Mundo Corporativo: como tornar a inovação uma realidade no seu negócio

 

 

 

“Muitas pessoas tem ideias, poucas pessoas conseguem transformar essas ideais em resultados, o que demanda resiliência, que demanda flexibilidade, que demanda capacidade de interagir com outras pessoas” —- Maximiliano Carlomagno, Innoscience

A busca pela inovação tem se acelerado nas empresas, mas a falta de estratégia e disciplina faz com que boa parte das ações desenvolvidas não alcance os resultados esperados. Para o consultor Maximiliano Carlomagno, da Innoscience, é fundamental que empresas e profissionais entendam o que é inovação e o que realmente querem inovar para, então, iniciarem de forma mais objetiva trabalhos capazes de oferecer soluções aos problemas identificados.

“Inovar na nossa visão é transformar novas ideias em resultados. Ideias que sejam novas para o mercado e que impactem o resultado econômico, financeiro e ambiental do negócio. Se não há resultado, se não não há novidade para o mercado aquilo não pode ser considerado inovação”

Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da CBN, Carlomagno explicou que as empresas que já conseguiram dar resposta às questões básicas para iniciar o processo têm se organizado em diferentes formas.

 

Algumas implantam programas de intraempreendedorismo, que é quando buscam nos próprios funcionários soluções para os seus problemas. Outras preferem criar áreas dedicadas à inovação. Há as que se conectam com ambientes empreendedores, já que existem várias startups que precisam de recursos, capital, infraestrutura e relacionamento, que as empresas dispõem. E, ainda, existe um modelo conhecido por inovação aberta quando a empresa interage com seus clientes e fornecedores em busca de soluções.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook ou no Twitter (@CBNoficial). O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, 22 horas, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Rafael Furugen, Guilherme Dogo, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: minha paixão pelo bairro de Campos Elíseos

 

 

Por Nelmar Rocha

 

 

 

 

Há sete anos moro no bairro de Campos Elíseos, centro de São Paulo, ladeado pelos bairros de Santa Cecília, Santa Ifigênia, Bom Retiro e Barra Funda. Me mudei para o centro para ficar mais próxima do trabalho e das muitas opções de lazer que São Paulo oferece. Até então, morava em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, onde nasci, estudei, cresci, mas nunca trabalhei.

 

 

Desde os meus 17 anos, ia para o trabalho em São Paulo e voltava pra casa Cansada de perder uma hora e meia, duas no congestionamento, resolvi mudar.

 

 

A escolha pelo bairro não foi, inicialmente, por gostar da região. Na verdade, foi amor à primeira vista pelo meu futuro lar: um apartamento antigo, amplo, arejado, com grandes janelões, onde é possível observar as ruas e o movimento local. Da janela da sala, sabe-se quando há espetáculo na Sala São Paulo, pois suas luzes são acesas logo no início da noite — uma paisagem que não canso de olhar.

 

 

Passei a explorar o Campos Elíseos e aí não teve jeito, me apaixonei por suas ruas largas e arborizadas, por seus casarões quatrocentões cheios de histórias e por seu comércio, onde encontro supermercados, padarias, farmácias, feiras e lojinhas — que eu, aliás, adoro entrar e bisbilhotar! Tem de tudo um pouco, desde um alfinete até a própria máquina de costura.

 

 

O bairro tem também várias opções de lazer, como a Sala Funarte, o Sesc Bom Retiro e o Teatro e o Centro Cultural Porto Seguro. Além disso, vários outros negócios estão chegando: galerias de artes, espaços culturais, restaurantes, botecos temáticos .… E para todos esses lugares, vou a pé.

 

 

Ao caminhar pelo bairro, me encanto com o boteco minúsculo — com cadeiras e mesas nas calçadas, onde as pessoas conversam enquanto saciam sua sede e fome — e com as frutas coloridas expostas nas carrocinhas de madeiras, estacionadas nas esquinas.

 

 

Os moradores de hoje são bem diferentes daqueles que outrora habitaram o lugar, e as residências são bem mais modestas que as do final do século 19 e início do século 20 — isso porque Campos Elíseos foi o primeiro bairro planejado da cidade, para onde vieram os abastados Barões do Café, que saíam do interior para fixar residência na região, devido a proximidade da Estação Sorocabana, atual Estação Júlio Prestes, e da Estação da Luz. Para receber tão ilustres fazendeiros, foram construídas mansões enormes, com pé direito altíssimo. Verdadeiros palácios.

