“Minha meta sempre foi vencer Wimbledon”, diz Marcelo Melo, ao Jornal da CBN

 

MARCELO MELO1

 

Nos Estados Unidos, Marcelo Melo treina em quadra pública. Dependesse delas aqui no Brasil, não teria chegado ao título de campeão de duplas em Wimbledon. Há poucas disponíveis no país nem sempre com a estrutura necessária e muitas surgiram apenas nos últimos tempos. Verdade que se hoje ele for bater bola em uma delas, em Belo Horizonte, onde nasceu, não vai conseguir: Melo é o novo ídolo do tênis brasileiro e, provavelmente, será parado por seus fãs em busca de autógrafo, selfies e um bom papo sobre a carreira dele.

 

Hoje, no Jornal da CBN, conversei com Melo sobre esta situação do tênis brasileiro. Falamos, também, do início da carreira incentivado pela família, a relação com seu irmão Daniel, que é o treinador dele desde 2007, e o título de Wimbledon, conquistado ao lado do polonês Lukasz Kubot. A conquista de um título e de um sonho, como ele próprio descreveu a vitória, na Inglaterra.

 

Muito bom reencontrar vocês!

 

Aqui no Blog, estive ativo. Ou quase. Escrevi a Avalanche Tricolor ao fim de cada rodada em que o meu Grêmio esteve em campo. Além disso, aproveitei para publicar textos do Conte Sua História de São Paulo que, por descuido meu, ficaram em alguma gaveta digital qualquer do próprio Blog. Tinha coisa muito boa publicada na rádio, mas que não havia sido compartilhadas com você, caro e raro leitor deste espaço.

 

O Carlos Magno também me ajudou, como faz desde sempre e com muito talento, mantendo seus textos semanais, especialmente às quartas-feiras. E aproveito para agradecê-lo mais uma vez.

 

Na rádio, porém, foram duas semanas longe dos ouvintes. E, por isso, reencontrá-los foi um grande prazer nesta terça-feira fria em São Paulo e boa parte do Brasil. Para agradecer o carinho reproduzo a seguir o Moments que publique no meu perfil do Twitter:

 

Avalanche Tricolor: o susto que sempre me lembra a história de um campeão

 

Grêmio 3×1 Ponte Preta
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Everton faz o terceiro do Grêmio, em imagem reproduzida do canal Premier

 

 

Teimo em lembrar da semifinal do Campeonato Brasileiro de 1981, sempre que deparo com o adversário da tarde desse domingo. Era guri ainda, iniciando a vida universitária, e fui um dos 98.421 torcedores que contaram a história da maior lotação jamais assistida no estádio Olímpico. Fui ao jogo com meu pai e com ele tomamos um tremendo susto ao nos vermos diante daquele time do interior paulista, ainda pouco conhecido da gente, atrevido o suficiente para encarar nossa história e torcida.

 

Depois de termos vencido por 3×2 fora de casa, na primeira partida da semifinal, imaginávamos que a decisão do título estaria logo ali. Ledo engano: teríamos muito a sofrer, pois mesmo com estádio superlotado não foi nada fácil sustentar a derrota de 1×0 desde os 20 minutos do primeiro tempo.

 

Tenho nítida e em preto e branco a imagem da minha caminhada ao lado do pai, descendo as escadarias do Olímpico, ao fim do jogo. Eu parecia mais abatido do que deveria, pois estávamos na final, mas me incomodava ter chegado lá com uma derrota em casa e ainda para enfrentar o mais temido dos adversário daquele campeonato. Meu pai tentava me mostrar que o tropeço havia sido calculado e a estratégia para conquistar o título nacional inédito já estava traçada pelo parceiro de uísque dele e meu padrinho por adoção, Ênio Andrade, nosso técnico naquela campanha.

 

O pai tinha razão, como você, caro e raro leitor desta Avalanche, deve muito bem lembrar: o Grêmio foi campeão.

 

Neste domingo, repassei todas aquelas cenas em conversa com a turma aqui de casa, a qual revi depois de duas semanas de férias. O papo foi antes de a partida se iniciar e cheguei a comentar que desde aquele jogo sempre vejo a Ponte Preta como um convidado inconveniente, disposto a estragar a festa. Nem sei se é o que a estatística nos prova, mas é a sensação que tenho – legado do susto que tomei em 1981.

