nacional no varejo, na gastronomia e nas expressões culturais. Menciona a marca Misci, que traduz no vestuário o ‘suco do Brasil’, e o caso do chocolate Dengo, que transforma o cacau brasileiro em símbolo de identidade e sofisticação. “A nossa cultura está invadindo o espaço do branding”, diz ela, reforçando que “as marcas se alimentam dessa mesma raiz e do sentido de orgulho que elas inspiram”.

A força dessa mudança está também nas figuras públicas que atuam como marcas vivas da cultura nacional — como Fernanda Torres, Fernanda Montenegro, Raíssa Leal, Rebeca Andrade, Isaquias Queiroz e Bia Haddad. “Essas pessoas são hoje expressões do Brasil que impactam o mundo e inspiram o fortalecimento de marcas com alma brasileira”, afirma Cecília.

A marca do Sua Marca

Marcas que mergulham na cultura brasileira e a celebram genuinamente constroem identidade sólida e alimentam o orgulho coletivo de ser brasileiro.

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O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: seis erros que sua empresa não pode cometer

Identidade indefinida, comunicação incoerente, promessas quebradas e descaso com o consumidor são alguns dos erros capazes de afundar uma marca. Esse alerta foi o tema do comentário Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo no Jornal da CBN.

“Quando a marca não sabe o que ela quer significar realmente, temos um grande problema, porque ela pode ser qualquer coisa”, destacou Cecília Russo ao apontar a falta de uma identidade clara como um dos principais erros. Ela ressaltou também que “mensagens desencontradas ou mudança constante de tom verbal ou identidade visual, ou até mesmo o silêncio” prejudicam profundamente uma marca, já que geram confusão e desconfiança nos consumidores. Por fim, Cecília acrescentou que ignorar ou desconhecer o consumidor “é fatal”, porque as pessoas desejam ser tratadas de maneira única e valorizada.

Jaime Troiano chamou atenção para os perigos das “promessas não cumpridas”. Segundo ele, “marcas que prometem algo e entregam outra causam experiências desagradáveis e perda de credibilidade”. Outro erro destacado foi o descaso com o atendimento ao consumidor: “ignorar feedbacks, demorar para responder ou tratar mal os clientes é sempre imperdoável”, principalmente em tempos de avaliações instantâneas na internet. Além disso, Troiano alertou que “não acompanhar tendências e inovações” pode condenar uma empresa à obsolescência, embora mudanças devam ser feitas com cautela, respeitando a essência da marca.

A marca do Sua Marca

A principal marca deste comentário é o aprendizado com os erros, um guia prático para evitar que as empresas se sabotem e coloquem em risco sua credibilidade e relevância no mercado.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: por que nem toda celebridade convence o consumidor

Uma celebridade nem sempre consegue convencer o consumidor simplesmente por ser conhecida. Para realmente influenciar a decisão de compra, o público precisa vê-la como alguém que entende do assunto. Essa questão foi abordada no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com Jaime Troiano e Cecília Russo, na edição deste sábado do Jornal da CBN, tomando como base uma reflexão proposta pelo biólogo Fernando Reinach em seu artigo “Quando os macacos sabem que não sabemos”, publicado no Estadão.

Reinach apresenta em seu texto um estudo que revela a capacidade dos macacos bonobos de perceberem o que um humano sabe ou não sabe, adaptando seu comportamento em função disso. Essa capacidade, conhecida pelos cientistas como “teoria da mente”, permite que os animais identifiquem a necessidade de reforçar sua comunicação quando percebem que o outro está menos informado.

Jaime Troiano usa essa descoberta para traçar um paralelo com a comunicação das marcas. “Não adianta pegar uma celebridade para fazer propaganda de picanha se você sabe que o cara não come carne”, destaca Troiano. Para ele, os consumidores também agem como esses macacos, identificando rapidamente quem é confiável e quem não é na hora de obter informações ou recomendações sobre produtos.

Cecília Russo reforça a importância dessa percepção usando exemplos clássicos da comunicação publicitária brasileira. Ela lembra campanhas antigas do detergente Omo e das fraldas Johnson, onde depoimentos sinceros e relevantes de consumidoras reais tinham muito mais impacto do que simples associações com figuras famosas. Para Cecília, o consumidor naturalmente reconhece “quem conhece e em quem acreditar”.

Em outra pesquisa mencionada pelos comentaristas, ficou evidente que apenas 15% das pessoas conseguem fazer uma associação correta entre celebridades e marcas anunciadas, o que significa que 85% desse investimento em publicidade pode estar sendo desperdiçado.

A marca do Sua Marca

Para que uma marca seja eficiente ao escolher seus porta-vozes, é necessário considerar quem realmente tem credibilidade e legitimidade sobre o assunto abordado, e não apenas fama ou popularidade. Assim como os bonobos entendem quando precisam reforçar suas mensagens por perceber que o outro está desinformado, as marcas devem comunicar suas mensagens através de pessoas com legitimidade para transmiti-las.

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Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o risco de perder vendas no atendimento final

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Uma compra que estava praticamente garantida foi abandonada por causa do mau atendimento na ponta final. A experiência, vivenciada pelo próprio Jaime Troiano, contada no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, revela como marcas correm o risco de perder tudo no último elo da cadeia de distribuição, desperdiçando investimentos e estratégias cuidadosamente elaboradas.

A experiência negativa aconteceu quando Jaime tentou comprar duas dúzias de garrafas de champanhe para o casamento da filha. Ele havia pesquisado preços e escolhido uma loja específica, mas desistiu diante do descaso da vendedora, que, sequer buscou alternativas para garantir a venda. “Marcas vivem sofrendo na linha de frente. De que adianta o que a rede de lojas diz que faz, se na prática não cumpre?”, questionou Jaime Troiano ao relatar o episódio.

Cecília Russo complementou a crítica, destacando como as falhas internas prejudicam não apenas vendas, mas também o prestígio das empresas. “Ou os funcionários são treinados para serem, de fato, colaboradores, ou então a empresa e suas marcas perdem uma parte substancial do que investiram antes”, afirmou Cecília. Para ela, investir na capacitação interna é crucial, já que o atendimento ao cliente define se uma marca prospera ou fracassa diante da concorrência.

A marca do Sua Marca

A marca central deste comentário é a importância do treinamento interno e da coerência entre o que a empresa promete e o que efetivamente entrega no ponto final da relação com o consumidor. Sem essa atenção, empresas podem até conquistar clientes inicialmente, mas dificilmente conseguem mantê-los.

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