Mundo Corporativo: “a tomada de decisão é sempre do ser humano”, diz Vicente Mazinetti sobre a indústria 4.0

 

 

“Virtual é mais barato, existem dados que as empresas gastam 170 dias por ano fazendo protótipos; e testando produtos. Virtualmente você consegue simular, diminuir a quantidade de protótipos”. Para Vicente Mazinetti, gerente de pré-vendas da Siemens, essa é uma das vantagens em investir no conceito da indústria 4.0, tema da entrevista que concedeu ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Ele explica que esse modelo de indústria vai além da ideia de substituir um operador por um robô, é preciso implantar inteligência nos processos: “a virtualização é a chave de tudo, então a origem de um produto deve ser virtual”.

 

Mazinetti entende que os profissionais e empresas têm de estar preparados para esta que é considerada a quarta revolução industrial, sem temer a chegada dos processos de automação e virtualização: “a tomada de decisão é sempre do ser humano, a execução, o manuseio desta tecnologia, o bom uso é do ser humano”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, pelo site e pela página da CBN no Facebook, toda quarta-feira, 11 horas da manhã. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e, em horário alternativo, às 11 da noite de domingo. Colaboram com o programa Juliana Causin, Debora Gonçalves e Rafael Furugen.

Rádio Sucupira: a política é a arte de acreditar desacreditando

 

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Na crônica política mais bem humorada do rádio brasileiro, o prefeito de Sucupira Odorico Paraguaçu está preocupado com calúnias que foram espalhadas a seu respeito. Segundo ele, estão tentando salpicar a sua reputação de lama.

 

A Rádio Sucupira é produção que vai ao ar, às sextas-feiras, no Jornal da CBN. As sonoras do Bem Amado foram cedidas pelo Acervo da TV Globo. O texto é de Dias Gomes e a interpretação de Paulo Gracindo. A edição é de Edmilson Fernandes e Debora Gonçalves.

 

Entrevista: “crianças tem de ser alfabetizadas até 2º ano”, diz secretária do MEC Maria Helena de Castro

 

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Os textos da Base Nacional Comum Curricular, para os ensinos infantil e fundamental, foram enviados ao Conselho Nacional de Educação, nessa quinta-feira, e definem as linhas gerais do que os alunos das 190 mil escolas do país devem aprender a cada ano.

 

Um das regras a serem seguidas a partir da aprovação final dos documentos é a busca pela alfabetização das crianças até o segundo ano do ensino infantil. No ensino fundamental, a língua inglesa será obrigatória, já o ensino de religião, não.

 

Ao Jornal da CBN, a secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que a Base Nacional Comum Curricular é um passo importante para melhoria da qualidade na educação. Aos professores, ela mandou o seguinte recado: a Base vai garantir equidade de ensino mas não vai interferir na autoria dos professores na sala de aula.

 

Charge do @jornaldacbn: turma de Cabral usava celular em camelódromo pra fugir da fiscalização

 

 

Foi o Portal G1 quem noticiou: Marcelo Chebar, doleiro e parceiro do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, disse ao Ministério público Federal, que ele e sua turma comprava celular pré=pago em camelódromos, a cada 15 dias, para fugir de possíveis investigações da Polícia Federal.

 

A notícia inspirou a turma do Jornal da CBN na produção da charge final da edição desta quinta-feira, dia 6 de abril. Colaboraram Paschoal Jr, Débora Gonçalves e Luiz Nascimento.

Avalanche Tricolor: o criador não curte a criatura mas, sabe como é, jogo é jogo

 

 

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Primeira Liga – Arena Grêmio

 

 

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Arthur foi destaque na vitória de hoje, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

A Primeira Liga é competição curiosa. Fizemos parte da criação dela mas nunca curtimos muita a criatura. Desde sempre temos colocado time de segunda mão em campo, sinalizando a pouca importância que damos para o torneio. Com o desejo de se reconquistar um Campeonato Gaúcho e tendo a Libertadores como marca maior na temporada, não podemos mesmo desperdiçar esforços nessa disputa.

 

Apesar disso, quando se entra em campo, sejam quem forem os 11 escalados, todos vestem a camisa do Grêmio. E se a camisa do Grêmio está em campo, queremos vencer. Especialmente quando jogamos em casa, como no início desta noite de quarta-feira.

 

Além disso, o time de hoje tinha muita gente legal para conferir e os esboços de boas jogadas que desenhamos em parte da partida mostraram que, mais bem afinado, O Grêmio poderia ter tido boa performance e uma vitória mais tranquila, mesmo sem a presença de titulares em campo.

 

Até porque, convenhamos, nossos reservas contaram com Bruno Rodriguez, Arthur, Fernandinho, Gastón Fernandez, Everton e Lucas Barrios – todos em condições de se encaixar no time titular quando for preciso e se sair muito bem.