 

 

O bairro também foi sede do Governo do Estado, o Palácio dos Campos Elíseos, na antiga Alameda dos Bambus, hoje Avenida Rio Branco. Depois de sofrer um incêndio, a sede foi transferida para o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. O Palácio dos Campos Elíseos abriga hoje uma secretaria de estado. Outros antigos casarões são agora escolas e sede de empresas, o que ajuda a revitalizar o local.

 

 

No bairro, ainda tem muito a se fazer, mas a boa vontade de seus moradores e comerciantes, por meio da associação de bairro, e o desejo de se viver num local agradável fazem dos Campos Elíseos um lugar onde é possível trabalhar por um futuro melhor, sem esquecer um passado que ajudou a construir a cidade de São Paulo.

 

 

Nelmar Rocha é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe da série em homenagem aos 465 anos da nossa cidade: envie seu texto agora para contesuahistoria@cbn.com.br.

Avalanche Tricolor: faltou-me inspiração, também

 

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Copa do Brasil — Alfredo Jaconi/Caxias do Sul-RS

 

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Alisson vai ao ataque em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

 

Peço desculpa ao caro e raro leitor. E na carona dessa desculpa, peço também que não me abandone pela falta de inspiração. Já são tão poucos aqueles que dedicam alguns minutos do seu dia para ler esta Avalanche ou mesmo os posts nos quais falo de gestão, carreira, cidadania e outro assunto qualquer que me der na telha. Seria triste saber que você também vai me abandonar e só porque não consegui ter um só insight — é assim que a turma mais moderna costuma chamar aquele estalo ou aquela luz que surge na nossa mente e nos ajuda a resolver alguns problemas. 

 

Se servir de consolo, registro que penso em você desde que a bola começa a rolar no gramado. É assim, pensando em você, que costumo encontrar uma pegada para escrever esta Avalanche. Foi assim também quando se iniciou a partida desta noite, em Caxias do Sul. Estava certo que ao longo do jogo surgiria uma ideia. Minha mente seria iluminada por um lance bacana, daqueles que merecem parágrafos e mais parágrafos para serem descritos. Talvez um gol — mesmo que de chiripa, daqueles que a bola bate na canela, sobra para o atacante e desvia no marcador antes de chegar às redes.

 

Os minutos se passaram no cronômetro em destaque na tela da televisão e nada de surgir uma inspiração. Nem um grande drible nem uma defesa memorável. Menos ainda um gol — que baita saudades de um, dois, três gols em uma só partida. Lembra? 

 

Cheguei a pensar nos fatos do cotidiano — se bem que ultimamente a coisa ainda dura no noticiário, também. Quem sabe uma letra de Chico Buarque, vencedor do Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa? Letrista de mão cheia, tanto quanto cantor e escritor, nem em Chico encontrei saída para esta Avalanche.

 

Sempre dá para apelar para o sentimental. Escrever aquela carta emocionada para o guri que está longe, costuma tocar o coração do leitor — e apaziguar a saudade que enxágua o meu peito. Achei que seria um pouco de mais. Por mais que queira escrever minhas cartas ao guri, pouca coisa teria a dizer para ele desta noite na Copa do Brasil.

 

O árbitro até que esticou um pouquinho mais a partida, me dando uma chance de encontrar emoção e inspiração. Mas sou obrigado a confessar: hoje, nada foi suficiente para render uma Avalanche a altura do merecimento do caro e raro leitor. Por isso, só me resta pedir desculpas, dizer que me esforcei até onde pude e garantir que se faltou talento sobrou vontade. Lutei até o fim para retribuir seu carinho. 

 

Que na próxima partida, eu esteja um pouco mais inspirado para escrever esta Avalanche — e o Grêmio, também.

 

 

 

Cidades tentam reduzir acidentes com pedestres que usam celular

 

 

 

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Photo: Matthew Brown / Hearst Connecticut Media

 

 

Que celular ao volante não é legal, você já sabe! Não é legal, sai caro e pode causar graves acidentes. Ainda sem conseguir tirar o equipamento das mãos dos motoristas — apesar da fiscalização e das multas —, algumas cidades começam uma nova cruzada: impedir que os pedestres atravessem a rua de olho no aparelhinho.