 

Curiosamente, hoje muita gente fala que o Grêmio tem capacidade de ser campeão brasileiro novamente, mesmo que a Libertadores e a Copa do Brasil sejam prioridades na temporada, e se tenha permitido que o líder da competição abrisse distância de até 10 pontos ganhos. Essa condição impõe respeito e medo nos adversários e a maioria deles já entendeu que dentro da Arena o melhor a fazer é travar o jogo e reforçar a defesa – tipo de esquema difícil de encarar dadas as características gremistas. Não é por acaso que vamos ao Maracanã ou à Ilha do Urubu e saímos de lá com uma vitória, e ao retornarmos para casa suamos na busca do resultado.

 

A defesa bem montada, jogadores abnegados na marcação, um time disposto a parar a partida o máximo possível e um atacante perigoso fez do jogo deste domingo um desafio muito maior do que poderíamos esperar – e muito mais chato. Faltavam espaço para tocar a bola e velocidade para fugir dos marcadores. Não bastasse isso fomos traídos em uma escapada de contra-ataque e um gol contra, que serviu para reforçar o susto do passado, ainda no primeiro tempo.

 

O intervalo foi providencial e muito bem aproveitado por Renato que fez o time entender que se tentasse jogar o seu jogo, acreditasse no seu talento e tocasse a bola mais à frente do que ao lado teria chances de mudar o cenário da partida. E foi o que assistimos já nos primeiros movimentos do segundo tempo. Aos 11 minutos, Barrios fez um; aos 23, fez dois; e aos 42, Everton confirmou a vitória – no mais bonito de todos eles. Gols que dizem muito sobre o Grêmio de 2017, que aposta em talentos individuais para construir uma obra coletiva.

 

Que o susto que a Ponte nos pregou no primeiro tempo de hoje nos leve ao mesmo destino daquele de 1981.

Conte Sua História de São Paulo: do rolimã à motocicleta, conheci a cidade

 

Por Heltinho Cerqueira
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Eu sou capixaba. De Vitória, Espírito Santo. Cheguei em São Paulo em 1982 com apenas um ano de idade. Minha família se instalou na casa de uma tia irmã da minha mãe, no Jardim Paineiras, Zona Norte, onde segundo os antigos havia uma gigantesca paineira que morreu, mas antes deu origem ao nome do bairro.

 

Cresci por ali, era um bairro em desenvolvimento, um pouco afastado do centro. Ainda havia uma fazenda ou o resquício do que tinha sido: gado, cavalos e um casarão. De manhãzinha, o orvalho estava em todas as plantas e árvores que minha tia cultivava em uma horta onde tinha taiobas, couves, milho, abacate, …podíamos ouvir o canto de pássaros, até das incômodas arapongas. Nem se fala do rugido dos bugios. Estávamos bem ao pé da maior floresta urbana do mundo: a Serra da Cantareira. As ruas, em sua maioria de barro. Só as principais vias tinham asfalto, como a Avenida Francisco Machado da Silva, onde por volta dos meus 5 anos andei pela primeira vez em um carrinho de rolimã. De vez em quando a garotada resolvia fazer um carretão, emendando um carrinho no outro. Eu por ser muito novo tinha que ficar de fora, pois na maioria das vezes ao fim da viagem acabavam cada um pra um lado e com arranhões por parte do corpo pra contar estória.

 

O tempo passou e do rolimã fui para a bicicleta. Andava o bairro todo. Reuníamos a galera pra andar no Horto Florestal, tínhamos muita energia. Andávamos o dia todo. Foi uma juventude incrível. Aos 15 anos encontrei no mesmo bairro aquela que seria o amor da minha vida. Eu estudava na escola Estadual Elza Saraiva Monteiro e trabalhava como office boy em uma editora que ficava na Pamplona, travessa da Paulista. Anos depois fui ser motoboy. A partir deste trabalho comecei a conhecer outros lugares desta grande e fantástica cidade que havia acolhido a mim e a toda a minha família anos atrás.

 

Hoje, depois de 34 anos da minha chegada, encontro-me casado com Aline e temos um filho, lindo e paulistano, o Vinícius. Moramos agora na Freguesia do ó. Não ando mais de moto, mas ainda percorro toda a cidade, tocando minha bateria nos bares e festas. Quem sabe a gente não se encontra por aí.

Avalanche Tricolor: saúde, Grêmio!