 

Da lista acima, chamou-me a atenção a segurança e qualidade técnica do jovem Arthur, atuando como volante. Nossa escola na posição parece não ter fim.

 

Gostei também de Barrios. Até gostei mais hoje dele do que na partida anterior quando marcou seu primeiro gol. Sempre que pega a bola busca alguém para dar a assistência. Às vezes até gostaria que ele fosse mais fominha do que solidário.

 

E teve o Everton que já não é nenhuma novidade pra gente. Poucos insistem tanto quanto ele. Talvez até por isso nos chame atenção pela quantidade de gols que desperdiça. Mas não desiste. E hoje foi premiado ao colocar a bola de chapa longe do alcance do goleiro e marcar um golaço – o único da nossa vitória.

 

O domínio do jogo somente foi ameaçado no minuto final quando abrimos mão de manter a bola no pé e recuamos de forma perigosa. A sinalização de pênalti para o adversário e o risco de empatarmos seria preço muito caro a pagar em partida que fomos bem superiores.

 

A briga nos acréscimos foi totalmente desnecessária. Por desatenção, imagino eu, não devolvemos a bola ao adversário como era de se esperar diante do fair play. Porém, serviu para nos mostrar que mesmo não dando muita bola para a Primeira Liga, como diria o filósofo do boteco: jogo é jogo. E ninguém quer perder.

A fórmula de Galló

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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fachada de unidade da Lojas Renner, em foto do site verazaffari.com.br

 

Um executivo que comanda há mais de 20 anos uma empresa centenária, líder do mercado de varejo, que na crise aumenta o número de lojas, o quadro de funcionários e o lucro, certamente tem muito a dizer.

 

Foi o que Mílton Jung foi buscar na recente entrevista realizada no Jornal da CBN, quando conversou com José Galló, o presidente da RENNER.

 

 

Entre receitas, análises e sugestões, destaco aqui alguns pontos:

 

As 120 horas de treinamento ano por pessoa, a agilidade em acompanhar as tendências da moda, oferecendo oito coleções por ano entremeadas de minicoleções, e a atenção nos processos e despesas, são a receita para o sucesso alcançado.

 

Sem demissões e com foco na crise de um mercado oligopolizado entre cinco grandes cadeias, que correspondem a 13% do total da demanda, era preciso buscar a diferenciação dentro do Marketing Mix – Produto, Processo, Pessoas – para usufruir de forma positiva daquele momento. E isso foi feito com categoria, atestada pelo resultado obtido.

 

Agora, diante do “milagre” da economia, quando a inflação de quase 12% chega perto de 4%, o trabalhador que obteve 7 a 8% no dissídio terá um ganho real, que deverá impulsionar o mercado.

 

Resta apenas acompanhar o desenrolar político nacional. A operação Lava Jato precisará acelerar.

 

Adiante, será preciso remover a “medieval” legislação trabalhista que gera 2,5 milhões de reclamações, enquanto nos Estados Unidos são 75 mil e no Japão sete mil ao ano. Ao mesmo tempo em que o varejo tem picos de demanda, que poderá ser atendido pelo trabalho temporário. Esse iria reduzir os preços finais. Além de dar emprego a jovens e aposentados.

 

E, para quem não ouviu a entrevista, também é uma boa acessá-la.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Charge do Jornal da CBN: Renan compara Temer a Dunga e pede Tite no comando

 

 

Na disputa pela sobrevivência política, o senador Renan Calheiros PMDB AL transformou-se no principal adversário do presidente Michel Temer, que é do mesmo time. Em mais um dos seus ataques, Renan comparou o Governo Federal à seleção brasileira treinada por Dunga e disse que o Brasil precisa ser comandado pelo Tite. A declaração do senador alagoano, que perde espaço no governo e teme por sua reeleição no ano que vem ao Senado, em Alagoas, inspirou a charge do Jornal da CBN, desta quarta-feira, dia 5 de abril. A produção é de Paschoal Junior, Débora Gonçalves, Luiz Nascimento.

Voto em lista fechada: sim ou não?

 

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Comissão da reforma política reunida, em foto de Lucio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados

 

O voto em lista fechada é um dos temas em discussão no que o Congresso chama de Reforma Política. Na realidade, estamos apenas fazendo ajustes de última hora na lei eleitoral, já de olho no impacto que a Operação Lava Jato terá no futuro dos partidos e políticos envolvidos, e na eleição de 2018.

 

Na lista, o sistema proporcional permanece, com os partidos ou coligações conquistando número de cadeiras no parlamento conforme o número de votos que obtiverem.

 

O que muda?