 

 

Parece impossível, não é mesmo !?!

 

 

Hoje cedo, na CBN, o doutor Luis Fernando Correia nos contou que uma lei que proíbe o uso do celular quando a pessoa estiver cruzando a rua foi encaminhada ao parlamento do estado de Nova Iorque. Se ao atravessar, o pedestre for flagrado enviando mensagem, checando e-mail ou bisbilhotando a rede social dos amigos vai ter de pagar multa de até U$ 50 — mais ou menos R$ 200.

 

 

Mais do que faturar, o que a proposta pretende é alertar às pessoas para o grande risco que corremos no dia-a-dia das cidades. Ficar de olho grudado no celular quando estamos caminhando na calçada já é um problema porque pode nos levar a bater em outras pessoas ou tropeçar nos buracos que têm no caminho. Imagine, atravessar a rua.

 

 

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Photo: Matthew Brown / Hearst Connecticut Media

 

 

Estudo de 2015 diz que pedestres que caminham olhando para o celular perdem a noção de distância, identificam os sinais de alerta com atraso e agem como se estivessem bêbados na calçada. Um perigo!

 

 

Pesquisa feita pela Universidade de Ohio mostrou crescimento de mais de 300% no número de pedestres mortos, entre 2004 e 2010, enquanto andavam e usavam o celular.

 

 

A National Safety Council, dedicada a prevenção e atendimento de acidentes, diz que tivemos 11 mil pessoas que sofreram ao menos alguma lesão porque estavam distraídas enquanto caminhavam, entre os anos de 2000 e 2011. A organização também identificou mudança no perfil da maioria das vítimas de atropelamento: se antes eram crianças de até nove anos —- lembra da clássica imagem do menino correndo atrás da bola no meio da rua? —- agora são jovens de 15 a 19 anos, nos Estados Unidos.

 

 

Quando a cidade de Stamford, em Connecticut, fez essa mesma discussão em 2017, muitos defendiam a ideia de que seriam muito mais apropriadas campanhas educativas para evitar o uso do celular enquanto se caminha pela cidade. Foram voto vencido.

 

 

Honolulu, no Havaí, e Montclair, na Califórnia, também restringiram o uso do equipamento —- mas nenhuma das duas cidades ainda publicou algum estudo para se verificar a utilidade da medida.

 

 

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Cidade chinesa cria faixa exclusiva para “sem-celular”

 

 

Em Chongqing, na China, pintou-se no piso da calçada faixa exclusiva para quem caminha sem olhar para o celular, com a intenção de chamar atenção do público para a necessidade de se ter algum tipo de controle deste vício que está espalhado no planeta.

 

 

Aqui no Brasil, desconheço qualquer iniciativa neste sentido. Por enquanto, parece que a única coisa que impõe medo aos pedestres é que roubem o celular nas suas caminhadas. Sem contar que  nosso grande desafio ainda é tirar o celular das mãos dos motoristas, hábito muito mais mortal do que andar com o aparelho nas calçadas.

Avalanche Tricolor: tempos estranhos

 

 

Ceará 2×1 Grêmio
Brasileiro — Castelão/Fortaleza-CE

 

 

EVERTON

Everton comemora (reprodução SporTV)

 

 
Campeão da Copa do Brasil, em 2016
Campeão da Libertadores e vice-Mundial, em 2017
Campeão Gaúcho e da Recopa Sul-Americana, em 2018
Campeão Gaúcho e da Recopa Gaúcha, em 2019

 

 
Comecei a fazer a lista acima pouco antes do fim da partida desta noite de domingo. Não que o jogo não estivesse interessante. Até que estava, apesar de o placar desfavorável — especialmente no segundo tempo quando jogamos o tempo todo no campo do adversário. Mas entre um cruzamento sem finalização e uma troca de passe interrompida, resolvi listar nossos títulos nos últimos anos porque muitas vezes a foto do dia esconde a beleza do álbum de fotografias.