 

 

Flamengo 0x1 Grêmio
Brasileiro – Ilha do Urubu-RJ/RJ

 

 

capa

Foi no Grêmio.net que li sobre o jogo

 

 

Estratégias precisam ser bem desenhadas e o esboço se inicia com análise dos recursos que se tem em mãos, as condições que serão encontradas no seu caminho e, claro, levando em consideração o adversário. Renato fez isso com maestria, nesta noite de quinta-feira, pelo que pude entender não apenas no resultado final da partida, mas nos lances disponíveis na internet e nos textos escritos pós-jogo – especialmente o publicado no Grêmio.net.

 

 

Sim, pelo que você, caro e raro leitor desta Avalanche, deve ter percebido, não assisti ao jogo disputado no Rio de Janeiro, infelizmente. Durante todas estas férias que passo fora do Brasil, encontrei formas de aproveitar ao máximo os dias de descanso com a família, sem me desconectar do Grêmio. Assisti a jogos pelo celular, pelo computador, em aplicativos oficiais e canais nem tão oficiais assim. Agenda estrategicamente desenhada para estar com o Grêmio onde o Grêmio estivesse.

 

 

Desta vez, porém, meu plano de jogo falhou. Na véspera da primeira etapa da minha viagem de volta ao Brasil, marquei um jantar com pessoas muito queridas e acolhedoras. O único problema é que o horário do encontro coincidia com a partida do Grêmio, no Rio – fui traído pelo fuso horário. Seria deselegante desmarcar, sem contar o constrangimento que causaria. Já que minha agenda estratégica havia falhado, restava-me depositar toda a confiança na de Renato e na força do nosso time – e convenhamos, estávamos em ótimas mãos e pés.

 

 

Como bem mostrou o Grêmio, a gente precisa se adaptar as condições da partida. Não dá pra atacar? Vamos defender bem. Não dá pra dar show? Chutemos a bola pra longe. Foi o que fiz.  E da mesma maneira que  Luan foi  capaz de escapar com a bola entre as pernas de um de seus marcadores, sair da pressão de dois adversários e, mesmo espremido na área, encontrar o raro caminho do gol, também dei meus dribles nos convivas e encontrei espaço durante o jantar para conferir a tela do celular a espera dos alertas do jogo. 

 

 

começa o jogo

 

 

O primeiro deles apenas anunciou o início da partida, sem mais nada a acrescentar; o segundo, demorou para aparecer e meu consolo era que se nada surgia ao menos estávamos empatando. Foi, então, que, aos 25 minutos do primeiro tempo, quase gritei gol diante do garçom que me servia mais uma taça de vinho:

 

 

Goool

 

 

Dali pra frente, tudo que queria, além de seguir o bom papo que levava com os companheiros de mesa é que nada mais surgisse na minha tela, pois sinalizaria que teríamos garantido os três pontos. Da taça de vinho ao prato principal, passando pela entrada e salada, nada acontecia no meu celular.

 

Quando a sobremesa estava sendo servida, chegou o aviso final e a certeza que o Grêmio seguia firme e forte no Campeonato Brasileiro, apesar dos tropeços nas três últimas rodadas.

 

 

Final

 

 

Aliás, eis aqui algo a se pensar: mesmo sem pontuar três partidas seguidas, privilegiando a Libertadores e a Copa do Brasil, jogando fora de casa e contra um dos mais fortes times do campeonato ainda assim estamos vivos na competição, e somos o vice-líder do Brasileiro.

 

 

Haja estratégia, Renato!

 

 

Pedi para servirem mais uma rodada de vinho e convidei a todos para o brinde final: agradeci a recepção que tive, a forma carinhosa como minha família foi tratada e, no silêncio do meu pensamento, a vitória do Grêmio, também.

 

 

Cheers!

Na CASA COR, uma lição de varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

APENAS UM OLHO

 

Há uma semana na CASA COR, Carlos Ferreirinha, expert em Luxo, e José Marton, autoridade em arte, design e arquitetura, se propuseram a falar sobre Arquitetura de Varejo. E foram além. Como ir além exige o Varejo contemporâneo.

 

É um comércio de US$ 23 trilhões em que apenas 9% estão sendo abocanhados pelo e-commerce, mas com efeito multiplicador. Pela velocidade, pela potencialidade e, principalmente, por se identificar sobremaneira com um novo estilo de comportamento de vida.