 

Os partidos ou coligações fazem uma relação de candidatos e os colocam em uma ordem que será previamente conhecida pelo eleitor.

 

O eleitor vai ter de votar no partido e não no candidato.

 

Caso o partido ou a coligação consigam 10 cadeiras, os 10 primeiros da lista se elegem, por exemplo.

 

Hoje, no Jornal da CBN, promovemos debate sobre o assunto:

 

A cientista política Maria do Socorro Sousa Braga é a favor da lista aberta, que, para ela, possibilita maior manifestação popular na eleição.

 

Já o procurador federal Adriano Sant’Ana Pedra acredita que a lista fechada é a melhor opção. Ele diz que esse sistema ajuda a eleger bons candidatos que não são tão populares, barateia o custo das campanhas e dá maior transparência ao pleito.

 

Os dois concordam, porém, que este não é o melhor momento para travar esta discussão no Congresso Nacional.

 

Ouça o debate, entenda os argumentos e tire suas próprias conclusões:

 

Agência Lupa apura verdades e mentiras sobre julgamento da chapa Dilma-Temer

 

 

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No Jornal da CBN, desta segunda-feira, a Agência Lupa, nossa parceira na checagem de informações, tirou dúvidas sobre três frases que circulam na internet a propósito do julgamento da chapa Dilma-Temer pelo TSE, que deve se iniciar nessa terça-feira.

 

 

A diretora da Agência, Cristina Tardáglia, falou das seguintes afirmações:

  

 

“Dois anos com o processo na mão, e o TSE ainda pode ter pedido de vista”

 

 

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“A ministra Luciana Lóssio pode antecipar voto no processo de cassação de Temer”
 

 

 

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“Ministério Público Eleitoral recomendou que Temer seja cassado e que Dilma fique inelegível”

 

 

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Confira as informações levantadas pela Agência Lupa:

  

 

Voto em lista é engodo e casuísmo

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

 

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Plenário da Câmara  em foto de Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

 

 

Vários deputados federais e senadores tem defendido a introdução do voto em lista fechada já para as eleições de 2018. Esse movimento ocorre em causa própria, girando em torno da Proposta de Emenda à Constituição nº 61. Porém, alguns esclarecimentos básicos são suficientes para evidenciar a sua total inadequação e inconveniência ao Brasil.

 

Datada de 2007, a PEC tem dois objetivos indisfarçados: instituir o voto indireto para parlamentares via lista e sacramentar de vez o despotismo das cúpulas partidárias. Seu trâmite junto ao Senado Federal mais pálido e burocrático não poderia ser. Mesmo com a relevância que ostenta, jamais foi objeto de uma audiência pública ou debate. Levou quatro meses para ter seu primeiro relator. Foram sete relatores ao longo de quase uma década. Sua justificativa, além de apartada da realidade brasileira, invocou, a pretexto de parâmetro, países cuja estrutura e sistemas partidários e eleitorais nem de longe se assemelham aos daqui.

 

Vejamos.

 

Na Alemanha, o federalismo é efetivo, o voto é facultativo e há uma rigorosa cláusula de barreira relativamente aos partidos políticos. A Nova Zelândia funciona em regime de monarquia unicameral. No Japão, o voto também é opcional e as campanhas eleitorais não permitem sequer a distribuição de materiais impressos. Na Itália, predomina um hiperpartidarismo que já supera as 300 siglas e ex-presidentes da República são senadores vitalícios. A Rússia, que tem apenas dois partidos fortes (PCFR e Rússia Unida), é considerada um país não livre pela Freedom House. A Venezuela é uma ditadura que tem cinco poderes constituídos e os seus congressistas podem exercer apenas três mandatos consecutivos.

 

Contudo, a principal característica da PEC está mesmo na agressão à Constituição Federal.

 

Primeiro, quando desrespeita o seu artigo 14, cuja redação dispõe que a soberania popular será exercida por sufrágio universal e voto direto e secreto.

 

Depois, nocauteando o inciso II do § 4º do artigo 60, o qual assegura que esse voto direto é cláusula pétrea. Ou seja: não é um tema que possa ser objeto de emenda alguma.

 

Eleitor, não se engane. O súbito interesse de congressistas pela PEC nº 61/07 não tem nada de patriótico. Não é impulsionado pelo aperfeiçoamento democrático ou da representatividade parlamentar. É vitaminado pelo instinto de sobrevivência. Estão debruçados em torno dela por um único e estratégico motivo: o receio de derrota nas urnas e a consequente perda do foro privilegiado. Trata-se de uma receita que combina engodo parlamentar com casuísmo político e uma pitada de covardia institucional.

 

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e escritor. Autor de “Campanha Eleitoral – Teoria e prática” (2016). Escreve no Blog do Mílton Jung.