 

 
Ao folhá-lo, relembrei os momentos lindos que vivemos juntos, o sorriso bonito no rosto do atacante que acabara de marcar seu gol e o brilho do troféu que nossos jogadores ofereceram aos torcedores no palco dos campeões. A foto mais marcante desta temporada, aliás, nem era da comemoração de nosso último título estadual, mas da classificação às oitavas-de-final da Libertadores, que —- não se perca no tempo — aconteceu agora há pouco, há dez dias para ser mais preciso.

 

 
A camisa, o técnico, o time que aparece no meu álbum de fotografias são os mesmos —- ou quase —- que estiveram em campo, neste domingo. Lá no Ceará, via-se a tentativa de trocar passe com aquela precisão que nos levou a vitórias incríveis. Esboçava-se uma movimentação triangular entre os jogadores do meio de campo e os atacantes. Arriscava-se alguns dribles para superar a marcação forte do adversário. Mas o resultado final não era o mesmo de “antigamente”.

 

 
Com um erro aqui e outro acolá, com uma falha atrás e um defeito na frente, com vacilos e tropeços, somamos erros em vez de somarmos pontos. Patinamos na grama molhada tanto quanto na classificação — a ponto de eu ter comemorado o empate do concorrente que nos acompanha no pé da tabela. E, confesso, achei isso muito estranho de minha parte. Por isso, voltei a olhar a lista de títulos recentes e a folhear na memória as imagens de nossas conquistas.

 

 
Sei que vivemos tempos estranhos e estamos muito mal acostumados com o revés, mas deixar de confiar no time e no grupo que nos fez tão felizes no futebol é desmerecer nossa capacidade de recuperação. E se tem um coisa que já aprendi há algum tempo torcendo pelo Grêmio é que aqueles que apostam pelo pior tendem a se dar muito mal com a gente.

 

 
Paciência, cabeça no lugar e bola no pé! Eis o caminho para a retomada das vitórias no Campeonato Brasileiro.

“É proibido calar!” é lançado durante bate-papo sobre jornalismo, em Araraquara

 

Reportagem publicada no portal ACidadeON/Araraquara

 

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Lançamento do livro “É proibido calar” em Araraquara (Foto: Amanda Rocha – A Cidade On)

 

“É proibido calar precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”: este é o titulo do livro lançado pelo jornalista e âncora da CBN, Milton Jung, na última sexta-feira (17), em Araraquara.

 

O lançamento ocorreu em um happy hour junto a convidados, empresários e amigos da rede CBN e portal A Cidade On, que fazem parte do grupo EPTV. Durante o bate papo, Milton falou sobre o livro, que trata sobre educação e o relacionamento entre pais e filhos, colocando porque é ‘Proibido Calar’.

 

“Eu percebo claramente que hoje existe um silêncio na relação entre pais e filhos, pelos mais diversos motivos: falta de tempo, falta de paciência, diferença de pensamentos, medos. E nós não podemos silenciar numa relação com os nossos filhos. Temos que cultivar o diálogo, falar sobre ética, cidadania e temas que muitas vezes nós tememos. E o que fazemos ao não dialogar com os nossos filhos? Nós terceirizamos a educação deles. Nós entregamos para que os outros os eduquem e resolvam os problemas que não sei resolver dentro de casa”.

 

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Palestra falou de rádio, jornalismo e ética  (Foto: Amanda Rocha – A Cidade On)

 

O jornalista falou ainda sobre a importância do rádio e as redes sociais. “Foi uma aula sobre rádio e a interação do veículo com as mídias sociais, coisa que a gente, que não é do setor, e não está no dia-a-dia pensando sobre esses assuntos”, afirma o empresário, Pedro Tedde.

 

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), Toninho Deliza Neto, diz que acorda todos os dias ouvindo a programação da rádio CBN. Ele gostou do bate papo com Milton Jung. “Eu achei apaixonante. Eu acordo ouvindo o Milton e quando a gente acorda com alguém, você passa a ter uma intimidade. Ele falou e falou com o coração. Quando a pessoa fala com o coração e fala com a verdade, passa credibilidade. Acho que esse é o grande diferencial do jornalismo sério”, afirma.