 

Para o Varejo, a sobrevivência diante das mudanças atuais deverá passar pela adaptação através de um processo de absorção das transformações das comunidades. São comunidades étnicas, pró-saúde, de estilo de vida e de valores.

 

Caberá à Arquitetura o papel de comunicar diretamente aos consumidores os novos valores estabelecidos. Nesse contexto, a velocidade é importante, pois já temos marcas operando dentro desses novos parâmetros.

 

As fotos exibidas por Ferreirinha são o melhor exemplo para esse entendimento:

 

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Destaques para a loja da Burberry que oferece a plenitude de todos os recursos para uma experiência de compra real e virtual:

 

BURBERRY

 

A Starbucks, em Tóquio, ressalta a disponibilidade do escritório para os clientes:

 

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A Bento Store, de Carlos Ferreirinha apresenta uma inovação de produto, serviço e arquitetura surpreendente. Vende marmitas e afins:

 

BENTO

 

A Loja Casa Cor, por J.Marton, oferece produtos para casa e uso pessoal com assinatura. Designers afamados ou principiantes expõem e vendem:

 

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Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Conte Sua História de São Paulo: o número da sorte

 

Por Olga Pereira

 

Meu pai era vendedor de bilhetes de loteria federal. Toda manhã ele pulava da cama cedo, Fazia café para os filhos. Engraxava os sapatos. Escovava o terno e o chapéu. Jamais esquecia da gravata. E saía para vender os bilhetes. Antes, ainda passava em uma igreja e assistia à missa. Sua freguesia era nos jardins América, Europa e Paulistano.

 

Meu pai era português – veio muito menino -, e minha mãe brasileira. casaram, tiveram quinze filhos e criaram treze; viveram 57 anos juntos em São Paulo e em algumas cidades do interior. Nos educaram muito bem. Nos deixaram como herança a honestidade, a responsabilidade e o trabalho. Foi assim que ele conseguiu ter uma vida digna na cidade.

 

Ouça o texto de Olga Pereira que foi ao ar no Conte Sua História de São Paulo, sonorizado pelo Claudio Antonio

 

Em janeiro de 1969 – não lembro bem o dia, sei que era um sábado – ele saiu como de costume para vender seus bilhetes. Já tinha bastante idade e seu ponto era na Augusta. Ali tinha vários clientes, um deles o radialista Miguel Vaccaro Neto.

 

No fim do sábado, a pedido do próprio Miguel, meu pai sempre passava na Galeria Ouro Fino e vendia a ele os bilhetes que haviam sobrado. Foi que naquele dia meu pai não encontrou o Miguel. Tentou deixar o bilhete com o barbeiro da galeria, mas ele não aceitou para não ter de assumir a responsabilidade de pagá-los, afinal o Miguel não havia dito nada ao barbeiro.

 

Meu pai voltou para casa e com ele ficaram um bilhete inteiro e mais alguns redações que não conseguido vender.

 

Às seis da tarde, ao conferir pelo rádio os números sorteados, ele descobriu que um dos números que estavam encalhados em sua mão havia saído no primeiro prêmio: 25 mil cruzeiros. Um bom dinheiro naquela época, que lhe garantiu uma velhice mais tranquila ao lado de minha mãe.

 

Este texto foi publicado no livro Conte Sua História de São Paulo (Editora Globo)

Conte Sua História de São Paulo: descendo o Sumaré no rolimã

 

Nascido em 1957 em São Paulo capital, criado na zona oeste, Gilberto Franco lembra que o lugar onde hoje é a Avenida Sumaré era um grande brejo onde ele, os irmãos e os primos andavam de carrinho de rolimã.

 

Ouça o depoimento de Gilberto Franco, sonorizado pelo Cláudio Antonio, para o Conte Sua História de São Paulo

 

O depoimento foi gravado pelo Museu da Pessoa. A sonorização é de Cláudio Antonio e a edição é de Juliana Paiva. Conte você, também, mais um capítulo da nossa cidade. Envie um texto para milton@cbn.com.br.