 

A questão das fake news também foi assunto levantado pelo professor da Uniara, Luis Henrique Rosim. Ele concorda com o ancora Milton Jung quando diz que o jornalismo não concorre com as noticias falsas. “Hoje temos essa situação preocupante das fake news, que parece substituir o jornalismo, o profissional que apura o fato e tal. Mas sou otimista e acho que as pessoas estão se conscientizando e que estão passando a desconfiar das notícias que não têm assinatura. Começam a buscar profissionais e veículos que tragam credibilidade para aquilo que apresenta”, afirma.

 

Milton Jung é jornalista, radialista e palestrante. Na rádio CBN ele apresenta o jornal da CBN primeira edição e aos sábados o programa ‘Mundo Corporativo’. Além do livro ‘É proibido calar’, Milton escreveu ainda ‘Jornalismo de rádio’, ‘Conte sua história de São Paulo’ e ‘Comunicar para liderar’.

Conte Sua História de São Paulo: quando cheguei de Angola ainda tinha garoa

 

Por Matilde Alexandrina Silveira Cristiano Moniz
Ouvinte da CBN

 

 

Cheguei em São Paulo, em 14 de dezembro de 1982, de uma pequenina cidade, no litoral de Angola. Na época, com apenas 17 anos e meio, desembarquei no aeroporto de Viracopos. Estava acompanhada de um irmão, um ano mais velho e, juntos, fomos para a Vila Mariana, morar com duas tias, irmãs da minha mãe.

 

Na bagagem, um mundo de expectativas, sonhos e medos.Deixávamos para trás, nossos pais, uma irmã mais velha, amigos, animais de estimação, histórias da infância.

 

Na época, São Paulo ainda era da garoa. Lembro-me bem da minha decepção ao constatar que, em pleno verão, tínhamos dias frios, cinzentos e com uma constante chuvinha. Eram dias tristes e me deixavam ainda com mais saudade da família. Mas esse era apenas um detalhe.

 

Deparei com uma cidade grande, desajeitada, porém com um enorme e acolhedor coração, que recebia com carinho e compaixão todos que aqui queriam prosperar — nordestinos, sulistas, nortistas, brancos, negros, asiáticos… e a todos oferecia inúmeras oportunidades.

 

Em São Paulo reconstrui minha vida e fui atrás dos meus sonhos: casei, estudei, trabalhei e tive filhos. Aqui, vivi momentos de alegria e tristeza. Porém, cada tijolo dessa reconstrução aumentou e fortaleceu meu encantamento e paixão pela metrópole.

 

Hoje me pergunto qual região elegeria como símbolo da cidade e chego à conclusão que seria, sem dúvida, a da Avenida Paulista, pelo significado que tem para mim, por sua presença constante em minha vida. Na Paulista, trabalhei por 23 anos, conheci meu marido e companheiro de jornada, nasceram e estudaram meus filhos, até a conclusão do ensino médio. E sempre acompanhei as grandes mudanças que nela aconteceram: da avenida glamorosa, das décadas de 1980 e 1990, à avenida das grandes manifestações e de lazer, dos dias de hoje. A Paulista é, para mim, a cara de São Paulo.

 

Matilde Alexandrina Silveira Cristiano Moniz é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie seu texto agora para contesuahistoria@cbn.com.br

Sua Marca: o mundo dos saudáveis não é para todos

 

“O mundo dos saudáveis, embora atraente, não é para todos – veja o quanto isso combina com sua marca ou fere seu posicionamento” — Cecília Russo.

A sociedade está em busca da fonte eterna da juventude. Passou a viver uma obsessão quase infinita contra a morte —- não necessariamente a morte física, mas a da nossa morte social. Queremos ser mais jovens e viver por mais tempo — uma extensão da vida que tem transformado também o mundo das marcas, como nos alerta Jaime Troiano, no programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Ao lado de Cecília Russo, ele destacou o fato de que nem todas as marcas estão conseguindo fazer isso e algumas precisaram se reinventar, incluindo linhas de produtos diferentes dos originais.

 

Na busca de explorar esse mercado relacionado a ideia de uma vida mais saudável, Cecília diz que algumas marcas podem ser consideradas nativas, pois desde sua origem estão nesse segmento: Mundo Verde, Mãe Terra, Green People, são algumas dessas que apostaram nessa “avenida da saudabilidade”. Outras, precisaram criar linhas específicas, são as “saudáveis adaptáveis”. Um exemplo é a Sadia que criou uma linha de carne de frango, produzida por famílias e produtores rurais selecionados, que receberam a marca Sadia Bio.

 

Troiano destaca a necessidade de essa migração para o saudável ser feita de maneira consciente e cuidadosa. Pois existem algumas marcas que já nasceram com a ideia da indulgencia e provavelmente o seu consumidor não conseguiria entender a transformação.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Luciano Gurgel, da Yunus, mostra caminhos para viabilizar um empreendimento social

 

 

“O empreendimento … é um grande quebra cabeça. Então, você tem de ter lá uma inteligência jurídica, uma inteligência de marketing, uma inteligência financeira; e quando tudo isso para de pé, você tem um negócio. E a função da aceleração é exatamente isso: prover essas várias habilidades entorno do empreendedor para que o negócio dele possa prosperar” —- Luciano Gurgel, Yunus Negócios Sociais

O empreendedorismo social é aquela atividade econômica que visa impactar positivamente a sociedade e se diferencia de uma ONG, pois tem a necessidade de gerar receita e dar lucro. Hoje, é possível encontrar as mais diversas iniciativas com esse perfil que estão beneficiando milhares de pessoas pelo mundo. Aqui no Brasil, não é diferente. Tem-se desde empreendedores que realizam projetos no setor de moradia até os que se dedicam a melhorar a performance de estudantes de baixa renda nas provas de redação do Enem.

 

O programa Mundo Corporativo foi descobrir como é possível tornar viável um empreendimento social e entrevistou Luciano Gurgel, gestor da área de investimento da Yunus Negócios Sociais. A empresa tem inúmeros programas de apoio a esses empreendedores que podem receber mentoria, informações sobre planos de negócios, criar conexões com fornecedores, parceiros e clientes, além de receber investimento com baixas taxas de juros e prazos mais longos de pagamento:

“O empreendimento se dá dessas várias pecinhas. É um grande quebra cabeça. Então, você tem de ter lá uma inteligência jurídica, uma inteligência de marketing, uma inteligência financeira; e quando tudo isso para de pé, você tem um negócio. E a função da aceleração é exatamente isso: prover essas várias habilidades entorno do empreendedor para que o negócio dele possa prosperar”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, com transmissão pelo perfil @CBNOficial do Twitter ou na página da rádio no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Izabela Ares.

O dia em que a CBN foi parar no The Big Bang Theory

 

 

 

Foi divertido enquanto durou — verdade que para os brasileiros vai durar um pouco mais. Falo de The Big Bang Theory que chega ao fim nesta quinta-feira, nos Estados Unidos, quando vai ao ar o último episódio da série iniciada há 12 anos. Ao destacar o relacionamento de um grupo de amigos nerds, revelar a presença das mulheres nas ciências e fazer tudo isso com humor e ironia, a história criada por Chuck Lorre e Bill Prady alcançou um improvável sucesso, especialmente se levarmos em consideração sua longevidade. É a mais longa da TV americana.

 

O tema vem para esse nossa conversa com você — caro e raro leitor do blog — por uma cena que me enche de orgulho. Na temporada que foi ao ar, em 2011, a CBN foi protagonista do seriado — ao menos na versão brasileira. Durante conversa de três das meninas que fazem parte do elenco, ao se referirem a um namorado pouco inteligente, porém bonitão, elas recomendam a Penny que convide o rapaz a se informar mais e melhorar seu nível intelectual ouvindo a NPR — sigla da rede pública de rádio americana e considerada uma das mais qualificadas programações radiofônicas dos Estados Unidos.

 

Ao traduzir o diálogo para o português, a versão brasileira em lugar de usar “NPR” preferiu legendar “CBN”, com o intuito de simbolizar aos telespectadores uma sigla que tivesse aqui no Brasil o mesmo valor daquela que é sucesso nos Estados Unidos. Ou seja, considerou que CBN seria a melhorar maneira de traduzir credibilidade e qualidade no rádio.

 

Não bastasse ser fã da série — e estar ansioso pelo último capítulo que somente passará por aqui, em junho —, sou extremamente grato pela deferência, em nome de todos aqueles que ajudaram a construir a história da CBN.

 

O dia em que a CBN foi protagonista do The Big Bang Theory foi lembrado hoje no bate-papo do Hora de Expediente.