Conte Sua História de São Paulo: traquinagem no colégio Clodian

 

Nascido em Santos em 1967, Celso Ferrari Masson, ainda criança, veio com a família para São Paulo. Ele lembra do tempo em que estudou no colégio Clodian no Bairro do Planalto Paulista e das traquinagens que aprontava por lá:
 

 

Ouça o depoimento de Celso Masson, sonorizado pelo Cláudio Antonio

 

Celso Ferrari Masson é o personagem do Conte Sua História de São Paulo. O depoimento foi gravado pelo Museu da Pessoa. Conte você, também, mais um capítulo da nossa cidade. Envie um texto para milton@cbn.com.br

Avalanche Tricolor: assim é pra acabar de vez com minhas chances no Cartola

 

 

Grêmio 0x2 Avaí
Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

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Vai dizer que você não apostaria neles, também?

 

 

 

 

Havia seis jogadores e o técnico do Grêmio no meu Cartola para a rodada deste fim de semana. A dominância tricolor é um padrão no Reina del Sur*, time que criei para disputar a Liga Hora de Expediente CBN – brincadeira que engajou mais de 4 mil ouvintes de um dos quadros do programa que apresento na rádio CBN.

 

 

No momento de escalar um lateral, analiso as possibilidade da longa lista disponível e teimo em pensar, ou melhor, em torcer para que as opções gremistas tenham melhor desempenho na rodada seguinte. O mesmo critério (o do torcedor) uso na avaliação de quem será o volante, o meio de campo, o atacante, o goleiro e …. bem, o zagueiro é sempre o Geromel e não tem discussão.

 

 

A dificuldade de me desapegar do tricolor, porém, tem me cobrado um preço caro no fantasy game.

 

 

Bons jogos e vitórias não são suficientes para que o craque escalado pontue bem. Às vezes, seu desempenho chama atenção em campo, mas dois ou três passes errados – que podem representar um percentual mínimo diante da quantidade de passes certos -, faltas cometidas e o cartão amarelo, injustamente aplicado pelo árbitro, são suficientes para reduzir a pontuação dele. Ou o seu atacante escalado em lugar de fazer o gol prefere deixar seus companheiros mais bem colocados. E logo aqueles companheiros que você deixou de escalar.

 

 

Sim, porque tem uma curiosidade nas minhas escolhas: quando percebo que tem muito jogador do Grêmio na formação do Reina del Sur, disfarço, faço de conta que vou equilibrar as forças e usar a lógica acima da emoção; substituo um da defesa, escalo outro no meio de campo, e mudo o companheiro do nosso atacante. Geralmente essas substituições são um desastre, pois retiro aquele gremista que acaba tendo melhor pontuação na rodada. Menos o Geromel, é lógico. Esse não sai nunca do time.

 

 

Impus a mim mesmo algumas regras no momento de escalar minha equipe no Cartola.

 

 

Regra número 1: nunca, jamais e em momento algum ponho no meu time alguém que vá jogar contra o Grêmio. Aí, não! Pelo amor de Deus! É desapego demais pra minha cabeça.

 

 

Regra número 2: sempre escalo o Geromel.

 

 

Regra número 3: na dúvida, escalo o jogador do Grêmio na posição.

 

 

Regra número 4: se sobrou dinheiro, convoco o Renato para técnico.

 

 

Não recomendo a você que siga minhas regras, especialmente se tem a pretensão de aparecer com destaque no Cartola. Minha pontuação até aqui, mesmo levando em consideração o bom desempenho que o Grêmio vinha obtendo no Campeonato Brasileiro, é lastimável. Se os líderes da nossa Liga Hora de Expediente CBN já estão na casa dos 800 pontos, eu “malemal” passei dos 550 e ocupava até a última rodada o 1.925º lugar entre 4.188 participantes – com tendência de baixa, haja vista os resultados parciais desta décima-segunda rodada do Brasileiro.

 

 

Por falar nesta rodada do Brasileiro: mesmo que escalar vários gremistas no Reina del Sur seja um padrão deste técnico fajuto de fantasy game, você há de convir que dado o desempenho, até então, dos dois times que se encaravam nessa tarde, na Arena, havia uma certa lógica na presença de seis jogadores e do treinador do Grêmio na minha formação. Imagino até que muita gente deve ter me acompanhado nesta aposta. E, assim como eu, se frustrado com o resultado alcançado em campo (menos com o Geromel, claro!).

 

 

*Antes que algum gaiato queira saber: Reina del Sur é homenagem a Kate del Castillo, musa de novela produzida em parceria de americanos e espanhóis, sobre uma mulher que comanda o narcotráfico, na Colômbia. Dá pra assistir no Netflix, mas cuidado: vicia!